Poemas de Lembrança
Soneto de lembrança
Voz atraente e sorriso envolvente,
Seu olhar é como sonho que sai da minha mente
Pra descobrir as maravilhas que só vejo em você
Tenho agora um temor, de nunca mais poder te ver.
Sinto o vento sussurrar ao pé do meu ouvido
E dizer que sem você nada mais me faz sentido,
Mas ao te ver há uma sintonia que toma meu coração
E me dá a certeza de que nada entre nós foi em vão.
Te dou a certeza de que irei te encontrar,
Mais cedo ou mais tarde, eu vou te abraçar
Te dizer que é insaciável a vontade de te tocar.
Hoje, somente, tenho a te guardar o que em poucos minutos semeastes mim
Um sentimento imenso, que coube em tão pouco espaço
Que se deu com teu sorriso, e se firmou com teu abraço.
Realidade inventada
Vejo o sol, vejo o mar;
Vejo as ondas sobre o mar, vejo a lembrança de viajar;
Vejo que estou sob a luz do luar, vejo o tempo passar;
Vejo a chuva tudo molhar, vejo a estrela brilhar;
Vejo esse meu sonho acabar, vejo-me a tentar tudo melhorar;
Vejo esse meu pensamento tentando melhorar se acabar;
Vejo esperança no olho brilhar, vejo a beleza em tudo que há;
Vejo esperança nos olhos de uma criança, mas não vejo mais em meu olhar;
Vejo a beleza em todos, mas não vejo em mim, tão pouco reconheço meu reflexo;
Vejo que estou presa neste baú a que devo chamar de coração, estou aqui esquecida;
Vejo que não tenho ações nem reações, pois estou presa neste coração;
Vejo que tudo que há de bom em mim está aqui, mas está guardado e preso no fundo deste baú onde ninguém pode ver além de mim;
Vejo que deixei de sentir, vejo meu olhar se apagar e se calar;
Vejo o meu sorriso aqui escondido e preso neste baú a que devo chamar de coração;
Vejo meus sonhos se perderem, minhas esperanças desaparecerem e eu estamos aqui presos sem ter como reagir diante a essas injustiças;
Vejo as ondas sobre o mar, vejo a lua a noite iluminar;
Vejo que meu baú foi-se a atirar sobre as ondas deste mar;
Vejo que dói me lembrar, vejo eu neste mar me atirar presa dentro deste baú;
Vejo que aqui não é mais meu lugar, mas não tenho como escapar terei que junto a este baú, chamado coração, devo me atirar;
Vejo meu lar desmoronar, meu ser desaparecer e meu sonho de esperança acabar;
Vejo agora que acordei tudo ainda está aqui, nada mudou;
Desse sonho de desabafo e esperança acordei;
O que será você daqui uma semana?
SAUDADE
daqui um mes?
LEMBRANÇA
daqui um ano?
ALGUÉM QUE EU CONHECI SÓ NÃO LEMBRO ONDE
daqui dez anos?
NÃO FAÇO A MÍNIMA IDÉIA!
A vida segue, sempre.
Mas às vezes da um tropeço, uma engasgada,
Sabe?
Ai vem aquela lembrança,
Do que não foi
E dói.
Tempo
Os dias passam como o vento
O ontem é apenas uma lembrança
Lembranças boas
Lembranças ruins
Lembranças que devem ser esquecida
Talvez a própria vida nós faça esquecer
Quando se perdi as memórias
O que resta é apenas um vazio
Um olhar perdido
Um olhar sem vida
Mas triste é sentir tudo isso
O tempo passa
O vazio também
E esse se preenche de novas esperanças
Nova vida
Novo amor
O tempo passa como o vento
Quero apenas ser levado por ele
Senti a brisa
E flutuar com ela
Senti apenas que estou viva
E viver intensamente.
21 de setembro - Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência
Essa data é a lembrança de que a inclusão não é uma escolha, mas um direito. Para cada barreira que ainda existe, há uma força invisível que persiste, uma luta constante que não se abate diante do preconceito. As mãos que pedem acessibilidade não querem caridade, querem dignidade. São sonhos que merecem ser vividos, olhares que merecem ser vistos. Nesse dia, celebramos a coragem de quem enfrenta o capacitismo diariamente e nos lembramos que a verdadeira deficiência está na falta de empatia. Porque enquanto houver luta, haverá esperança de que todos possam caminhar lado a lado, independentemente de suas limitações. Que essa luta seja de todos, e que esta data saia da invisibilidade, hoje e sempre.
Assim seja!
