Poemas de Angústia
"pela madrugada..."
Na cobardia de minhas angústias,
revisito cátedras de paralelepípedos
soltos e morfologicamente opacos.
Se não bastasse este corpo fraco,
dissecaria ternuras.
Para que elas,
embebedassem à alma de vinho,
de mar salgado e de todo sangue.
Porém, a febre queima em desalinho,
rudimentarmente entalha os móveis.
Na madrugada talha o chope de bar,
fatigadamente dirige automóveis,
ardendo-se de vida.
Enquanto, a noite plange...
A angústia é verdade, não há disfarce; não deve ser suprimida com substâncias químicas fugazes.
Reconheça sua face, não a evite em fuga; encare-a de frente, com alma, com força e com arte.
Entre duas mentiras
O trágico estimulado para sua desconstrução, te convida à angústia e à depressão.
Plano traçado, verdadeira manipulação. Ou seria delírio, teoria da conspiração?
Gera consumo, prêmio, consolação. Só um mundo falso de alienação, mas você nem tem a percepção.
Outra mentira, colega daquela, que junto controla nossa compreensão é a fantasia. Esta idealizada para seu entorpecimento, te ilude à solidão. Alimenta sua desesperança e mina sua determinação .
No entanto, são apenas duas mentiras nas quais cabem revisão.
EDVARD MUNCH
No crepúsculo sombrio da alma, Munch mergulhou,
Em um oceano de angústia, onde o tormento fluiu.
Entre gritos silenciosos e rostos distorcidos,
Ele pintou a agonia de um mundo dos reprimidos.
Em cores vibrantes ou em tons de sepultura,
Munch retratou a fragilidade da nossa ternura.
Em cada tela, um eco da dor existencial,
Um reflexo da alma em busca do transcendental.
Nas noites em claro, entre sonhos e pesadelos,
Ele desvendou os mistérios mais belos.
Onde a morte dança com a vida num eterno abraço,
E a melancolia se mistura ao viço do espaço.
Entre o amor e o medo, ele traçou seu caminho,
Explorando os abismos do humano sozinho.
Em cada pincelada, uma viagem ao desconhecido,
Onde o destino se revela no olhar mais perdido.
Munch, poeta do desespero, da solidão,
Em suas telas, encontramos nossa própria aflição.
Sua cosmovisão, um espelho da condição humana,
Num mundo onde a beleza e a dor giram numa dança insana.
Por vezes me sentia com mil sensações, estranhamento, angústias e muitas emoções. Vida, ah, vida caótica e complexa, me descobri em mil canções e me fiz forte em potência e sei, devo ter paciência e terei, pois encontrei um grande amigo que me compreende e posso tudo, ser feliz, livre e diferente.
De seu grande amigo Nilo Deyson para
Laura Bestista
Saindo daquela nuvem de angústias e retornando para o que sempre fui e sempre quis ser, vi que nenhum medo jamais poderia me deter
Afinal, todos somos assim, somos o que somos e não há problemas em ser
Queremos o que queremos e não há problemas em querer
O importante é ser feliz
E mesmo que julguem a forma como o fazemos, devemos todos viver.
Numa profunda angústia
perco-me na imensidão
a tinta flui a minha ausência
e o sono a minha própria negação
mas nesse mundo sem sentido
quanto tempo levara para a celebração
Caminho profundo no abismo
As quatro cadeiras da sala estão prontas para oração
desbotadas as suas fissuras irão ecoar os números
sobre o seu proprietário de coração
numa dança eterna, onde me consolo com a solidão.
Uma luz então surge
e ingenuidade que fica
e o que se reflete no espelho?
Lembrança me traz
cores púrpuras e lilás amarelado brilham em tom fantasiado
parece conseguir cortar o crepúsculo
ressoa então a sentimentalidade
aguardando a verdade que no fundo você sabe.
Ninguém é culpado…
Nossa vida, nossas escolhas.
Todos temos o livre arbítrio
Nossas angústias, incertezas
Mas principalmente temos o poder da escolha
Logo, somos senhores de nossa caminhada
Buscando sempre o melhor
Contudo, nem sempre ocorre como gostaríamos.
Na vida existem fatores alheias a nossa vontade. Seja por obra do destino, seja por influências externas. Deus está presente em tudo e só ele escreve o destino.
Não devemos achar culpados pela vida que temos e sim ir em busca de melhorias que acreditamos ser melhor para nosso eu.
Vítimas das circunstâncias é o que mais existe, mas temos que enxergar nossa contribuição em toda nossa jornada.
Sempre tivemos escolhas e com certeza fizemos as melhores. As consequências destas são os frutos a serem colhidos.
Portanto, não existem culpados e sim consequências das nossas decisões.
Acreditar em nosso eu interior é sempre um dos caminhos para acharmos saídas e por consequência construirmos novo final, pois novo início é impossível e o tempo não volta.
Vamos buscar nosso equilíbrio interior e naturalmente seremos felizes.
