Poemas Bonitos

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Às vezes, o dono do meu silêncio é o cansaço, esse que não grita, só pesa.
Outras vezes, é o medo de dizer em voz alta aquilo que já faz morada no peito.


A mente costuma se ocupar de lembranças que não pediram licença,
de perguntas sem resposta,
de tentativas de ser forte quando tudo pede descanso.


E quando tudo ao redor silencia…
o barulho mais ensurdecedor é o que vem de dentro:
pensamentos que se atropelam,
culpas antigas,
desejos engavetados,
uma saudade que não sabe o nome.


O silêncio nunca é vazio.
Ele só revela quem está falando mais alto em nós.

A PERMANÊNCIA DA ORIGINALIDADE E DA CULTURA LOCAL


A cultura de um povo é seu alicerce, sua identidade, aquilo que o torna único em meio a tantas influências externas. Manter essa originalidade não significa rejeitar referências de fora, mas preservar o que nos distingue, o que faz parte de nossa essência e de nossas tradições.


Em um mundo cada vez mais globalizado, é comum que elementos culturais se misturem e que novas influências cheguem até nós. No entanto, é fundamental compreender que valorizar o que é nosso não exige que nos moldemos ao que vem de outras cidades ou regiões para sermos reconhecidos. Pelo contrário, é no simples, bem feito, na constância e na organização que a verdadeira beleza das nossas raízes se fortalece.


A preservação cultural não é apenas uma questão de estética ou de manter costumes antigos por tradição. Ela é um ato de resistência e de identidade. Quando cuidamos das nossas práticas, festas populares, histórias e expressões artísticas, estamos assegurando que nossa essência continue viva e seja transmitida às próximas gerações.


Manter a originalidade é valorizar a memória coletiva, é reconhecer que cada canto do país tem suas próprias narrativas, símbolos e manifestações que merecem ser respeitados. A diversidade cultural brasileira é justamente o que a torna tão rica, e cada povo tem um papel essencial nesse mosaico.


Defender nossa cultura é investir em pertencimento, é criar laços entre passado, presente e futuro. É garantir que o que nos torna singulares não se perca em meio às influências passageiras. Ao respeitar e fortalecer nossas tradições, não apenas preservamos nossa identidade, mas também oferecemos ao mundo um exemplo genuíno de quem somos.


É essa permanência da originalidade que mantém viva a alma de um povo e dá sentido à sua história.

Parabéns Querida Mãe

O que seria do mundo sem sua perfeição?
Não existem jardins sem flores,
Nem mesmo noites sem estrelas
Impossível, então, imaginar a vida sem sua beleza
Nos teus olhos vejo a força,
Nos teus sorrisos a esperança
Nos teus braços sinto a alegria de ser tua eterna criança

Hoje completa 50 anos,
De conquistas, alegrias e dor...
Que o menino Jesus te abençoe e te guarde com seu manto sagrado de amor
Ensinaste-me junto ao meu pai
O que é ter respeito, humildade e valor
E que nunca poderia deixar de ser quem eu sou
Parabéns para você, nesta data divina
Muitas felicidades e muitos anos de vida
Obrigada por tudo mãe
E agradeço a Deus em ser sua filha.

Procuramos Deus no Cosmos.
Procuramos Deus no átomo.

Onde o seu esconderijo?

Cansei de brincar,
Cansei de ser enganado,
Cansei de mentiras, e de fingir que nelas acreditava,
Cansei de te ligar,
Cansei de correr atrás,
Cansei de me preocupar,
Cansei de tentar, de tentar te entender
Cansei de ter que esperar,
Cansei de fingir,
Cansei de mentir,
Cansei de aceitar,
Cansei de me cansar,
E agora me cansei de você '-'

Falas tanto de tua dor.
Queres ficar bom ou cultivar a dor?

A dor valorizada se transforma em vício.

Parece paradoxal, mas o cultivo da dor pode ser uma forma de preencher o tempo vazio.

Quem tem muito o que fazer, não tem tempo disponível para dedicar-se à dor.
Afinal, a dor nunca é boa companhia.

O tempo nem sempre apaga
as nódoas do já vivido,
principalmente o sofrido
e as fundas marcas do amado.

O passado tem muitas portas
e, nele, nos perdemos muitas vezes,
sem encontrar a porta do presente.

Mais fiel que a nossa sombra
é a nossa solidão.
Jamais nos perde de vista
no meio da multidão.

É a nossa alma gêmea?
É o nosso anjo da guarda?
O xifópago invisível?

Ninguém viu a solidão
que nasceu quando nascemos.

Em cada homem que morre,
morre a gêmea solidão.

O mundo é feito por nós.
Nós somos os nós do mundo
e em tudo estamos atados.
O eu sem nós não existe.
A morte é o eu desatado.

