Poemas de Julgamento
Muitos querem nos aprovar pelas réguas das massas, desprezando nitidamente a individualidade e singularidade de cada um.
Uma das coisas que o Brasileiro tem que aprender é não julgar. Parar de polarizar e dividir entre quem sabe x quem é inferior. Isso cria separação. Temos que criar inclusão, incluir minorais, incluir nossos ancestrais, nossas dores, nossas fraquezas.
E tirar nossas armaduras.
Não é eliminando ou ridicularizando quem é melhor que a ti, que te tornas melhor que ele e nem te livras do peso da comparação.
Seguir tentando evoluir como ser humano num mundo onde você é julgado por um erro é uma atitude de grande resistência.
Não use as suas experiência como critério de análise para julgar a experiência dos outros. Coisas que para você foram fáceis para outras pessoas podem ser extremamente difíceis e dolorosas. Cada um sabe o peso da dor que carrega e não cabe a você se colocar na condição de juíz da dor de ninguém. O fato de você não ter vivido a história e nem ao menos tê-la represenciado já torna você inapto a julgá-la.
Às vezes, nem é sobre o que a pessoa diz, é sobre como ela faz você se sentir. Existem julgamentos silenciosos que condenam mais que palavras.
Se queres julgar alguém, julga a ti mesmo e corrige os teus defeitos. Depois, modifique sua vida e tenha atitudes e seja ético.
As pessoas julgam você, e julgam você, até que um dia você não aguenta mais e explode. Simplesmente explode.
Não importa o que diga, o que faça ou o que professe. Se não for capaz de se sintonizar com a dor do outro, de deixar de julgar o infortúnio do próximo, nenhum feito valeu a pena.
A natureza humana está constantemente evitando o diferente. A estranheza que o adverso nos causa, nos faz buscar o caminho mais curto: o de julgar e condenar.
Se eu coloco algo que eu não conheço na categoria do erro, evito me dar o trabalho de pensar, analisar e correr o risco de mudar de ideia. Muitas vezes a intolerância no campo das ideias nada mais é do que simples preguiça mental.
Quando os pais assumem o direito de punir, colocam-se no lugar de um juiz. Devem julgar o comportamento da criança para decidir se ela merece ser punida e quanto. O próprio ato do julgamento quebra uma relação baseada no amor. O amor exige compreensão, enquanto que o julgamento exige onisciência.
Para não se importar com a opinião dos outros é preciso se conhecer tão bem a ponto de saber que o que dizem não tem nada a ver com você.
Quem você pensa que é para julgar alguém profundo como o mar com o teu olhar raso que mal enxerga a superfície?
O aspecto em que alguém se concentra para julgar os outros depende do caráter daquele julgador específico. Assim como julgamos os outros, também somos julgados por eles.
