Poemas Corpo
.. vem amor
Vem amor, dedilhar o [meu] corpo com ardor
Entorpecer a Lua no embalo da canção
Acalmar o [meu] coração
Extasiar na noite, com gratidão
Vem amor, celebrar a vida nas curvas da partida
Pedir abrigo nos braços do perigo
Sei, há medo neste segredo
Há paz neste enredo
Há Amor, neste século de dor
[maraiademoraes]
Axioma cotidiano
O tiro disparado por um carro arma
a dor latente sentida por um corpo alvo-
mirado medido acertado.
Deitado na solidão do manto negro - asfáltico-
tomado de súbito assalto pelo cotidiano
chão âncora que o resgata da dor e o conforta.
Da chuva encarnada
que despenca do céu azul ensolarado
e se mistura à curva turva do trauma sofrido.
Em apenas um segundo
toda a vida como em um filme preto e branco
passando lentamente bem diante dos olhos.
Uma multidão incrédula
e em estado de choque
se aglomera ao redor.
Olhares perdidos confundem-se
com sentimentos sentidos (na hora).
Tudo parece nada, o mundo some!
De repente, para:
Um... Dois... Três... Afasta!
Afasta...
Afasta.
A vida se renova,
a multidão desaparece como fumaça
e tudo volta ao normal:
Corpos voltam a ser alvo perfeito
e carros armas letais.
Tenho seu sorriso aqui comigo,
E o cheiro do seu corpo...
Guardo todas as estrelas, do céu,
só para você.
Meu jardim é você
você
Todas as flores, os pássaros..
é tudo só para você.
Você é meu ar,
minha água..
meu sol, meu mar...
minha lua...
Você é tudo para mim..
Não o quero esquecer.
..
A mina vem me perguntar porque HOMEM É TUDO IGUAL....
Os caras só desejam o corpo dela e não olham o conteúdo!
...Talvez devesse fazer uma faculdade ao invés de se acabar no suplemento! Já que tá achando ruim...
#QuemProcuraAcha...
"Enquanto em meu corpo, houver um sopro de vida.
Ela será sua! Depois...
Continuará o mesmo.
Pois minha alma, muito alem daqui...
Sempre lhe pertenceu!"
O blefe da Aranha
I-
Se ajeita sombra... Do jeito que dá!
Em um corpo não muito esguio.
Em movimentos de vibração de pele e de alma
protelados, preteridos, negados (a si, por outrem).
Se ajeita no blefe do movimento que conforma o teu ser!
Tentando enganar-te, iludir-te, confundir-te
para que perca as rédeas da situação.
II-
Contra-movimento de reforma
que desconforma a forma dada.
Sombra que rejeita a luz
e perfaz contornos tórridos
na escuridão de verdes olhos
- cor de oliva -
contra-refletidos num espelho (a)reflexivo.
III-
Batalha épica, digladiada a dois.
Blefe de cavalheiros em transe poético.
IV-
Se ao menos soubesse porque blefa o jogador,
talvez, pudesse prever-lhe os sonhos!
Blefa o reflexo da sombra no espelho,
rejeita a silhueta que precipita o corpo estranho.
Blefa corpos, blefa sonhos, blefa deuses
sucessos passados em blefes 'antanho' - blefe patético -
em segundos estéticos e corpos celestes em desastre tamanho.
V-
Contra golpeado vai à lona - o corpo cai,
feito quando se encontra uma poltrona vazia!
Tenta se erguer novamente vagueando uma corredeira,
tateando o ar, perdendo as estribeiras.
Perde também o caminho da terra,
perde o chão, perde tudo.
Blefe... Blefe! Blefe? Blefe.
Atriz - Jhoon Alexo
Olhos que gritam
Na boca, silêncio
Seu corpo
Refúgio
O absoluto sentimento
Do não sentir
Do não querer
Do querer
Ter
De seus beijos
Escapar não tento
Não tê-los
Em minh'alma tormento
Atriz
Em meus braços
Diretriz
Nos fins de tarde, flor-de-lis
Saudades
Minha pele em contato com a sua
Será que me queres bem?
Ou apenas nessa cena atua?
Pra você guardei o amor maior do mundo,
meu corpo, minh'alma, meu coração
tudo é seu desde sempre...
guarde em seu coração este sentimento que é tão profundo.
Um amor verdadeiro
que se entrega inteiro...
não conhece mentiras,
só vive do que é verdadeiro.
Meu amor, toma esse amor,
que todo a você quer se entregar,
um amor que só sabe dar,
um amor que guardei só pra a você mostrar.
Toma, é seu...
embriague-se,
de tudo o que é meu...
um arco-íris risca o céu...
todo o medo o vento levou
num sopro que balança um véu.
O mesmo Cristo que disse:
"Isto é meu corpo"
também falou:
"Estive com fome e me destes de comer".
Não existe comunhão plena
enquanto houver injustiça social!
GAROTA FRIA
A cama se torna insuportável
O cobertor está ao chão
O ar gélido toca meu corpo dizendo que é manhã...
