Poemas de Cores
Gratidão
Obrigada Deus pelo meu caminhar
Pelas cores que consigo identificar
Pelos sons que oiço e posso reproduzir.
Obrigada pela força que tenho para escalar a montanha
Por me conseguir levantar sempre que tropeço nas pedras.
Obrigada pelo chilrear das aves e pelo verde nas plantas
Obrigada pela aridez dos desertos e pelas florestas tropicais.
Obrigada pelo Amor dos meus pais
Pelo regressar dos meus filhos
Pelo lar que me abriga
Obrigada pelos sorrisos alheios
Pelo sol, pelo céu e pelo mar
Por tudo o que me dás, para eu viver neste planeta.
Obrigada pelo meu trabalho!
Obrigada pela esperança, pela coragem, pela tenacidade
Pela minha Fé!
Mas obrigada, sobretudo,
Por ter a capacidade de reconhecer
O quanto tenho para agradecer.
E mesmo que tudo isto eu perca,
Amanhã é um novo dia!
Nova dádiva a agradecer!
Crucificando escolhas.
Repara bem,
olha seu horizonte,
quantas cores tem?
Imagina que tanto de tinta,
umas berrantes,
outras destintas,
algumas até,
quase extintas.
Então,
uma turma,
gosta de uma.
E quer que essa,
seja a única!
Que bobinhos!
Não é assim não,
existem muitas outras,
várias,
um montão...
depende da ocasião;
se é festa,
velório,
ou reunião.
Se é de dia,
de noite,
inverno ou verão.
Pois então,
para com isso.
Quem escolhe a cor que gosta,
é cada ser,
não os nobres cidadãos.
Não sei se sabe,
mas cada um
tem sua própria opinião.
Nem me venha com imposição.
Essa cor que você gosta,
eu...não ligo não.
Acho até bonita,
diferente,
mas não me é,
atraente.
E a vida,
assim deve ser,
cada ser,
com seu querer,
sem uma ordem,
imposta,
mas sim,
o escolher,
com o livre arbítrio,
do querer,
do não querer,
para a liberdade,
acontecer,
sem distorcer
a lealdade,
de cada ser.
Menina Imaginária
Tantas Casas a escolher, tantas asas a perceber,
tantas cores desse olhar e a noite cacheada faz riso,
escondido em covas de menina e flor.
Estou encalhada em sonhos!
São noites e mais noites só de sonhos povoadas.
Milhares de cores pela noite dissipadas...
imensidão de tons que sempre dão em nada.
Não há sono...
só sonhos: de que você volte...
faça de mim sua morada.
Então, eu tenho de estar acordada.
Com o horizonte tão perto do olhar
Inclinei em varandas e escorri-me em cores
Hoje sou navegante-de-fantasias
Onde as aquarelas se desenham sozinhas.
Quando deixo o casulo...
A borboleta em mim prefere os cactos.
A perplexidade do ardor das cores,
Florescem ousadas,
Por entre as folhas reduzidas a espinhos.
Nunca ache que já viu todas as cores de um jardim
A cada segundo haverá sempre um colorido diferente
Encantando os olhos da gente
Jamais pense que já viu todas as linhas do horizonte
Haverá sempre novas nuances
A surgirem num amanhecer... Num entardecer!
Preste atenção nos sinais...
Há sempre novos ventos a soprar
Há sempre novas chuvas a regar
Há sempre novos amores para amar
Sempre haverá novos sentimentos no fundo de um olhar!
Ser poeta...
É ter nas pontas dos dedos
Todas as promessas do mundo
E bordá-las em cores de seda
Ser poeta...
É sentir a solidão e o silêncio
Que há no interior das pedras
E abrigá-los dentro dos versos
Ser poeta...
É desvendar os mistérios que se abrigam
No interior das pálpebras do tempo
E dar asas à imaginação
Ser poeta...
É procurar novos caminhos
Para a cegueira da humanidade
E libertá-los da escuridão
Ser poeta...
É rasgar o fundo da terra
Onde se aninham todos os segredos
E despi-los em cada verso de um poema
Ser poeta...
É abranger todos os horizontes
E não ter medo de voar
Ser poeta...
É virar a alma do mundo do avesso
E contemplar a poesia
Ser poeta...
É ver o mundo sem janelas.
Quais as cores desse fogo que me acende
Espreita-me
E revela meus desejos
Fogo paixão
Chama vermelha carmesim
Abrasado, encarnado
Entalhado na pele
No coração
Labareda inflamada
Que me deixa em vulcão
Feito de sangue vermelho vivo
Que me escorre incandescente
Pelas veias,
Em combustão
Salamandras mágicas.
Serão chamas eternas?
Ou
Poderão um dia virar fogo de palha?
Fogo lento
Sem vida
Luz consumida
Lume sem cor
Que perde o calor
Feito fogo de vela
Que pouco a pouco se acaba
Até restarem somente as cinzas
Parafina derretida no fundo
A escuridão.
Estarei brincando com fogo?
Que importa?
Prefiro o fulgor
O incêndio que se alastra
Indomável, intransigente
Em veemência
O ardor da madeira
Na fogueira
Que desaba e acaba
Ao desatino de nunca ter sido chama.
