Poemas de Dor

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A dor do abandono
é quase insuportável
dói a alma, dói por dentro..
Ela é quase incurável

A dor do abandono
é uma dor que não se vai
nos perturba, nos aflige
E não há como ter paz

A dor do abandono
faz o peito chegar a arder
você chora perde o sono
Pensa até que vai morrer

A dor do abandono
é uma dor que agoniza
falta ar você pede a morte
E nunca sabe se termina..

A dor do abandono
é uma dor martirizante
nos deprime, nos afunda
Não há como seguir a diante

A gente chora quando a dor vem
Chora quando é abandonado
Chora quando descobre que passou pela vida e não viveu..


A gente chora quando perde um amor que parecia ser pra sempre..
Chora quando perde uma amizade tão importante..
Chora ainda mais quando descobre que o amigo era só você ..


A gente chora quando cai e se machuca
Chora sem cair mas tá machucado
Chora quando a noite tá longa e o dia demora a amanhecer
Acreditando que será tudo diferente, mas é tudo igual..


A gente chora..


- A tal da Anne Karla

Depressão não é fraqueza.
É uma dor silenciosa que esmaga por dentro.
Uma prisão invisível… onde a alma grita, mas ninguém ouve.
Não se vê no espelho, mas corrói por dentro.
É doença. É séria. E precisa de cuidado.
Falar é o primeiro passo.
Buscar ajuda é coragem.
Viver em liberdade emocional é possível.
Depressão tem tratamento. Tem saída.
Você não está só.

Quem vai me julgar?
Quem se tornou meu juiz?
Alguém que não estava ao meu lado quando a dor doía
Alguém que não ouviu meus gritos
Alguém que nunca enxugou minhas lágrimas
Alguém que não conhece a intensidade do meu sofrimento
Essa pessoa me julga?
Essa pessoa se tornou meu juiz?


Marcio H.melo

A maior dor que um ser humano pode sentir não a dor de sepultar quem amamos por mais que isso dói na alma
Mas, a pior dor que podemos sentir é quando nós sepultamos a nós mesmos...

Por Marcio Melo

Febril
Marcio Melo


Enquanto a febre queima
e a dor inflama,
a solidão espreme a alma
até ela pedir licença pra ir.


Fechado no meio da multidão,
numa cidade que não para.
Nada é fixo, tudo gira
no furor de quem trabalha até morrer.


Onde está o fio da vida?
Escapa entre as dores,
entre o vazio cansado
de quem não tem tempo pra existir.


Aqui na cama, debaixo do cobertor,
derreto fritando na febre.
O quarto cheio de objetos inúteis,
empoeirados, mortos como eu.


O corpo na cama doente
sepulta o último desejo de viver.

⁠Enquanto o amor não chega, irão te manietar!
Essa dor ficará até latejar;
Quando nascer o amor, tudo começará a mudar;
Essa sempre vicejará no caule do valor.
Ninguém amará, se não se libertar!

' DOR DE SAUDADE '


Sem você a noite é fria
A saudade é uma dor que dilacera
No meu peito arde e espera
Quem sabe, um dia você voltará.
Só conhece a dor da saudade
O coração que chora em silêncio
De tanto tanto amar !


Contemplo a lua, as estrelas...
E cada vez tenho mais certeza
Desse grande amor sem fim
O tanto que te desejo,
Aqui pertinho de mim.
É Então que minh'alma voa
Voa longe pensando em ti.


Seja noite, seja dia
Estás sempre em minha mente
Mesmo que não esteja presente
Logo meus lábios sente
O gosto de seus beijos
Impregnando-me de amor
Como uma abelha que beija a flor !


Então me dou conta de como a
Saudade doi sem você aqui,
Nesse anseio chego a sentir seu calor,
Mas nada é tão difícil
ou impossível
Que não possa viver novamente
Contigo esse nosso amor!


Maria Francisca Leite
Direitos autorais reservados sob a lei - 9.610/98

Devo desfazer?
Devo me deixar ir?
Me despedir?
Bom dia!

E essa dor?
Desse tremor?
Isso é amor?
Bom tarde!

O que viveu?
O que aconteceu?
Mas e eu?
Boa noite!

