Poemas Bonitos

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Ausência de Mim


Há fases em que a gente simplesmente desaparece, mesmo estando aqui.
O corpo existe, mas a alma se recolhe. As mensagens chegam, as notificações se acumulam, e cada uma delas parece pesar toneladas.
Não é descaso. É falta de fôlego. Falta de voz. Falta de nós.


Responder exige um tipo de energia que já não há.
Porque para responder, é preciso fingir — dizer que está tudo bem, quando nada está.
E às vezes, a mentira cansa mais do que o próprio silêncio.


A depressão tem esse jeito de transformar o mundo em eco.
Tudo parece distante, sem cor, sem sentido.
E, mesmo cercado de gente, é como estar trancado dentro de si — tentando achar uma saída que não machuque ainda mais.


O silêncio, então, vira refúgio.
Mas também é pedido de socorro.
Porque a ausência fala, grita, às vezes.
Só que nem todo mundo sabe ouvir o que não é dito.


Não é que falte amor, é que sobra exaustão.
Não é que não se queira viver, é que viver cansa demais.
E nesse intervalo entre o querer e o poder, a gente tenta sobreviver — do jeito que dá, do jeito que resta.


Às vezes, estar ausente é a única forma de continuar aqui.

Curar o Outro


Por que a gente consegue se preocupar tanto com alguém, mais do que com nós mesmos?
A ponto de esquecer da própria dor, ou fingir que ela não existe?
Às vezes, as dores até se parecem, são as mesmas feridas em corpos diferentes, mas, mesmo sem força, a gente tenta curar o outro.


Como se aliviar a dor do outro fosse também um jeito de aliviar a nossa.
Como se, ao enxugar as lágrimas de quem amamos, pudéssemos secar as nossas por reflexo.
Mas não dá.
A verdade é que, por mais bonito que seja esse instinto, curar o outro não é cura, talvez seja fuga.


E ainda assim, a gente insiste.
Porque amar é isso: é esquecer-se por um instante, acreditar que o afeto pode salvar, mesmo quando mal conseguimos nos salvar de nós mesmos.

Entre o que falta e o que cura


Se pudéssemos dar a nossa vida, mesmo que incompleta, para completar a de outro alguém que também está em um processo de cura, e nunca se cura, duas vidas quebradas, duas almas pela metade desencontradas, duas vidas que não encontram um destino, um sentido, uma felicidade, mas que passam pela mesma era, se pudéssemos, eu daria a minha pela tua, a minha incompleta, se juntas elas formassem uma, se essas duas metades, imperfeitas e infelizes, pudessem ser uma só, em totalidade e vitalidade, eu agora te daria a minha, para assim termos um de nós feliz, porque amar é a alma, é a vida, é o que nos conecta a Deus.

Cada um dá o que tem, e você só vai enxergar no outro o que existe verdadeiramente dentro de você.
Se há amor em você, verá amor.
Se há paz, enxergará calmaria até nos gestos mais simples.
Mas, se há feridas abertas, tudo o que toca sangra.
A forma como percebemos o mundo diz mais sobre o que guardamos por dentro do que sobre o que realmente acontece fora.
É por isso que o autoconhecimento é um ato de amorporque só quem se cura aprende a ver com o coração limpo.
E só quem se entende é capaz de se conectar sem projetar, sem exigir, apenas sentir.

Deus, me permita um recomeço.
Um novo sorriso, capaz de irradiar tudo à minha volta com a luz da minha presença.
Que eu marque as pessoas com positividade,
sem perder a minha essência, nem a profundidade que me habita.


Se nasci para ser breve como um cometa,
que de mim fiquem apenas os rastros do melhor
a ternura, o amor, a coragem de tentar outra vez.


Mas, se ainda houver tempo,
me ensina a ressurgir das cinzas,
a reconstruir meus pedaços sem medo do fogo.
Faz de mim fênix,
e que o recomeço seja a minha mais bela forma de permanecer.

