Poemas de Dor
O jogo é sujo e te causa dor
Por destruir aquele sonhador
Role os dados do seu criador
E deixe em paz aquele pecador
- Role os Dados
Minhas sombras da noite guardam dor,
Peugeot tristeza, angústia sem cor.
Desempregado, sinto o frio da solidão,
Encolhido num canto, sem esperança na mão.
Vejo o mundo, mas entendo a escuridão,
A luz da felicidade é loucura, ilusão.
As pessoas, cruéis, sem amor ou compaixão,
Protegem seus interesses, sem coração.
O amor, se existe, é mudo e vazio,
Um jogo de máscaras, disfarçado de frio.
Respeitam até quando convém,
Depois, viram as costas, vão mais além.
Se és bom demais, tentam te derrubar,
Procuram erros que possam te manchar.
Se és ruim, tentam te redimir,
Buscam o que de bom possam descobrir.
Um mundo confuso, onde os maus são idolatrados,
E os bons, sem motivo, são sempre maltratados.
Cada dia é intriga, me enlouquece o pensar,
Talvez os loucos sejam sábios, no seu próprio lugar.
E o amor? Ah, esse mistério profundo,
Nunca recebi, nunca entendi o mundo.
Desde o meu nascimento, fui amado e odiado,
Querido por alguns, por outros amaldiçoado.
Então me explique, o que é o amor?
Se é um sentimento ou um simples favor?
Pois sem tê-lo, não sei definir,
O que nunca senti, como posso pedir?
O momento da dor
Ja teve a sensacao de que passou a encontrar os seus parentes nao tao proximos apenas em enterros ou situacoes adversas do que os fazendo uma visita? Para tomar um cha, ver uma madrinha, sua vo?
O ser humano em sua essencia perde muito tempo em dizer que ama, que sente saudades. Ao menos os jovens.
Lembro de que dez anos atras eu literalmente faria de tudo para ficar com os meus amigos em qualquer lugar que fosse ao inves da minha propria familia e isso nao me incomodava em nada. acho que quando somos jovens, escolhemos mas com o coracao do que com a razao!
E entao nos ultimos seis anos da minha vida eu mudei isso. Ja nao faco tantas amizades e prefiro ficar em casa do que ir na esquina fazer qualquer coisa.
Mas nas ultimas semanas, apos alguns anos de EUA, decidi ir ao Brasil, rever algumas pessoas do passado, selecionei os que mais tinha afinidade e com quem eu ainda mantinha algum contato e aos que eu ja nao falava tanto eu sempre desejava em meu coracao que todos estivessem bem, que prosperassem.
A grande maioria estava bem, ja casado, comprando casa, carros, evoluindo mas um deles nao. Um lutava por sua vida contra uma doenca avassaladora e injusta, e como se o seu corpo lutasse contra a propria natureza que e viver.
Eu soube quando ja era muito tarde, minha despedida foi em frente a um corpo gelado, meio amarelado ou acizentado como queira chamar e nao ao amigo que eu jurei estar sempre ao lado, eu falhei!
doeu demais, de verdade e continua doendo. mas o que eu posso fazer? como nao te ver em quase todos os detalhes?
vc vai fazer muita falta e eu espero te ver um dia, meu irmao, eu te amo!
Otis
Nos versos dos amor
Existem diversos pontos de dor
Onde a rima para a poesia é indolor
E onde a melancolia é uma melancia azul
Onde o sentimento não se passa de mais um
Neste poema, curto é um problema
Não trocar a roupa nova
Pois roupa nova, também pode ser usada como pano de chão
Um trem, sempre vem
Não é como diferença
Que o tempo determina
Onde o vem predomina
E que o fatal é um fato leal
E que se redefine na ideologia
Minha ideologia
É sempre poder viver um após outro dia
Minha identidade
É sempre querer e escolher o nome do nosso filho
Minha Autenticidade
É sempre honrar o nome da família
Enfim, não sou poeta, mais está poesia completa enferna a vida de desgastados, e sem amor.
Em intelectos
Nunca navegados
Pela dor ou a agonia
Ou por qualquer sofrimento,
A verdade se faz drástica
E a mente fica brenha!
Interditada na trincheira do receio
Nutrindo a frieira da aflição!
(Rogério Pacheco – 31/05/1999)
Livro: Prisioneiro Eterno - 2008
Teófilo Otoni/MG
Quem quiser mergulhar na solidão, dominar o amanhã
vai ver que ali só existe a dor.
É na união,
é no compartilhamento
que a vida reside.
Vê
Que mesmo em face da nossa dor maior,
O folião retorna ébrio deste carnaval
O cidadão exerce seu papel mor
Carros, buzinas, atletas, sacerdotes, putas
Mantém suas poses e rotinas
Alheios ao nosso coração que não combina
Não cabe
Não casa
Não bate no peito do planeta
Porque o mundo vive
Enquanto sobrevivemos
Na extra sístole
Da morte anunciada.
Lâmina afinada
A talhar nossa alma conjunta e emendada
Ainda que através da dor
Feito junção de peças de legos,
Estamos multicoloridos, encaixados, seguros e interdependentes.
Nos necessitamos nesta hora
Neste formato temporário
Porém imbativelmente forte.
Que força é essa que nos une tanto
E não consegue rodar as horas pra trás?
Não há mesmo tempo
Cada minuto passa a ter mais do que sessenta segundos
No lento arrastar do sofrimento
Em meio a essa Tissunami cruel
Onde nós,
Vítimas da avalanche imprevista e devastadora,
Nos encontramos na convergência dos contrários
Desejando absurdos impensáveis
Através de preces profanas
Apelos aos céus que mais parecem infernos
Quando pedimos que o mar recue,
Junto com a vida
Ainda que tenhamos que sair,
Pesadamente,
Recolhendo nossos inúmeros mortos.
