Poemas de Dor

Cerca de 25742 poemas de Dor

⁠O Andarilho Solene
No caminhar silencioso da finitude da vida
De mãos atadas fico nesse mundo sombrio
Com um "quê" permeando o meu ser
Na mais forte angústia - tento renascer
Por vezes penso em morrer
Levar toda essa dor que faz doer
Angústia - Aflição - Ansiedade
Preciso de um Anti-Deprê que não seja arrefecer
A incerteza faz-me enlouquecer
Negar-me a mim mesmo?
Deixarei a névoa agônica transitar no âmago almático
Sei lá...
Quero viver!

Inserida por SrAnonymous

⁠Eu estou tentando, de verdade, estou tentando parar de te amar demais, mas está tão difícil
Embora eu já saiba que não é recíproco, e que talvez "ela" seja sua escolha no fim, eu permaneço no mesmo círculo, o círculo que me obriga a pensar em você e te amar vinte e quatro horas por dia.
Estou presa, lutando contra meus próprios pensamentos, diariamente... e implorando por qualquer migalha que venha de você.
Eu sei, é ridículo, porém, mesmo que eu saiba disso, não posso me forçar a simplesmente "parar".

Inserida por SolangeRobertine

Os tombos que na arena levei, o touro que já me derrubou
Mas nenhum doeu mais que o dia em que você me deixou
Peão famoso agora eu sou e ganho muitos troféus
Mas nenhum deles tem o valor de ver você me implorando amor

Inserida por pensador

Ouço no rádio, a nossa canção
E a noite vem, trazendo a solidão
A tua ausência faz doer demais
Parte o coração que morre a cada dia mais

Inserida por pensador

Eu preferia que as pessoas fossem feitas de palavras,
Aparência,
Oxida,
A Alma não,
Mostre-se intrínsecamente,
Para que eu te veja,
E mantenha-se,
Para que eu não me arrependa.

Inserida por LeticiaDelRio1987

Entre a estrada da vida e da morte
Se cruzam as fronteiras do amor e do ódio
Das balas perdidas
Vem o tiroteio de emoções
De alguém que sente saudades
e não levanta a mão
Mas quando a toalha da mesa caí
Quem sacode as mãos
É a pólvora
Que ja se desfez
E refez
Entre as estradas do velho faroeste
O trem passa por onde jamais passarão
Onde passam os passarinhos
Os caubóis
E os velhos coronéis
Que ja nem mandam mais
A ultima palavra
É daquele que
Que se matou
Por voto vencido
Da incansável solidão
Chamada multidão.

Inserida por izadora_ortega

O que me ganha,
São as idéias,
Enquanto o físico se deteriora,
Oxida,
A Alma se aviva,
Criativa as palavras,
Despe em versos,
Se acalora,
Palavras inexistentes,
Tornam-se livres,
Liberto-as,
Que se dane o Aurélio,
Que é físico,
Sou um composto de Alma esculpido em versos.

Inserida por LeticiaDelRio1987

⁠Maculei o seu corpo perfeito com minha existência vil, resultado do caos mental em que se encontrava... Seu maior fracasso, confiar em mim, e não obstante me permitir segundas chances, chances que por ego eu trucidei.

Ainda na destruição causada pelo meu ser em seu ser, por vezes foi seu abraço amigo que mudou meu olhar distorcido sobre o que entendo do viver, e ainda que o sol me queimasse pra fora da sua pele, almejaria eternamente mais um abraço.

Não seria surpresa me odiar, e se odiar por mim, já que tentei consumir a sua imagem, mas porque mesmo com todos os assombros, você ainda não me exorcizou? Não posso ser considerado um amigo, mesmo já tendo almejado seu amor, e ainda que morra comigo, ou que sofra minha dor, serás meu herói invencível, um que graças ao seu Deus, me adotou.

Inserida por Evellynn

⁠O Sabor do Pesar
Solidão ao Vento
Noites de Lamento
Tristeza no Olhar

Fechos olhos e Vejo
Lembro-me Do toque do beijo
Dolores era um Buquê de flores
As Rosas morreram no Vale das dores

A Rota com destino à felicidade
É esburacada e cheia de curvas
Estrada do Amor é Via de mão dupla
caminho é a Afetividade Reciprocidade

Segredos Velados e selados
Pronunciados em voz alta
Manjas em corações frustados
Ilusões e marcas da Vida Adulta

Amores e Recomeços
Olhares e Desejos
Conexão de Sentimentos
Acordados em Sonho Intenso.



Autor : Will Educador
Tema : Marcas da Vida Adulta .

