Poemas Corpo
Quando morto estiver meu corpo, evitem os inúteis disfarces, os disfarces com que os vivos procuram apagar no morto o grande castigo da morte.
Não quero caixão de verniz nem ramalhetes distintos, superfinos candelabros e nem as discretas decorações.
Quero a morte com mau gosto!
Dêem-me coroas de pano, flores de roxo pano, angustiosas flores de pano, enormes coroas maciças como salva-vidas, com fitas negras pendentes.
E descubram bem a minha cara.
Que vejam bem os amigos a incerteza, o pavor, o pasmo. E cada um leve bem nítida a idéia da própria morte.
Descubram bem minhas mãos!
Meus amigos, olhem as mãos!
Onde andaram, o que fizeram, em que sexos demoraram seus dedos sabidos?
Meus amigos, olhem as mãos que mentiram a vossas mãos!
Foram esboçados nelas todos os gestos malditos: até os furtos fracassados e os interrompidos assassinatos. Mãos que fugiram da suprema purificação dos possíveis suicídios.
Descubram e exibam todo meu corpo, as partes excomungadas, as partes sujas sem perdão.
Eu quero a morte nua e crua, terrífica e habitual.
Quero ser um tal defunto, um morto tão acabado, tão aflitivo e pungente, que possam ver, os meus amigos, que morre-se do mesmo jeito como se vão os penetras escorraçados, as prostitutas recusadas, os amantes despedidos, que saem enxotados mas voltariam sem brio a qualquer gesto de chamada.
Meus amigos, tenham pena – senão do morto – aos menos dos dois sapatos do morto. Olhem bem para eles. E para os vossos também!
Sinto falta dessa boca carnuda de acerola
Das curvas perigosas do teu corpo
Da vontade de beber em teu umbigo
O vinho menstrual de tua cólica.
Eu quero alguém que me tire a paz
E o sossego de corpo e alma
E com desejo
Quero alguém real
E não apenas que faça parte do meu poema
Quero alguém que também me fale as palavras certas
Quero compreensão
E não panos-quentes
Quero olhar quem me ama
E não ter juízo
Ter fome de prazer
Já esquecido
Com o coração na boca
Eu deixo-te louca(o)
No meio do nada tu apareceste
Olhaste-me e eu fiquei mudada(o)
De te ver
E quando tu caminhavas eu não tirava os olhos de ti
E me apaixonei por esse teu jeito de menino(a)
Por esse teu olhar
Meiguinho
Por essa tua ternura
Por essa pessoa linda
Tu olhavas-me e eu ainda te olho
E nada te digo
Fiquei muda(o) para o mundo
Meu amigo(a)
" Cada dia melhore seu Corpo e sua Mente. "
***
Importe-se com o que voce não acha importante.
Cuide-se.
Paz no Mundo!
A paz no mundo começa dentro de mim,
Quando me aceito, de corpo e alma,
E reconheço meus defeitos, com paciência e calma, E em vez de me fragmentar em mil pedaços,
Eu me coloco inteiro no que penso, sinto e faço, Passageiro no tempo e no espaço,
Sem nada para levar que possa me prender,
Sem medo de errar
E com muita vontade de aprender.
A paz no mundo começa entre nós,
Quando eu aceito o teu modo de ser.
Sem me opor ou resistir
E reconheço tuas virtudes
Sem te invejar ou me retrair
E faço das nossas diferenças
A base de nossa convivência.
E, em lugar de te dividir em mil personagens, consigo ver-te inteiro, nu, real,
Sem nenhuma maquilagem,
Companheiros da mesma viagem
No processo de aprendizagem do que é ser gente.
A paz no mundo começa
Quando as palavras se calam
E os gestos se multiplicam,
Quando se reprime a vergonha
E se expressa a ternura,
Quando se repudia a doença e se enaltece a cura Quando se combate a normalidade
que virou loucura
E se estimula o desejo de melhorar a humanidade, De construir uma outra sociedade,
Com base numa outra relação...
Uma relação em que amar é a regra,
E não mais a exceção.
