Poemas de Lembranças
Seres humanos
Os anos vão passando...
Vamos acumulando conhecimentos e experiências
Nas estradas da vida vamos deixando para trás muitas coisas
Nesta longa viagem, as emoções são vivenciadas com vários temas musicais
Que se confundem com cada momento especial que passamos
O passado vem na velocidade da luz trazendo em nossas lembranças fatos, fotografias e músicas que vão acionando em cada momento, tudo que fazem parte do contexto que estão inseridos no roteiro do livro de nossas vidas, guardados no nosso pré-consciente que faz parte do inconsciente, porém se trata daquelas memórias que conseguimos às vezes trazer à tona, são situações, lembranças ou fenômenos que costumamos dar atenção ficando assim registrados em nossa memória
O pensamento gerando emoções e o sentimento que carregamos dentro de nós se manifesta mostrando que apesar de nossos erros e acertos...
Somos seres humanos.
Nós somos quando adultos
O reflexo dos sonhos das crianças
Que deixamos no passado
A felicidade não é o que temos ou o que somos
Mas o que preservamos de forma essencial
Construindo o futuro
Com as lembranças maravilhosas
Do passado.
Dia desses
(Jelres R. de Freitas - Janeiro/2016)
Um dia desses as coisas mudam,
E a gente esquece o que ficou para trás.
Aparece pessoas e te ajudam,
A não lembrar do passado jamais.
Um dia desses a dor acaba,
A ferida cicatriza e para de doer...
Você pode achar que é piada,
Mas é o tempo... Deixa ele percorrer.
Um dia desses você acorda feliz,
Ocupado de mais para o passado...
Oque vai sobrar é uma cicatriz,
Será apenas orgulho pelo aprendizado.
Um dia desses a gente deixa de crer,
Começa a duvidar do que dizem...
É melhor pagar para ver,
E esperar para saber se condizem.
A certeza que vai dar tudo certo,
É como se a esperança renascesse...
Sentimento de um preso liberto,
Tudo isso em um dia desses.
Ás vezes os meus passos teimam comigo e, quando me dou conta, já estou nos nossos lugares preferidos te procurando.
Passos tão desobedientes que teimam em te procurar em nossos lugares preferidos; é saudade dos momentos, das conversas nesses bancos de praças em meio à arvoredos e tapetes floridos pelas flores no caídas; culpo meus passos, mas meu coração também é culpado.
A fotografia da alma
E quem dera poder te guardar em minhas fotografias, registrar a alegria da sua alma perante meu sorriso bobo e largo, diante da beleza dos seus olhos; janela que me encanta com brilhos intensos, olhos famintos e insaciáveis.
Sede da alma que a fotografia não sentiu, mas era de ti o meu desespero em saciar essa vontade que me consumia; queria, ao menos, uma gota poder te guardar; registrar em um único lugar tudo que eu queria ter para a eternidade.
Sou fotografo amador, como amar não dispensa dor; da alma não sou excelência, apenas aprendi a ser aprendiz nessa existência.
Minha foto favorita é a que me faz companhia.
Sempre vou dizer que éramos tão inocentes. Achávamos que podíamos mudar o rumo da psicologia em Sergipe. Que a vontade de fazer era tudo. Um dia estive lá e vi que o quanto o sistema é forte e bruto. A nossa boa vontade não foi nada. É como a vida, te humilha e te deixa de joelhos. Mesmo assim, lateja em mim o desejo pela mudança, pela transformação.
