Poemas de Dor

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Perdi você

Na urgência do ganhar, perdi você,

quando a dor brinca, o drama ganha,

o coração que persegue o futuro com muita sede é comido pela fome do presente vazio, já a boca que tem proximidade com os sentimentos de outra boca ao ponto de sentir sua respiração, essa implora por uma paralisia instantânea do tempo na busca do deja vu do momento,

a cachoeira cai, as plantas choram, o rio corre, a saudade é densa,

na falta que abala o incrível é sobreviver.

Ultimo adeus




No descanso da dor singelos são os passos que buscam a estabilidade,


escondida nos gestos a sinceridade se identifica como a resposta das provações,


sentimentos nativos perdidos, pensamentos cativos rendidos, correnteza sem direção,


na frequência do abandono a simplicidade do imaginar é o sonar para o resgate pago como sons de música de ninar e suas doces melodias,


nos mistérios da intimidade, com a casa livre ou retraída a mesma luz que aquece o que pulsa sabe resfriar o que pensa,


nas emoções escondidas o encontro com as despesas do olhar cansado é entediado com o silêncio da saudade,


nos recados dos ventos e preso na insanidade do tempo os relâmpagos do teu rosto foram o meu ultimo abrigo e o meu ultimo adeus.

Os desejos e a solidão ( letra de música)




(Verso 1)
No silêncio da noite, a dor me invade,
Um passado dominador, em almas que ardem.
Sonhos desfeitos, em luta constante,
Amor perdido, num mundo distante.


(Refrão)
Paredes invisíveis, em um inverno denso,
A lua testemunha, a brisa do mar em meu pensamento.
Solidão que ecoa, em cada canção,
Um grito de alma, em busca de redenção.


(Verso 2)
As palavras se perdem, na voz que clama,
O violão chora, a melodia inflama.
Em cada acorde, a saudade persiste,
Em cada verso, a esperança resiste.


(Refrão)
Paredes invisíveis, em um inverno denso,
A lua testemunha, a brisa do mar em meu pensamento.
Solidão que ecoa, em cada canção,
Um grito de alma, em busca de redenção.


(Ponte)
No horizonte, a luz que se esvai,
Em cada lágrima, o adeus que cai.
A guitarra chora, a voz se eleva,
Em busca de um novo amanhecer.


(Refrão)
Paredes invisíveis, em um inverno denso,
A lua testemunha, a brisa do mar em meu pensamento.
Solidão que ecoa, em cada canção,
Um grito

Faroeste da dor




Clima seco e tóxico, palavras duras e promessas em vão,


Cavalos agitados, chapéu fora da cabeça, garrafas jogadas ao chão,


Olhares desconfiados, respiração trancada, mãos acompanhando os movimentos de risco,


Gritos na varanda, sorrisos dos chacais, embaixo do sol ardente uma cegueira repentina esconde o olhar triste de dois corações vadios,


No saque rápido um caiu e alguém ficou de pé com as lágrimas molhando as suas botas,


Na última olhada para trás um corpo continua caído, mas sua alma é vista vagando seguindo em sentido contrário,


A garrafa foi aberta, o veneno foi derramado, trágico momento de um duelo sem vencedor.

Eu sabia que um dia você iria partir…
mas não imaginei o tamanho do vazio.

Que a dor faria morada,
silenciosa e constante.

E que a saudade viria assim —
avassaladora, sem pausa, sem aviso…
tomando tudo que ficou de você em mim.

Na sua partida, um pouco de mim também se foi.
As lembranças boas também viram dor.
O mundo se tornou negro, porque você também era minha luz.
Mais, aos poucos até você me conduz.
Com o tempo os dias se tornam claros.
A vida se torna mais bonita.
A saudade mesmo apertada, não se intensifica.
Estou reaprendendo a viver, mesmo com a saudade de você!