Josy Maria
Quando a Lembrança aperta
E, de repente, a ficha cai. Já não se pode ter aquele abraço apertado, cheio de carinho e afeto; já não se pode ver aquele sorriso que um dia te encantou; já não se ouve aquela voz que, por muito tempo, foi seu guia. Ficaram só lembranças. Hoje, lembro com saudades: olhos marejados, lágrimas escorrendo pelo meu rosto, o coração apertado, recordando um passado que não volta mais.
Leriano Perêirah
A chuva me traz a saudade.
O mate me traz o sabor.
O sabor me traz a lembrança,
dos beijos do meu amor.
Eu sempre gostei de girassol.
É amarelo, traz alegria, esperança e lembrança de quem eu fui, sou e quero ser.
Sonhei com eles num buquê, com ele em vários buquês, em vários momentos.
Numa plantação correndo no vento, com alguém me olhando por dentro, deixando contento, lançando no vento cada espinho arrancando da minha alma.
Sonhei com girassóis no cabelo, acompanhados de beijos, de algum cortejo, como um soneto que o final é feliz, seguidos de um sim, com certeza da fuga do fim, pois afinal o amor é assim, imperfeito, intenso, um querer bem do seu bem, sempre pensando no além, vivendo o hoje por medo da incerteza da vida amanhã.
Um aconchego ao deitar, o medo de desapontar, a busca por amparar, cuidar e simplesmente amar... Juntos sonhar um sonho único a dois... Eu sonhei, sempre sonhei.
Se tens o passado por lembrança, não o uses por esperança;
o passado é um motim calado, esquecido,
enterrado pela misericórdia das ações já vividas.
'QUE HORAS!'
'O dia a dia varanda'.
Que horas lagartas!
Vozes de rios,
ilusórios.
Lembrança insistente.
Prenúncios torpentes.
Anúncios nas chuvas.
Montanha enseada...
Pedras corredeiras.
Que horas crivadas!
Invisíveis tragando nuvens.
Folhas no rosto,
cheiro de frio,
jornada acrobata.
Alucinógenos devorando o tempo.
Que horas traçadas!
Bordas/granizos.
Quadros irretorquíveis.
Suspiros sólidos.
Linhas pontuadas...
Retinas figurando horizontes.
Que horas ardentes!
O mundo nos olhos.
Trilha de matas.
Renascimento recente.
Reluzentes no hoje que brilha.
Sentimentos passados.
Grito potente,
urgente na vida pacata.
O que vale são sementes.
Jorradas em qualquer estação.
Milagres nas mãos.
Que horas,
que nada!
No seio da noite fios de luz se debruçam na lembrança de sentimentos frios, outrora quentes e afiados quando achei que tinha perdido o gosto na jornada, quando pensei que havia levado meu coração. Pensei que não havia mais mar alto a navegar, nada a explorar, nem mar, nem amar.
Mas meu coração está aqui, palpita ainda o dia que te conheci, atrelado a âncora, costeiro sonhando com mar alto. Você na verdade só conhece de orla, só se move pelas beiras, avistando a olho nú o litoral. Coragem pra desbravar novos mares nunca tiveste, quantas veses se viu encalhado? Nunca soube o que é perder a praia de vista, nem sentir o vento veloz no rosto, fica escondido na câmara.
Seus povoados íngremes desabam à falta de caráter, seus rios poluídos decompõe até as guéuras dos peixes, seu mapa de vida empobrecido e deserto, nada de amor, também não possui bússola, nem rota.
Mas você me deixou um legado, sim. Porque das duas colunas, uma é a amizade. Me disse que havia no caminho uma flor plantada, me falaste tanto dela. Então eu a procurei entre risadas e lágrimas nos damos conta que nada se perde quando se ganha e na amizade verdadeira eu posso de perto senti a fragrância.
A amizade é atemporal. Leonice Santos.
A memória deste novo dia não pode morrer...
Deixe que um detalhe eternize,
Uma lembrança transborde,
E a composição divina da luz de hoje, seja um estigma, na história de quem sabe viver.
INSEGURANÇA
A tal insegurança
Faz do certo lambança
E o peso da balança
Uma rara lembrança
Do que tem importância!
Depois de tanta vida, comecei a viver. Veio à mente a lembrança do que perdi em vivências consistentes, por acreditar nas disputas mercadológicas; nas corridas para o sucesso notório. Tudo sempre mais público do que pessoal.