Inserida por willian_henrique_2

⁠Tudo muda de repente (Texto escrito quando precisei ficar internada no hospital por alguns dias e do nada a rotina mudou, as preocupações mudaram e entendi o que realmente é importante)

De repente a dor incomoda e o corpo não reage como antes.
Nesse momento é posto à prova, tudo muda em um instante.

Quando tudo parecia normal, o corre-corre e a rotina cansativa.
Fui parar no hospital, não tive outra alternativa.

O trabalho precisava ser feito, tinha prazo, era urgente.
Eu precisava ir, mas não teve jeito. Ficou pra trás, deixei pendente.

A casa precisava de faxina, tinha muita coisa pra arrumar.
Mas o cuidado maior, imagina! Era comigo, tive que me cuidar.

Minha filha chorou à noite. Voltou da escola e não me viu.
Não teve beijo de boa noite. Não rezamos juntas e ela dormiu.

No outro dia foi pra escola e contou que estava com saudades.
Achou que eu ia embora, mas ficamos pela metade.

Ela seguiu com o papai os próximos dias, foi tão linda pra sua aula de dança.
E eu ali me sentindo vazia. Sua cartinha colorida era esperança.

Como não estive por perto, deu-se um jeito e o papai cuidou.
Aquele medo do incerto e minha oração a Deus mudou.

Pedi saúde sempre, em primeiro lugar! Para fazer o trabalho e da casa poder cuidar.
Mas principalmente para amar e poder estar perto para beijar e abraçar.

Quando me deixaram pra casa ir. Vi ali a sorrir meus amores.
E deixei a emoção surgir. Recebi lágrimas, abraços e flores!

Inserida por thaiscritocomamor

É o pensar não saber mais que fazer,
É percorrer as estradas sem as viajar,
É voar sem sair do mesmo lugar,
É o querer mais desta dor de doer.

Inserida por americosoeiro

⁠Com vida convido com vinho o amor a entrar
E surgem tons, nuanças daquilo que fora e do que será. Será?
É sobre o que quis e quero, veio: leão terno, ar de leveza, furacão e paz
O olhar que mareja por deleite e não dor
O afago que não apedreja
O beijo que precede a euforia.

Inserida por NyraNasc

O sol aquecia aquele dia, tão forte que iluminava meu interior.
Me permitia ver o jazigo do que queria que estivesse morto.
Suava muito, chorava muito, tremia muito, me entristecia. Mentira, só continuava.
Seguia como quem tem caminho, seguia como um cego que não via, tateando meus muros de cacos e me machucando.
Naquele dia fiquei mais perto de Deus, subindo as escadas, perto do céu ergui as maõs.
Ele não me pegou, não me salvou, não me explicou. Era apenas eu, o sol, sombra e suor.
Não havia nada a ser dito, não havia nada a ser feito, não houve um som, senão um guincho.
Cheguei à caverna de Platão, com uma missão como Sisifu, cheguei onde deveria estar.
Esse dia fui Deus, fui a morte, fui Gaia, eu estava tão distante de mim.
Eu, tão dócil quanto um leão enjaulado e alimentado dentro do zoológico, salvando vidas com barriga cheia.
Andando pelo vale da hipocrisia, fui à bifurcação, temi cada minuto me encontrar.
Com um objetivo e frustração me vi nos olhos do roedor, duas almas se quebraram naquele momento.
E com uma cajadada seca, com o som do vazio, eu me apunhalei no reflexo de seus olhos.
Juntei meus pedaços e seu corpo, me afastei de Deus pela escada, talvez não seja mais digno.
Ensaquei minhas lágrimas, seu corpo e me arrumei, afinal, era um terça-feira e a vida não dá tempo de sentir.

Inserida por arcanjozer0

⁠Cabelos Desarrumados...

Vejo, com olhos ainda dúbios
O desejo e a gratidão do perigo,
Deste olhar certo em minha direção.

Sorri observando seu conturbado
Tentar de seu esoterismo, até hilário,
Adivinhar o que estaria por acontecer.

Foi neste beijo na chuva
Que sua boca ficou muda,
E meu coração redeu-se sem pudor.

Desculpem-me aos apreciadores da beleza comercial,
Mas uma mulher com cabelos molhados
E desarrumados é tudo de mais sensual.

Jorge Jacinto da Silva Junior

Inserida por JorgeJacinto

Desilusão


Onde está o nosso mundo? Era tão calmo, tão nosso, era tudo!
De planícies verdes como teus olhos e macias como tua pele pálida
Lembro-me que foi da fusão de almas apátridas
Que criou-se esse “mundo” roxeado revestido em veludo!