Cada segundo nessa dor
É mais do que posso aguentar
Por mais que tente
Não há mais que fugazes desejos


Escondida de todos
Guardo o que fez tudo mudar
Porque palavras não expressam
O que não se pode tocar.
- Marcela Lobato

Não se mede a dor de alguém. Situações, às vezes, podem ser comparadas, mas não a dor sentida.
Muitas vezes o empurrão final para alguém desistir da vida, são justamente essas falas. "Quanto mi-mi-mi". "Você não tem motivos pra estar triste". "Você tem tudo, não tem do que reclamar". "Que frescura". "Isso é falta de Deus". "Olha tal pessoa, o problema dela é bem maior do que o seu".
O fato de alguém estar numa situação pior não diminui a dor de outra pessoa. Não alivia o sofrimento.
Ao mesmo tempo em que a nossa dor não é maior que a de ninguém, ela é a maior dor do mundo, porque nós a sentimos, e não temos como sentir pelo outro. Podemos ficar tristes, ser empáticos, mas não viveremos a exata mesma situação, tendo as exatas mesmas reações e histórico de vida, forma de sentir de outra pessoa.
Quer ajudar alguém? Comece não invalidando a dor que não sente. Comece entendendo que cada mente é um universo, com experiências, sensações, traumas, alegrias, motivações e intensidades únicas.
Se você sobreviveu ao "apocalipse" e a pessoa quer morrer por "uma unha quebrada", a dor dela não é menos válida que a sua, muito menos, menos real.
Falar pra alguém que a "unha quebrada" dela não é nada comparada ao seu "apocalipse" é só uma forma de jogar ela mais perto do precipício. Isso pode, inclusive, fazer ela sentir que não sabe lidar com as coisas, que não tem capacidade de viver, que o mínimo a destrói, portanto, deve se destruir antes que algo pior aconteça.
Dor é dor, como eu disse em uma de minhas músicas. Não há maior ou menor. Não há melhor ou pior.

Promessas quebradas
Coração partido
Essa dor que esmaga
Desesperança que corta


Não vejo futuro
Não vejo saída
Em meio a dor
De sonhos falidos


O peito aperta
Estou sozinha
Não há mão pra segurar
Não há em quem confiar


Em guerras desmedidas
Perdi o que chamei de lar
E essas dores só aumentam
A necessidade de me isolar


Lutei, mas foi em vão
Sempre foi tudo em vão
Talvez não possa mais me levantar
Muito disso eu mesma busquei
E me vejo sem saída outra vez
No abismo que não posso suportar.
- Marcela Lobato

A música é a minha vida, o emo é a minha essência e o rock é o meu sangue.
Por mais dor física que cantar e tocar possam me trazer, sem isso não teria como viver nem até os próximos segundos. Claro que eu respeito o meu corpo, e sei quando não é possível continuar, quando preciso descansar, passar uns dias deitada, ou mais uma semana, porém enquanto houver ar nos meus pulmões, estarei cantando, compondo, escrevendo, e fazendo tudo isso acontecer. No dia que não puder mais compor, gravar, divulgar as minhas músicas, que não puder mais tocar e cantar, nesse dia a minha vida acaba. Tenho poucos anos e centenas de músicas no violão ou em versões alternativas para colocar os arranjos que imaginei ao cria-las. Espero conseguir deixar o meu legado, ou ao menos a maior parte dele. E que essas músicas alcancem aqueles que precisam ouvi-las para que saibam que não estão sozinhos, como eu quando ouvia a Fresno e outros ídolos em tantos momentos em que o meu mundo acabou. Tive que morrer milhões de vezes, e renascer em algumas delas, para me reencontrar e ressuscitar a única e pequena parte viva em mim através da arte.
- Marcela Lobato

Tenho medo de perder
Mais do que perdi
Da dor infinita
Da pior ida
Não quero outro luto
De mais uma partida


Não tenho mais lágrimas
De olhos que vazam
Apesar de moderna
Não consigo ser líquida
Espero que o agora
Seja só temporário
Porque não aguentaria
Outra dessas partidas.