03/02/2024
"O choro é a liquefação das nossas dores e angústias circunstanciais.”
Livro: Opiniões e Reflexões Polêmicas de um Sexagenário
Autor: GessimarGO
Perdas
Já perdi a hora
O ônibus, dinheiro
Tempo, oportunidades...
Mas nada foi tão angustiante
E doloroso quanto
Perder a esperança.
Olá, de novo você que me lê toda vez.
Sim, deleite-se com mais um pouco deangústia. Mas fala de angústia nada tão grave do que na minha mente. Pois dia após dia percebo os problemas que nunca enxerguei. Não porque ignorei, mas porque nunca houve a necessidade de vê-los.
Agora que meus desejos foram finalmente atendidos, vejo eles claramente como o ouro embaixo da água cristalina. Agora eu percebo o peso da escolha certa, e a frase nunca fez tanto sentido: "Cuidado com seus desejos".
Agora me veja nesse desalinhamento confuso, com a sensação de ser um mero brinquedo sendo usado por um propósito de outra pessoa. Mas agora eu que me resolva na angústia.
Você se identifica com essa angústia? O que te deixa angustiado?
Queria que estivesse aqui do meu lado
Como posso amar alguém de tão longe
E ficar nessa angústia
Nessa amargura sem fim
Como sinto tanta tua falta
Falta até dos teus detalhes
Mas sinto tanto medo
Medo de te fazer mal
Medo de me permitir a se tornar um animal E deixar- lo destruído
SAUDADES
Pode até não entender agora
Mas quando tudo isso passar
Vai entender
Que não te abandonei , mas sim te protegi
As vezes eu de mim mesmo
Ou estou te protegendo de mim
Os humanos tem um incrível dom de disfarçar suas vidas angustiadas e sofridas com dinheiro. Seu papel não é receber nada em troca, humanos querem ser reconhecidos, quando queremos pagamentos pelo que fazemos, mostramos que somos tão comuns quanto aqueles que ajudamos. Temos que apenas ajudar a quem precisa, e tudo aquilo de bom que fazemos retorna para nós em resposta.
NOSTALGIA (num dia de chuva)
Como a chuva se compõe angustiante
Nublada, penosa e tão cheia de teor
Que torna o céu de acinzentada cor
O fôlego se ausenta por um instante
O chão encharcado e tão ressonante
Causa na sensação pulsação e temor
Na batida da chuva, num tom maior
Pingo a pingo, ela, estronda meliante
Também, ermo, também, n’alma toca
E a emoção relenta e, no peito sufoca
Em um versejar que saudade contém
Junto, pois, o meu pranto, e a agonia
Chove lá fora, respingando na poesia
Nostalgia, é chuvarada, nela alguém!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
19 janeiro, 2025, 14’08” – Araguari, MG
Quando todos os olhares
Se voltarem para meu rosto
Cheio de angústia
Não saberei como retribuí-los
Abaixarei minha cabeça
Em uma forma de aceitação
Da humilhação antes sofrida
Talvez nunca vivida
Mas já arquitetada e julgada
Como verdadeira
Dentro da minha cabeça
Vai ter dias que você acorda feliz, vai ter aquela madrugada triste, vai ter uma tarde angustiante, vai ter uma noite cheia de lágrimas. E pela manhã você vai enterrar tudo aquilo e perceber que sua caminhada é sozinha, e vai entender que outras pessoas tem desejos totalmente diferente do que você planejou.
Cada passo quem conduz é você.
Sólido Significado
Tempos líquidos
Vida e afetos instrumentais
Medo, angustia e incerteza
O encaixe em qualquer recipiente
O eterno se esvai, restam significantes
Matéria, vida morta e útil
Meio, nunca fim
No fim, escoaremos para onde?
Navegar essa liquidez exige destreza
Até os melhores naufragam, engolidos pelo vazio
Prazeres efêmeros
Finalidades sem fim
Vida sem substância
Como navegar nesses tempos?
Talvez solidez, significado, substância, alma
Não se navega sem alguma base
Se render ao líquido é morrer em vida
Esgarçar os afetos
Dessensibilizar o ser
Perde-se qualquer intensidade no viver
Em tudo somos atribulados, mas não angustiados; perplexos, mas não desanimados.
Perseguidos, mas não desamparados; abatidos, mas não destruídos;
Trazendo sempre por toda a parte a mortificação do Senhor Jesus no nosso corpo, para que a vida de Jesus se manifeste também nos nossos corpos;
Alma angustiada
Perdida no espaço e tempo
Não encontra calmaria
Nem mesmo o refrigério
Alma cansada e aflita
Por vezes se pergunta
Onde estará o meu porto
Eu hoje estou vazia
Ondas de sentimentos
Silêncio sufocante
Alma perdida
Quando encontrarás seu caminho?
Livre sentir
Se perde por aí
Alma querida
Não me deixe ir.
Poesia de Islene Souza