Amanheceu.
E o dia, indiferente, abriu as janelas do mundo como quem não sabe da ausência.
As pedras da rua não guardaram os passos de ontem; a feira já se enchia de vozes, e o barulho dos sacos plásticos abafava qualquer lembrança.
Ninguém reparou que havia um vazio a mais no caminho — o vazio nunca chama atenção, ele apenas existe.


A vida não para para velar dores.
Ela mastiga rápido, engole em seco, e segue adiante como se nada tivesse acontecido.
O coração que ontem batia, hoje não pulsa mais, mas os relógios continuam impassíveis, ticando segundos.
É cruel: o tempo não tem luto.


Há quem espere que a memória seja abrigo, mas a memória também cansa.
Logo, o nome se perde no meio de tantos outros, o rosto se dissolve em poeira de esquina, e o silêncio se torna o único registro.
Tudo volta ao fluxo, como se nunca tivesse sido.


Talvez seja essa a verdade mais dura:
ninguém é insubstituível na pressa do mundo.
E, ainda assim, dói pensar que um gesto tão definitivo se apague com a mesma facilidade que uma pegada na areia.

A cada esquina da alma, existe um território sem mapa.
Lá não chegam bússolas, nem calendários, nem vozes apressadas.
É um lugar onde o instante se desfaz antes mesmo de ser lembrança.


Quem ousa atravessar esse espaço percebe:
não há chão firme, apenas fragmentos suspensos, como se o tempo tivesse desaprendido a andar.
E nesse intervalo, entre o que se é e o que já não cabe, o corpo respira uma ausência que não tem nome.


A vida continua do lado de fora — carros, pregões, crianças, a pressa de sempre.
Mas aqui dentro tudo corre em outra velocidade, como se o relógio tivesse se cansado.
Nada dói e nada cura, apenas permanece, num silêncio espesso que se confunde com ar.


É curioso como o mundo insiste em pedir certezas,
quando, na verdade, somos feitos de incertezas que se costuram mal.
Talvez o único gesto verdadeiro seja aceitar a própria incompletude,
como quem carrega uma cicatriz invisível que ainda assim pulsa, mesmo quando ninguém vê.

Orações Escritas
Entre a Essência e o Silêncio


Em minhas orações, não consigo Te pedir muita coisa que não seja pela minha essência, minha alma e meu caráter.
Sei lá… às vezes acho que não sou merecedora; que pedir pode ser abuso ou atrevimento.
Que no meu quase nada há tanto, que mesmo em meio às minhas necessidades, eu vejo que muito eu tenho — e Te louvo e agradeço.


Eu olho o mundo à minha volta e percebo muitos com tão menos, com quase nada.
Digo isso de forma material, espiritual e até na saúde física.
Mas as minhas dores são invisíveis.
Tenho até vergonha de necessitar ou pedir algo diante da realidade do mundo.
Vivo esse conflito dentro de mim, onde a razão quer sufocar as minhas dores.


Ah, Deus, eu já pedi tanto para ser invisível.
Para que me desviasse dos olhos maus, dos caminhos tortos e das línguas maléficas.
E, de certa forma, tenho me tornado invisível de fato.


As dores da alma não sangram, não têm odor, não podem ser tratadas com curativos.
Por isso são machucadas e reabertas diariamente — como aquele dedinho do pé que, uma vez ferido, tudo parece afetá-lo novamente.
E quem pode dizer que essa dor não é real?
Só porque não é visível, não deixa de existir.

Se cada um cuidasse de si, investindo tempo em curar as próprias dores, em nutrir os próprios sonhos e conquistas, o mundo seria mais leve.
Haveria menos interferência, menos conflito.
Mais paz.
Mais tranquilidade.

Orações Escritas


Senhor, escrevo-Te hoje com o coração cansado, mas ainda cheio de fé.
A fé sempre permanece, mesmo quando parece afogada pelos medos e pelas dúvidas.


