Poemas de Cores
Nosso Lugar
Nós estamos no olhar
Nas cores estampadas na parede
Estamos nas piadas
Ideias malucas
Viagens marcadas
Nós somos os passos confusos
As certezas imprevisíveis
Somos também sensíveis
Somos cartas marcadas
Parece estar tudo tão diferente,
as cores, as flores, a mente.
Tudo me parecia tão normal,
mas começou a girar em espiral.
Um vórtice rápido e extremo,
e me corroeu como um veneno.
Entrando pelo corpo e atingindo a central
uma ação insana e mortal.
Posso pedir desculpas,
peçam perdão também,
mas o problema não está nas luvas,
e sim no refém!
A senhora de Shalott
Lá ela tece noite e dia
Uma teia mágica de cores vistosas.
Ela ouviu um sussurro dizendo:
Uma maldição cairá sobre ela se continuar a
Olhar com desprezo para Camelot.
Ela não sabe qual é a maldição,
E assim ela tece continuamente,
E outro pouco cuidado ela tem,
A senhora de Shalott
E movendo-se através de um espelho
Que pende diante dela o ano todo,
Sombras do mundo aparecem.
Lá ela vê a estrada próxima
Que desce sinuosa até Camelot
Mas em sua teia ela ainda se deleita
Em tecer as visões mágicas do espelho,
Pois frequentemente, nas noites silenciosas,
Um funeral, com plumas e luzes
E música, dirigia-se a Camelot;
Ou quando a lua brilhava no céu
Surgiam dois jovens amantes recém-casados.
“Eu estou cansada de sombras”, disse
A senhora de Shalott.
***
E descendo o vasto e turvo rio
Como um bravo vidente em transe,
Ao ver toda a sua infelicidade
Com um olhar opaco,
Ela contemplou Camelot.
E ao final do dia
Ela soltou a âncora e se deitou;
A correnteza carregou-a para bem longe,
A senhora de Shalott.
- “The Lady of Shalott”, de Alfred, Lord Tennyson
As horas
O menino pula e brinca
Na tarde que era colorida
Tinha o sol quente
Nas cores vibrantes
Carregando as nuvens distantes
As horas voavam
E as cinzas nuvens chegavam
Cobrindo o céu azul
Da tarde que terminava
Deixando o frio que tornava
Tudo escuro e molhando
Com a chuva que no menino chuviscava.
Mulher….
infinitas cores…
Muitos amores…
Não importa de onde vens,
que cor tens ….
Serás sempre bela, única e eterna…
Busco onde escrever , com cores e palavras nítidas,
Onde todos possam ver e entender,
Que amar significa viver.
Sem cores decadentes,
sem nenhum arranhão,
um brilho nos dentes
e um vazio no ar.
Nada o que acontecer vai me fazer como antes.
Nada vai trazer o meu declínio racional.
Deletando tudo o que pensei.
Serei apenas eu!
Timbó
Timbó tem muitas cores
verde, azul, amarelo,...
Mas. Ninguém copia
pois existe um belo arco-íres
Em nossa região. .
Mas... Cadê a preservação?
Alguns dão risadas,
outros em pensamento,
mas timbó esta muito doente.
Só nois podemos ajudar,
preservando vai mudar.
Salve Timbó
Coisas.
Fotos,cores,sem cores,não cores.
Dores,amores,sonhos,medos.
Cultural,moral,insano,terno.
Sentido,incoerente,firme,contraditário.
Amor,desordem,paz,verdade,lealdade.
Eu só quero,eu tenho,eu preciso.
Eu vou,eu sou,eu quero.
Um sonho,um sorriso,um olhar.
Um dia,uma hora,agora.
Você.
Fogo (resumo da obra)
Azul. Amarelo.
A luz se faz de todas as cores
Todas as cores fazem o dia
Amanhece fogo
Nasce o dia
O fogo e o dia...
As manhãs de sábado,
Com seus cheiros, formas, cores, texturas, expectativas.
As flores entre as frutas.
Que se exibem por entre as frutas.
Deixando um rastro de beleza, aroma, sabores.
Tão simples, tão prazeroso quanto uma manhã de sábado.
(Blasfêmia)
Mil faces,mil cores,mil idéias,mil erros,mil amores.Nada está ao meu alcance mas tudo posso alcançar,nada compra meu silêncio nada vai me suborna.
Mentiras,verdades retorcidas,verdades mal contadas,Mas nada tão encantador como meu medo medroso,tudo isso sim é Blasfêmia de uma mente brilhante sem luminosidade na escuridão do Nego escuro.
