Poemas com Rimas de minha Rua
Teus olhos desnudam e devoram minha alma.
Tão intensamente,quanto o calor que faz o sangue nas minhas veias ferverem..
A um simples toque Teu.
DIREI À MINHA LINHAGEM:
Jamais aceitem ruas, praças
Ou avenidas com meu nome.
Não queiram bustos e estátuas
Em jardins ou mesas de café.
Fujam de homenagens e medalhas
de metal. Tudo é vão!...
Em vida nunca me quiseram!
Depois de morto sou eu quem
Os não quer! E se assim não for,
Será apenas o meu nome
Ou o meu rosto que usarão ...
O Poeta não estará nessa mentira!
Se fosse escolha minha,
Eu usaria uma máquina do tempo,
E voltaria ao dia em que disse adeus,
Então poderíamos tentar de novo.
Somos oficialmente mais que amigos,
Não, não me diga adeus.
Não se engane, eu te tenho na minha mão,
Nos braços de um animal.
Te faço pensar que eu sou toda inocente,
Mas espere até te eu te levar pra casa.
(Se você não sabe, querido, você deveria saber,
Sou eu quem está no controle).
Forte, um lado de mim que você nunca encontrou,
Porque você só me vê,
Quando a minha guarda está para baixo.
E é errado, e eu odeio que isso seja a verdade,
Mas eu só gosto de mim mesma quando estou com você.
Esta noite eu vou desligar a minha mente,
Não ligo se alguém,
Está com suas mãos por todo o meu corpo.
Fico fora a noite toda,
Vou para onde a música está mais alta.
Para eu não ter que pensar sobre isso,
Estou implorando, por favor não toque
Sem mais! músicas tristes.
A Máscara Que Uso
O silêncio corrompe minha paz
Indiferença dói mais que desprezo
No teu calor, me fiz indefeso
Sinto que este amor aqui jaz...
Sou tão hábil em negar, disfarçar
Como cão ao lado de uma baderna
Sinto que esta falha ficará eterna
Me perdoe se não cheguei lá...
Me perdoe se não sei esconder...
É muita angústia que sinto em meu interior
Eu queria ser, unicamente, de você
A máscara que uso é uma só
E esta, não consegue esconder minha dor
E não... por favor não... não tenha dó...
Ausência equivocada
Eu já não sei o que fazer,
Para onde foi o meu prazer?
A minha vontade, minha inspiração
Todos foram, me restando a razão
Razão pela qual insisto
no que não é previsto...
No que aparenta ser voraz
me tornando cada vez mais audaz
Fazendo crer que é possível
acreditar no amanhã...
O amanhã será inesquecível
como o gosto de uma maçã
De uma maçã mordida
pelos teus alvos dentes
É o que me faz ter vida
Apesar deles estarem ausentes
Minha doce mulata
Minha nega, minha preta
doce e querida mulata
serena feito borboleta
e é pra você essa serenata
Uma serenata sem som
mas eu grito para o mundo
que contigo, tudo é bom
Cada instante, cada segundo
Saber que você existe
Não há por que ficar triste
Apenas alegria permanece
como um resistente alicerce
Obrigado minha morena,
por fazer parte da minha vida
seja ela com passagem só de ida
obrigado por ser assim morena
Personalide
Esta, porém, é a minha,
ignorante, inocente,
sem padrão e sem linha,
tão enferma e adjacente
Foi uma epifania,
eu tenho que confessar.
Talvez fosse uma mania
ou apenas o meu falar
Esperei demais de ti
acho que foi esse meu erro
te procurei daqui e dali
E sem querer fui ao meu enterro
Esse deve ser meu jeito,
efusivo e maltrapilho,
tão cheio de defeito.
Eu fui seu empecilho
Pra mim foi uma dádiva.
