Poemas Corpo

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CORPO VAZIO...

Sinto o vazio do tempo que vagueia dentro de mim
em círculos ébrios dentro de um campo verdejante…
e procuro minha alma para despertar dessa
inconsciência anunciada que faz minha vida errante…

CORPO OCO...

Pensamento estagnado no vazio…
Sinto uma inquietude nesse silêncio…
Fico dolente e de repente vem o arrepio…
E ele chega…
Quem?
- Um anjo trazendo minha alma que fugiu…

PRESENTE DOS AMIGOS INVÍSIVEIS




Num instante, o perfume penetrou o ar,

Passou pelos corpo

pelas auras

pelas almas.




Noutro momento, materializou-se flor.

Rosas desenhadas em cada chacra,

no laríngeo,

no cardíaco.

Passando suavemente por cada estágio.



Trabalho rico e delicado,

Permaneceu em cada peito.

Rosa translúcida e orvalhada

Como a energizar e a rogar por cada amigo.



Não satisfeitos pelo realizado,

Amigos invisíveis transformaram tudo,

Todas as flores em buquês floridos:

rosas, margaridas, bocas de leão, cravos, crisântemos.



Um mar de cores a se perder de vista...



Os fatos sucederam-se um a um, como num filme:

Cada buquê debruçava-se suavemente em nossos colos

E permaneceram assim para todo o sempre

Para acompanharem o grupo em sua jornada infinda!

Hidely Fratini Carvalho

2006

"...Não é vaidade
é amor e cuidado
pelo corpo que guarda
minha essência."


A linguagem corporal
Me torna visível aos olhos
De quem me toca
Meu corpo fala
Quando os desejos são intensos

Adoro o verão, pois é quando derramo meu suor,
Lentamente, percorrendo as curvas do seu corpo,
Adoro o inferno, pois é quando depois das nossas loucuras de amor,
Você me aquece, e eu a recebo na concha do meu corpo nu,
Adoro a primavera, pois é quando você corre, brinca e anda de mãos dadas comigo,
Passeando num jardim florido e perfumado,
Cantando feliz uma canção em sintonia,
Com uma Orquestra Sinfônica que é o canto dos pássaros,
No outono você partiu, SAUDADES....

Pra este rosto encantador,
Quero aqui deixar uma flor,
Linda como o teu olhar,
E nesse corpo de encantar,
Minhas fantasias, sonhos e pensamentos,
E te dizer nesse momento,
Que estou louco pra te amar...

Não quero teu corpo,
Quero tua sensibilidade,
Não quero o teu corpo,
Quero tua sensualidade,
Não quero o teu corpo,
Quero tua simplicidade,
Não quero o teu corpo,
Quero a tua humildade,
Não quero o teu corpo,
Quero tua alma tua sanidade,
Não quero o teu corpo,
Quero teu coração tua humanidade,
Não quero teu corpo,
Quero tua capacidade,
De me satisfazer com teu corpo,
Me trazendo a realidade...

⁠QUANDO PODER SOBE À CABEÇA

Quando o poder sobe à cabeça, o coração e o resto do corpo são abduzidos pela lei da gravidade.

021022

É em teu corpo sedoso, cheiroso e tão apetitoso que quero me entrelaçar... Te beijar, te possuir e te realizar como mulher que quer amar;
Espalho rosas perfumadas pelo teu corpo nu e a beijo da cabeça aos pés, sentindo o teu sorriso de gostar...
Me excitarei em ouvir os teus suspiros, gemidos de quem quer o infinito junto aos meus sentimentos de sedução que te desatina te fazendo minha;
E suavemente acaricio a tua nuca para lentamente, vagarosamente beijar o teu corpo saudando as tuas surpresas do meu atrevimento;

Domine-me e seja o meu algoz... Castigue-me pisando o meu corpo de um jeito
Que te satisfaça... Maltrate-me para seu bel prazer...
Jogue-me em tua cama e com certa violência venha
Despir-me arrancando cada veste de mim;

Instiga-me com proporções pecaminosas
E mostre as suas indecentes e safadas
Mas nunca vulgares ao nosso momento;

Soneto do Teu Corpo

Juro beijar teu corpo sem descanso
Como quem sai sem rumo prá viagem.
Vou te cruzar sem mapa nem bagagem,
Quero inventar a estrada enquanto avanço.

Beijo teus pés, me perco entre teus dedos.
Luzes ao norte, pernas são estradas
Onde meus lábios correm a madrugada
Pra de manhã chegar aos teus segredos.

Como em teus bosques. bebo nos teus rios.
Entre teus montes, vales escondidos.
Faço fogueiras, choro, canto e danço.

Línguas de lua varrem tua nuca.
Línguas de sol percorrem tuas ruas.
Juro beijar teu corpo sem descanso

Eu gosto do ato..
gosto do dominio ..
gosto quando teu corpo , responde aos meus extintos.
gosto do teu cheiro, teu sabor, tua carne...
gosto dessa sua arte , dessa sua voracidade..
gosto quando tua vida.. vem fazer morada na minha...

