Poemas Corpo
As luzes se acendem
Meu coração por ti bate
Meu corpo se protege
Mas o frio em min
Invade
Os dias se passam
As horas se vão
E eu fico aqui parado
Diante a solidão
Leio a melodia das
Musicas, percebo
Que tudo não passou
De uma grande
Ilusão.
Anamnese
O corpo declara o que a boca não reclama
Expõe sua selvageria em gélida chama
A língua tremula entra lábios turbulentos
Nestes covardes atos falos, hipocrisias e tormentos
E eu aqui prostrado mendigando suas verdades
Cuspindo ilusões me rasgando em vaidade
Num último suspiro diabólico, gélido e calejante
Contentando-me com suas falácias num átimo
Corpo e alma
Enquanto corpo,
Sou esse ser desprovido de sentimentos.
Enquanto alma,
Mergulho em bons e maus momentos.
Enquanto corpo,
Sou esse ser, por vezes errante.
Enquanto alma,
Sou esse ser, por vezes pensante.
Enquanto corpo,
O certo é que em breve vou morrer.
Enquanto alma,
Estou fadado a eternamente sofrer.
Enquanto corpo,
Machuco-me. Sangro. Sinto dor.
Enquanto alma,
Tento suportar as recusas do amor.
Enquanto corpo,
Aguardo pacientemente a morte.
Enquanto alma,
Vou contanto com a dona sorte.
Enquanto corpo.
Ao seu toque sou calor, mas já fui gélido, frio.
Enquanto alma,
Sem você sou esse viajante solitário e vazio.
Enquanto corpo,
O tempo se encarregará de me fazer perecer.
Enquanto alma,
Serei essa eterna criança, pois Jamais irei envelhecer.
Enquanto corpo,
Sinto-me um peso morto e sem saída.
Enquanto alma,
Sinto-me livre sou e serei eternamente vida.
O verme
Ao decompor-se, o corpo já apodrecido
Metamorfoseou-se em um liquido espesso, amarelado
E ao ser sugado, embrenhou-se ao estomago da mosca varejeira
Que lentamente o sugava
Após extraordinária transmutação
Produziu-se uma espantosa manifestação
Fazendo a mosca defecar o verme
Em meio a podridão
Submergido em um caldo azulado
Estava o verme
Em estado espantado
Tentando livrar-se daquela bolsa fecal
Ao colocar a cabeça para fora
Após romper a grossa membrana
O verme esforçou-se, conseguido tirar seu corpo
Lançando-se ao chão com um hibrido mergulho
Livre daquela prisão, rastejou suavemente
Deixando um rastro meloso no chão
E aos poucos as luzes foram acendendo
Fazendo o verme recuperar a visão
A sua frente, a surpresa
Estava o verme em frente a um jardim de violetas
E sem perder tempo, foi logo tratando de rastejar
Indo ao encontro das lesmas
Ao chegar, o verme foi expulso pelos molúsculos gastrópodes
Que lançaram-no um olhar de repulsa
-Vá ao encontro dos seus! Gritou uma das lesmas
-Estão ali! Ali no corpo decomposto
O verme emocionou-se ao ver uma nuvem de vermes
Fervilhando em uma carcaça apodrecida
E assim, juntou-se aos seus
Dando continuação a vida, que ali, lentamente se esvaia
Beijo que o corpo todo arrepia
Beijo que não traz sentimento algum
Haaa!!! Beijos que me enchem de alegrias.
Motivos
Parto do ponto que preciso então
Nem mar
Nem barulho de chuva
Nem toque
Só corpo, alma e vontades até não escolhidas
Luz existindo em meus olhos fechados
Só o caminho
Não sei do que faz ser humano
Nem do que faz ser triste
Os motivos são valores exclusivos em toda natureza
Apenas são inteiros e vão cabendo e sobrando
Até o momento que anseio... Que creio
Entre flores desabrochando e pétalas caindo
Sei que nunca é tarde para quem quer amar, pois os sentimentos rejuvenesce o corpo e a alma;
Trazendo o brilho que o ego necessita, portanto lá do céu que se espera alguma luz, mas que ao tocar despertamos o querer lúcido e insano ao mesmo tempo;
Sei que no seu íntimo você espera um alguém que possa te acalentar e acariciar seus tormentos e possa transformarem os mesmos em alegrias constantes;
Eu vivo perdido no seu chão para que você não tenha pequenas porções de sentimentos;
Meu corpo junto ao teu com amor ou não me fazem interessado no seu conhecer sem migalhas e nem piedades;
Eu estou pedindo seu coração para administra-lo com atenções e carinhos;
Levo a minha vida entre a arte com detalhes que se esconde entre telas com fome me alimentando para sobreviver;
Mas com o coração precisando saber o que preciso fazer para viver um milagre de verdade;
A tarde chega trazendo a brisa
que cobre meu corpo e
beija minha face dizendo:
sorria, a vida é bela!
