Poemas de Dor
Fui eu que escolhi morrer sozinho,
Fui eu que escolhi a dor,
Fui eu que preferi matar meu coração,
Nunca teve a ver com ninguém,
No fundo, sempre foi minha vontade.
O gigante de pedra, esculpido pela dor,
Com cicatrizes profundas, marcas do amor perdido.
Mas, em cada fenda, a força se multiplica,
E a alma endurecida, se torna um escudo.
Suaviza minha dor
Agrava meu amor
Meus pés molhados no chão
Com força aperto com as mãos
O caule da rosa mais bonita
A dor que traz a vida.
Nasci e me criei no Ceará.
E tendo alma de poeta,
A dor não me afeta
Pois a sina é superar.
E se vejo alguém rimar
Sobre chuva no Sertão
Dou graças pelo feijão,
A canjica e o bovino.
Eu também sou Nordestino
Do jeito que vocês são.
Em cada lágrima que rola, um desejo ardente,
De enxugar a dor, de te ver contente.
Nos momentos tristes, a tua mão a buscar,
Para te dar conforto, para te acalmar.
Solidão
A solidão me abraçou
Mas não era para ela estar aqui
Ela me causa dor
E me faz desistir
Infelizmente eu aprendi
Que eu devo tomar cuidado
Pois as pessoas vão me omitir
E fingir estarem ao meu lado
O que mais me preocupa
É isso me mudar novamente
Pode não ser minha culpa
Mas é o que perturba minha mente
Quando estou sozinho
Me pergunto se faço falta
Quando chamam para tal grupinho
Minha felicidade ressalta
Nasceu entre espinhos, sem direito a flor,
A infância marcada por sombras de dor.
Silêncios forçados, medo sem cor,
Crescia calada, sem mostrar o clamor.
O mundo era duro, as feridas sem fim,
Mas ela aprendeu a lutar por si.
Nos olhos, guardava o que não pôde dizer,
E na alma, um desejo imenso de viver.
Passou por abismos, cruzou vendavais,
Superou o peso de antigos ais.
Transformou o escuro em lição, não em cruz,
Fez da dor cicatriz, não um cárcere sem luz.
Hoje caminha de cabeça erguida,
Com passos de força, é dona da vida.
A vitória é dela, a honra também,
Sem buscar lamentos, sem olhar além.
Não há mais correntes, não há mais prisão,
Ela escreve sua história com o próprio coração.
E em cada vitória, um sorriso a brilhar,
Uma mulher que soube, enfim, se libertar.
Dor que retorna
Ferir sem querer é lançar mão
de uma lâmina sem ver o fio,
e, no ato de se proteger,
cravamos cortes que escorrem silêncio.
Há uma tristeza que é faca cega,
um espinho oculto sob a pele.
E é só depois, ao sentir o eco
do que fizemos, que a dor se revela.
Nosso coração sabe o que é errado,
mas às vezes se debate, erra os olhos,
e atinge quem mais amamos,
num reflexo triste de autoproteção.
E então, o peso nos volta —
o corte que causamos abre-se em nós.
É a dor que revira, rasga por dentro,
e ninguém vê, mas em nós lateja.
Quis apenas me defender,
mas na pressa fui flecha cega.
E, agora, o arrependimento sussurra,
ferindo-me na ferida que deixei.
Em meio aos escombros de uma terra marcada pela dor, o heroico povo palestino se ergue, feito fênix em meio às cinzas de um destino que pareceu ser-lhes traçado por mãos alheias.
Suas vidas, entrelaçadas em uma narrativa de resistência e opressão, refletem um espelho onde a humanidade inteira deve se ver, para confrontar sua própria hipocrisia.
Condenados a viver sob o jugo de um apartheid cruel, os palestinos enfrentam os fantasmas de de possessão e deslocamento diariamente, sem nunca perder o brilho da dignidade em seus olhos.
O tiro de cada bala, o estrondo de cada bomba gritam a paradoxal verdade de um mundo que aplaude a liberdade enquanto ignora o genocídio que se desenrola diante de seus olhos complacentes.