(Lembranças do facebook)
(Chapa 12 - 2016 - CRP 19)
Águas claras
Quando meus pés não sentem mais o chão
E aquele velho pensamento toma meu coração
Quando as lembranças enterradas
Num passado não esquecido
Voltam trazendo sentimentos perdidos
Alegrias, sofrimentos, pequenos momentos
Sonhos, desilusões e arrependimentos
Pior que lembrar ou sentir
É saber que realmente foi o fim
Que nunca voltará, que sempre será
Uma lembrança perdida no vão das palavras
Juras de amor nunca cumpridas
Perdas sofridas refletidas em águas claras
Silêncio e temor, tristeza e dor
Não é rancor, muito menos raiva
É apenas a perda marcada na alma
Dia, noite ou madrugada
Já não me importa,
Ando por aí bem longe de casa
Seguindo meu caminho
Andando sozinho e descalço
Nessa estrada de espinhos.
Às vezes, lembrar dói.
Magoa... faz sofrer.
Vontade louca de correr e correr.
Pra trás a tristeza deixar
Viver um eterno ressonar.
Um passado descolorido
Uma luz frouxa
pra trás tão no pretérito abandonado.
Sonho louco.
Olho-me no espelho.
Olhar magoado.
Vejo marcas e machucados.
Cicatrizes feias e fundas.
A vida tem estado
– no que se refere a mim –
o tempo todo nas mãos com um relho.
Abismo
Escuridão.
Medo.
Amplidão.
Ninguém me avisou que depois do fundo do poço havia um abismo.
Tsunami, vendaval, sismo.
Tento no silêncio me refugiar.
Só ouço pessoas a gritar.
São gritos que pedem pra parar.
Como faço?
Em pedaços me desfaço.
Lutar ou resistir.
De qualquer jeito continuarei a cair?
Resisto.
Luto.
Consigo, enfim.
As vozes começam a se calar.
O medo a de mim se desapegar.
Sou o que sou.
E gosto do que vejo,
do que sou.
Vou continuar.
Da memória… não vou apagar
tudo o quanto caí.
Quero as lembranças todas.
No fim estarei inteira aqui.
Aquela lembrança
Retornou como um antigo erro aquela lembrança.
Corri pela areia da praia para esquecê-la.
Coloquei óculos escuros para não vê-la
Mergulhei no mar para afogá-la.
Redimensionei-me.
Fiz-me pequena...
Corpo decomposto...
Fiz tudo o que podia pra daquela lembrança não sentir mais o gosto.
Retornou... simplesmente retornou.
e fustigou-me.
Amor novo, novo amor
Todos os dias aquele mesmo frescor de algo novo,
Amor novo, no princípio...
Amor tão familiar, tão íntimo, tão profundo... denso... tão vivo.
Amor tão forte – maior que a morte –, sem ele sequer vivo.
Uma sensação intensa, parte de mim, de algo que sou, dos retalhos espalhados que esse amor juntou... tudo se clarificou.
As cicatrizes, esse amor, todas abrandou.
Quisera ter uma caixinha...
Nela guardar com todo o cuidado meu coração
ou colocá-lo em uma redoma...
Seguro e livre da escuridão.
E, amor, nesse imenso caos... descaostizado... és tu um tudo… de tudo um pouco…
em tudo harmonizado.
Amor amado.
Protegido… completamente afastado deste mundo louco.
Um amor… que de tudo de bom me trouxe um pouco.
Uma refeição, um sorriso!
A pratos que se come cru!
Quantas vezes na minha infância a bolacha Cream Cracker foi comida no almoço como mistura; ou quantas vezes o bolinho mais saboroso da minha vida foi feito de farinha e feijão prensados a mão no ato da alimentação?
Eu adorava comer uvas passas e frutas cristalinas de sobremesa. O que dizer de um simples iogurte, uma maçã ou um delicioso pé de moleque sendo apreciados após aquela pizza servida uma vez ao ano, perto do natal?
Essas não são lembranças que machucam; são momentos da minha vida que me fazem valorizar cada vez mais o meu prato de hoje em dia recheado de comida!
Perdido
Socorro! Socorro! Estou perdido, me ajudem, preciso me encontrar!
