Poemas de Amor que Chega Arrepia
Alcançamos a plenitude quando
através dos ciclos que vivemos,
transformações que passamos,
chegamos ao autoconhecimento e
ao equilíbrio entre mente, corpo
e alma.
Flávia Abib
CHEGA UM NOVO ANO
Relembramos tantos momentos
Queremos remendar os erros
Buscar no baú as lembranças
Reviver bons sentimentos.
Tentei alinhavar as horas
Enxuguei o rosto molhado
Troquei as lágrimas pelo sorriso
Às vezes sem graça, meio amarelado.
No coração costurei saudades
Rebusquei no fundo da memória
Algo que estava esquecido
Reescrevi a minha história.
Coloquei pessoas do bem
Outras resolvi descartar
Tudo que for negativo
Melhor é eliminar.
Quero levar pra o novo ano
Apenas o que me faz bem
Quem não teve importância
Será eliminado também.
Autora- Irá Rodrigues.
Cantar como canta um passarinho
Quando voa livre pelo ar
Se a chuva chega de mansinho
Sempre encontra um lugar para pousar
Chega o outro dia, o tão esperado dia!
O teatro vai começar,
a atriz principal não aparece,
cada minuto é uma ansiedade a mais,
à espera de sua volta.
O ator principal retorna,
cheio de raiva e de ira,
minuciosamente planeja sua vigança.
O vilão não dá as caras,
tudo é tão ensurdecedor.
O ator principal planeja e planeja,
mas nada ainda fora executado.
O teatro chega ao fim mais uma vez,
a atriz não retornou,
o vilão em silêncio ficou,
as cortinas fecharam-se.
O teatro foi um fiasco!
Mas a pergunta que não quer calar
"O que virá no próximo ato?".
Ele todo sem jeito, mas mesmo assim conquista o coração.
É mal educado,mas sabe ser gentil.
Chega de mansinho com seu jeito leve, daqui a pouco vêm a explosão.
Parece um menino mimado, mas é um homem inseguro por muitas razões.
Jeito de menino levado
Peralta talvez, mas não vi sua melhor versão
Tudo o que apresentou foi o desgaste e muita complicação.
Sujeito insano algumas vezes, sem nenhuma razão
O cara só se mete em confusão
Isolado em seu mundinho, só falta meditação
Quem o conhece até consegue ver um sorriso, mas é pura ilusão.
O coração está tão ferido que não há libertação
Pobre menino frustrado
Que vida essa que leva?
Levou uma surra do amor, já não sente emoção
Conquistar esse coração é trabalho de especialista,
Não sou doutora para curar seu coração
Depois de muito insistir, desisti
É muita confusão
Melhor eu seguir em paz!
Viva seu mundo de aflição.
Quero mais não, cansei de tanta embromação.
Um espantalho no milharal aproxima mais aves que você e sua razão.
Poesia de Islene Souza
Rotina
Põe-se o sol ao cair da tarde.
Surgem as estrelas no céu...
Vem a chuva depois da chegada de grossas nuvens...
Caem as folhas dos plátanos...
O dia segue a noite.
A noite se encerra com o amanhecer.
Sempre tudo igual...
Vem a primavera depois do intenso inverno.
Antes de montar algo se lê o Manual.
Flores se abrem.
Frutos amadurecem.
Sol que tudo aquece.
Coisas de rotina.
E, às vezes, você nem atina.
"Chega o inevitável momento em que o libertário se faz libertino, para justificar sua adesão integral à ideologia que faz da liberdade um ídolo.
Uma liberdade patentemente falsa".
Nem sempre se chega aonde se quer.
Nem sempre se vê tudo o que se pode.
Nem sempre se faz tudo o que se deve.
Nem sempre se vive quilo que é pleno.
Somente a morte se quer plena, mas nem ela é certeza de finitude.
Do outro lado, talvez, até ela se ausente.
Vencê-la será para o homem a sua maior virtude.
O GAVIÃO
Pousava aqui como quem chega
pesaroso de alguma lousa,
de uma tumba qualquer; já não pousa
como certa mulher, a cega
que mendigava por aqui
quando eu era ainda noviça;
as primeiras vezes que o vi
lembrei-me dela e da carniça
que lhe davam, suas unhas duras
e sujas agarrando aquilo!
Onde andarás? Se nas alturas,
terá modificado o estilo
e provavelmente a ração;
senão… O gavião é o mesmo,
disso estou certa! Mas desde então
cresceu muito, já não voa a esmo
por aí, hoje arrebata a caça,
e quando mata chega de outro jeito,
com outro ar: pousa satisfeito,
é todo a máscara, a couraça
da arrogância! Dá-me raiva vê-lo,
prefiro o modelo anterior…
Como uma escultura de gelo,
esse de agora é ameaçador,
frio, irreal, o senhor das caçadas
traz o nada no bico e no porte:
não vem dos mortos, vem da morte!
Tinha antes só duas pegadas,
era solene como um cemitério;
hoje ele mesmo faz-se um e é oNão
que chega aqui com um ar estéril
e pousa desprezando o chão.
O PAVÃO
Por lá o Outono chega anunciado
pelos gritos agudos do pavão
dilacerando o ar; é só então
que se percebe o dardo
vindo da sombra, o arpão
da última luz nas folhas de um para o outro lado.