Eles resistem com pedras, palavras e uma esperança invencível, desafiando as sombras que tentam sufocar sua luz.
Cada lágrima derramada no solo palestino é um grito mudo que transcende fronteiras e desnuda a podridão das nações que se dizem civilizadas, mas que preferem o silêncio conveniente ao som da justiça.
Radical é dizer que a sua luta é a luta de todos nós, que o seu suor é o reflexo de nossa covardia coletiva. A cada muro erguido, a cada família desfeita, o mundo é chamado a recordar que a verdadeira heroína é a esperança, que, nos olhos do povo palestino, nunca morre.
milímetro de mágoa
foi uma dor cruel
pior que corte feito por papel
pequena, constante
e até revoltante
não era para acontecer.
e a gente vê
que o detalhe pode ser, então
imensidão.
O Poder da Oração
Em momentos de dor, em horas de aflição,
Ergo meu olhar, busco a conexão.
Palavras sussurradas, um clamor profundo,
Na calma do coração, encontro meu mundo.
A oração é abrigo, é luz na escuridão,
Um fio de esperança, uma doce canção.
Quando a vida pesa e o caminho é incerto,
Sinto a força divina, um amor sempre perto.
Ela quebra barreiras, dissolve a solidão,
Une almas distantes em sincera união.
É abrigo nas tempestades, é paz no coração,
Um laço eterno, uma doce oração.
Então eu oro com fé, deixo tudo fluir,
Entrego meus medos e deixo o amor vir.
Pois no poder da oração, encontro a verdade:
É na entrega ao divino que nasce a serenidade.
-
No mar da desolação, ventos me lavaram,
Onde ondas de dor e medo me cercavam.
Mas remando firme, a Deus me deleitou,
Que destinou meu curso e me guiou.
A fúrias das águas e ventos, não naufraguei,
Pois o refúgio em minha alma, a Deus me apeguei.
Aqui, a fé foi minha âncora, forte peso,
E a esperança, meu compasso intenso.
Agora, em terra firme, novamente estou,
Com os pés no chão, mas o coração voando.
Sou o navio que sobreviveu à tormenta,
Embora demorasse, encontrei porto seguro.
Se eu perder a luta,
não chore,
não lamente,
pois eu lutei tanto tempo sozinho
que a dor que eu sinto no meu peito
prevalace sobre todas as outras.
Quer curar suas feridas emocionais?
Produza algo, e cada vez que produzir ressignificará a sua dor. Conforme a
sua obra de arte vai se tornando a sua
alma se elevará. Até sentir-se orgulhoso
de si mesmo.
DOIS DE NOVEMBRO
são oito e vinte
me deu dor
de onde não estou
dor do ardor
do estar
seja como for
porque não há dor
nesse amor
AMOR TECER:
Amor só é amor
se for transforma-dor.
Amor só é amor
se amor-tecer.
Amor só é amor
se for verifica-dor.
Amor só é amor
se limpar a janela
antes de chover.
Para saber se é amor,
basta saber o que não é.
Amor se prova amor
sem precisar testar a profundidade
com mais de um pé.
Certamente não fui teu amor
Mas eu sim te dei valor
Me apaixonei, cuidei e senti dor
E ainda sim, não pude ser seu amor
Na realidade da vida seja ela
Acreditei no nosso romance
Num romance tipo novela
Num romance sem chance
No romance que havia uma donzela
Apenas uma menina encantada
Que sentia minha alma e minha aura
Sentia tudo, menos meu amor e minha raiva.
Com agulhas firmes, a vida tece com tenor,
Uma trama que não cesse, um tapete de amor e dor,
Cada ponto uma lembrança, cada linha uma história,
Tracendo o caminho que nos faz crescer na memória.
A agulha da saudade desenha um fio de prata,
Ligando passado e presente, lançando a sorte farta,
O amor é o fio condutor, que guia nossa alma,
E a dor do corte, coração valente ainda clama.
Mas mesmo com dor, a vida é uma obra de arte,
Tecido rico e complexo, cores e traços à parte,
E cada linha que tece, com agulhas fortes perdura,
É um capítulo da nossa história de nossa cura.