Existem tantas interrogações sem respostas…
Sei o quanto falhei ao me afastar ou duvidar.
Tantas vezes, de maneira covarde, me amedrontei.
Sim, porque o medo nos desperta, mas também nos paralisa;
nos tira do caminho, nos faz tropeçar e fechar os olhos diante do abismo.
O medo de cair, por vezes, não nos deixa nem tentar.
Diversas vezes esqueço que estás ao meu lado — e, contra Ti, nada nem ninguém pode.


Mas o Teu amor se faz presente e me alcança nos detalhes.
Teu amor me constrange, pois sou tão imperfeita, tão pequena diante da Tua magnitude e do Teu cuidado.
O Senhor supre as minhas necessidades no meu desespero.


Como podes me amar assim?
E, ao mesmo tempo, como podes permitir tantas coisas?
Tantas ausências, tantas faltas?


Mas, ainda assim, quero Te dizer, Senhor:
a Tua presença me basta.
Eu vejo, eu sinto.

A anedonia é como um apagão silencioso dentro de mim.
Não leva embora apenas a alegria — ela leva o brilho, o impulso, o gosto das coisas que antes me moviam.

É estranho existir assim: lembrar do que um dia me fez sorrir e, ao mesmo tempo, não sentir mais nada.
É como tocar uma memória com as mãos, mas não conseguir alcançar o sentimento que deveria acompanhá-la.

Por fora, tudo parece igual.
Por dentro, é como se alguém tivesse apertado um botão e desligado a parte da alma que reage, vibra, celebra.

Não é falta de vontade.
Não é frescura.
É não conseguir sentir.

É olhar para momentos que deveriam me encantar… e não sentir absolutamente nada.
É querer participar da vida e, ao mesmo tempo, se perceber distante, apagada, desligada do próprio corpo.

A anedonia não rouba só o sorriso.
Ela rouba o caminho que leva até ele.

E é dessa prisão silenciosa que, todos os dias, eu tento me libertar.

Carta aos Céus

Deus, eu estou no meu limite.
Eu falo isso sem força, sem filtro, sem enfeite.
Socorre-me, Jesus.
Eu já não tenho mais onde esconder essa exaustão que pesa nos meus ombros
e arrasta meus dias como se cada passo fosse um mundo inteiro para carregar.

Eu estou cansada, Deus.
Cansada de tentar explicar o que ninguém vê,
cansada de sentir o que ninguém entende,
cansada de lutar contra um corpo que já não responde,
uma mente que implora por descanso
e uma alma que está se apagando devagar.

Eu não quero desistir, mas tem horas em que tudo em mim desaba.
Eu tento respirar, mas parece que o ar some antes de chegar aos meus pulmões.
Eu tento orar, mas minhas palavras saem trêmulas, rasgadas, incompletas.
Eu tento ser forte, mas eu quebro, Deus.
E eu quebro tantas vezes que já perdi a conta dos pedaços.

Tu sabes.
Eu te chamo daqui, desse lugar apertado onde a dor faz eco.
Eu falo contigo mesmo quando minha voz não sai —
quando só meus pensamentos gritam,
quando só minhas lágrimas oram por mim.

Eu sei que Tu estás aqui,
mas hoje eu preciso sentir Tua mão segurando a minha.
Preciso que Tu me levantes, porque minhas pernas não estão dando conta.
Preciso que Tu acalmes essa tempestade que mora no meu peito
e que parece não ter fim.

Socorre-me, Jesus.
Eu não quero me perder de mim.
Eu não quero me apagar.
Eu só preciso de um respiro,
de um alívio,
de um colo que sustente o que eu já não consigo carregar sozinha.

Sei que não estou pedindo muito,
só estou pedindo amparo.
Só estou pedindo sobrevivência.
Só estou pedindo que Tu me encontres,
mesmo aqui,
mesmo assim.

Amém.

Aos meus amigos,
à minha rede de apoio,


Toda a minha gratidão.
Por cada gesto de carinho, cada palavra de conforto, cada presença silenciosa nos momentos em que eu precisei de força para continuar.
Vocês talvez não saibam o quanto foram essenciais — mas, muitas vezes, bastou uma mensagem, um olhar, um abraço, para que eu encontrasse um motivo a mais para permanecer de pé.