Até aonde consigo lembrar, eu estava bem, saudável e muito feliz; depois por algum motivo eu acordei mergulhado num lugar aonde não existe mar, este lugar é confuso, vazio, deprimente, sinto que estou afundando na areia movediça de cabeça para baixo. Talvez alguém tenha tentado me matar ou posso ter levado uma surra bem dada, pois sinto uma dor de cabeça terrível, estou sem direção.
Droga! Estou recuperando lentamente as minhas memórias, juro, que preferia ficar sem as minhas lembranças mais recentes.
Neste momento, nada mais satisfaz a minha alma; cada um sabe a falta que o outro faz.
Saudade x Amor
A saudade é a maior adversária de quem ama, ela ganha vitórias secretamente, ela chega silenciosamente através da nossa máquina do tempo e cresce sem demora quando reviramos o passado. A saudade, agride, machuca, revolta, nos faz chorar e as vezes derruba o coração sem deixar testemunhas. Quando o amor da espaço, se afasta ou vai embora, ele permite que a saudade entre e tome conta das nossas lembranças e das nossas vontades de revivermos os momentos mágicos que marcaram as nossas vidas.
Se sinto saudades é porque já senti ou sinto ainda, muito amor.
Mudanças são Necessárias
Mudar a rota dos pensamentos para enfrentar novos caminhos é difícil;
Fugir das lembranças daquelas brincadeiras, daqueles abraços e dos bate papos que faziam bem é doloroso;
Ainda corre nas veias a sensação de pertencimento egoísta do que ficou pra trás;
Acreditar que não merecemos viver outro amor pela ausência da pessoa que já se foi é o mesmo que por um cadeado no tempo e pedir para o futuro ir embora;
Eu prefiro colocar uma carta na caixa do correio pedindo para o Sol aparecer pela minha janela para colorir a minha vida com tons mais vivos que o de um arco-íris.
Um sopro da paixão
Um vento passageiro bateu a minha porta,
Num primeiro momento trouxe alegria, euforia e um gosto tão bom que paralisou o tempo,
A paz e o alívio trazidos pelos gestos e os detalhes foram se esvaziando na mesma velocidade que chegou,
Foi tão bom e tão repentino, talvez tenha sido um engano, ou um sonho, não importa! As lembranças dessa paixão me fazem tão bem.
Ester
Tantas opções após o nosso último dia de trabalho temporário naquela noite de véspera de natal ela tinha, mesmo assim preferiu ficar ao meu lado sentada a noite na lanchonete ouvindo minhas besteiras antes que o ônibus viesse para cada um seguir o seu destino. Tão sorridente e de beleza impactante, afetuosa e carinhosa no tratar. Era incrível como a Ester me olhava, que momento mágico e inesquecível!
Depois de muito tempo conversando e dando muitas risadas começamos a nos olhar com uma segurança e intimidade única. Então no momento em que começamos a nos beijar o mundo parou a nossa volta e tudo parecia obedecer aos nossos sentimentos e emoções.
Logo seguimos cada um para sua direção sem promessas e sem o amanhã, apenas carregando nas janelas do busão a alegria e as lembranças de um momento só nosso e de mais ninguém.
Um poema atravessado
O tempo na contramão
O que vem, o que vai indo?
Haja alma e coração
Pra tanto céu amarelado
Nas memórias de um domingo.
Lori Damm 31/07/2022
Finados...
Imagino uma escada na porta do céu.
Com um corrimão invisível, feito de sonhos e saudades.
A escada beira as nuvens e seus degraus são formados por rabiscos coloridos feitos por mãos de crianças, cheiro de comida, de roupa lavada e sons de canções que vem de um rádio antigo.
Os degraus levam até a um portal feito de amor.
Neste portal, onde o hoje é ontem e o ontem é hoje, dois anjos velam.
Cada um ocupa o tempo de vigília a sua maneira...Felizes!
Um quadro impressionista, como uma tela de Monet.
Impressões de um encontro que um dia sei que acontecerá…
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