Faz tempo, deixei de viver em razão dos outros. Aprendi a saber que estou em mim. Sei me doar sem doer por excesso de autocobrança. Faz-me bem olhar o mundo com serenidade, sem temer a sombra; o anonimato; a classificação nesse concurso instituído por uma sociedade viciada em superar o próximo.
Demorada maturidade. Não tardia, exatamente. Apenas demorada. Em tempo de me recompor, adaptar as sucatas do meu ser e renovar conceitos. Vencer preconceitos. Preencher vazios e me realizar como repessoa.
LEMBRANÇA CONTRITA
Demétrio Sena - Magé
Ninguém teve de mim algo tão delicado;
tão intenso e profundo, mas também tão leve;
despojado, sem preço e sem mais que o sensato
pro que a vida podia reservar pra nós...
Você teve uma prece contínua de amor
de quem nunca faz prece ao sobrenatural;
contrição e louvor, todo culto afetivo
que minh'alma só teve para lhe ofertar...
Fui a sua oferenda; o doce sacrifício;
dediquei o meu corpo aos seus olhos, às mãos,
sem nenhum desperdício de chance qualquer...
Nada foi tão contrito e talvez sacrossanto
quanto as fugas de mim pra desaguar em nós;
os ebós que deixei na sua encruzilhada...
... ... ...
Respeite autorias. É lei
Às vezes, no silêncio das madrugadas, uma lembrança adormecida caminha de mansinho entre os pensamentos. Não vem com nome, nem com rosto bem definido, é mais como uma brisa antiga que sopra do tempo, carregando o cheiro de um lugar esquecido e a luz suave de uma tarde que já não volta mais.
No sonho de ontem, a velha casinha ainda estava lá. Os tijolos um pouco gastos, o portão que range, e aquele silêncio que só existe em lugares que um dia foram felizes. Eu caminhava devagar, como quem pisa nas próprias memórias, e sussurrei, sem saber por quê: "ainda está como antes."
Havia algo no ar, talvez o vento mexendo nos cabelos de alguém que não vi, talvez os olhos de alguém que não se virou. Mas eu senti. Como se algo, ou alguém, estivesse ali, em cada canto, em cada sombra macia projetada pelo fim da tarde.
Não era saudade exatamente. Era mais fundo. Como uma música que não se lembra, mas que, quando toca, faz o peito pesar e o tempo perder o ritmo.
Acordei com a sensação de ter tocado algo precioso, mas intocável. Como se o passado tivesse respirado junto comigo por um breve instante, e depois voltado para o seu lugar, intocado, imóvel, eterno.
"Quando o amor não mata, a lembrança do amar, o faz.
É a lembrança do nosso quase amor, que me faz querer-te, cada dia mais.
Eu já tentei de tudo, mas mesmo o tudo, parece ineficaz.
Cada gota de chuva, cada brisa do vento, até mesmo das folhas, cada farfalhar, me trazem as memórias de dias atrás.
Sou criminoso por tentar matar esse amor, mas o sou ainda mais, por te amar demais.
Cada pouco desse amor, que morre em mim, um pouco do meu eu, com ele jaz.
Infelizmente ele é capaz de renascer, o que o meu é incapaz.
Meu coração tornou-se um campo de batalha, agora só existe guerra, onde eu mataria pra existir paz.
São as recordações, que incendeiam a alma e o peito deste jovem rapaz.
Morrendo a cada dia, eu percebi que; Quando o amor não mata, a ausência do amar, o faz..."
"Sonhe comigo esta noite.
Cada lembrança de um dia, cada desejo de um beijo, um açoite.
Amada minha, sonhe comigo esta noite.
Não posso vislumbrar a sua ida, prefiro vislumbrar a morte, com sua foice.
Amada minha, sonhe comigo esta noite.
Tento narrar uma vida contigo, tento explicar tudo que sua paixão me trouxe.
Amada minha, sonhe comigo esta noite.
Queria que o nosso ontem, se tornasse o nosso hoje.
Rogo aos céus, para sonhar contigo, imploro ao Cristo, amada minha, que sonhe comigo esta noite..."
Uma boa lembrança
Aconteça o que acontecer seja canal de bênção na vida das pessoas. Faça o melhor que puder para ver alguém feliz. Dessa forma, certamente o mundo pode ser melhor.
Que o nosso nome quando for lembrado traga saudade e não uma lágrima de dor.
Que depois de 50 anos possamos rabiscar um sorriso na foto impressa.
O tempo passa para ricos e para pobres, mas no final de tudo as lembranças podem ainda ser motivo de grande alegria.
Vamos semear o bem, pois o mundo já sabe o sabor amargo que tem a maldade.