Meus olhos se abrem
Assento na cama
Respiro fundo, estico os braços e me levanto.
Ao meu lado a solidão
Do outro a garota fria...
Caminho até a janela
Observo a rotina das vidas
Vozes sem sentidos
Imagens turvas
Solidão...
Até logo, eu digo!
Até logo garota fria...
Coração apertado
Mãos frias
Só...
Triste como sempre
Céu cinzento, vento...
Folhas secas e papeis amassados
“Izadora”
Xícaras de café escrevem
Música triste, camisa xadrez marrom
Ver e não ver...
Garota fria sorrisos falsos
Palavras de arame farpado
Amarram minha pele...
Cortes profundos
Solidão doce solidão
Silêncio agora...
Embriago-me no pretume do teus olhos
Do teu corpo macio faço o meu leito
O abrigo para o meu (des)encontro é no teu abraço
Teus beijos de desejos me deixam a flor da pele, a mil
E eu vivo a ilusão de que no mundo não existe mais nada além de MIM e VOCÊ.
Quem escolhe uma mulher só pelo corpo, e porque não se interessa pela pessoa que ela é por dentro.
-{David Batista}-
Os traços salientes do seu rosto
As entrelinhas do seu corpo, querida Helena
que em mim transformam-se em enchente.
E o vento que gira e venta e percorre
todos os fios dos seus cabelos, tão negros
caindo por entre seus olhos e te atrapalhndo na correria dessa vida.
E você os bagunça, arruma-os atrás da orelha. Isso é tão lindo.
O beijo arfado e sufocante que nunca existira ali.
A multidão que perde olhos quando você vai para a praia, me afogar.
Você passa e calam-se os alheios,
vomitam os incertos,
sorriem os que sentem-se iluminados por sua presença.
Queria que fôssemos dois.
E pensar que nesses memoráveis pensamentos, tais não deixaram de ser,
pois nunca estivesses ali.
Naquele banco, daquele salão,
naquela calçada, que eu desmembraria
formaria o nome de quem amas incondicionalmente,
Para te fazer passar e sorrir
Lembrando de alguém, ligando para dizer
eu te amo!
E para mim, a vida só resta seguir.
De corpo e de amor
Quero um amor que seja doce,
Que seja leve,
Que seja verdadeiro.
Amor... Ah o amor,
Ele não trai,
Ele não engana.
Quem ama, tem o dom de ser poeta.
Tem o dom de prender as borboletas,
Quem ama, tem o dom de ser verdadeiro.
O amor é assim, simples!
E assim é o meu amor por você,
Sem prisões,
Sem juras eternas,
Simplesmente te dou o meu amor,
E com ele me entrego a ti,
De corpo e de amor!
Mas lembre-se,
Só tem amor...
...quem da amor!
Ah! Aquele beijo
Cheio de desejo
Meio sem jeito
Fez o meu corpo tremer
Lembro-me quando deito
O bem que me tem feito
Hoje sou um sujeito
Que não pode lhe esquecer
Este velho corpo surrado
Logo será desligado
Da minha alma inquietante
De mim ficará o rastro
De um peregrino cansado
Por ter lutado bastante
Se algum dia eu for lembrado
Que seja pelo legado
De trazer a poesia no semblante
Oculta
Ferida alma do poeta,
Sangra por dentro onde ninguém se quer entendi,
Só este corpo que guarda a sete chaves,
Com sua dor e tristeza não se surpreende.
A mulher encanta pelo olhar, pelo andar, pelo sorriso ou
mesmo pelo corpo perfeito! Mas são as suas atitudes que
determinam o verdadeiro valor de suas conquistas.
Corpo
A mão que quase cruza
os braços
o tom
a pele
os seios escondidos
pela madeira
os ossos
sem
inflamações
Redondos
macios
expostos aos olhos
de lince
vorazes
Uma, duas, três colisões.
E a cada uma delas
impactado de forma diferente
Ah, o corpo, meu corpo
O que será do corpo?
Mulheres. Quem são?
Ando pelas ruas e vejo rostos. Sinto o ar se abster do meu corpo assim como as palavras para descrever tais criaturas inacreditáveis. Não as conheço, mas sei que mesmo que sejam estrangeiras, existe uma língua que é universal para compô-las: Mistério.
O clichê, ninguém é igual a ninguém, criteriosamente aqui se aplica. A uma, o poder do olhar, que petrifica o ar, a outra, as mais lascivas e intrigantes palavras, também há aquela que simplesmente surge, sem gesto e sem palavra e zera, faz renascer todo o seu senso de mundo, e claro, as que ninguém sabe o seu poder, até que no segundo seguinte não se consegue mais achar a saída desse labirinto.
E onde estão os outros seres? Tolos, obcecados tolos. Estes espreitam pelas janelas, se armam atrás de muros, mas de nada vale o esforço de evitar a luz. Essa luz inebriante e tênue que atrai antes que se perceba, antes até de surgir, pois só o fato de existir devora, entrega.
