Poemas de Esperança
Quer falar tanto de carinho,
amor, respeito e esperança…
Que a palavra que te cala;
não mede um terço dessa tua ignorância.
ESPERANÇA-PB: SAÚDO COM SAUDADE:
Esperança, eu te saúdo pelo teu aniversário de 88 anos de vida bem vividos, me regozija a alma em poder contemplar tua beleza física, teus monumentos históricos, tua economia viçosa, teu povo festivo e hospitaleiro, teu semblante ainda bucólico, num clima ameno e conquistador, que outrora atraiu dos mais longínquos torrões, novos a ti habitar, Esperança de filhos renomados no cenário politico, artístico, literário e financeiro, mil perdões te peço, por não externar seus nomes, talvez no afã de não pecar por omissão, saúdo a todos que já não habitam esse plano terreno, e beijos no coração dos que ainda degustam teu sentimento lúdico.
Não obstante, maior que a saudação, é a saudade de tua adolescência e juventude, quiçá, eu trocasse toda sua exuberância presente, por tua ingenuidade e, candura de ontem, saiba minha querida e amada Esperança, trocaria teus prédios futuristas, pelas singelas casas de tua infância, onde se dormia sem trancas, teu asfalto fervilhante, pelas ruas de sapê onde crianças no ápice de sua inocência, as riscavam em suas duradouras brincadeiras de rua, tais como – Barra bandeira, enfinca, gata magra e Etc.
Oh! Esperança dileta, sem sombra de duvidas, trocaria teus famigerados monstros financeiros, pelo saudoso SINE SÃO JOSÉ, teus restaurantes chineses, pelo inesquecível e acolhedor bar do Vicentão, tuas Lan Hauses e teus Ciber. Cafés, pelos simpáticos e saudáveis assustados no saudoso Caobe. Quanta saudade de minha antiga Banabuiê, aonde não havia polícia, e pai emprestava dinheiro ao filho sem lhe cobra juros, onde os homens se confraternizavam sem drogas, e as famílias não comiam politica e primavam por sua unidade, mesmo com todo o pragmatismo atual, morro a cada dia de saudade do teu paradigma infanto-juvenil.
Sobretudo, amada minha, pretendo ser teu causídico até que a morte nos separe.
EU E EU...
Ontem, meus sonhos se fizeram auspiciosos
Você nutria minha Esperança...
O meu corpo se fez um declínio,
Entre eu e eu.
E hoje, tudo é sonho sob sonho surreal!
Sonhar-te é possuir-te!
Possuir-te é um sonho.
É sonhar mais perto de ti.
Os corpos são fantasmas sem nexo
Sobre precipício que nem margem possui...
Eu me conheço e meu pensamento é avaro
As horas passam...
E meu sonho... é meu.
SONHOS DE CRIANÇA:
Nas campinas bem verdinha
De esperança
Que meus pais como tais
Me fez crescer
Hoje vejo
Fragmentos de lembranças
Dos jardins
Que o “progresso” fez verter
Só restando na memória da criança
A infinita saudade de uma doce
Banabuyê
Dos negrinhos de fradinhos nos arbustos
A se esconder
Pras mocinhas nas pracinhas assustando
Entorpecer
Eu daria todo o progresso emergente
O funk, rap, internet ou avião
Pra voltar às campinas que um dia
Fui criança,
E meus sonhos pueris
Finquei ao chão.
EU
Está noite eu deixava minha Esperança e embarcava universo a fio.
Corria eu, pelas ruas dos meus sonhos, pelos becos de meus delírios,
E achava eu, na busca do sonho azul que tudo faria jus
Você não disse que era pra tudo ficar azul?
Então venha descolorir o que deixou “negro”!
A noiva que era bela ficou feia e magricela.
O sonho que parecia azul perdeu o norte e o sul.
Quando pensas que sabes estás ficando rude.
E nessa homérica viagem.
Às vezes, eu sinto ser multidão!
Olho pra dentro da criança e vejo o ancião,
O negro, o sábio e o tolo.
A mulher, o louco e o insano.
Logo ergo o olhar para dentro e vejo a escuridão.
MINHA ESPERANÇA:
Oh, Banabuiê do meu encanto!
Tuas águas tênues, teus ipês sombrios, quanta saudade eu sinto!
Tua ingenuidade de menina moça, teu talento,
Saudades de ti pequenina eu tenho
De tuas ruas In-natura e pouco movimento.
De teu comércio ainda sem muito alento.
Ah, Banabuiê de seu primeiro intento!
Queria eu a ti voltar ao tempo,
E rever meu quintal às margens de quem te fizera Esperança
Aonde ainda eu criança
Brinquei com meus barquinhos de gazeta margem à margem
Então como Esperança.
