Poemas de Chuva
A cavalgada mágica
dos cavalos selvagens
do Céu fizeram ventar,
as pétalas amorosas
da Chuva de Ouro caíram
sobre os nossos ombros
e ao redor se espalharam,
Nesta vereda romântica
minh'alma se entrega
e a sua retribui entretida.
Como a chuva fina
molha o Louro-Branco
em plena florada,
Para os teus sentidos
a sua amada,
Penetrei na sua alma
há muito tempo,
Sou eu a dona do seu
coração e do seu pensamento.
O meu guarda-chuva
branco e vermelho,
é o poético pedido
onde tudo de atroz
tem sido semelhante
num mundo perdido.
A plataforma é unitária
e a agonia é coletiva
por cada prisão arbitrária,
E ali não há nenhuma
gente autoproclamada.
De como está o General
não sei de nada,
ele foi preso injustamente
e para a volta da liberdade
não há nem data marcada.
Como ele tem sido sufocada
é a tropa por cada segundo
que o tempo carrega
e a injustiça que não passa,
neste continente onde
a verdade tem sido silenciada.
Está a caminho no México
a próxima rodada
que além de mim coloca
muita gente esperançada,
firme quero crer que
a triste sorte pode ser mudada.
Gosto de ser livre
Gosto de sentir os raios de sol
Gosto dos pingos da chuva
Gosto do arco íris e as suas cores
Gosto de andar descalça na terra
Gosto de sentir o eco do meu grito
Gosto de correr pelos campos
Gosto de colher flores selvagens
Gosto de rebolar na erva fresca
Gosto de sentir o vento nos meus cabelos
Gosto de rir à gargalhada
Gosto de ser feliz!
Sempre é possível ser feliz,
Dançar, no meio da tempestade,
Sentir a chuva,
Escutar a melodia do vento,
Depois sentir o calor dum duche,
E agradecer a Deus pelas minhas conquistas!
Enquanto uns escolhem chorar,
Dizerem mal da vida,
Eu escolho sorrir,
Viver com gratidão.
Gostoso
Eu quero
desabrochar
nossos corações
na cama
escutando a chuva
tamborilar
no telhado...!
E o coral das cigarras anunciando
a Primavera da Luz!
“Ó Milagre da Luz
Venha sem demora
Ó Milagre da Luz
Venha agora
Que eu não tenho mais medo!
Sol que Ama a Chuva
Ela era como o sol
As outras estrelas não se igualavam
à luz dela.
Genuinamente feliz.
Seus sentimentos eram poesias,
e pinturas —
fossem elas em seu próprio corpo
ou em uma parede qualquer.
Sua arte era sua beleza,
que era cada vez mais realçada
pelas pinceladas
que ela mesma fazia questão de dar.
Era consciente
de que esculpir seu corpo
doía na alma,
mas ela não tinha medo
de deixar sua obra mais bonita:
seu corpo, seu templo.
Ela não precisava de admiradores;
a própria admiração
já era mais que suficiente.
Sua beleza se assemelhava
às mais lindas rosas,
às mais verdes florestas.
Ela era sol —
mas dias bonitos, para ela,
eram dias nublados,
chuvosos e escuros.
A natureza era sua inspiração,
mas ela morava na cidade,
onde dificilmente era possível
avistar uma árvore.
Ela era como as estações:
alegre, iluminada,
fria, colorida, vasta...
Ela mudou.
Seus interesses ainda são os mesmos,
porém ela se perdeu —
e não é capaz de se encontrar mais.
Ela só quer paz.
Nosso primeiro encontro tem um sabor de algo tentador com o sereno da chuva faz-me crescer a ansiedade de deitar em teu colo e te acariciar.
Nosso primeiro beijo tem sabor de pecado e algo novo que dá inicio a felicidade.
Nossos primeiros sentimentos foram involuntários impulsionando nossos corpos.
Nosso primeiro abraço tem sabor de seriedade e respeito entre os sentimentos.
Nossa primeira caricia e carinho tem sabor de conquista e vitoria para ambos.
Nosso primeiro olhar tem sabor de tudo de bom, pois teu olhar me conquistou e dominou meus sentidos.
