Poemas Corpo

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Quero te encontrar, te beijar e te fazer minha. Sentir teu corpo delicado no meu corpo, sentir tua respiração ofegante no meu ouvido e sentir suas mãos tremulas percorrem o meu corpo. Quero tudo com você e ainda assim, quero mais.

Me abraça, me aperta, me apalpa o corpo todo, fica ofegante, suga o meu perfume pra dentro de você, puxa meu cabelo e assim não solta, beija meu pescoço e procura meus lábios, vem com sede e não me deixa escapar, me prende e pede pra ficar, pede novamente e me abraça, me acaricia, sussurra e me vê de costas. Sonha comigo essa noite.

O corpo e suas emoções brigando com a razão e suas verdades lúcidas. Esse é um duelo que não desejo a ninguém.

E quero, quero mais...muito mais!
Vem e traz contigo tuas mãos para desvendarem meu corpo; traz os teus olhos para eu beber deles o elixir da vida. E vem, assim mesmo...deixa-me tocar tua pele, sorver tua boca e dela saber que ainda me queres. Vem, diz-me ao ouvido o que é proibido...vem e diz que casarias, de novo, comigo...

"Vamos pará-la... Mesmo que esse corpo seja destruído, vou pará-la com minha alma!"

Gosto de dizer ainda que a escrita é para mim o movimento de dança-canto que o meu corpo não executou, é a senha pela qual eu acesso o mundo.

A oração é o remédio que toca onde a medicina não alcança. Quando o corpo se fragiliza, a fé se levanta e a mão de Deus restaura.

Sinto o delirio da eletricidade passando pelo meu corpo, como se fosse em um sonho

Se te apaixonas por um corpo tem solução,
mas se te apaixonas por uma mente, estás perdido.

Olhos traiçoeiros que miravam o que não podia. Corpo desleal que chamava pelo que não tinha. Mente hipócrita que fingia esquecer o inesquecível. Olfato maldito. Carne fraca. Coração doente. De um amor que já não lhe pertencia!

Essa calmaria só é possível ao teu lado, após ter levado ao êxtase meu corpo cansado. Só vale a pena o meu dia quando estamos entrelaçados como um e que o silêncio possa ser ouvido uma das maiores de todas as poesias...
O bater de um coração apaixonado!

Cuide do seu tesouro, seu corpo, cuide do seu templo, sua alma, cuide do seu empréstimo, sua vida, cuide da sua memória, sua família, cuide de sua força, sua consciência.

Quando formos idosos, nada mais seremos do que pequenas crianças num corpo frágil cheio de sabedoria e experiencia.

Além do meu rosto existe uma alma. Além do meu corpo o espirito, portanto não olhe simplesmente. Porque não é tão simples assim !

Perdi meu olhar num futuro digno e melhor, despenquei meu corpo teimoso na dura realidade que nos cerca!

II- A Filosofia pensa,a literatura escreve e a dança pensa e escreve com o corpo.A música? É claro que ela acompanha!

⁠Quando eu morrer, meu corpo vai parar de funcionar. Ele vai se desligar, de uma vez ou gradativamente. A respiração vai cessar, o coração vai parar de bater. Morte clínica. E um pouco depois, tipo, uns cinco minutos depois, meus neurônios vão morrer. Mas, nesse meio-tempo, talvez meu cérebro libere uma maré de DMT. É uma droga psicodélica liberada quando sonhamos, então eu vou sonhar. Vou sonhar mais do que jamais sonhei, porque isso é tudo. É a última descarga de DMT toda de uma vez. Meus neurônios vão disparar e verei um espetáculo de lembranças e imaginação. Vai ser uma baita viagem. Vai ser alucinante porque minha mente vai estar viajando pelas memórias de longo e curto prazo, sonhos se misturando com lembranças, e finalmente a cortina se fecha. O sonho que fecha todos os sonhos. O último grande sonho enquanto minha mente esvazia o depósito e então… acaba. A atividade cerebral cessa e não resta nada mais de mim. Nenhuma dor. Nenhuma lembrança. Nenhuma consciência de quem já fui. De que já machuquei alguém. De que já matei alguém. Tudo permanece como era antes de mim. A eletricidade se dispersa do meu cérebro até sobrar só tecido morto. Carne. Esquecimento. E todas aquelas coisinhas que fazem parte do meu corpo, os micróbios, bactérias e bilhões de outras coisinhas que vivem nos meus cílios, no meu cabelo, na minha boca, na minha pele, no meu estômago e tudo mais, seguirão vivendo. E comendo. E estarei servindo o meu propósito: alimentar a vida. Quando me decompuser e as minúsculas partes de mim forem recicladas, estarei em bilhões de outros lugares. Meus átomos estarão nas plantas, insetos, animais. Eu serei como as estrelas no céu. Aqui em um momento, depois, espalhadas pelo cosmos.

Chorei a ausência das reações humanas daquele corpo sem vida. Chorei a orfandade incômoda, o adeus forçado, a separação. Choro hoje a impossibilidade dos afetos. É abstrata sua presença. É memória e esperança. Apenas isso.

Amor é construção: o coração arquiteta, a cabeça projeta, o corpo executa e a paixão cimenta.

Não consigo perdoar traições, porque a desilusão invade-me o corpo e corroi-me a alma como um vírus e ninguém me pode curar.