Poemas de Amor com Rimas
Metáforas e Rimas
Se eu te amar,
Vou me entregar de corpo e alma
Você me faz sonhar,
E aos poucos
Me faz perder a calma
Se eu me entregar,
Eu vou pedir,
Só mais um pouco
Desse teu corpo nu
Vou te dar um amor
Do tamanho do céu azul,
A gente vai andar,
Na areia do horizonte
Vamos se amar
No céu estrelado
Depois do universo,
Eu continuarei apaixonado
Entre metáforas e rimas,
De uma coisa terei certeza
Os teus olhos de luar
Realça a beleza
Do céu e do mar,
Amores reais
Meu coração deseja,
Jantar a luz de velas
E a paixão, de sobremesa!
Me beija,
me molha,
me deslumbra
e devora,
nessa perdição
de rimas
que eu mesmo criei,
em tuas curvas rainha,
quero ser teu rei.
Complexo
Certas rimas da vida
são primores, mas,
sem tom poético,
é como plantar flores
em pleno solo desértico.
DESALENTO
Perdi meu compasso e minha régua
E minhas rimas se tornaram disformes;
Perdi meu dicionário
E minhas rimas se tornaram pobre.
Já não sou mais um poeta
(Será que algum dia eu fui?).
Nada mais me afeta
E a poesia não flui.
Rimas, Mulheres e Diversidade EiPc
Entre casos e acasos, ela caminha,
Na batida das horas dos dias, na resiliência que a define,
Mulher que se empodera, que sonha e respira,
Que nos passos de decisão, a vida inspira.
Desafios veem como sopros contrários,
Mas sim, ela avança, com propósito afiado,
Seu protagonismo faz jus o que determina,
Cada palavra, cada gesto, cada sina.
Inteligência visionária, farol alto em nevoeiro,
Mentes que voam, fortes como um aventureiro,
Protagonista que se apropria, ela é atitude,
Coragem que pulsa forte, em constante plenitude.
Diversidade é sua marca, estampada na alma,
Enfrenta tempestades com destemida calma,
Cada queda, uma lição, cada dor, um aprender,
Na jornada incessante de viver e crescer.
Mulher que se ergue, plena, completa,
Que se refaz a cada dia, mais forte, mais certa,
Em um mundo que a desafia, ela é a criação,
Símbolo de poder, inteligência, e renovação.
Mais uma vez
Achei que isso não aconteceria
Escrever tal poema
Desperdiçando rimas
Amando esses versos
Que só me lembram você.
De novo sofri
Sem motivos
De novo amei demais
Mas mais uma vez...
Não julgo o que você fez.
Diz que me ama
Diz que ainda sente algo
Que te mostro o que fiz em minha vida
Fiz poemas
Mas não temas, nem todos são de amor
Alguns são de dores
Dores de seus amores.
EXPRESSÃO
Hoje eu decidi me expressar através de samples e rimas.
Por que alucina mais que as minas em capas de revistas.
Os faladores cantam gírias pra desespero das milícias e polícias
E queimam caixões na paulista.
Protestos do dia a dia.
Cidade cinza me obriga a ver um mundo diferente.
Diferente pra quem?
Não é pra nós, jamais será pra nós!
Será que somos a margem da sociedade?
Invisíveis aos olhos de quem passa de Camaro importado se sentindo alguém de verdade?
Meu pensamento de esquerda enfurece a direita.
Queriam que tivesse alma branca na minha alma preta?
Mente marrenta quer dar a cara a tapa... Se enfurece com ignorância dessa pátria tão amada, pouco respeitada, até "se pá" difamada por aqueles de mente errada.
Somos flagelo pro mundo, mas o mundo queria ser como nós.
O tio Sam já encomendou seus ataques atrás do nosso suor.
Não Leia esse Pensamento.
isso não é um texto bonito cheio de rimas e significado. são apenas palavras que eu não consigo expressar.
todas as noites me lembro e me arrependo,
de todas as vezes que deixei de usa algo que gostava por conta de pensamentos alheios;
todas as noites e lembro e me arrependo,
de todas as vezes que eu 'coloquei minha mão no fogo' por quem merecia queimar;
todas as noites me lembro e me arrependo,
de todas as vezes que eu não me defendi, e deixei os outros me atacarem com palavras envenenadas;
todas as noites eu lembro e me arrependo,
de ter me deixado levar por amizades que não valiam a pena;
todas as noites eu lembro e me arrependo,
por que eu sou tão diferente deles? porque eu simplesmente não consigo agir como alguém 'normal'?
Perdido nas rimas tentando escapar
Mas a chave pro alívio, nas amizades sinceras
Nos laços que faço minha vida tempera
Minha vida é a poesia, verso em construção,
um mosaico de sonhos, costurado à mão.
Entre rimas de luta e estrofes de amor,
sou palavra que sente, transforma e tem cor.
Como um ritmo desenvolvido para a devolução
O que conta é que estas rimas
Desenvolvi para ocupar sua mente
Agora que você percebeu que o orgulho chegou
Temos que explodir a matéria
Para endurecer o coração
"Semente de Pinheiro"
Joguei pinhões no bosque,
rimas no vento, saudades no chão.
O que crescer será verso,
o que secar... lição.