O Oceano Atlântico
que nos abraça
sempre romântico,
Faça Sol ou faça chuva
concede possibilidades
tão claras de pensar
na vida quanto uma
bela Água-marinha:
Conviver mesmo
divergindo sem deixar
para trás o quê é
essencial e sem quebrar
os laços ao redor
de tudo aquilo
que nos faz fortalecidos
é possível e imprescindível.
Esperar a chuva passar
e o céu glorioso se abrir,
com você eu sei como
e para onde devemos ir
seja no topo da montanha
com o som do carro
ligado nas alturas
enquanto tocamos estrelas
ou estar presente sempre
quando lê os meus poemas
com você sempre sei onde
ir porque olhos nos olhos
o fluir de um pertence
ao fluir do outro a impelir
rumo a direção ainda
mais alta ou a mais profunda
que nos leve a colocar a expectativa
sobre uma Acropora subulata
esférica potente para que nada
nos alcance e tudo em nós
seja mantido sob proteção oceânica.
Poesia para a Chuva em Rodeio
Chove poesia em Rodeio,
o silêncio da cidade só
faz aumentar a sinfonia,
No meio da escuridão
respiro os ares da nostalgia,
Não tenho receio de lidar
com tudo aquilo que fui,
sou e para sempre serei:
fazendo do amor a minha lei.
A Chuva dando de beber
as matas e ao Limoeiro,
Chovendo Chuva neste
momento em Rodeio
e quando você vier quero
sair por aqui a passeio.
Quarta-feira de Cinzas
A chuva lava as cinzas
do Carnaval para abrir
caminhos quaresmais,
No ano que vem tem mais
e o importante é seguir
buscando ser feliz em paz.
O meu coração nas tuas mãos
delicadas vira um pandeiro,
Que faz ele bater sem machucar
porque o amor chegou imenso.
Na sublime Mata Atlântica
e nos quintais dos lares
florescem as quaresmeiras
rosadas ou lilases,
Brindando os atentos
olhares para a beleza da vida.
É Quarta-feira de Cinzas,
e pelo amor da gente já vou rezar
para o Senhor proteja do mal
e nos leve sem tropeços para o altar.
Sopra a ventania
sobre Médio Vale do Itajaí,
a chuva chegou aqui
cidade de Rodeio
refrescando a terra
e o meu pensamento.
Agradeço a chuva por trazer
a sua poesia do tempo
que apazigua e convida
a contemplação profunda
de ver a Mata Atlântica
coberta por sua ternura.
A chuva fazendo a sua
percussão austral traz
o levitar transcendental
da pluma poética sobrenatural
para transformar em inspiração total.
Chuva do Outono
As luzes da Cidade de Rodeio
acesas sob a primeira
chuva do Outono que se achega
enquanto repousam
os Canários-da-telha,
a roseira se refresca,
o coração dança
na cadência da Terra
aspirando ser a sua
vida inteira e entrega
para o Universo o primeiro poema.
Rodeio 32
Sempre enche de ternura
o olhar faça Sol ou chuva
o abundante bananal
quando passo de pedal
pelo Bairro Rodeio 32,
E para afastar o Mal,
pedir proteção para a minha
vida paro para fazer sinal
da Cruz na Capela São João Batista.
Bolinho de Chuva
Bolinho de chuva
feito na hora
sempre acaba
fazendo história,
E faz com que
se esqueça até
que chove lá fora.
O poeta como súdito
do tempo sabe colocar
tudo no lugar: o Sol, a Lua,
a Chuva e as estrelas
sabendo muito bem ordenar
a memória nos seus poemas,
Assim ele segue guardando
o tempo, a memória
e o sentimento sempre necessário
que venha ser resgatado,
Tudo depende do coração que sente
estando ou não ao lado,
porque lidar com gente
pede jeito, amizade com tempo
e delicadeza com o sentimento.
.
Esqueci o meu livro
Versos Intimistas
no meio do Bosque
no final da tarde,
Caia uma chuva fina,
estava escurecendo,
O bosque nunca trouxe
nenhum medo,
Vi alguns vultos,
me escondi atrás
de uma árvore,
uma sensação
de sufocamento
ouvi disparos,
Não sei o quê fazer:
era só um pesadelo.
O Pinheiro-brasileiro
é um orgulho que tenho
aqui do nosso Sul,
Faça Chuva ou dias
de Sol com Céu azul
que inspiram a seguir
escrevendo os meus
Versos Intimistas
para todos os dias.
