Poemas da Terra
Viver não é percorrer durante longos e longos anos os caminhos desta terra monótona e preguiçosamente. Não fomos feitos para a mediocridade e a rotina. Nosso coração busca as estrelas. Sentimos necessidade de viver transparentemente. Somos convidados à santidade. Há o chamado para sermos santos como o Pai é santo. Santo é aquele que nasce de novo, que morre a si mesmo, que deixa o Santo renová-lo interiormente, que nasce para uma nova ordem de coisas. Alguém é santo e pode crescer em santidade porque foi santificado pelo amor sem limites desse Deus que se fez entrega, oferta, presente, dom na pessoa de Jesus que morre abandonado na cruz e é arrancado da morte por nós. Viver e buscar a santidade é deixar-se possuir por aquele que nos amou primeiro. A santidade não é apenas para Madre Teresa. Ela tem razão de responder ao seu entrevistador: “Este é meu dever, e também o seu”.
“Como é santo aquele que vos chamou, tornai-vos santos, também vós em todo o vosso proceder. Pois, está na Escritura. Sede santos, porque eu sou santo (1Pedro 1, 15-16)
Somos convocados a ter os traços de Cristo em nós.
Fartura no roçado.
Eita nordeste arretado
eu amo essa terra seu moço
tem leite puro de gado
tem sopa de carne com osso
tem trabalho no roçado
e fartura no almoço.
MULHER NATUREZA
Guerreira da terra
com raízes de amor
destinas teu ventre
a vidas em flor
ninguém te dizima
renasces mais forte
tu tens meu louvor...
mel - ((*_*))
VIDA NATUREZA FEMININA
Contei por querer
Terra viva, caule raiz...
De minhas mais discretas e secretas coisas belas...
Como quem abre janelas
Para lá do horizonte
Além dos Montes
E tu sem saber quem eu era
Sou e serei... Quem sabe até
Eu possa ser...
Um romance de suas palavras
Sem certezas nem futuros
Em teu jardim me plantaste
Superiores e verticais
Em rigor nunca existi para ti
E tu como se fosse há vinte anos
Subsisti ao alto das rochas
Lá onde pousam as gaivotas
Subsisti ao alto das dunas
Onde o teu vento me possui
Fazendo nascer de ti em mim um mar de prata a tua imagem de poeta menino
Como se eu fosse alguma vez isenta de ser por ti amada ao meu centro cardíaco
Como se eu fosse acaso
Alguma vez na vida a perfeição
Da sua continuação em carne e alma do teu gene
Foi amando meu jeito tão certinho feito reto e direto
De te contar meus mais íntimos segredos como os escritos num folheto de um Decreto
Daquelas coisas lindas e grandes cá de dentro de meu ventre...
Teu gene...meu ser
Teu gene... Meu ser...
Nossa continuação
Meu nome.
Nordestino esse é meu nome
encarando a seca medonha
e o verde da terra some
a chuva apenas se sonha
a dor maltrata e consome
mais vale morrer de fome
do que viver de vergonha.
Mesmo que a tua voz ecoe serena,
pelos vastos vales da terra senhor!
Diante de tantos espinhos!
Esta ainda semeia e fortalece, as tuas obras em muitos
corações.
O Nordestino.
Cada marca exposta no rosto
tem uma história de superação
a terra lhe traz tanto gosto
pelo orgulho de ser do sertão
a seca é quem causa desgosto
e a chuva é a certeza do pão.
De fome de sede ou de guerra
Qual será o fim do homem na terra?
Alguns matam pra viver
Outros vivem pra matar
De um jeito ou te outro
Mulheres bebês ou garoto
O fim, sim chegará.
BOM DIA MEUS BONS AMIGOS!!!
Cai uma leve garoa
Neste chão de terra boa
E o coro da passarada
Alegra desde a alvorada...
mel - ((*_*))
PRESSÁGIOS
Não sabes, conheço-te nos sonhos , nas
madrugas frias...
No teus olhos de terra, estão outros de
azeitonas verdes, sonhadores, acanhados..
Por vezes, meu riso nasce no teu sorriso,
Meu gemido doce e melancólico, vez em
quando chega a beijar-te como um sopro...
Conheço os teus contornos, sigo-te, não
ouves meus passos,..
Posso senti-lo nas melodias, na alegria do
seu semblante, quando chegas e sorris maroto.
Tantas são as horas que faço de ti um rascunho
tão perfeito, como fosse gêmeo, guardado com
zelo...
Noutras horas beijo tua face moldada pelo tempo
lembrando das minhas imperfeições...
Tudo acontecendo, as pessoas mirando o chão,
vestidas de solidão, a mesma que me mantêm com
as portas trancadas..
Lembra-te em outros tempos desenhei em ti uma
coroa, tingi seus olhos de amêndoas,brinquei com
o seu sorriso de festa,
Se tu és uma ilusão, acomoda no meu coração tanta
emoção, adormeço sorrindo
...
Rosely Andreassa ,
ESTOU
Aprisionada nos teus olhos, gemas cor da terra,
onde cultivas teus sonhos de amor.
Na tua boca que sorri ao me ver acompanhada
da nostalgia.
Estou nos sentimentos que enrubescem tua face
ressentida por meras suposições.
No calor que emana do teu corpo, abrasando minha
alma.