Gota
Da perda ganhou-se vida
E após apoderar daquele olhar
O que ainda lhe restava de cores
Abandona-o subitamente o deixando estático
Para, pensa em voltar, mais desiste
Pequena, segue ao encontro do seu destino
Em um balançar arrítmico
Que por si só já seria o mais triste
Trilhando o caminho com a sua própria dor
Gota que se transforma em lágrima
E carrega o segredo revelado
E naquele infinito instante se desfaz
Da mesma forma como nasceu
Solitária
Petalas
As borboletas voam sobre o meu jardim
São cores vivas, pousam sobre às onze horas
Nas rosas claras, violetas e jasmins
Um beija-flor traindo a rosa amarela
Beijou a bela margarida infiel
Papoula e dália estão cravadas de ciúmes
E o beija-flor beijando flores a granel
Pétalas, asas amareladas
Pétalas, espinho seco
Folha, flor, lagarta
Pétalas
As flores voam e voltam noutra estação
Só serei flor quando tu flores no verão
Primavera
Primavera,
Desabrochar das flores,
Flores de várias cores.
Descoberta de amores
De muitos resplendores.
Primavera,
O sol brilha e aquece minha alma,
Me traz calma.
O orvalho brilha,
Enquanto caminho por uma trilha.
Primavera,
Lindas músicas a se ouvir,
São os pássaros,
E aqui estou eu a aplaudir.
Primavera,
Então vamos celebrar,
Então vamos cantar,
Vamos sentir,
Vamos curtir,
A magnífica e fantástica, primavera.
Primavera,
A chuva cai,
E me distrai,
Com a paz que traz,
Sinto felicidade,
Sinto bondade.
Me sinto sensacional,
Me sinto intelectual.
Primavera,
Essa linda estação,
Me traz emoção,
Olho pela janela,
E vejo a felicidade e alegria dela,
Primavera.
Cores do Brasil
Qual a cor da esperança?
Qual a cor da perseverança?
Qual é seu valor?
Qual é sua cor?
Verde! Das matas e florestas.
Das riquezas valiosas,
Das belezas majestosas.
Da beleza intocável,
Da beleza apreciável.
Qual é a cor mais quente?
Qual é a cor excelente?
Qual é seu valor?
Qual é sua cor?
Amarelo! Do ouro e do tesouro.
Das riquezas minerais,
Quase todas de Minas Gerais.
Da amizade e da verdade.
Da felicidade e da honestidade.
Qual é a cor de mais pureza?
Qual é a cor de mais beleza?
Qual é seu valor?
Qual é sua cor?
Branco! Da paz e da pureza.
Da beleza e da nobreza.
Da suavidade e também,
Da eternidade.
Finalmente!
Qual é a cor mais tranquilizante?
Qual é a cor mais elegante?
Qual seu valor?
Qual sua cor?
Azul! Da calma,
E da alma,
Tranquilo como
As ondas do mar,
E a calma do lar.
E também do infinito.
Essa são as cores
Do nosso querido Brasil!
Que é gentil e colorido,
Destemido e brilhante,
Vibrante e emocionante.
Passamos tanto tempo preocupados com coisas minimas!
Que nem percebemos as formas,as cores as maravilhas
Que rcebemos de graça em cada amanhecer.
O cego enxerga com o coração.
O mudo dialóga com os gestos mais singelos.
O surdo ouve com os olhares os sorrisos.
A criança não vê dificuldade nas coisas.
O velho nos passa toda a sabedoria de uma vida inteira!
Se atente mais as belezas da naturaza enquanto ainda as temos!
As flores da sala troquei.
Mudei as cores da casa e uma linda deixei...
Dormir e quando acordei as flores estavam murchas
E as cores da parede já não me faziam feliz!
Refiz tudo e quanto mais eu mudava, mais encontrava motivos para mudar.
E enfim. Quando consegui fazer com que tudo me agradasse, eu te encontrei.
Foi ai que percebi que o problema não eram as flores ou a cor da parede.
O problema era a mudança, pois cada vez que eu mudava não te encontrava.
Então deixei de mudar.
Dei-te as mãos e Você levou-me embora.
E quando voltei meu espírito de mudança perguntou:
- Onde você foi?
Respondi:
- Fui ser feliz.
Não sei chamar os pássaros para cantar para você;
Não posso dar cores ao arco-íris;
Não posso livrar você dos seus problemas;
Mas o que sei é, pedir a Deus para cuidar bem de você;
E sei que posso dar o que existe de mais forte em mim;
A vontade de ver você sempre feliz;
E ser teu eternamente;
Poetizando
Eu vejo cores e sabores.
Sinto o passar da brisa e acolho as folhas de outono.
Eu bebo estrelas e navego em nuvens.
Sou vertigem. Fogo.
Uma intensidade qualquer.
Sonho alturas e esparramo carisma.
Meu caminho é leve, meu caminhar preciso.
Respiro vitórias e distribuo sorrisos.
Divago, danço com o tempo, amanheço.
Decido, esqueço, duvido.
Desejo, almejo, conquisto.
Me enfeito, me entrego, recebo.
Sou olhares, lugares, devaneios.
Presença, sensibilidades, lembranças.
Sou detalhes, sutilezas, esperanças.
Visto-me de um manto em cores, me visto da alegria. Acordo, olho pro alto, penso longe, sinto o vento, sonho... sonho... sonho...
Veja aquela nuvem, ali, cortada pelo sol. Sabe o que significa?
Sinal de bom dia.
Astronauta
Olho pela janela e vejo uma multidão correndo sem direção,
Vejo carros, vejo cores
Vejo que nada a fará parar.
A voraz corrida me assombra, me faz pensar
Para onde irão estes que correm?
Por onde passam derrubam, consomem, destroem...
E nada vivo resta, apenas as vivas lembranças de um dia existir.
O barulho de sua marcha me dói na alma, os gritos, as brigas
- Gananciosos sois!
Correm para o nada sem saber que são infinitos, são bem mais
Uns batem e voltam, outros nem pensam, apenas correm...
Poucos olham para trás e assombrados têm medo de voltar
Anos parecem segundos e os segundos são fatais para quem para
Aqui de cima tudo parece estranho, tudo é nada.
Como podem diferentes serem tão iguais?