A amizade verdadeira é um refúgio que Deus nos concede.
E eu fui abençoada por encontrar em vocês abrigo, fé e amor.
Obrigada por me verem mesmo quando eu me escondia,
por acreditarem em mim quando eu duvidava de tudo,
por me ajudarem a lembrar que ainda existia beleza na vida.


Que cada um de vocês siga com o coração leve, cercado de paz e propósito.
Que Deus retribua, em dobro, toda a bondade que plantaram em mim.
Levo comigo o carinho, as risadas, as confidências e os silêncios compartilhados — tudo o que fez da jornada menos pesada e mais humana.


Com amor e gratidão,
Jorgeane Borges

Despeço-me pouco a pouco, todos os dias,
diante dos olhos de todos —
imperceptível, dissolvendo-me em cada respiração.
Observo o mundo diante de mim,
as pessoas que amo, os gestos repetidos,
cada abraço que dou é uma forma silenciosa de dizer adeus.


Há quem veja apenas o sorriso,
mas por dentro há um aceno contido,
um pedaço de mim que se despede devagar,
como o sol que se retira do dia,
aos poucos, até virar ausência.




26 de outubro 2025

Meu querido Anthony


Desde o instante em que você foi gerado, eu já sabia que Deus estava me confiando o maior presente da minha vida.
Em cada batida do meu coração, em cada oração silenciosa, havia um pedido: que você crescesse cercado de amor, fé e propósito.


Você sempre foi especial.
Desde pequeno, demonstrou inteligência, curiosidade e uma luz que transborda.
Use cada dom que Deus lhe deu com sabedoria, meu filho.
Estude, aprenda, busque conhecimento — porque é através dele que você abrirá caminhos de dignidade, liberdade e honra.


A vida vai tentar distraí-lo com atalhos, mas não se perca neles.
Tudo o que é verdadeiro exige paciência, esforço e fé.
Você tem dentro de si um potencial imenso, e o mundo precisa da sua luz.
Não desperdice o que o Senhor colocou em suas mãos.


Continue sendo esse menino lindo, inteligente e sensível, mas nunca perca a humildade.
A humildade é o que mantém o coração perto de Deus e o olhar atento ao que realmente importa.
Que o amor e o respeito estejam sempre à frente de cada conquista.


Quando o cansaço chegar, lembre-se: você é forte, você é capaz, você é promessa cumprida.
E quando sentir saudade de mim, feche os olhos e sinta — estarei com você, em cada lembrança, em cada palavra que plantei em seu coração.


Siga com fé, com coragem e com a certeza de que meu amor o acompanhará por toda a vida.
Que o Senhor seja sempre o seu guia, e que você nunca se esqueça do quanto foi amado, sonhado e abençoado desde o primeiro instante.


Com todo o amor do mundo,
Mamãe — Jorgeane Borges


25 de Outubro 2025

Entre Luzes e Sombras: O Drama da Composição


A fotografia nasce do diálogo entre a luz e a sombra. Uma não existe sem a outra, e é justamente nessa oposição que o olhar encontra o equilíbrio.


A luz revela, expõe, dá forma ao que estava oculto. Já a sombra guarda mistério, sugere o que não se mostra por completo, trazendo profundidade e silêncio à cena.


Quando se encontram em harmonia, luz e sombra compõem mais do que uma imagem: criam emoção. É o claro-escuro que dá intensidade a um retrato, que faz um olhar falar mais alto, que transforma um cenário comum em poesia visual.


Não há fotografia sem sombra, assim como não há vida sem contraste. É nesse jogo que se constrói o drama da composição — a escolha de mostrar ou esconder, de realçar ou suavizar.


Fotografar é compreender que a luz precisa da sombra para existir em sua plenitude. É aceitar que beleza e verdade se revelam no contraste, onde os extremos se tocam.