Eu sou o lençol bordado de carinho que abafa teus
gemidos ansiosos por me pertencer, as mãos ávidas
que percorrem teu corpo no silêncio das horas vazias
Estou nos teus lábios, fundindo o mel com o sal das
lágrimas,quando a saudade é presente.
Eu sou a rosa solitária que desabrocha no jardim do
teu coração.
Sou a emoção que pulsa no teu coração....
Nós somos laços que não desatam, desejos que arrebatam,
carências que atormentam nosso viver....
Almas ávidas em corpos distanciados, amor reprimido ferindo
os sentidos...
Somos as caricias desenhadas na mente, a paixão que arde
no corpo, o bem querer...
A esperança que não cansa, apesar da distância, sonhos compartilhados , meu presente, nosso futuro.
Eu e você......
Rosely Andreassa
O Rio (Espero que não seja o fim para o Rio doce...)
Nasci no alto pra correr na terra,
Molhar o chão,
Abrigar o peixe,
Encontrar o mar,
Nasci no alto pra correr na mata,
Regar a planta,
Banhar a pedra e criar o limo,
Sustentar o barco e apoiar o remo,
Nasci no alto pra correr pro homem,
Saciar a sede,
Girar a roda,
Alimentar a vida,
Nasci no alto pra seguir o curso,
Completar a rota,
Cobrir o leito,
Exigir a ponte,
O chão está árido,
O peixe sumiu,
O mar está longe,
A planta secou,
A pedra rolou, o limo acabou,
O barco furou, o remo quebrou,
A sede é grande,
A roda travou,
A vida definha,
A rota é difícil,
O leito vazio,
A ponte caiu.
(Valdir Aquino Lubas)
JACOBINA E A SECA DE MATAR
Jacobina minha linda
Joga água nessa terra,
Que é tão linda
E tão frutificada,
Que é, ate raro uma pessoa,
Por te não ficar encantada!
Nessa terra de diversidade
Nesse povo de cultura,
Que Já não tem água,
Para da vida a formusura.
Quero sempre sentir esse ar,
Quero em Jacobina me acostumar,
Quero água em abundância
Nessa seca de matar.
Água aqui é um milagre
Nessa seca de matar,
Que já vem pelo nordeste
E se arrasta por Paraná.
Se Deus piedade não tiver
Por esse povo sofrido,
Vai ser difícil viver,
Nesse mundo esquecido!
Instagram:@paulo_cesar.lima
Meu sertão.
No peito levo a ferida
que arde no coração
olho a terra adormecida
sem verde na plantação
e ao Senhor faço a pedida
se eu tiver um dia de vida
me deixe passar no sertão.
Meu coração
Meu pobre coração, que nessa terra
De amores e de esperanças se enchia
Agora em mortais desgostos se enterra
Foi ditoso, mas de ilusões vivia!
Oh! Descansa meu pobre coração! Embriagou-se no enleio das mulheres
E não percebeu que era tudo em vão
Eu te deixo em paz, morra se quiseres
Porém, só não se esqueça das venturas
Inocentes gracejos, e as doçuras Que nos deram os amores das donzelas
E se quiseres morrer, eu te entendo
Antes pelo menos, morra sabendo
Feliz daquele que morre por elas.
Falta chuva.
Ó meu Pai protetor
meu Senhor onipotente
como é grande a nossa dor
nessa terra de sol quente
mande a chuva por favor
que o resto é com a gente.
Nordeste.
A minha terra está aflita
nossa família que corra
tenho uma vontade infinita
que a esperança não morra
com tanta coisa bonita
não há ninguém que socorra.
A SERTANEJA
A mulher sentada no chão de terra batida, tem em seus braços magros uma pequena criança inerte.
Ao seu lado, apertando um dos seios murchos e ressecados de sua mãe, um menino espera por um leite que não virá.
O sol escaldante turva a visão e confunde o raciocínio.
A sertaneja observa o horizonte desolada, não sabe o que fazer, e ainda que soubesse, não teria forças para executar.
As moscas rondam insistentes, e na porta da casa de taipa, urubus espreitam um possível jantar.
A morte ronda silenciosa.
O olhar da mãe volta-se para o pequeno ser em seus braços.
ESTÁ MORTO!
Não suportou a dureza da seca, mais um que a fome levou.
PERENIDADE
Deixe-me ecoar...
Sinto a terra girar
A terra se mexe,
treme e então..
Ouça meu coração explodir novamente
Pois este é o fim, eu sinto...
Eu me afoguei e sonhei este momento
Emocionada, fui levada
Deixe- me ecoar...
Quando desmoronei já não entendia
mais nada
Todos vibraram , sinto as mãos deles agarrando as minhas
Estaremos de pé, orgulhosos
E iremos encarar a tudo juntos,
"Venha... Não temas "... Sussurravam vozes... Suaves e carinhosas
Deixe - me ecoar...
E na chegada ao céu resplandeceu...
É onde começamos...
Separados por mil milhas e pólos
Onde mundos colidem e dias são escuros
Pode ter meu número; eu
Pode ter meu nome; eu
Certeza - terá meu coração; eu mesma
Deixe-me ecoar...
Sinto paz, acolhimento, proteção; a segurança
De seus braços amorosos
Me mantendo longe do perigo
Coloque sua mão na minha
E vamos permanecer de mãos dadas
Juntos , além da eternidade
Quanta luz... Quanta liberdade...
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