Devo escutar?
Me atormentar?
Devo cantar?
Boa.

Enquanto Escrevo


Escrevo
porque a voz não alcança
o lugar onde a dor mora.


Sinto-me
como uma xícara de café
esquecida num canto,
enquanto o mundo
se ocupa de coisas importantes.


Carrego um coração ferido,
uma mente barulhenta
e um silêncio
que ninguém escuta.


Às vezes penso em ir.
Às vezes lembro
que existem olhos
que chorariam por mim.


Então fico.


Não porque a dor passou.


Mas porque,
enquanto escrevo,
ainda existe
uma parte de mim
que escolhe permanecer.

“Há gigantes que não assustam;
eles abraçam a dor e curam com bondade.”
Autora e Educadora

Existe um mundo onde a dor também existe.
Onde cada lembrança sua arde como um fósforo riscado na pele.
Onde o silêncio entre nós pesa mais que qualquer despedida.


Existe um mundo onde eu ainda te procuro,
mesmo sabendo que você não está lá.
Onde o beijo que você nunca deveria ter me dado
vira fantasma... e me assombra todas as noites.


Existe um mundo onde amar dói,
onde o tempo não cura, só reorganiza a saudade.
Onde eu caminho carregando o que fomos
e o que nunca seremos.


Esse mundo existe.
Ele não está em outra dimensão,
nem em outro destino.
Esse mundo...
infelizmente...
existe aqui,
bem dentro de mim.

O que fazemos com a dor?

Ninguém escolhe sofrer.
Mas, em algum momento da vida, todos precisarão decidir o que farão com a própria dor.
Algumas pessoas a transformam em amargura.
Outras a escondem tão profundamente que passam anos fingindo que ela não existe.
Há ainda quem permita que a dor se torne a única identidade possível.
Mas existe um outro caminho.
O de escutá-la.
A dor tem uma linguagem própria.
Ela não fala apenas do que perdemos.
Ela também revela o que valorizamos, o que desejamos preservar e aquilo que ainda precisa ser cuidado dentro de nós.
Talvez o sofrimento não nos defina.
Talvez ele apenas nos apresente partes de nós que permaneciam desconhecidas.
A dor não pede que você viva preso a ela.

Ela pede apenas que não passe por ela sem aprender alguma coisa.

Pepita de Oliveira

A dor não é suficiente pra dizer como me sinto. Nós fomos tão felizes juntos,
mas agora eu sei que você se foi.
Você disse que jamais iria me abandonar.
Sempre que eu precisasse, você estaria aqui.
Eu posso te perdoar,
mas não posso te esquecer,
e mesmo que você tenha me deixado...
Ainda te amo!
Ainda te amo!

Não sejas tu a causa da dor.
Dor que afugenta e que um dia passa,
mas a da alma permanece, não se apaga.

Não seja a causa da dor de alguém.
O tempo pode silenciar o sofrimento
mas nem sempre apaga
as marcas deixadas na alma.

Nem toda cicatriz fala de dor. Algumas lembram a coragem de continuar.

Pepita de Oliveira

⁠Efêmera flor

A flor é Efêmera
Efêmero é o amor,
E tudo que é fugaz
Está ligado a dor.
O amor não é eterno
Infinita não é a dor
Tudo de bom
Que acontece
Tem o dedo do amor.
O vendaval amortece a chama
Que apaga
O Efêmero amor
Foi na brisa de mansinho
A devassa Efêmera flor!

⁠O primeiro dia após a morte
É vago, vácuo, vazio e ócio.
Pois a insatisfação, a tristeza, a dor e o esmorecimento promove a prostração.
0 primeiro dia após a morte
É também o primeiro passo à depressão.
A nostalgia e a angústia causam o dissabor
E incitam a consternação.
A amargura é fruto do
padecimento
Do luto, do infortúnio
E da mortificação.
O primeiro dia após a morte
É sim, um dia de aflição
Da pena , do pesar e da inquietação.
O primeiro dia após a morte !
É dia da infinidade sem fim;
É sempiterno.

04032018

Na compaixão, a dor que sentes ao compadeceres, não é física; o corpo nada padece. Ela interior e subjetiva, emerge das entranhas/ vísceras e desembocam na alma.

140626