O outro lado das sombras que se estiram no chão
como mais um bordado
de Penélope fria que tece a escuridão.
Pobre animal! Começa o baile temporão
e ele anuncia aos gritos, seu leque depenado
pluma por pluma na penúltima estação…
Quando acabar de se fechar a mão
que a luz cadente estende ao povoado
das sombras que não vão
a parte alguma, o último emblema do Verão
irá ciscar sozinho, como que envergonhado,
nas agulhas caídas do pinheiral gelado.
É por isso, por causa da desaparição
de um Estio tão breve num bailado
tão rápido, é por isso que o pavão
trespassa o ar, grito por grito apaixonado,
e a reverberação
da luz nas folhas se parece tanto a um dardo.
Chega de historinha, piquinininha, detalhadinha, mimimi...
"Ai como eu sofro..."
Olha o mundo passando...
ACORDA!
Às vezes, a noite chega como um suspiro de despedida e um convite ao recomeço. Entre o fim e o início, há um instante de silêncio onde cabem todas as reflexões, os acertos e os erros, os sonhos que resistiram e os que precisam ser reinventados. Que esse momento nos ensine a aceitar o que passou e a abraçar o que vem, com a leveza de quem sabe que cada novo dia é uma nova chance de ser, sentir e transformar.
Edelzia Oliveira
O fim chega inevitavelmente para todos afinal,
Não é bom lembrar das coisas que ficaram pendentes...
Já que não podemos fugir desse nosso final,
Que possamos ser menos maldosos e inconsequentes...
Elegância
A elegância não grita, não força, não pede lugar,
Chega suave, sem se anunciar.
Enquanto o brilho vulgar se desfaz,
Ela permanece, discreta e eficaz.
Atrai sem ruído, conquista em silêncio,
É gesto sincero, é olhar sem artifício.
O que é elegante não busca impressionar,
Apenas existe, e faz admirar.
Chega. Estou Farta.
Estou farta.
Farta de sofrer por causa da minha própria família.
Farta de me sentir sozinha no meio de quem devia ser abrigo.
Em vez de apoio, recebo julgamentos e silêncio.
Em vez de amor, recebo desconfiança.
Sinto que dou tudo, sempre, mas não recebo nada de volta.
Fui sempre aquela que deu, que se sacrificou, que engoliu mágoas só para manter a paz. Aquela que tentou compreender as falhas dos outros, que perdoou sem ouvir um pedido de desculpas, que ficou quando o mais fácil era ir embora. Mas agora… chega.
A dor que carrego em silêncio já não cabe dentro de mim.
Já tentei compreender, aguentar, calar… mas chega.
A família devia ser amor, mas no meu caso tem sido dor.
Só queria paz.
Só queria, por uma vez, ser cuidada sem ter de fingir que está tudo bem.
Só queria que me vissem. Que me ouvissem. Que acreditassem em mim.
Mas não vou esperar mais.
Agora quero viver por mim e pelos meus filhos.
Quero quebrar o ciclo, quero libertar-me desta prisão invisível feita de expectativas e desilusões.
Quero escolher-me, sem culpa, porque mereço ser feliz.
Este é o meu momento de mudança.
De deixar para trás o que me prende.
De finalmente aceitar que, no final, a única pessoa que me pode salvar sou eu mesma.
Não é fácil… mas estou pronta.
Porque ao me escolher, estou também a escolher o futuro dos meus filhos.
E esse futuro começa agora.
Chega uma hora em que a dor não grita mais — ela silencia.
Porque o coração cansou de correr atrás de quem não olha pra trás.
Eu lutei por algo verdadeiro.
Esperei. Aguentei calado. Fiz tudo o que podia.
E talvez até o que não devia.
Fui homem o bastante pra assumir minhas falhas…
mas nunca fui suficiente pra que ela quisesse ficar.
E tá tudo bem.
O que eu não aceito mais é me anular tentando reconquistar
alguém que não moveu um dedo pra me reencontrar.
Ela terminou.
Ela se afastou.
Ela escolheu seguir sem mim.
E eu?
Escolho agora me respeitar.
Escolho minha paz.
Escolho sair desse ciclo de espera que só desgasta e não leva a nada.
Não é orgulho.
É dignidade.
Se um dia ela quiser voltar…
vai ter que conhecer um novo eu —
alguém que não aceita mais migalhas,
que não se arrasta por presença,
e que sabe exatamente o valor que tem.
Fim de capítulo.
Não porque eu deixei de sentir…
Mas porque eu aprendi a me priorizar.
Quando o crepúsculo chega
O céu se tinge de cor
A noite se prepara
E a estrela é o resplendor.
O sol se despede lento
Deixa um brilho a sonhar
E as sombras vão crescendo
Com um mistério no ar.
O horizonte se apaga
Em tons de vermelho e azul
A noite abraça o dia
E a lua é o seu cúmplice.
O maior erro é adiar a vida esperando o momento perfeito. Ele nunca chega. Mas a vida, sim — e passa.
— Maycon Oliveira
Essa frase foi escrita por Maycon Oliveira – O Escritor Invisível, autor do perfil ‘O_Escritor_Invisivel’ no site Pensador.
@o_escritor_invisivel
A dor não virou passado,
ela é uma visita diária,
sempre chega sem avisar
e se deita no sofá da sala da alma.