TIta Lyra
Novamente uma noite sem dormir
Sem nenhuma luz para me cobrir
Mas com muita dor pra não querer sentir.
Se não for assim, com quem mais será.
Já ouviu falar de amor?
É difícil explicar
Alguns dizem que traz dor
Mas o que dói mesmo é não amar
A dor é minha
Tentei fugir dos meus medos e acabei chorando os meus erros.
Suportei os meus pesos
e vivi os meus piores dias.
Por muito o que mais queria era sorrisos, amor e alegria.
Quase morri, sofri. Minhas dores eu sentir.
Não como espinho espetando o dedo mais como um punhal encravando o coração.
Quase morei na solidão.
As minhas dores...
Só eu sei o que senti.
O mais importante de tudo foi que ...
Eu sobrevivi e venci
Carpe diem, quero o prazer de cada dia
A vida é fulgaz
Julgue-me quem for capaz,
Tanto faz
A dor é minha
amor_in_versus
Efeito Colateral
O que me alimenta, me envenena
O que me faz bem, me causa dor.
O que me dá paz, me leva ao caos.
O que me acalma, assola minha alma.
O que me sustenta, me faz cair das pernas.
O que me dá sanidade, me enlouquece.
O que saliva meu corpo, resseca meu espírito.
O que me traz saudade, me leva a solidão.
O que me faz sonhar, entorpece minha mente.
O que me dá sabor, tem gosto de fel.
O que me faz sobreviver, aos poucos vai me matando.
Qual o tamanho da sua dor?
Sabes bem que ela é grande.
Mas tão grande quanto o amor?
Se sentiu tamanha dor,
Pouco amor sentirá por alguém.
Mas se conheceres a dor do outro,
Um novo amor possa sentir também.
Suportar sim, abrir o coração sempre. Falar da dor, da ausência, do pré-julgamento, do preconceito, das alegrias, dos desafios e das conquistas.
Tudo isso e muito mais é ser mulher. Por isso, continue sendo especial.
Parabéns, por ser quem você é.
DOR E AFETO
Me vem ligeiramente na mente,
uma nostálgica lembrança.
Tempo em que os pés viviam empoeirados.
Poucas atribuições, muita ciranda.
Avistava as andanças pela fresta do
portão .
As mesmas pessoas rotineiramente por ali passavam, enquanto eu, ansiosamente lhe esperava descer da condução.
Infância que dói, sentimento que constrói.
O semblante é nítido da pureza,
e com tantas pedras no caminho,
esqueceu-se da dor e voltou a brincar de vida.
Entregamos sonhos, esperanças e suor,
Mas às vezes o destino nos reserva dor.
Como a árvore que cai sem ninguém notar,
Nossa entrega às vezes se perde no mar.
NADA
Se penso em fazer voltar-te a rosa dada
Converto em dor os versos de lembrança
Sinto em mim uma sensação angustiada
Percebendo que já não mais é a aliança
Tua citação é mais nada, d’alma retirada
E, no meu cantar não mais a esperança
A outrora melodia, no meu peito, calada
Por ser mais nada, então, nada avança
Como eu posso devolver-te o mais nada
Se nada mais, tenho, nem nada a te dar
O meu versejar me serve como espada
Um escudo, a deter a lágrima a derramar
Pois, um dia se choradas, hoje enxugada
Rasurando os datados versos por te amar!
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
05 março, 2024, 15’51” – Araguari, MG
Ela é...
Ela é sútil feito um beija-flor;
Mas é uma leoa enfrentando a dor;
Ela é ligeira e com perfeição;
Mas curti a paz com lentidão;
Ela é honesta com os sentimentos;
Mas é astuta em todo tempo;
Ela é um choro repentino;
Mas é um sorriso continuo;
Ela é sombra quando quer ser;
Mas é luz quando quer parecer;
Ela é um enigma indecifrável;
Mas é uma mulher, nem um pouco frágil!
FELIZ DIA DAS MULHERES!!! 😍😍😍
(08/03/2024)
QUANDO O SONETO CHORA
Nas estrofes do soneto, a tristura
Suspira, choraminga na dura dor
Unhando no verso afiada ranhura
Dês que dá à sensação, dissabor
Quando o verso lacrimeja, e figura
O desagrado, o pranto é um temor
Sente o desencanto, beira loucura
Duma poética desiludida no amor
Há pesares extensos no caminho
Saudade, embatucando o sentido
Martelando o que não tem alinho
Chora o soneto o instante partido
Da vida, versando cada cadinho
Protelando o versejar tão doído!
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
10 março, 2024, 14’20” – Araguari, MG
Cada pessoa sabe a alegria e a dor que carrega em seu coração.
Talvez se eu tivesse me importado menos, teria sido mais fácil! Mas não importa o que passou, vou andar por vezes distraída por aí e ser o que preciso ser no momento certo, meu jeito pode até surpreender, mas deixa ser. A cada manhã um recomeço, não deixo meu destino ser determinado pelos outros.
Estranha para muitos, só em alguns momentos, mas jamais abandonada.
Sempre vai existir um lugar para mim.
Possa ser que eu deixe para depois algumas situações, mas desistir do que tem importância nunca! Então se ainda insisto se alegre , acredito que possa chegar a algum lugar.
A casa está arrumada e cheia de alegria, posso não me adaptar ao seu mundo, mas com certeza tenho um mundo inteiro aguardando por você.
Poesia de Islene Souza
Se apaixonar é uma dor constante, e que por um momento parece eterna,
Mas o amor verdadeiro eu desconheço
Não vivi as tais características eu desconheço
Talvez o ser humano não esteja preparado pra algo tão intenso e real
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