Poemas Bonitos

Cerca de 8925 poemas Bonitos

Amai para entendê-las. Pois só quem ama tem ouvidos, capaz de ouvir e de entender ESTRELAS.

Inserida por berepasin

⁠"O melhor meio de deixar sem solução um caso qualquer, é fazê-lo discutido por muita gente junta."

Inserida por jorge_henrique_elias

⁠O Brasil ainda não está feito, como pátria completa. Como fazê-lo? Dar-lhe novas gerações de homens fortes e conscientes, dando-lhe estas duas necessidades, primordiais, básicas da defesa: o trabalho e a instrução.

Olavo Bilac
Últimas conferências e discursos (1924).
Inserida por pensador

Sem o pão e o livro, sem a riqueza e o ensino, não pode ter saúde, nem alegria, nem dignidade, nem alma,quem tem fome e não pode pensar.⁠

Olavo Bilac
Últimas conferências e discursos (1924).
Inserida por pensador

⁠Reconheçamos que o Brasil é um dos países mais pobres e menos instruídos do mundo. Reconheçamos isto, para que enfrentemos com denodo o mal que nos acabrunha.

Olavo Bilac
Últimas conferências e discursos (1924).
Inserida por pensador

⁠Quando se trate de defender a família e a pátria, a fraqueza é um crime e o descuido é uma desonra.

Olavo Bilac
Últimas conferências e discursos (1924).
Inserida por pensador

⁠As pátrias fazem grandes homens, quando já estão definitivamente constituídas.

Olavo Bilac
Últimas conferências e discursos (1924).
Inserida por pensador

⁠Quando um sujeito se mete sinceramente a querer salvar a pátria, perde-se ele e perde a pátria.

Olavo Bilac
Bilac: crônicas. São Paulo: Edusp, 2006.
Inserida por pensador

Verdades


Traduzir um olhar às vezes
Pode ser a pior ideia.
Nem todos os homens
Estão preparados para as verdades que os arrodeiam...

ENTRE NUVENS DE ALGODÃO

Se for me beijar, que seja
Por um querer a mais.
Eu brigo todas às vezes
Com meu eu...
Pois tu me queres por debaixo
Das marquises e das pontes escuras,
Enquanto eu busco as mãos dadas pelas ruas.
Não digo um não, pois a verdade não é essa...
So te peço pra rever tuas intenções.
Pois já me sinto
(entre nuvens de algodão)

Amor é dado de graça, é semeado no vento, na cachoeira, no eclipse. Amor foge a dicionários e a regulamentos vários.

Carlos Drummond de Andrade

Nota: Poema pertencente ao livro "Amar se aprende amando" de Carlos Drummond de Andrade. Link

O sono guarda nossas angústias e decepções para devolvê-las, intactas, no dia seguinte.

Viver em sociedade requer instinto de formiga, dentes de leão e habilidade camaleônica.

Eu tropeço no possível, e não desisto de fazer a descoberta do que tem dentro da casca do impossível.

COMO FAZER FELIZ MEU FILHO - Drummond

Como fazer feliz meu filho?
Não há receitas para tal.
Todo o saber, todo o meu brilho
de vaidoso intelectual

vacila ante a interrogação
gravada em mim, impressa no ar.
Bola, bombons, patinação
talvez bastem para encantar?

Imprevistas, fartas mesadas,
louvores, prêmios, complacências,
milhões de coisas desejadas,
concedidas sem reticências?

Liberdade alheia a limites,
perdão de erros, sem julgamento,
e dizer-lhe que estamos quites,
conforme a lei do esquecimento?

Submeter-se à sua vontade
sem ponderar, sem discutir?
Dar-lhe tudo aquilo que há
de entontecer um grão-vizir?

E se depois de tanto mimo
que o atraia, ele se sente
pobre, sem paz e sem arrimo,
alma vazia, amargamente?

Não é feliz. Mas que fazer
para consolo desta criança?
Como em seu íntimo acender
uma fagulha de confiança?

Eis que acode meu coração
e oferece, como uma flor,
a doçura desta lição:
dar a meu filho meu amor.

Pois o amor resgata a pobreza,
vence o tédio, ilumina o dia
e instaura em nossa natureza
a imperecível alegria.

Inserida por Pequenosol

ÁPORO

Um inseto cava
cava sem alarme
perfurando a terra
sem achar escape.

Que fazer, exausto,
em país bloqueado,
enlace de noite
raiz e minério?

Eis que o labirinto
(oh razão, mistério)
presto se desata:

em verde, sozinha,
antieuclidiana,
uma orquídea forma-se.

Inserida por Pequenosol

Bota na conta do amanhã.
O que não pude sentir, o que não coube no peito, o que doeu demais para existir no hoje.
Talvez o amanhã saiba carregar melhor do que eu, talvez o tempo encontre lugar para o que agora me sufoca.


Porque há dias em que viver já é pagar caro demais, e sobreviver se torna a única forma de não quebrar por completo.
Então, deixo que o amanhã seja meu credor, mesmo sem garantia de que eu esteja lá para quitar.


E se eu não chegar, ao menos deixo registrado: não foi preguiça de viver, foi excesso de sentir.

Hoje eu queria


Hoje eu queria poder não sentir.
Queria não precisar confessar a profundidade do que me atravessa.
Queria não dizer o quanto sinto falta,
nem admitir que tantas ausências ainda doem.


Queria poder afirmar que não sinto falta.
Queria poder jurar que não dói.
Mas dói.
E eu sinto.
E esse sentir me quebra por inteira,
mesmo quando parece me manter de pé.


Hoje eu queria poder não sentir,
mas é o sentir que me parte e, ao mesmo tempo, me revela.

A presença que permanece


Há presenças que, mesmo ausentes,
seguem preenchendo.
Invadem uma vida de tal maneira que se tornam insubstituíveis.


E quando partem, deixam vazios tão profundos
que só a dimensão daquilo que um dia foram
poderia, novamente, preencher.

Hoje choro.
Choro ausências, presenças partidas, histórias que ficaram pelo caminho.
Em prantos, tento entender a minha pequenez diante do mundo,
recapitulando a importância que tantas pessoas tiveram na minha vida,
o quanto eu me doei, o quanto construí silenciosamente nos outros.


Choro por tudo:
por aquilo que tive e não soube guardar,
por aquilo que nunca tive e ainda assim senti falta,
por aquilo que não terei e já dói como perda antes mesmo de existir.


O peito pesa, o coração tropeça,
os olhos se fecham para não ver e, ao mesmo tempo,
se abrem para dentro de mim, onde tudo lateja.
No fundo, chorar é o meu jeito de respirar o que sufoca,
de dar forma à dor antes que ela me consuma.
E, enquanto as lágrimas caem,
descubro que ainda há algo vivo em mim:
a capacidade de sentir — mesmo quando dói.