Poemas de Ausência
Por todo este tempo, eu vivi... respirei, caminhei, cumpri os dias como quem atravessa paisagens sem se deter nelas. Estive presente, mas não inteiro. Fiz o que se esperava, sorri quando era preciso, calei o que gritava por dentro. E, ainda assim, algo sempre faltava.
Agora entendo: eu vivi, sim… mas nunca tive uma vida que fosse verdadeiramente minha. Nunca abracei meus próprios desejos sem medo. Nunca me permiti ser, apenas ser, sem me moldar ao olhar dos outros.
Talvez, só agora, ao reconhecer essa ausência, eu comece a construir o que é meu... um caminho onde viver não seja apenas existir, mas pertencer a mim mesmo. E nisso, finalmente, pode nascer uma vida.
Era uma vez um homem que acreditava caminhar só... não por falta de passos ao redor, mas porque havia se tornado prisioneiro de muros erguidos dentro de si. Vivia entre palavras guardadas, olhares desviados e silêncios pesados como correntes. Até que um dia, como um raio de sol que ousa atravessar as frestas da cela, apareceu ela: uma amiga que não se intimidava com o seu estranho jeito de existir.
Ela o chamou de amigo, mesmo quando ele dizia que não sabia ser. Disse que ficaria, mesmo que o mundo partisse. E prometeu que, se um dia os dois se encontrassem sós no destino, ficariam sozinhos... juntos.
Ele a questionou, como quem duvida da própria liberdade, e ela o respondeu com leveza, como quem não tem medo de cuidar... nem de se deixar ser cuidado. Entre perguntas e provocações, entre o medo do amor e a esperança do abrigo, os dois descobriram que talvez a verdadeira fuga da solidão não estivesse no mundo lá fora, mas nos olhos de quem vê a alma e ainda assim decide ficar.
E assim, entre prisões internas e promessas eternas, nasceu uma história onde dois corações, marcados por feridas, aprenderam que não há maior liberdade do que encontrar repouso um no outro.
E viveram... como sabem viver os que ainda acreditam no amor que se escreve devagar.
II
E se da alma o sopro se adianta...
Se é dor, não sei; se é graça, não declaro:
verte-se o vinho em ânforas de ausência,
sem taça, sem altar, sem penitência,
qual pranto que precede o verbo calado.
"Entre a saudade e a lembrança,eu prefiro a saudade... Sabe por quê? Porque a saudade,ela é um sentimento profundo,verdadeiro ela vem de dentro,ou seja, vem lá do fundo da nossa alma. Já a lembrança...essa é um sentimento bem passageiro. Porque, um dia você lembra e no outro não mais..."
---Olívia Profeta---
Em poucas palavras,
digo que é notável a tua grandeza,
bela e profusamente preciosa,
uma Estrela que resplandece
num lindo céu azul Marinho.
És profunda e consciente,
um vasto oceano, rico em vitalidade.
assim, tua ausência é sentida,
pois a tua presença traz sentido,
precisa ser amada de verdade,
és uma fonte de regozijo.
O amor é tão lindo.
Vi este amor na minha mãe.
Que nunca deu-me o amor, e nunca mostrou -me o amor.
Se o amor é tão lindo como a minha mãe, mostrou -me ,
Neste exato momento
Estaria com a minha mãe e o meu pai.
A falta da minha mãe , e o meu pai,
Mostrou -me a malícia disfarçada em amor nas pessoas.
Saudade é um sentimento forte
Que invade o peito, sem dar suporte
É uma falta que não se explica
Que só quem sente, sabe como fica
Saudade é a dor da ausência
Que só se cura com a presença
É a saudade que nós faz entender
Que o amor é importante, e essencial pra viver
Saudade é como uma ponte
Que liga o presente ao passado
É uma lembrança que a gente carrega
De tudo aquilo que já foi amado
Saudade é um sentimento lindo
Que nos faz sentir mais vivos
É a prova de que as coisas boas
Ficam guardadas no coração, como joias
Saudade é um sentimento forte
Que nos faz querer reviver momentos
É a saudade que nos faz valorizar
Tudo aquilo que é importante e verdadeiro de fato.
Sua ausência física aqui...
Em minha frente; a meu lado; me olhando no olho, agindo, interagindo e reagindo.
Me beijando, delicadamente e gentilmente me acariciando.
Não apenas por 20 minutos…
A ausência de arrependimento não implica em falta de culpa. Não poucas vezes resume-se a deficiência de caráter!
O tédio nada mais é do que a ausência de estímulo e perspectivas inerentes ao nosso cotidiano! Portanto busque sempre seus estímulos e reveja suas perspectivas.
Minha ausência foi tão insignificante que você nem viu quando desapareci de sua vida, de seu cotidiano, de tudo que era correlato ao teu viver. Enfim, resta-me dizer: adeus!
A ausência da mãe na primeira infância da criança determina uma espécie de incapacidade para estabelecer ligações sociais,quando não provoca perturbações mais graves.
