Poemas com Rimas de minha Rua
Habita uma paz imensa
nas trilhas benditas
da minha terra natal
e tudo à minha volta
se traduz poesia
na paisagem do meu ser.
1. "Aos 60, sou mais forte e confiante do que nunca."
2. "Minha experiência é minha beleza, e minha sabedoria, minha força."
3. "Cada ruga conta uma história de vida bem vivida."
4. "Aos 60, celebro quem sou e tudo o que conquistei."
5. "A idade é apenas um número; minha essência permanece jovem."
6. "Aceito e amo cada fase da minha vida."
7. "Minha autoestima vem da minha trajetória e do meu autoconhecimento."
8. "Aos 60, sou uma mulher completa e em constante evolução."
namorados
Mês seis dia sete
Nessa data foi um teste
A minha existência
Conheci um abraço de alma
Um toque que acalma
Um olhar...
Olhar que vê além
Além do que vejo
Vê o que almejo!
Sonhei contigo
Sem te conhecer!
Hoje não me imagino sem você!
Como me vês: maravilhosa!
Me deixando de verás curiosa.
E como uma joia valorosa!
Guardada em teu abraço
Lapidada por teu amor;
Protegida em teu calor!
EQUILÍBRIO...
E no salto eu vou fazendo malabarismo…
Do que?
- Dos percalços da minha vida na corda bamba…
SAUDADE QUE CHORA...
Acordei com uma saudade
de minha vida lá fora…
Aí fico observando da janela
a chuva fininha que chora…
PENSAMENTO PRESO...
Meu pensamento em ti se transforma
em versos em minha legítima defesa…
Pois quando meu olhar se perde no teu
minhas palavras na voz ficam presas…
POR QUE ESCREVO?
Escrevo pensamentos, emoções e sentimentos que minha voz não consegue falar, e quando me lê, o seu coração consegue entender o que o meu quer dizer pra você…
APENAS...
Ora sou calma, ora tempestuosa selada a minha manumissão…
Sou coerência, às vezes contradição e também o sim e o não…
tenho momentos de dor e também algumas cicatrizes de amor
faço-me menina mulher, às vezes angelical e outras vezes insana…
Enquanto isso fico incrustada na obscuridade dessa forma humana…
E PASSA...
Olho para trás e não vejo ninguém…
como companhia minha própria sombra
que fica nesse impasse entre o vai e o vem…
enquanto isso o tempo vai passando
e eu também…
CAMINHO...
Já percorri metade de minha vida
entre os escombros e os percalços...
no caminho vou deixando cicatrizes
e marcas dos meus pés descalços...
Eu vi o arco íris no céu!
O meu eu se atrelou a Terra e minha forma etérea decolou numa viagem astral. Encontrei-me numa linda nave espacial. Viajores do tempo eu vi e também o lindo e incomensurável arco íris no céu. Então eu a avistei a Deusa Ísis que me disse: - Veio buscar o tesouro? Mas não vais encontrar, pois ele está incrustado nas encostas mais íngremes do teu subconsciente. Atrelagem num pouso rasante. Sonho que desperta!
Já percorri metade de minha vida
entre os escombros e os percalços...
atalhos e reversos do sepulcro...
as marcas dos meus pés descalços...
suor misturado com o sangue rubro
Prossigo no caminho do manto sacro...
O DESPERTAR DO SILÊNCIO
Adubei minha mente com sementes de esperança que ficaram muito tempo em hibernação. Agora, vejo pequenos brotos que timidamente florescem neste novo tempo, em que as palavras da matéria calam e o silêncio da alma fala, num sorriso tímido de libertação.
Lu Lena
UNIVERSO INTOCÁVEL
(Quando as letras dançam e o ego silencia)
Minha realidade não segue o ritmo dos cliques ou o glamour que alimenta o ego. Sou a plateia da minha própria introspecção, enquanto as letras dançam conforme a música gira na vitrola do tempo. Em meu universo intocável, eu apenas as observo.
Lu Lena / 2026
Em vez de fugir da tempestade, decidi dançar na chuva — e cada trovão virou trilha sonora da minha superação.
Eduardo Santiago
Eternamente infeliz
Por minha causa?
Normalmente todos culpam
a própria pessoa,
posso até assumir,
mas tudo que foi
feito de bom,
também foi por mim.
Gaiola doida
O relógio parado
Fixado na parede
Não falta água
Só não tenho sede
A minha causa rara
Afirma-se em solidão
Sem perspectiva do amanhã
E o hoje sem a tal emoção
O velho sábio pensa
Indefinições que voam
Como pássaros embriagados
Sonhos que são lamentados
Nada é como outrora
O pôr-do-sol se extinguiu
Nunca pesquei naquele rio
Minha empresa já faliu
Antes de nascer eu previ
Na gaiola doida estaria
Segue então o rumo do baile
Fantoches em total monotonia
O meu esconderijo maior
Esconde aqueles sentimentos
Cada vez mais realçados
Num poço de lamentos
Não vejo as cores
Tal como elas são
O daltonismo cai
A luva serve na mão
Razão na pura emoção
Comoção sem sentir
Um amor que aflora
Na cova vou partir
Quase nunca nada
Jamais te conheci
Nada serei sem ti
Estrela da madrugada
Adeus ao navio negro
Leve todas as vítimas
Eu aqui ainda aguento
Mesmo sem carícias.
Zero avaliação
Vou devolver a minha avaliação
Estou cansado de ser reduzido
Número nenhum mais convém
Esse sistema está me partindo
Que se danem as suas provas
A fogueira necessita de papel
O aquecimento será bem-vindo
Para aniquilar o registro cruel
Nota 10 não me significa nada
Mesmo o 0 deixou de impactar
Corro atrás de premiação real
Sem trivialidades para se gabar
Guardem as suas vis honrarias
Parem de nos nivelar por baixo
É um prazer terminar a escola
Elite? Os chamo de populacho
Enquanto me estendo na rede
E saboreio outra água de coco
Centenas de exames são feitos
Piedoso, eu imagino o sufoco.