(Abra os olhos),E veja só o que lhe restou, meu pai está certo que nisso não a nada que se aproveite,Beba um pouco de meu melhor vinho e prove um pouco do meu azeite,Mas depois não reclame do meu tratamento que dou as minhas visitas,as visitas são minhas e sirvo a elas o que eu quiser.
Mesmo assim nada adianta,tudo continua sendo mentira,Blasfêmia sempre esconde um pouco da minha irá,que um dia ira te fazer bem escondida,dentro do espelho.
Na contra mão de 'n' futuros
hoje o céu revelou cores inimagináveis,
a brincadeira das crianças pareceu menos boba (até envolveu-me)
e o amor fujão e machucado (não covarde!) voltou destemido num cavalo de antigamente.
Descansa nos meus braços.
Repousa teu rosto coberto pelas cores da esperança
Em meu ombro amigo.
Esquece,
Nem que seja por um momento,
Teus sofrimentos passados,
Tuas dores presentes,
Tuas preocupações (um tanto quanto exageradas).
Deixe que eu te ajude a superar
Tuas aflições futuras.
Deixe-me ser tua
Amiga,
Tua companheira, teu eterno amor.
Não se deixe abater por coisas supérfluas,
Deixa teu sofrimento de lado
E faz transparecer, nem que seja por um segundo,
Um raio de esperança.
Pousa tua face em meus braços
E descansa calmamente,
Esquecendo teus problemas.
Esquece o que te faz sofrer,
Esquece as injustiças do mundo,
Esquece que um dia alguém já te magoou.
Quero apenas que descanses nos meus braços
E neles irás ver que
No fim do túnel há sempre uma luz.
Deitada em meus braços irás descobrir que
Toda saída tem a sua porta.
E será nos meus braços que irás perceber
Que nem mesmo nas perdas
Irás fracassar,
Pois um campeão se mostra na derrota,
Quando encontra força pra lutar quando já cansou.
Aconchegada no calor de meu abraço
Irás perceber que o mundo ainda possui algo de bom.
Irás viajar no mundo da imaginação e lá
Descobrirás a magia que há no verdadeiro amor,
No puro e simples verdadeiro amor.
Te farei descobrir os segredos que a noite oculta,
Te farei descobrir que depois da
Tristeza
Vem sempre a alegria.
Após tantas descobertas, finalmente
Adormecerás em meus braços
Com um beijo repleto de amor
E eu ficarei a te olhar
Eternamente
E eternamente te amarei,
Te amarei até o último suspiro
Da minha vida e até a
Última batida do meu coração.
Seus olhos tinham o brilho das cores da aquarela,
Seu cabelo ao vento era a paisagem mais bela,
Tinha a complexidade de uma Vênus moderna,
Ascendeu ao azul do céu nos seus próprios pensamentos,
Não pensou no seu futuro, ela era o momento,
Vi a ponta dos seus pés no gelado do cimento,
Entre olhares meu desejo, povoar seu pensamento. ♪
Circo
Nos acordes da sanfona se via as cores da lona do circo...
Todo o lugar era como uma pintura bonita em giz de cera.
Remontava uma afinidade antiga de brincadeira.
Mágica de dia feliz.
Dançava, sendo eu as mesmas cores do acorde da sanfona.
Sorria, e era eu as mesmas cores da lona do circo.
Brincando de fazer pedido de sonho impossível.
Confiante naquelas estrelas estampadas no céu logo acima de mim.
Flores,
com várias cores
Seus cheiros exalados
perfumes apreciados
visão maravilhosa.
Oh, como essas flores são tão formosas.
Que brilham cada vez mais
no céu azul que traz a paz.
Que vontade de pintar um quadro
e despejar as cores do meu sentimento na tela da vida,
sem se apegar em linhas retas em formas certas,
transpor tudo o que fica guardado trancado,
pintar a mão livre
libertando o que fica no coração na imaginação.
no aclive de cada pincelada revelar a cor Guardada.
REVERDECER
Passaram-se todas as estações,
e com elas...
As cores da minha pandorga
a balançar sobre os fios do tempo
pendurados em sentimentos eletrificados.
Só a primavera restou...
Toda notável, cheia de flor,
andam dizendo,
que a primavera reflete amor!
É pode ser... Jardins se enche de verde
galhos se renovam, e a felicidade...
Brota sobre os rostos do futuro.
Os sorrisos florescem diante do renascer
e se expandem pela avenida da vida
e o cheiro do nascimento, permeia o ar
... Tudo é novo...
Novo também, é a vontade de mar.
Antonio Montes
