Poemas de Filosofia
Imagine que você é uma escultura de barro sujeito a constante modificação, sendo os escultores:
O tempo - Com suas oscilações e mudanças de temperatura.
O aperfeiçoamento - Através da dedicação e comprometimento.
E destruição - Através dos momentos de sofrimento e desistência.
Cabe você decidir se o que te molda te aperfeiçoa ou te destrói.
Estamos criando pontes para nos encontrar ou barreiras para nos apartar?
Estamos criando motivos para nos conectar ou incautos para nos afastar?
Estamos nos aproximando para contribuir ou nos deflagrando pra ruir?
Estamos sendo reflexo do aprendizado ou espelhos do que nos foi afetado?
Somos a resposta ou ainda a pergunta? Somos nós mesmos ou consequência dos outros? Somos ou fomos?
Sobre a educação infantil, devemos ter prudência. Pois, quando muito podada e não estimulada, a criança se torna um adulto heteronômico.Sendo incapaz de questionar, refletir, repensar, inventar e criar novas regras.
Uma pessoa antagônica ao conceito de autonomia, e portanto, incapaz de fazer suas próprias escolhas e modificar positivamente o seu meio.
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A verdade dura até que seja conveniente. Pode ser verdade hoje e tornar-se mentira amanhã. É imprevisível como o amor e interesseiro como a fé:
Juramentos de amor são feitos enquanto ele dura, até que ele já não exista mais. Devotos e religiosos vão a igreja com o intuito de revigorar sua fé apenas pra não jazerem no inferno.
Ou seja; para os seres humanos a verdade nada mais é que um mero mecanismo de sustentabilidade regado de inseguranças e medos que tanto carecem de ser frisados. É como uma rosa que deve ser regada todos os dias: uma uma luta incessante de sobrevivência para manter-se firme, pois o medo que a sustenta já é uma verdadeira mentira.
A virtude da convergência
Estaríamos nós
Em uma polêmica convergência?
Onde a virtude saltou da filosofia
Se tornando assim resistência?
O combate é contra a realidade
Que, dura, sempre foi em sua feição,
Nua e desprovida de camadas
Para cobrir, indesejável imperfeição.
Mas então viu se, de que adianta guerrear?
Entre duas forças com grande potencial?
Façamos a escolha de uma, para a outra sobrepor
Que maravilhoso mundo virtual!
Não sei mais do que sei
Sei menos do que preciso saber
Sei que nada sei
Não sei tanto, que preciso aprender
Fé: As pessoas que assim acreditam, rezam isso a partir de seus manuais, muitas vezes.
Assim, como as que não acreditam, rezam diferente em seus manuais. Os filósofos, igualmente.
Fé e falta dela: estamos fartos dessas retóricas fronteiriças. Quem não precisa dela, viva do seu modo e quem vive nela, cale-se, se não sabe a quem falar ou só fala aos ventos.
Os projetos não morrem:
São anteriores ao tempo
Existem antes do nascimento
E fenecem depois do fim.
Com eles se pode viver,
Mas não facilmente sem.
Vez ou outra renascem fortuitamente
E então pensamos ouvir os passos distantes de um ser que nunca nos foi
Ouvir a voz que ora nos apazigua
Quando, em verdade, são eles dando-nos asas ilusórias
Que mal dadas, são cortadas rentes
E muito posteriormente dilaceradas
Com a amplitude de inúmeros decibéis.
É tudo tão célere que mal notamos,
Tornamo-nos ao seio da mediocridade e vileza humanas.
Os projetos não morrem:
Pulverizam-nos.
A vida é uma tragédia.
Tudo é muito difícil e complexo.
Nada é simples, nem mesmo
A consciência da liberdade.
Neste sentido, somos reféns de alguma
Coisa maior do que nós mesmos,
Em um limite específico para cada palco no teatro da vida.
NILO DEYSON MONTEIRO
Assim como Deus criou o mundo pela palavra, nós também criamos o nosso ambiente e destino, com as palavras que trazemos na boca e no pensamento.
'' A vida e a morte estão no poder da língua''
( Prov 18:21)
O verdadeiro sábio é humilde.
E embora ele possa ter muito conhecimento, se considera um eterno aprendiz.
Está sempre aprendendo... Com tudo e com todos.
Dói dizer e não sentir
Dói fazer e não construir
De tantas contemplações
Não apreciar a mim
Eu lhe disse para amar a vida
Sem medo
Eu lhe disse para viver o momento
Sem meio termo
O que incomoda
É lhe situar no berço da esperança
Com lindas palavras
E uma dose de confiança;
Sendo que minha incerteza
A passos largos se avança
Faltam motivos
Faltam razões para eu te amar
De tantas atenções
O que eu teria a lhe ofertar?