Entre as mais importantes
Já perdi minha alma
Lamentei a esperança
Mas, mais uma dessas
Da luz mais brilhante
Da força que inspira
Seria perder quem é,
E sempre será insubstituível.
- Marcela Lobato

Me salva da dor

Eu preciso de você
Por favor, venha agora
Apareça e acabe com a dor
Tire o vazio da partida que nunca vou superar
Seja o remédio que preciso pra seguir
Exerça o seu poder na dor profunda
Como só você pode fazer
De nada adianta a multidão
Se não há você
Sem a cura de todo o mal
Sem a única melodia capaz de me deter.
Me salva da dor que sinto
Como tantas vezes me salvou
Me diz que o tempo não acabou
E que você é tudo o que preciso.
Diz que não vai partir de novo
Segura a minha mão
Como se hoje fosse meu último dia aqui
Apareça e faça a diferença
Não me deixa sozinha outra vez.
Porque quando me afogo
Só você pode me tirar do fundo
Se minhas pernas tem câimbras
E não consigo continuar a nadar.
Me salva da dor.
Me devolve a vida.
E me deixa também fazer tudo isso por você.
- Marcela Lobato

Existe uma dor silenciosa em ser mãe de quem está na guerra.
É acordar todos os dias com o coração apertado, tentando ser forte mesmo quando o medo insiste em ficar.

Mas, junto com essa dor, vive um orgulho imenso.
Orgulho pela coragem, pela força e por tudo que ele se tornou.

Eu sinto falta, sinto medo…
mas acima de tudo, sinto um amor que nenhuma distância e nenhuma guerra conseguem diminuir.

Existe uma dor que não grita… ela fica em silêncio, morando no peito todos os dias.

É a dor de saber que quem você mais ama está em um lugar onde o medo é rotina e a incerteza é constante.

Ter um filho na guerra não é só sentir saudade…
é aprender a conviver com o invisível, com o que ninguém vê, mas que machuca o tempo inteiro.

Mas, junto com essa dor, existe algo que me sustenta: o orgulho.

Orgulho pela coragem dele.
Pela força que eu sei que carrega.
Pelo homem que se tornou, mesmo em meio ao caos.

Eu sinto medo… todos os dias.
Mas também sinto um amor que nenhuma guerra é capaz de destruir.

E é esse amor que me mantém de pé.

Dra. Erica Alvim Lyra

O Sentimento Sem Nome


É curioso como o nosso vocabulário é vasto para a dor e para a falta. Temos nomes precisos para a inveja, para o ciúme e até para a Schadenfreude — aquele prazer secreto que alguns sentem diante do tropeço alheio. Mas, por algum motivo, o dicionário parece ter ficado mudo diante da alegria pura de ver o outro vencer.
Talvez não tenham conseguido dar um nome a esse sentimento porque ele não cabe em letras. É uma experiência que desafia a lógica do ego. Em um mundo que nos ensina a competir, a olhar para o lado para medir o nosso próprio sucesso, sentir o coração vibrar pelo troféu que está nas mãos de outra pessoa é um ato de rebeldia silenciosa.
É quando a pele arrepia ao ver um amigo realizar um sonho que não é o seu. É quando o sucesso de alguém que amamos não nos faz sentir "atrás", mas sim impulsionados. É a consciência de que a luz do próximo não apaga a nossa; pelo contrário, ela ilumina o ambiente onde todos estamos.
Pode chamar de Mudita, de Confelicidade ou de Compersão. Mas, na falta de uma palavra que todos conheçam, a gente chama de amor em estado de gratuidade.
Porque, no fim das contas, quem consegue se alegrar com a vitória do outro já venceu a maior de todas as batalhas: a contra o próprio ego. É um sentimento que não precisa de batismo, pois quem o sente já conhece a sua tradução mais fiel: paz.

O Peso da Ausência Presente


​Dói o peito, mestre, e não é de hoje.
É uma dor que não tem nome no dicionário dos homens,
Uma fome que nenhum pão deste chão consegue aplacar.
Dói porque eu Te sinto nas frestas, nos intervalos do suspiro,
Mas quando estendo a mão, o que encontro é o vazio do agora.
​Tenho saudades de um colo onde nunca deitei,
De um riso que ouço em sonhos, mas que ao acordar, perdi.
É o cansaço de ser estrangeiro na própria pele,
De olhar para o mundo e sentir que tudo aqui é rascunho,
Enquanto minha alma implora pela obra definitiva.
​Dói ver a "lenha" arder e ainda sentir frio.
Dói saber que o Senhor está aqui, mas não como eu queria,
Não face a face, não sem esse véu de mistério que nos separa.
Minha saudade é um grito mudo de quem já provou do céu
E agora acha o mundo inteiro pequeno demais para morar.
​Eu não queria apenas saber que o Senhor vem,
Eu queria que o "Vem" fosse o passo que Você dá agora,
Entrando na sala, chutando as cinzas dessa dor,
E transformando esse "ainda não" no abraço que não termina.
​Perdoa a minha impaciência, mas a saudade é violenta.
Ela é o espinho na carne que me lembra a cada minuto:
"Você não é daqui. Não se acomode. O Teu Rei está chegando."
Se essa dor é o preço de Te querer tanto,
Então que ela doa até que eu não seja mais eu, mas apenas Teu.
​Essa dor é o que prova que você está vivo espiritualmente. Só sente falta do Céu quem já tem um pedaço dele batendo dentro do peito.