Ilusão? Talvez adubo
para o solo do meu ego.
Até a solidão agora
é conselheira do meu reflexo.
As lembranças são lições,
Episteme desse universo.
O abismo da esperança,
Que liberta meus grilhões!
Deixei a luz atravessar meu coração.
Como se lança a semente do pinheiro,
Desafia a bravura naquele chão.
O caminho que desvia minha razão".
EM CURSO
Nosso fado é uma poesia inacabada
Uma sedução de pluralidade na vida
Rimas indefinidas e epopeia velada
Arrematada de chegada e de partida
Nos inspiramos a cada uma alvorada
Em cada poética há palavra incontida
Cheia de sentimento, contos de fada
Ou não, talvez, uma cadência ferida
É a narrativa do tempo num existir
A estória num sentido inteiramente
Mesmo que não saibamos, sentir...
E tudo é breve, prosápia, vai tendo
Quanto caso tem em uma saudade
Quanto drama em cada odes sendo
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
20 setembro, 2022, 15’17” – Araguari, MG
na solidão
abraço meu coração
com a pequena mão
de uma revelação
- odeio rimas pobres!
mas elas não me odeiam, não...
CEIA SERVIDA À TROVADOR
A imaginação aquecendo, já posta a mesa
As rimas temperadas, salada de inspiração
Ebulindo cada verso em agridoce surpresa
Uma diversidade de sensação no caldeirão
O fado serve uma emotiva prosa framboesa
De afeto, rebuscando com olhares e paixão
São pedaços de sonetos e cantos à francesa
Assim, servindo a todos, com poética porção
Segue o poetar noite a fora, em gracilidade
De sonhos, felicidades, daquele doce amor
Tudo posto com sentimento em quantidade
A ilusão ardendo ao lume, um sedutor primor
Criando instantes, e também, aquela saudade
Cantos e contos, nesta ceia servida à trovador...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
16/10/2022, 14”24” – Araguari, MG
Me fascina a sinceridade e até uma mentira bem contada!
O acaso, as rimas, reciprocidade e pimenta!
Não me fascina o morno, jogos de azar é muito menos de amor. Não me fascina pessoas difíceis, com essas perco o encanto, não canto, não danço e nem rolo no chão
Me fascina os abraços, os beijos ardentes, o toque macio que cresce e aquece e me tira do chão
Me fascina os corpos molhados, o toque apressado
Não me fascina o passado, a indiferença, a intolerância ou a desfaçatez. Me encanta o presente, teu abraço forte, o beijo na orelha e massagem nos pés…
Ondas e Versos
Dois surfistas em ondas e versos,
Da energia do mar e das rimas,
Na amplitude que o sonho acalenta,
Poeta e surfista às alturas,
Onda quebrando de poesia sedenta!
Quando a arte poética se eleva,
É partícula do mar em movimento,
Fluindo no auge da inspiração,
Se deixando ser onda ao vento,
Ritmando com surfe o coração!
A emoção é sempre fantástica,
Nesse balanço da onda e magia,
Do mar a poesia se inspirando,
Na luz do sol e som d’um poema,
Nos ventos dos mares vibrando!
Viajar nesses versos profundos,
Sonhar num mar de liberdade,
Surfista e poeta, oito ou oitenta,
Havaí é sonho, poesia é intensidade,
É ir na crista da onda que arrebenta!
Vladimir Batista
(In)fértilmente
Mente vazia
Sem fantasia
Zero alegria
Nenhuma poesia
Rimas sem ousadia
Que acabam com a folia
De escrever algo que condizia
Com tudo que produzia.
Normalmente, as rimas acontecem nos finais dos versos. Ou no começo, ou meio de um e no final de outro. Tentei criar uma triangulação rimática, sem rigor, igual à disposição das plantas nos jardins que eu planejava, colocando rimas em versos e estrofes distintas, buscando uma discreta harmonia sonora.
A ver!
EVOLUÇÃO DAS FLORES
Jardim da infância!
Flores inocentes
Visões de arco-íris.
Ciranda do alecrim,
Madeira rachada,
Azaleia branca, margarida!
Limão bravo, limão cravo.
Rosa cheirosa,
Alegria da mão no chão!
Copo de leite, dama da noite,
Recantos de São Francisco.
Onze-horas encantadoras!
A fada entre vedélias!
Recinto sem defeitos.
Todo dia é dia santo!
Jardim da adolescência!
Flores igualitárias.
Íris, alamanda, amarílis,
Encostadas na costela-de-adão.
Hibisco e Malvavisco
Caídos no jasmim.
Porta sem tranca,
Deleite no leito!
Conchavo de delírios,
Egrégoras encantadoras!
Agapantos, jacintos, bromélias
Perdidos em um canto.
O amor-perfeito eclode!
Vaidade de narcisos,
Comigo-ninguém-pode.
Jardim da consciência!
Chuvisco no capim,
Guirlanda nos cabelos,
Enfeites em quase senhoras!
Espada de São Jorge
No tronco entortado.
Punho cerrado
Em luta franca.
Querida Primavera!
Generosa, com seu manto,
Terno acalanto,
Impera a fraternal era,
Frutos divididos
Lembram as flores libertárias:
Lírios, cravos, camélias!
Sérgio Antunes de Freitas
Junho de 2023