Que rompe-me a maturação e faz migrar meus sonhos pueris
De crescer não ser criança
Se eu pudesse neste instante, verter minha ilusão adulta
Da inveja, da cobiça e do semblante
Dormiria eternamente
Para não emergir aos meus sonhos de infante
Tampouco sentir o odor nauseabundo de quem a ti.
Fez surgir o progresso itinerante.
Esperança é terra sem alma.
Não existe vida noturna, incentivo à arte/cultura, nenhum lugar de entretenimento.
É faca que não corta.
Talvez seja a única de todo Estado que nem água existe.
A CAVERNA DO PATRÃO
Esperança é terra sem alma.
Faca que não corta .
O distanciar da arte/cultura
Torna seus entes coxos.
Seu pensar formal
Sucumbe a sede de justiça
E a sede d'água
Coloca-a no limiar da escuridão.
Vertendo seu esperançar.
Beco da amargura
O beco dos anjos caídos
Por traz de boa esperança
Refúgio sepulcral da plebe
Não havia flores ou floro
Os guenzos ruminando lixo
Endeusavam suas vacas profanas
Engatados em suas graúdas ptoses
Nas noites de lua cheia.
A RESPIRAÇÃO DA CHAMA INTERIOR.
Cada vez que alimentamos a esperança de alguém, erguemos silenciosamente um altar dentro de nós mesmos. Não se trata de benevolência superficial, mas de uma operação profunda, quase ritualística, na qual o espírito reconhece no outro a mesma vulnerabilidade que habita o próprio âmago. A chama que se reacende no coração alheio também repercute em nosso interior, porque toda esperança compartilhada devolve ao mundo um fragmento de sentido que parecia perdido.
A tradição sempre compreendeu esse movimento como um ato de preservação do humano. Desde os antigos mestres que viam na ajuda um dever sagrado, até as linhas discretas que atravessam a ética espiritual, sustentar a esperança é impedir que a noite moral se adense em torno de nós. É oferecer ao desvalido não apenas consolo, mas a confirmação de que ainda existe uma vereda para continuar caminhando sem perder a própria lucidez.
Assim, manter viva a chama das almas é um exercício introspectivo, onde cada gesto de apoio revela que a verdadeira força nasce do interior e se expande como um sopro sereno.
" Que tua jornada siga iluminada pela centelha que não se extingue, conduzindo-te à conquista da tua própria conquista de tua luz.. "
LEITURA DO CREPÚSCULO INTERIOR.
Nas horas em que o peito se torna caverna,
e a esperança aprende a falar baixo,
há um cântico antigo que retorna,
feito bruma sobre a memória.
Não chama pelo nome,
não exige resposta,
apenas envolve,
como quem conhece a fadiga de existir.
A dor, então, se refina,
abandona o grito e escolhe o sussurro,
e o sofrimento deixa de ser castigo
para tornar-se linguagem.
Quem suporta esse instante,
sem pressa de escapar,
descobre que o abismo
também é um lugar de revelação.
E compreende que resistir
é uma forma elevada de oração,
na qual o espírito se ergue silencioso
e permanece inteiro diante da noite.
Entre Adeus e Esperança
Nosso encontro súbito, sem aviso algum,
Mexeu comigo, um sentimento incomum.
Ser apenas amigo não é o que desejo,
Nunca me viste só, nunca ouviste meu pranto aceso.
Às vezes, a distância nos causa aflição,
Por que não vir até mim, trazer meu coração?
Sozinho, me vi em um abismo de dor,
Tentei chamar-te, mas parecia em vão.
É cedo ou tarde, não sabemos dizer,
Se é para dizer adeus ou jamais acontecer.
As lágrimas internas, o desejo reprimido,
No limiar do tempo, nosso destino decidido.
Já estive tão só, busquei o teu olhar,
Mas as palavras não vieram, só o silêncio a pairar.
É cedo ou tarde, essa incerteza que nos desfaz,
Adeus ou jamais? O tempo nos dirá em paz.
É cedo ou tarde, um dilema a enfrentar,
Entre dizer adeus ou a esperança abraçar.
O relógio avança, e o futuro é um véu,
É cedo ou tarde demais, só o tempo é fiel.
Saudade e Esperança
Perder alguém nunca é fácil,
E nessa pandemia, a dor se intensificou,
Mas a saudade não é capaz de apagar,
O amor que um dia entre nós floresceu.
Por mais que a tristeza nos abrace,
Não podemos desistir de viver,
Há uma luz que sempre nos guia,
E nos dá forças para sobreviver.