Continentes de afeto e oceanos de afinidade a transbordar
Construía-se a Fortaleza que parecia intransponível!
Em nosso castelo de arquitetura gótica sentia-me invencível
E completo com nosso sombrio gosto a combinar!

Nossos nomes sussurrados pelo vento em noites de tom lilás
Embalados por canções, planos e pensamentos mútuos!
Dias pareciam segundos…
E violetas exalavam o teu perfume pelo ar

Quantas vezes sorri para teu choro cessar?
Nos protegíamos e éramos tão fortes!
Atrozes realidades... Superamos tudo! Leais até a morte?
Era o que eu creia enquanto via teu nome em meu braço a sangrar!

Ó meu amor, como pudeste cravar esse punhal em minha costas?
Nessa alma tão frágil que a ti servia como escrava!
Destruíste tudo! Há tempos já não durmo!
Por medo de afogar-me em minhas lágrimas!

Da poeira que restou ao veneno que agora me consome!
Sou um lânguido ser em um mundo esvaído
Asas quebradas… Um anjo caído!
Que procura escapar do desejo da morte!

Hoje minha alma vaga perdida… Buscando ajuda! Perdida em desalento!
Minha lástima é tua! Sou um rio de magoas fluindo para um mar de sofrimento!

Inserida por darklife

Hoje o que me doi é o grito.
Não é o som do grito que incomoda a minha alma.
Mas é o grito interno.
O grito impossível
O grito não exteriorizado.

Então assim me grito por dentro.
Tento e não consigo,
Nem ao fechar dos olhos,
Nem o grito imaginário me faz por satisfeito.

Quero é gritar o mundo!

Não quero que me ouças
Minha dor não me dá direito de sofrer
O grito, assim, fica entalado

Sem possibilidade de transpor minhas cordas vocais
Transformar dor em som.

Me grito em palavras
Agora são elas que me confortam
Cada, traço, é...
Cada rabisco mal dado é...

Não dou-me por satisfeito
Infinito
Propaga-se em cadeia
Emitido
Cada onda, um eco
Irreplicável
Me conforto, me repouso.
Muto

Inserida por EduardoAnantharaman

⁠Alegria Efêmera.

Sou completa em mim,
Embora, não são todos os dias que dão certo,
Carrego o amor como maior jóia,
Enquanto as vezes também se torna pedra de tropeço.

A taça é meu trabalho,
Mas, demais é kriptonita,
Não aceito o fato de te perder pra mim,
Num momento que nem era eu,

É uma briga do certo com o ardor da garrafa,
Onde, se não existe nada do ocorrido se fez,
No meu peito mora ninho,
Não gaiola, mas, a kriptonita engarrafada apaga a memória,

Desconstrói até o ser humano mais construído,
Constrange,
Até os dentes rangem,
A falta que você me faz.

Inserida por LeticiaDelRio1987

⁠Há dores lancinantes, barulhentas, escandalosas, mas com a mesma rapidez que chegam se vão, passam tão rápido que dias depois nem nos lembramos mais delas.
Há outras sutis, discretas, silenciosas, mas persistentes. Quando chegam ficam ali latejando devagarinho nos dando a sensação de que vieram para ficar, que nunca mais irão embora. E a gente acredita e sofre como se isso fosse verdade, mas não é.
A intensidade e duração da dor não é igual para todos, mas uma coisa é certa: toda dor passa. Algumas deixam uma pequena cicatriz, enquanto outras nem isso.

Inserida por ednafrigato

⁠Toda chuva fina um dia passa e toda garoa um dia torna em tempestade,

Quem me dera tudo fosse sol,
Mas, se não fosse o frio e o vento,
De onde se tornariam em frutos as sementes plantadas com amor?

O tempo é violento,
Assim como a vida a se formar,
Hora, se não viemos todos de uma explosão,
Evolução, barro, alienígenas?

Todo processo construtivo é doloroso,
Ou seria fácil de lagarta para pupa e pupa para borboleta?

Até a rosa mais bonita e sedosa em suas pétalas, carrega embaixo a saia teus espinhos,

Somos feitos de dor e amor,
Entre o caos e a calmaria,

Respira.

Inserida por LeticiaDelRio1987

⁠O Cadafalso


No cadafalso, eu sorriria amargo
não por redenção, mas por desprezo.
Mergulharia no frio da paz sem rosto,
onde ao menos a dor não mente.

Deixaria pra trás os escombros de promessas podres,
palavras doces que apodreceram na boca de quem jurei confiar.

Fui traído com o silêncio, com o toque vazio,
com olhares que já não sabiam o meu nome.

E os amores…
tão rasos, tão covardes
que até a queda me pareceu mais leal
do que quem dizia me amar.

Inserida por yuri_de_levi