O interessado se direciona:
Oras com olhares, oras com o corpo.
Mas nada se compara a sensação ao ler ou ouvir
Algumas belas palavras.
Vem, despe-me!
Tira-me essa roupa chamada saudade
Cubra-me com o calor do teu corpo
Veste-me com o manto do teu amor...
Toma minhas mãos entre as tuas
e, como quem cuida do céu,
deita meu corpo cansado.
Repousa minha cabeça em teu colo.
Fale baixinho de todas
as saudades que sentes.
No meu espírito tenho cicatrizes colecionadas
e algumas feridas abertas marcadas
O meu corpo ainda sente a falta de anestesia daqueles dias
Meio reluzente, uma luz piscando querendo apagar.
Lascado de corpo e alma.
Inteiro e quebrado...
Por cima e indiferente!
Espinhos tão finos que cortam, profundamente.
Tentei suavizar meu coração, mas não consegui não!
Pode ser bom perder algo assim, porque a sensação é de perda mesmo.
O valor de certas coisas, variam de época, estado e razão!
Mas nunca duvide do valor de um sentimento.
Não acreditar em certas coisas não é o sulficiente para não acreditar em nada!
Algumas pessoas sentem, outras acham engraçado e dão risadas.
Meus olhos se fecharam, por alguns instantes, mas meu espírito e minha mente estão sem dormir até agora.
Algo dentro de mim, descontroladamente, chora...
Difícil é aguentar as primeiras açoitadas,
depois o corpo adormece e você não sente mais,
e grita pro carrasco ouvir: eu quero mais!
"naõ adianta Possui um corpo Bem Definido se na cabeça tem titica de galinha
O verdadeiro bímano não Usa Da Força Bruta Pra conquista Uma Mulher e Sim Demostra Todo Seu Conhecimento ou Seja o Que Vem De Dentro Tenhe Mais Valor!
Sonhos
Sinto o vento
Levemente tocar meu corpo
As feridas sangram cada vez mais
Então fecho os olhos e sonho com um dia lindo
Belas árvores
A chuva fina me acorda
Então vejo a escuridão em que me encontro
Tento sair, tento me libertar
Não consigo...
Minha força acabou
Nem um pingo a mais de esperança
Olho para o céu, o sol está alto
Mas a claridade ofusca meus olhos
Nada mais enxergo
O corpo fraco, magro
Procura um canto para se alojar
As mãos trêmulas enxugam as lágrimas
Do rosto pálido e sombrio
Uma mão aparece puxando aquelas mãos frágeis
Alguém lembro da pobre criatura
Tiram-na do buraco
Ainda trêmula, com os olhos vermelhos de tanto chorar
Uma lágrima de agradecimento cai, e com um olhar, o adeus.
Que o corpo envelheça,
a mente amadureça,
mas a alma...
Ah a alma!!!
que esta permaneça na sua
mais sublime essência!
O retorno
Num lugar...Onde se pode parar para refletir...Mesmo que o corpo preso entre quatro paredes...A alma em liberdade...Se encontra seguindo seu curso...Pensamentos, sonhos, metas...
Num lugar...Mesmo o corpo estático...A alma em liberdade...Grita! que não seja sufocado, esse grito...
Livre! sou livre!
Que noites e dias difíceis,serviram-me de conselheiros constantes,abrindo-me os olhos,o coração e a porta para o caminho infinito da esperança, alívio, e concretização dos grandes projetos em mente...E como protagonista...Estou atuando em vida...Conheço o amor...Eu amo a vida!