Agora, em uma sala
eu estou na tentativa
de tentar mudá-la
Influência
De Manoel Bandeira
Para minha pessoa,
um monte de baboseira,
uma poesia que escoa
Tanta dor e amargura,
que me vi forçado
a mudar minha compostura
e dizer, obrigado
Por achar mais um
que venha a sentir
o mesmo que eu num
dia em que parecia decidir
O que era propenso
à minha perspectiva
algo tão diferente e intenso
que se tornou afirmativa
Um sentimento irônico
que chegou a evitar
que um instrumento sinfônico
deixasse de amar
Do meu eu-lírico
para Manoel Bandeira
usando um tom satírico
eu agradeço à barulheira
Oh vento do leste, porque levastes meu amado?
O grito estridente da saudade, angústia minha alma
Sem o encanto dos teus lábios, o brilho dos seus olhos, receio que, o espírito dá vida que em vós habita, morrerás...!
NOSSA TELEPATIA
Perdido na praia, da minha solidão,
ali, em meio as melodias das sereias
eu escrevia seu nome nas areias.
A lua estava cheia, São Jorge com dragão
enquanto, os peixes debatiam-se sobre as
ondas do mar... Eu sentia a flecha do amor
trespassar o meu frágil coração.
Vi as espumas, apagar seu nome...
Debruçado sobre a prata lunar, eu chorava,
enquanto eu chorava...
Minhas lagrimas molhava a saudade e a
paixão soluçava a telepatia do nosso amar.
Antonio Montes
Que o mundo não pare de existir... Mais que o mundo seja um mero detalhe na minha existência.
Existência essa que faz diferença por onde eu andar, e que esse andar seja Luz, qua a luz seja o caminho e que o caminho levo ao lugar onde meus sonhos se percam nos lábios apaixonados de uma bela fera.
Pro não acreditar em contos de fadas vou viver o Tempo o Amor e a Morte em cada esplendor de uma aurora renovadora.
Cocada baiana!
Cocada na tabuleta
até a dieta se manca
se é da Bahia é porreta
a minha ninguém arranca
aqui não quero xereta
eu sou doidinho pela preta
mas não enjeito uma branca.
Sabendo há séculos de ti, a madrugada que desponta no azul da minha alma é a tela de todas as madrugadas que sorriem em mim, onde te pinto e te guardo, num profundo silêncio e suave carinho, como o mar guarda a água e o sal e o rio o seu mistério.
Existo no tempo das estações, na sua poesia contínua e alternada, sendo morada de mim em cada compasso que as pálpebras das gotas da chuva tocam e em cada fragrância aleatória que sinto.
Hoje a tua alma caminhou em mim.
E o Sol iluminou-se de nós, num olhar pelo céu imenso que já se fez.
Que a poesia não me abandone
Persiga
Siga minha estrada
Meus passos
Porque de sonhos também se vive !
Te deixei partir!!!
Enquanto faz silencio lá fora, minha alma grita aqui dentro.
No rosto semblante calmo e sorriso estampado nos lábios.
Enquanto a cabeça esta uma tempestade, um turbilhão de sentimentos no meu peito.
Porque fui tão covarde, porque não me mostrei de verdade não deixei transparecer a intensidade do meu amor,
Porque deixei você partir, porque permiti que meus medos,te tirasse de mim.
Agora estou aqui, sentado enfrente ao seu porta retrato, que Ainda enfeita minha sala.
Aqui perdido entre lembranças e saudades, que insiste em me ferir.
Aqui estou estou eu, entre arrependimentos e remorço, pois sou o único culpado por fazer você partir!!!
Daniela Kenia
NA GAVETA
A minha gaveta velha,
além de rígido para abrir e fechar...
ainda guarda cacos e cacarecos
e grilos que vivem a rondar.
... Peças velhas, recibo de frete
bilhetes de escrito amassado
cartas manchadas, confetes
de um eterno carnaval passado.
Grampos e bob's para cabelos
um broxe estorvando um canto
guarda também um lenço branco
que um dia, enxugou seu pranto.
Pregos, canetas, tachinhas
ate uma meia velha, vi ali,
ali só tem coisas minhas
mas tantas, que nunca vi!
Um enredo de um segredo
segredo que quis preservar
... Preservar, todavia é sedo
para um dia, em segredo chorar.
Antonio Montes
