Poemas de Gênios
Eu fui, e quis que tudo afundasse. Por hoje. Para que eu pudesse ficar sozinho nessa imensidão. Era sal, dor e cabelos. Um sentimento, um pensamento ecoava, passeava por todo o meu corpo. Gotejou suor de tanto frio. meus pés, bem, esses eu já não os sentia. Só o incomodo cansado, leve do lado direito do rosto, feito um tapa humilhante e gasto.
As vezes mesmo à essa hora, eu ponho junto ao meu ouvido o relógio em pulso. Só pra poder ouvir seu tictatear e ter a certeza que do meu lado existe, neste momento, mais alguma coisa viva.
Não me deslumbro com o susto do conhecimento adquirido no instante. Me acho ate ignorante por essa falta de sensibilidade, mas o que posso fazer, tenho o meus melindres, as minhas exigências, e preferencias. Não sou pura criação e não posso aceitar que, o jamais lido, estudado, escutado e/ou avaliado. Assim o seja em poucas linhas de um trançado poético com admiração exaltado. Levo tão a serio troço, que não acredito na relevância do valor teórico, muito menos do sentimental daquilo que é de praxe o cansaço da abstração por exaustão. A fundo.
As vezes a vida nos joga numa espécie de limbo. É como se estivéssemos entre o estar e o não estar. Uma verdadeira dimensão intermediária no viver. É estranho passar por essas fases na vida. E talvez você nunca passe por isso. Tento descrever da maneira mais nostálgica possível. Digo que é o espaço que divide às musicas no vinil. É o chiado constante da agulha, com o estourar de flocos de poeira em seu cristal. É o nada. É o espaço em branco, que você terá o trabalho de escrever.
Quando você escuta Sinatra quando está no banheiro. Sua vida estará num ponto extremo do limiar da sensibilidade. Ou muito feliz, ou em plena desgraça.
O calça desbotadas apareceu... Tirou fora minha cabeça. Seu corpo exalava um doce amargo. Suor eu sei, mais uma vez, suor de um dia de trabalho laborioso para um jovem. Compondo com perfeição meu quadro de desejos, aguçando os sabores. Confesso, nunca havia sentido nada tão grandioso, nem nas mais tórridos paixões platônicas.
O transito da cidade congestionada, é como o sangue que corre em minhas veias, sou urbano. O sol sob o pixe mal posto e esburaco pela chuva de um clima tropical com cheiro ruim, é minha pele. Sou o supra sumo do consumo, do gasto desenfreado pelo desnecessário. O cheiro de notas novas que saem junto ao barulho metálico dos caixas eletrônicos por toda parte. Sou as seis da tarde acompanhada do cheiro de combustível, inflamando seus pulmões, sou urbano, e gosto disso, não nego.
O mundo está cheio de SALIERIS, aqueles que nos ajudam a ficarmos mais fortes com a famosa frase 'o que não te mata torna-te mais forte... ' mas eu além de não concordar com esta frase, não suporto Salieris. Não são eles que me tornam mais forte pois o mau nunca me tornará mais forte e sim MOZART, um génio louco, criança preso num corpo de adulto, obrigado a suportar o insuportável! Vivam os loucos, mas loucos a sério e não os armados em 'maluquinhos'. Esses sim, são uma fonte de inspiração para mim. São normalmente pessoas, puras, loucas que até acabam 'mal'perante a sociedade mas viveram uma vida de paixão e nada na vida paga isso. Viver com paixão e com tudo o que isso implica. Muita felicidade e também muito sofrimento. Muito tudo que não é para todos. Ser. Hoje, Mozart, mais uma vez inspiraste-me e deste-me também muita força com essa loucura que poucos conhecem ou sequer se atrevem a experimentar. Boa noite
Como disse Shakespeare "Guardar rancor é como beber veneno e esperar que a outra pessoa sofra", quando guardamos mágoa ou rancor somente nós sofremos, um sofrimento único e muito profundo, muitas vezes quem mágoa nem lembra mais ou nem sabe a profundidade da mágoa que deixou. As vezes guardamos mágoas tão profundas que com o passar do tempo somente lembramos que temos a mágoa, mas nem lembramos o porque e vamos a cada dia morrendo pouco a pouco com esse sofrimento que é somente nosso!
Willian Shakespeare dizia que, são os pequenos acontecimentos diários que tornam a vida espetacular.
Concordo, mas acrescentaria os acontecimentos inesperados. Acredito que temos um destino e um livre arbítrio, mas nada do que escolher evitará as alegrias e tristezas que terei que viver. As tristezas nos deixam feridas aos quais nos lembram onde estivemos e o que superamos. Nos ensinam lições sobre o que evitar no futuro, mas como evitar? Se elas que nos ensinam, nos tornam mais fortes... que venha o inesperado, ele que nos trás as tristezas, mas também as alegrias!
Se Shakespeare vivesse e conhecesse o meu lance,
com certeza a minha vida seria o seu mais lindo romance.
"Temos a mensagem mais louca de todos os tempos. Shakespeare não chega aos pés. O Titanic afundou. Mas Jesus, o Cristo, ao terceiro dia ressuscitou."
De alguma forma, eu suspeito que, se Shakespeare estivesse vivo hoje, ele poderia ser um fã de jazz. Ele gostaria da combinação de espírito de equipe e informalidade, de conhecimento acadêmico e humor, de todos os elementos presentes em uma grande performance de jazz. E eu tenho certeza de que ele concordaria com a afirmação simples e axiomática que é tão importante para todos nós: se soa bem, é bom.
O universo começa e acaba com cada indivíduo, seja Shakespeare ou joão-ninguém; pois cada indivíduo vive no absoluto seu mérito ou sua nulidade.
Tempo bom era o de Shakespeare em que o ser ou não era questão, hoje em dia a questão é ter ou não ter.
São os olhos a mais bela manifestação de beleza e também de verdade. E o grande Shakespeare que se indagou a cerca de onde está a verdade da beleza. Teria a encontrado facilmente; era só se olhar no espelho.
Ah, a alegria! Shakespeare disse que ela prolonga a vida e que evita mil males. Eu concordo, mas o contrário, a tristeza, parece que nos puxa para o fim de tudo… Sinto que eu poderia sobreviver às mais profundas dores, mas não conseguiria suportar ao desalento de me casar sem amor. Além de tudo, hoje sei o que é ser amada e isso não é algo que se possa esquecer. Meu coração agora conhece o pulsar prazeroso de estar apaixonada…