Em uma conversa de pensadores...

Charles Chaplin diz: "A única coisa tão inevitável quanto a morte é a vida."

"Viver é a coisa mais rara do mundo. A maioria das pessoas apenas existem." responde Oscar Wilde.

Eu os observando, na minha modesta sabedoria lhes digo: "Não! Tudo é apenas uma questão de escolha."

pela minha paz, eu aprendi a desaparecer lentamente
dos lugares que me apertam,
das pessoas que me diminuem,
das situações que me roubam a luz.
mas antes de tudo, eu fico.
eu faço questão de ficar.
eu dou sinais.
eu converso.
eu explico o que dói.
eu mostro onde machuca.
eu tento ajustar o que ainda pode ser salvo.
não parto na primeira falha.
não desisto no primeiro silêncio.
não abandono no primeiro conflito.
eu permaneço enquanto há respeito.
enquanto há tentativa.
enquanto há reciprocidade.
eu já insisti demais.
já expliquei demais.
já tentei salvar o que não queria ser salvo.
e quando percebo que só eu estou sustentando,
quando meus sinais viram incômodo,
quando minha dor é tratada como exagero
eu começo a me recolher.
não faço alarde.
não anuncio partidas.
não bato portas.
eu apenas recolho o que é meu:
meu tempo,
minha energia,
meu afeto.
há quem chame de frieza.
há quem chame de orgulho.
mas só eu sei o quanto custou permanecer quando tudo em mim já pedia silêncio.
porque permanecer onde preciso me diminuir
é uma forma lenta de me abandonar.
e eu já me abandonei o suficiente em nome de amores,
de expectativas,
de pertencimentos que nunca foram casa.
pela minha paz, eu desapareço devagar
não por fraqueza,
não por indiferença,
mas porque aprendi que quem se ama
não permanece onde dói.
e se um dia eu for,
saiba:
antes, eu tentei ficar.

Nem toda ausência é desistência; às vezes é a forma mais madura de se preservar.

Há silêncios que não nascem da indiferença, mas do cansaço de tentar ser ouvido onde nunca houve espaço para escuta. Há distâncias que não são fuga, mas limite.

A gente aprende, com o tempo, que permanecer onde a alma se encolhe é uma violência silenciosa contra si mesma. E então escolhe ir — não por falta de amor, mas por excesso de amor-próprio.

Porque preservar-se também é um gesto de coragem. É entender que algumas portas não se fecham por fracasso, mas por proteção. É confiar que sair de um lugar onde não florescemos é, na verdade, abrir espaço para respirar de novo.

Nem toda ausência é abandono. Às vezes, é apenas a forma mais digna de continuar inteiro.

Tem dias em que a gente é tempestade.

Não aquela que destrói por maldade,
mas a que carrega dentro de si o peso do céu inteiro.
Relâmpagos de pensamentos,
trovões de palavras não ditas,
chuvas que caem pelos olhos em silêncio.

Ser tempestade é não caber em calmarias rasas.
É sentir demais,
é transbordar.

Mas toda tempestade também limpa.
Arranca o que estava seco,
lava o que estava sufocado,
abre espaço para o que precisa florescer.

Se hoje você é tempestade,
não se envergonhe do barulho.

Às vezes, é preciso estremecer por dentro
para depois voltar a ser céu.

Quero alguém que não seja estrela cadente
que passe riscando o céu e desapareça.
Quero constelação.
Presença que permanece,
luz que mesmo distante continua visível.
Quero alguém que, quando a noite vier,
seja o meu ponto fixo no escuro.
Não brilho que impressiona
mas brilho que orienta.
Porque eu não quero mais marolas.
Quero céu firme.
Quero estrela que fica.

Quero alguém para chamar de meu.
Não por posse, mas por escolha.
Alguém que eu reconheça como casa.
Quero sentir o cheiro do aconchego,
e nos seus braços não apenas estar
mas ser lar também.
Porque amar, para mim, não é passagem.
É permanência.
É ter onde repousar o medo
e onde a alma possa descansar.

Um vazio pulsante é o que somos,
vivendo na ilusão da solidez.
Matéria são vazios que colidem.
As formas são momentos do vazio.
Tudo é mudança.
Mas, o que dirige
a universal mudança do vazio?

Falamos do que não sabemos,
porque a morte nos espanta
e dói a mortalidade.

O que é ser imortal?

Uma estátua, por mais bela,
não se equipara
à pessoa mais humilde.
Uma simples planta no jardim
é mais formosa
do que qualquer natureza morta.

O silêncio também é voz.
É aquilo que não foi dito,
porque, se dito, era pouco.
O silêncio não se mede
pela medida da frase.
Excede qualquer semântica.
Não é dicionarizável.
No princípio era o verbo,
mas antes dele o silêncio,
anterior ao princípio.