ATA-ME
Amarre minha alma a sua - em perfeita comunhão
Aperte o nó do seu corpo ao meu - no êxtase da paixão
Acorrente seus braços a mim - marcando minha pele com suas mãos
Amordace minha boca - antecedendo os delírios que virão
Ata-me com minha total permissão
Corpo
Corpo desejado
Sagrado, vida
Pecado que consome
Bálsamo que contagia
Curvas que enfeitiçam
No cálice o calor
Ardente da paixão!
Mas que droga...
pra q esse coração acelerado e o corpo tremendo só pq ele está online?
Isso tem que acabar! Isso vai acabar!
Nunca fui assim e não vai ser agora que vou ser!
\09.07.2010/
Faça sol ou faça tempestade
faça sol ou faça tempestade,
meu corpo é fechado
por esta pele negra.
faça sol ou faça tempestade
meu corpo é cercado
por estes muros altos,
– currais
onde ainda se coagula
o sangue dos escravos.
faça sol
ou faça tempestade,
meu corpo é fechado
por esta pele negra.
Chorar por dentro é quando seu corpo sente a mesma sensação de lágrimas pelos olhos. É o calor com frio que não se sabe de onde vem. É imensa tristeza que quase não cabe.
Chorar por dentro é chorar duas vezes mais e ninguém ver.
Junho - 2011.
"Se o moço que hoje é dono do seu coração e do seu corpo -sem merecer- não te quer pra valer, é porque ele não é o homem da sua vida.
O homem da sua vida não vai ser perfeito. Mas vai valer um pouco mais a pena que os outros, porque ele vai te amar.
Diferente dos outros que te deixaram ir embora da vida deles"
Me vesti, de uma forma em que as vertes grudaram em meu corpo,
Nem mesmo querendo me despir, consigo.
Tantos passos errados. Semelhanças que não se parecem...
Tudo começa de novo, a vontade de se destacar,
Vira motivo de humilhação, pensando em algo, algo que
Possa chamar a atenção. Talvez a carência tenha me deixado assim,
Talvez seja só a falta de amizades. Como se amizade não fosse nada.
Minhas pernas foram amputadas, (sinto-me assim),
Constantemente me pego tentando andar, mais para aonde?
Que caminho seguir agora? Se nem ao menos consigo sair do lugar.
Ah solidão...
Em teu corpo eu me deixo levar entre curvas
Eu me perco de amor e sedução.
Em tua boca eu me acho sem palavras
No silêncio de uma louca paixão.
CONCEITO
Teu corpo:
um porto
que eterniza
meus navios
um parto
que traduz
o meu avesso
a parte
que arremata
meu desejo.
Ler!
Sonho quando leio,
corpo e alma pura emoção,
o mundo se transforma
e inverno vira verão.
Sol, mar, mil cores e sabores
Verão!
A vida brota do sonho, a felicidade aquece o coração!
O prazer em ler, é como amor de verão,
ilumina e aquece a alma
e, ao final de cada obra,
Alegria e tristeza
Como beijo de despedida
Promessas de reencontros...
saudades já sentidas.
O Sol
Acima de todos,
De tudo e da razão,
Ilumina nosso corpo
E aquece o coração.
A noite não o posso ver,
Mas não deixa de existir,
Assim mesmo como o amor.
Não o vejo, mas posso sentir...
IDILIO
Teu abraço no abraço que aperta e aperta
Transportando bruscamente
Com teu corpo que se esvai continuamente
Elegendo meu corpo como porta aberta.
E abre a boca com a boca que se abre,
Com a língua para a língua que se suga
E no romper do esplendor e nessa fuga,
Os dois corpos no idílio como um sabre.
Embriaga com perfume esse amor
E carrega para a dança e se dança,
Num frêmito ciciante com imenso ardor,
Nessa valsa longa e que nunca cansa.
E o momento de beatitude surge,
No ondular tresmalhado
Do espasmo manso,
Ao florir do sorriso que ressurge
E transcende no langor infindo, o remanso.
Confissão
Eu não consigo escrever mais nada triste
Minhas roupas nem sei se estão no meu corpo
Apenas quero pular e dizer o quanto me sinto livre
Cada pergunta que me fazes
As palavras desaparecem
O que me aconteceu?
Minhas pernas tremem e pensas ser o frio
Que pena! Pois, é justamente o teu calor
Que me faz isso!