Morri.. naquele dia eu morri..
Meu corpo involto..no teu corpo..
suado..quente..amarrotado..
gemidos..calafrios..prazer..
tua pele em contato com a minha..
bocas conectadas..sem palavras..
sussurros baixinhos..
ahh aquele dia..
aquele dia fui feliz e não sabia..

O meu espírito se pudesse, sairia algumas vezes do meu corpo, durante certos momentos, no ápice da noite, iria imediatamente até a imensidão do universo para se aventurar dentro das nebulosas, nuvens coloridas, numerosas e formas irregulares, o ciclo de vida das estrelas, do nascimento até a morte, uma viagem esplêndida, onde a imaginação seria ainda mais forte

Claro que gostaria de viajar fisicamente, mas já ficaria satisfeito acompanhando de longe através do meu subconsciente, guardando somente as cenas mais relevantes, onde a inspiração estaria presente de um jeito único, veemente e muito marcante, assim, acredito que um misto de emoções seria recorrente, ficaria tão concentrado que não teria interrupções e o resultado seria naturalmente boas recordações

Infelizmente, isso está nem perto de ser um fato neste mundo, é evidente, entretanto, pelo menos, posso viajar para lá sonhando, alguns sonhos futuristas, fantasiosos, apresentando detalhes bem realistas, uma gama de possibilidades, de um romance a uma ficção científica, minha realidade particular e mutável intencionalmente, a qual consigo deixá-la ativa, estando dormindo ou acordado, a propósito, as nebulosas são lindas.

Teu corpo pode até
tocar outro corpo
e transformá-lo
em um rio de águas claras.
Tua voz pode até sussurrar
outro nome
e também ama-la intensamente.
mas transforma-me em um vasto oceano
que na sua loucura mais suave destroi tudo, inclusive a si mesmo.

A saudade de um animal
que partiu é a prova silenciosa
que não leva apenas o corpo,
leva também a parte de nós que somente ele sabia despertar.

Eu sou o poeta do Corpo

Eu sou o poeta do Corpo
e sou o poeta da alma,
as delícias do céu
estão em mim
e os horrores do inferno
estão em mim
- o primeiro eu enxerto
e amplio ao meu redor,
o segundo eu traduzo
em nova língua.

Eu sou o poeta da mulher
tanto quanto o do homem
e digo que tanta grandeza existe
no ser mulher
quanta no ser homem,
e digo que não há nada maior
do que uma mãe de homens.

Canto o cântico da expansão e orgulho:
já temos tido o bastante
em esquivanças e súplicas,
eu mostro que tamanho
nada mais é do que desenvolvimento.

você já passou os outros,
já chegou a Presidente?
É pouco: até aí hão de chegar
e irão ainda mais longe.

Eu sou aquele que vai com a noite
tenra e crescente,
e invoco a terra e o mar
que a noite leva pela metade.
Aperte mais, noite de peito nu!
Aperte mais, noite nutriz magnética!
Noite dos ventos do sul,
noite das poucas estrelas grandes!
Noite silenciosa que me acena
- alucinada noite nua de verão!

Sorria, ó terra cheia de volúpia,
de hálito frio!
Terra das árvores líquidas e dormentes!
Terra em que o sol se põe longe,
terra dos montes cobertos de névoa!
Terra do vítreo gotejar da lua cheia
apenas tinta de azul!
Terra do brilho e sombrio encontro
nas enchentes do rio!
Terra do cinza límpido das nuvens,
por meu gosto mais claras e brilhantes!
Terra que faz a curva bem distante,
rica terra de macieiras em flor!
Sorria: o seu amante vem chegando!

Pródiga, amor você tem dado a mim:
o que eu dou a você, por tanto, é amor
- indizível e apaixonado amor!

Walt Whitman

Nota: Canto a Mim Mesmo

Teu corpo combina com meu jeito, nós dois fomos feitos muito pra nós dois
Não valem dramáticos efeitos mas o que está depois
Não vamos fuçar nossos defeitos, cravar sobre o peito as unhas do rancor
Lutemos mais só pelo direito ao nosso estranho amor...

A Lagartixa

A lagartixa ao sol ardente vive
E fazendo verão o corpo espicha:
O clarão de teus olhos me dá vida,
Tu és o sol e eu sou a lagartixa.

Amo-te como o vinho e como o sono,
Tu és meu copo e amoroso leito...
Mas teu néctar de amor jamais se esgota,
Travesseiro não há como teu peito.

Posso agora viver: para coroas
Não preciso no prado colher flores;
Engrinaldo melhor a minha fronte
Nas rosas mais gentis de teus amores

Vale todo um harém a minha bela,
Em fazer-me ditoso ela capricha...
Vivo ao sol de seus olhos namorados,
Como ao sol de verão a lagartixa.