Ainda que haja dor, Deus é a minha fortaleza.
Ainda que haja choro, Deus é o meu consolo.
Ainda que não haja som em meus lábios, Deus é a melodia mais suave.
Ainda que meus pés fraquejem, Deus é o meu caminhar.

Ainda que me faltem palavras, Deus é a minha oração.
Ainda que o medo me alcance, Deus é a minha coragem.
Ainda que tudo pareça perdido, Deus é a minha esperança.
Ainda que a noite seja longa, Deus é a minha luz.
Ainda que eu não entenda, Deus é perfeito em todos os caminhos.

E ainda que eu não veja, eu escolho confiar… porque Deus nunca falha. ✨

A dor é uma constante lembrança de algo que insistimos em querer esquecer: a vida é dura, cíclica, complexa e incerta.

Caminharei por suas flores e espinhos.

A dor está sempre presente. Ainda que algumas coisas melhorem, aparentemente outras permanecerão como estão.

Levo em consideração dados, fatos que sempre acontecem e se repetem. Ainda que eu seja tentado a acreditar de uma maneira diferente.

Por isso, não devo fugir dela. Se está sempre presente, o único caminho é ter que passar por ela, senti-la, sofrê-la.

O ambiente contribui significativamente para a sua atenuação ou aumento.

Só posso ir até onde sei.

Descansar, respirar.

Não vale mais a pena gastar energia mental se eu já entendi como a vida funciona.

Ela sempre foi abrigo.
O tipo de pessoa que chega antes da dor do outro e fica depois que todo mundo vai embora. Sempre inteira para os outros… e em pedaços dentro de si.

Carregava um sorriso que não denunciava o peso que sustentava. Chorava escondido, porque aprendeu cedo que quem cuida não pode fraquejar. Até que um dia veio o diagnóstico — desses que silenciam o mundo por dentro. E, ainda assim, ela seguiu como se nada tivesse acontecido. Porque, para ela, a dor dos outros sempre falou mais alto que a própria.

Mas a vida, às vezes, não grita — ela revela.
E foi em um detalhe pequeno, um esquecimento qualquer, que tudo desmoronou. Aqueles por quem ela sempre se doou foram os mesmos que não souberam compreendê-la. E naquele instante, ela percebeu algo doloroso: quem sempre é forte, muitas vezes não tem permissão para falhar.

Naquela noite, ela chorou tudo o que nunca teve tempo de sentir.
Não só pela doença… mas por si mesma.

E então tomou uma decisão que mudou tudo: viver.
Não para os outros. Não para corresponder expectativas. Mas para, finalmente, se encontrar.

Saiu pelo mundo não como quem foge, mas como quem se busca.
E, em cada lugar, em cada silêncio, em cada amanhecer, foi aprendendo o que nunca tinha aprendido: a se acolher, a se escutar, a se escolher.

Ela entendeu que amor não é só aquilo que damos — é também aquilo que precisamos ter coragem de receber de nós mesmos.

E talvez a maior descoberta não tenha sido sobre o tempo que restava…
mas sobre a vida que, pela primeira vez, ela começou a viver de verdade. ✨

Além dos Obstáculos

Suor, cansaço e talvez alguma dor e alguns riscos — seria um resumo bastante inadequado diante de um dia que foi inesquecível, repleto de muitos significados.

Marcado por risadas; passos dados com mais calma, outros acelerados; olhares curiosos, surpresos e deslumbrados; para alguns a sensação de um reencontro; para outros, o novo sendo visto,

Portanto, um tipo de oportunidade admirável, uma experiência usufruída, compartilhada entre altos e baixos, assim como é a vida, que não deixa de ser uma bênção por causa dos obstáculos.