Espontaneidade: A Alma da Imagem
Autoral: Jorgeane Borges

Retrato e Alma: O Olhar que Fala


No retrato, mais do que rostos, o que se busca é a alma. Um olhar, quando capturado com verdade, pode dizer mais que mil palavras — pode contar histórias, revelar silêncios, expor fragilidades e, ao mesmo tempo, guardar mistérios.


A fotografia de retrato não se limita à superfície. Ela atravessa a pele e chega ao invisível. É a tentativa de traduzir em imagem o que não pode ser tocado: a essência.


Por isso, diante da câmera, não basta posar. É preciso se permitir ser visto — mesmo que em partes, mesmo que nas frestas de um olhar distraído ou numa expressão que escapa sem querer.


O retrato verdadeiro não é apenas sobre quem é fotografado, mas também sobre quem fotografa. É o encontro entre dois mundos: o da lente que busca e o da alma que, por um instante, se deixa revelar.


Um olhar pode ser espelho, pode ser janela, pode ser abismo. No retrato, ele é tudo isso ao mesmo tempo.


Espontaneidade: A Alma da Imagem
Autoral: Jorgeane Borges

O Momento Decisivo: O Instante que Não Volta


A fotografia vive do instante. Há um segundo exato em que tudo se alinha: a luz, o gesto, o olhar, a atmosfera. É nesse ponto de encontro que nasce a imagem única, impossível de ser repetida.


O momento decisivo não é apenas técnica — é sensibilidade. É estar presente, atento, entregue ao que se revela diante de si. É confiar que, em meio ao fluxo da vida, há uma fração de tempo que guarda a eternidade.


Quando o clique acontece, não se captura apenas uma cena. Captura-se o irreversível: aquilo que não voltará a acontecer da mesma forma.


E é justamente por isso que a fotografia emociona. Ela congela a vida no exato ponto em que ela estava prestes a escapar.


A arte de fotografar é, então, a arte de estar pronto. Pronto para ver, sentir e decidir. Porque o tempo não espera — mas a imagem, uma vez feita, resiste ao esquecimento.


Espontaneidade: A Alma da Imagem
Autoral: Jorgeane Borges

Eu deixo a maré subir até cobrir tudo.
Não me apresso a segurar o que a água leva.
Deixo que o sal lave o que não serve mais,
mesmo que, por um instante, pareça que nada reste.


Quando a água recua,
vejo o que brilha no fundo:
fragmentos de conchas, pequenos lampejos de vida,
tesouros que só aparecem depois da tormenta.


Não é preciso contar o que a corrente arrastou.
Basta o que ficou,
a beleza simples que resiste
e que só se revela quando o mar se acalma.

O Peso de Sentir em Silêncio


É difícil lidar com a dor e, ao mesmo tempo, ter consciência dela.
Difícil lutar contra a vontade de desistir e, ao mesmo tempo, querer seguir.
Difícil segurar o próprio peso sem querer ser um peso para ninguém.


Eu sei o que carrego. Sei da minha dor, da minha luta. Sei que não sou o centro do mundo e que todos têm seus próprios problemas. Por isso, me contenho. Por isso, me silencio. Por isso, engulo as palavras antes que pareçam um pedido de socorro inconveniente.


Não quero ser fardo, não quero ser vítima, não quero estar sempre no mesmo lugar de vulnerabilidade. Eu tento. Eu busco. Eu me movimento. Mesmo quando parece impossível, eu me esforço.


Mas o que é mais difícil nisso tudo?
Talvez seja entender todo mundo enquanto ninguém me entende.
Talvez seja cuidar para não incomodar enquanto ninguém percebe o quanto dói.
Talvez seja ser forte o suficiente para lutar contra a dor, mas não o bastante para ser compreendida.


E assim sigo: entre a vontade de sumir e a necessidade de continuar. Entre o silêncio e o grito que nunca sai. Entre a consciência de tudo e a sensação de que minimizam.


Se soubessem quantas vezes ouvi palavras de onde menos esperava…
E como, em certos momentos, a vontade de morrer se torna um sussurro persistente só para que, no fim de tudo, percebam que era real – cada suspiro das palavras ditas e das que foram sufocadas dentro de mim.