Veja meus olhos
Assim como eu vejo os seus
Com um pouco de magia
E contentamento
E assim que se ausentar
Deixe seus bons momentos
Para que em minhas recordações
Eu possa vasculhar
Pois eu tentei a carência
Que nada adiantou
Sua postura de complicação
Outra vez retornou
Tive de recolher as cartas
Que jogada difícil
De tantos esforços
Logo o das máscaras
Agindo com indiferença
Você me revelou a tristeza
Que é a de viver
Sem ter certeza
Sem certeza de vós
Não sei o que esperar
Uma leitura tão falha
De alguém que ousa falar
Que depositar esperanças
É atitude a se condenar
Eu tentei te amar
Mesmo somente pela carne
Carne que nunca tive
Carne que somente enfeiticei
Pelo desejo do belo
Bela e doce ilusão
Me esforcei a te querer
Você se esforçou a me dizer
Que de tantas pessoas
Haveria alguma a me comover
E de possibilidade mais fáceis
Eu poderia escolher
Mal sei de nós
Somos dois seres ligados
Ao martírio do medo
De aparências
De julgamentos amargos
Talvez ainda possa
Dizer que sente minha falta
Mas até que diga
Buscarei aquela calma
Que somente a boa música causa
E de música saciarei
Aquela vontade de ouvir sua voz
De um tom tão doce
Que hoje já não me chama
"Certo tempo fizeram-me compreender;
Que tudo lá fora não é nada além do cinza;
E nós somos as cores;
Por isso não as enxergamos."
Antes um Xiaomi ligando do que um Iphone sem crédito.
Antes um Gol abastecido do que um Renegade na reserva.
Você pode mentir para quem vê seu carro, não para quem vê seu bolso.
Meiguice. Os teus olhos me dizem que estás perdida
naqueles olhos que ainda não viste, que ainda não te vestem
com olhares de te haverem visto.
Ato: Mundo XXI
Monetiza-se os sentimentos
Cala-se a quem tenta transpor-se
Transpor-se vícios e virtudes
Engajamento predominante ao capital
21 salvas aos impérios
Aonde localiza-se seu ideal hoje?
quem formula, constrói e destrói
a síntese filosófica; cliché
Tolstoi, Alan Poe, Nietzsche, K. Nishitani...
Venha ao 21
Desarme-se do capital
Cuidado para não ser enquandrado
*Enquadrar; viés argumentativa para falar/odiar-a sobre o pouco que sabe, o desprezo por seus iguais/diferentes.
Um abraço, Venha Cortella e difunda o seu (será?
Neves Oliveira, Willian.
Musica em sua mente ao decorrer: Until It's Gone - Linkin Park.
Terça, Outubro 19 às 23:47pm, Pradópolis-SP, Brasil.
Ampulheta na Horizontal
Me assustei ao pensar o quanto nos afogamos na rotina e no
cansaço. Lentamente nos encaminhamos, passos constantes para uma satisfação miserável de dormir e acordar no automático. Satisfação em vegetar em alguma estação antiga de rádio, com as mesmas músicas e uma locução sobriamente futura. Nos satisfazemos com o somatório dos dias e o assustar dos anos. Vivemos essa ampulheta na horizontal, num tempo parado, estagnado que passa sem sentirmos, mas que simplesmente passa...
O Vazio
Fala pra mim, ó vazio
O que é que tu tens
Que faz de todos bens
Um nada mais que vil
A letra já é numero
O papel já é manchado
E a mancha já escura
Faz do nada algo bordado
Num ombro todo o ouro
No outro a beleza
No meio nenhum louro
Só a nuvem de tristeza
E na longa estrada que desce
Guiado por ti, podre vulto
O ser outrora culto
Fecha os olhos e obedece.
Crepúsculo do Mundo
Onde está a espada?
Onde está a coragem?
A princesa encantada
O salvador de passagem
O tempo já levou
Ou a verdade se encarregou?
Sendo a areia ou a visão
Findaram a bela criação
Onde está a doce arte?
As linhas fortes da alma
Ou o som do sol da tarde
Sofreram dor ou trauma?
A sinfonia alta e regente
Fugiu do encontro com a aurora
A flauta que erguia a serpente
Fez dela uma sombra de outrora
Onde está o sábio
Aquele da mente hábil?
Outra vítima do humano
Que fez da coruja um pelicano
O mestre dos quatro elementos
Já fraco, menor e antigo
Fez do vácuo profundo um amigo
E sumiu como um grão aos ventos
Onde está o rei guerreiro?
O senhor da honra e da glória
Sucumbiu no ouro da vitória
E o nada virou seu inteiro
A torre dos homens caiu
E a árvore da vida secou
O leão das sombras rugiu
Quando a cova do mundo fechou.
