Poemas Curtos Tristes
Espere o outono
Sacuda as árvores
Veja qual flor resiste
A que não desistiu
No inverno da vida
Te fará menos triste
Como é estranho estar feliz sem mesmo amar ou ser amado, é como se meu peito fosse um mar calmo
Essa calmaria me faz sentir ter asas e não querer voar
Sou mesmo feliz ou só não sinto mais meu coração?
Cansado, dolorido, deprimido ando,
Queria estar,
Descansando, arrasando, amando.
Mas, recíproco.
De tudo que faço,
Nada e visto,
Eu sou louco?
Tão pouco.
Em uma sociedade doente,
Carente,
Carente?
Cadê os abraços,
Os laços,
De todos.
Vivo me poupando:
De brigas,
Fadigas,
Intrigas,
E adoeço.
Absorvo:
Dilemas,
Problemas,
Coisas pequenas,
E adoeço.
São tantos:
Egocêntricos,
Excêntricos,
Antropocêntricos,
E adoeço.
Um dia me liberto:
Dos medos,
Segredos,
Enredos,
E alvoreço.
O Mundo gira devagar,
A morte vem a passear,
Contamos mentiras um pro outro,
Vejo você brilhando como ouro,
A verdade é que eu desistir,
Faz falta você não estar aqui,
Desculpa não me despedir,
Mas já está na hora de partir.
Há momentos que o vazio aperta por de mais, e dói muito
Aparentemente não sabe-se da onde é nem o motivo de tanta dor
Mente, corpo e espírito entra em conflito
Sabendo que tudo isso será efêmero
O melhor está sempre por vir
Às vezes caio em momentos de fraqueza e dúvida.
Meus pés pisam em brasas e se jogam ao mar.
Quem sou eu frente ao espelho?
Minha alma quebra-se no despertar dos dias;
Mais um vazio a suportar.
Droga lícita
A dependência emocional e como uma droga que ao ser negada ela ti consome em pedaços. O amor não correspondido é como um câncer que fere o coração se espalhando no vazio deixado.
Pobre não gosta de trabalhar, precisa trabalhar e finge que gosta.
Rico não precisa trabalhar, e não gosta.
Pobre defende direitos de rico, por falta de consciência de classe.
O sistema fica cada vez mais precário e maravilhoso para o bilionário.
A infância
Sempre recordamos nossas infâncias
Lembramos das flores
E encaixotamos as dores
Negligenciadas
As flores
Murcham
Apodrecem
E morrem
Quase sempre solitárias!
Já aquelas dores...
Inquietas
Naquela caixinha
Tão apertada
Crescem
Consomem
Matam
Mas nunca morrem!
Chove bastante aqui dentro
Venta forte
Inverno-me.
Ao invés de praguejar
Varro as folhas caídas
Agradeço o beijo da brisa
E tento preservar os galhos
Até o meu próximo florescer.
“Dúbia interpretação deste cristal líquido que umidifica a superfície da flora. Será choro ou suor sob a pele da folha fria?
Uso do mesmo artifício e hidrato meus olhos nas madrugadas gélidas de tristeza ou quando me emociono ante tamanha beleza como essas da natureza.”
Orvalho
“O Choro é nosso primeiro ato.
Sinônimo de fracasso na adolescência.
Com o passar da existência
Vira significado de resistência.
A fragilidade é quem prova a mortalidade.
A tristeza é a fiel da balança,
Igualadora de homens.”
Beijei outras bocas, tentei deitar em outras camas. Apostei tudo em amar outra pessoa... Mas não consigo, meu coração ainda te ama.
Essa frase faz parte do meu poema: Em meus braços.
Seja a razão das alegrias alheias, propositalmente.
No entanto, garanta-se primeiro...
Algumas razões são, propositalmente, tristes.
Tempo, vê se não passa
Se passar eu lhe faço um pedido
Leve a dor da saudade consigo
Eu lhe peço, me faça o favor
Se eu namorar que seja contigo
Se demorar não seja perdido
E que o tempo tenha valido
cada memória do nosso amor.