A esperança é a nossa aliada,
Ela nos faz acreditar em dias melhores,
Nos dá a coragem para seguir em frente,
E nos ajuda a superar nossas dores.
Sim, a vida pode ser injusta,
E a dor pode ser difícil de suportar,
Mas a lembrança dos que se foram,
Nos ajuda a seguir e a continuar.
Que a saudade seja um lembrete,
De que o amor não morre nunca,
E que a esperança seja um presente,
Que nos conduz a uma nova vida sem trunca.
Que as memórias sejam o nosso guia,
E que o amor seja o nosso legado,
Que a saudade nos faça lembrar,
E a esperança seja nosso reinado.
Porque a vida é uma jornada,
E devemos sempre seguir em frente,
Com a saudade nos nossos corações,
E a esperança em nossas mentes.
Que os que se foram fiquem em paz,
E que a vida continue seu caminho,
Com a saudade e a esperança,
Em nossos corações e nosso destino.
Golpe e Esperança
Sentimento de frustração
Misturado com desilusão
No país da contra mão
Dos golpistas de plantão
Que roubam sem medo
Sabem que saem ilesos
Piada aqui eu não conto
Povão passado por tonto
Não falo do nosso governo
Porque esse vive enfermo
Faço votos aos desumanos
Que assaltam seus manos
Se somos filhos de Deus
Cadê os irmãos como eu
Caráter e honestidade
Fazem pessoas de verdade
E os de bom coração
Viram sempre atração
Dos golpistas de plantão
Aprendi a não lamentar
Mas raiva sempre me dá
De saber que nada acontecerá
Pior que nem posso reclamar
Cabe a justiça celestial julgar
Porque uma coisa é certa
Deus está de olhos abertos.
Tá Escrito
No caminho incerto, persiste com bravura,
Semeia a esperança, rega com ternura.
As dores passadas não podem te deter,
Pois tua força interior jamais irá perecer.
Que a felicidade demore a chegar,
Não te impeças de sonhar, de acreditar.
Não foges da luta, guerreiro decidido,
Teu destino é vencer, em cada desafio.
O sol pode se ocultar, nuvens se formar,
Mas a chuva só vem quando for para lavar.
Aprende, colhendo os frutos que plantar,
Pois Deus escolhe a estrela que há de brilhar.
Ergue a cabeça, segue adiante com fé,
Despede a tristeza, que embora desapareça.
Um novo dia raiará, no horizonte a esperar,
A tua hora chegará, sem jamais tardar.
Tá Escrito nas entrelinhas da vida,
A perseverança é a força mais querida.
Que o poema ecoe em cada coração,
Inspiração que nos guia à superação.
A fé e a ciência estão
juntas lado a lado.
A fé na verdade e na esperança.
E a ciência na descoberta e na
desconfiança, quando a fé fala a
ciência se cala.
"Fé na luta
Esperança nessa nova
caminhada, se fortaleça
em Deus e lembre que o mais difícil
você já fez ter nascido, no meio
de todos os competidores você foi
o único que chegou até o fim você
já é um campeão"....
Esperança
E quando a tempestade se esvairá
A calmaria reina, uma insensata paz paira
Resta apenas a sombra da destruição
E um vestígio de esperança, estilhaço do perdão
O luar, sutilmente e decididamente
Denuncia fraqueza, incerteza gritante
Desvela a alma
Destrói, e finda-se em calma
O derradeiro, o herdeiro
O amor verdadeiro
Fere a lembrança
Insiste, e eterniza nossa aliança.
FLORES DA ESPERANÇA
Tantos sonhos sepultei...
Em meu coração e minha razão...
Resvalando nos ciprestes do desengano...
Muitos pedaços no encalço destes sonhos...
Ah! Minhas crenças divinais e fogosas
Túmulos tristes, soturnais, sonhos...
Hoje rolando nos mármores do coração
Lage fria dos meus sonhos
Como a alma de um viúvo ou viúva
Naquele gosto de ácido na boca
A vida é tolice... Tolice pura...
Não temos controle dela algum
Schopenhaueriano sou...
Bobagem fazer planos, agendas, calendários, planilhas, compromissos...
A vida é triste e passageira...
Ah! Às flores da Esperança
Das ilusões e desventuras
Ah! Sorriso bom, só o de dentro de si...
Será que o futuro não dormiu???
E preparou o amanhecer...
Por mais vida... ou...
Amém!
ESPERANÇA...
Esperança...
Esperança...
Esperança...
Maria da Esperança
Senhora da Esperança
Moça e rapaz da Esperança
Criança da Esperança
Como você é necessária
É o remédio para não enlouquecer
Com você novos tempos de abrirão
Esperança, antídoto para o absurdo da vida...
