Poemas de Julgamento
Então enfie os dez dedos na garganta pois é
Bote pra fora o fantasma cinza que padroniza sua alma e te habita
Vergonha alheia é aquele momento em que o protagonista está livre e você, preso pelos próprios julgamentos.
Se você bater de frente com um vilão, não o julgue mas procure saber o que aconteceu para que ele viesse a se tornar assim, isso sim é ter empatia.
Antes de querer julgar alguém, primeiro, saia desse mundo de conteúdos rasos! Experimente calçar os sapatos do outro, só para saber como é ver a vida de perspectiva diferente do que está acostumado. É assim que um ser humano cresce.
Vejo a sociedade como um grande Tribunal constituído por juízes parciais que julgam seus semelhantes a bel-prazeres. o que conforta é que com os mesmos critérios que julgam, também são julgados.
Ninguém tem o direito de julgar o outro até ter experimentado todas suas dores que o acometeram a errar.
Machado de Assis, no romance realista Dom Casmurro, narra a história de Capitu que, comprometida com Bentinho, ficava na janela, com olhares dissimulados, vendo os cavaleiros passarem. Mais de um século já se passou e tivemos o período de maior transformação social da história, com o surgimento do telefone e das redes sociais, o que não mudou foi o hábito de, mesmo comprometidos, ficarmos na janela, observando os que passam, enquanto julgamos Capitu.
Ter em mente a minha própria fragilidade ajuda para que eu não julgue a fraqueza do meu semelhante.
O advogado e o promtor em um tribunal do juri, nada mais são do que vendedores de verdade, cabendo apenas aos jurados decidirem, qual verdade eles vão comprar.
Hoje estamos na cômoda posição de julgar o passado com os olhos do presente.
Não nos esqueçamos, porém, que no futuro seremos julgados.
"Ninguém é tão bom quanto parece falar, nem tão ruim quanto as pessoas dizem. Duvide de quem só fala dos
defeitos dos outros."
Tinha medo de mudar o visual, mas se não mudasse, teria medo da opinião alheia. Tinha medo de cortar o cabelo, mas se não cortasse, teria medo do julgamento. Tinha medo da cabeleireira, mas se não a procurasse, teria medo dos apelidos maldosos. O medo sempre me levava a outro medo. O ciclo nunca se finda! É preciso ter coragem para confrontá-lo.
A gente se preocupa tanto em dar explicações, dizer que não foi aquilo, que a pessoa entendeu errado, chora se descabela, fica magoado, mas tudo isso é desnecessário, é perda de tempo, é se humilhar desnecessariamente. Se a pessoa, realmente tivesse intenção de entender não te julgaria, e se julgou é porque já te condenou. Então, o que a gente precisa é parar de ser besta. Para que ficar dando tanta explicação se o veredito já foi dado?
A gente julga demais uns aos outros e se esquece que no ápice do desespero, qualquer um de nós é capaz de tudo.
A maioria das pessoas que apontam os nossos erros, não tem interesse alguma em corrígi-los. O que querem é nos diminuir, nos injuriar e nos desvalorizar perante os olhos dos outros e nossos próprios olhos, como se elas fossem a própria personificação da perfeição.
