Poemas Anjos de Pijama Matilde Rosa Araujo
𝗥𝗼𝘀𝗮 𝗱𝗲 𝗚𝗮𝗹𝗮
Há um gigante na sala
Que o separa, contudo, do fim.
Há um carimbo que não cala,
Que embala um pedaço de mim.
Houve dias em que um disse:
Enquanto o outro fala,
Falta um pedaço de mim!
Há um gigante na sala!
Enquanto o gigante não cabe,
Pensa o outro que fala.
Cismático de tudo o que sabe,
Vê um flamingo rosa de gala.
Dança o gigante na sala.
Imagina o seu semblante,
Pensa-se flamingo de gala,
Chora de cisma constante.
Há um gigante na sala!
Há um gigante na sala!
Que se diz flamingo de gala.
Enquanto na verosimilhança do ser,
O flamingo voa até ao vulcânico da vala
E gigante encerra o seu entristecer.
Ao mesmo tempo que o flamingo voa,
Nas torrentes do viver,
O gigante vai lá à toa,
No cerrado do entristecer.
Há um gigante que voa!
Há um gigante que voa!
Há flamingos a dançar à toa!
Há flamingos a dançar à toa!
Há uma voz que soa!
Há uma voz que soa!
Nas velas das maravilhas celestiais do universo, de poupa à proa!
Na cama
Escrevendo poemas
Lendo poesias
Estudando o kama-sutra
Esperando a hora
E o momento certo
De praticá-lo!!!
Fernanda de Paula
Instagram: fernanda.depaula.56679
Novo Instagram: mentepoetica2020
"...seguir em frente, olhar para frente e quem ficou para trás...se quiser de novo que corra pra poder me acompanhar..."
Eu lhe disse que tudo é relativo, tudo é temporário e tudo é mutável. E que sempre, sempre, temos a oportunidade de mudar.
Todos olham os acontecimentos do seu canto, com o rosto voltado para a parede, para não verem o que não querem.
Ele havia vivido, sonhado, trabalhado, respirado, rido e até amado, sem suspeitar que, no fim da estrada, eu estava esperando por ele.
Na tristeza infinita que te acompanha, deposite um sorriso, mesmo que forçado. Quem sabe ela não amolecerá ao ver-te sorrir, mesmo acompanhado de um sentimento infeliz?
PCAR 1988
Nas asas da liberdade caminha a voz da sinceridade. Ser livre não é possuir, mas deixar-se atrair por tudo que é bom.
PCAR - 1988
Um, dois, três;
Segunda, terça, quarta-feira;
Janeiro, fevereiro, março.
Tudo é rotina.
Isso é um sinal.
Agora ele marca verde. Siga, vá em frente!
O amarelo é uma contante atenção...
E o vermelho... calma, stop! Não!?
A vida está aí, então?!
PCAR - 1991
Perfume de rosas, brilho de seda, romance no ar ...
Fantasias da infância, sonhos de criança em mulher se tornar ...
Coração pulsando forte, mãos trêmulas, voz presa, emoção brilhando no olhar ...
Na alma, anseio profundo, sufocante expectativa, sonho a realizar...
Olhar perdido ao longe, à procura, à espera do que virá.
Suavidade, pureza, beleza de um ser a desabrochar.
O tempo para, a terra não gira, passado, ... futuro, ... não há ...
Princesa, Cinderela, baile, paixão, amar ...
Luzes, cores e flores, dos cristais o tilintar.
Poesia, encantamento, nos braços do príncipe valsar ...
Ah! Adolescência, ternura! Como és bela, doce, és pura ... És o perfume do ar...
Mila / sem data
Simples gestos na vida nos tornam imortais!
Ao reencontrar uma amiga de infância e ouvir seu relato de um evento cotidiano ocorrido há mais de 20 anos, me fez perceber o quanto é importante tocarmos o coração das pessoas.
Na época ela se perdeu no elevador do meu prédio e minha mãe foi resgatá-la. Ao vê-la recordando do sentimento que teve naquele momento em que minha mãe a abraçou acalentando seu medo e oferecendo o conforto do ombro me provou que minha mãe é imortal. Não só para mim que sou sua filha, mas para muitos que a conheceram. Seus gestos e atos ficarão marcados para sempre nos corações das pessoas.
Em seguida ela falou do quanto admira meu pai e me lembrei de que sempre foi assim. Ela pronunciava seu nome com brilho no olhar. Portanto ele já toca o coração das pessoas.
Saber que sou filha de pessoas tão especiais me traz alívio e gratidão. Um exemplo a tentar seguir. PCAR 4/4/2014
Ter seu coração, quem sabe um dia
sua amizade já é minha alegria
mas se eu já tiver seu olhar
que brilha mais que a luz do dia
já é minha alegria
mas se eu conseguir seu coração
ai, sim, meu olhar vai brilhar pra você, mais que a luz do dia.
Paro pra pensar, e penso, e percebo – o tempo não para, não para e vai, e as horas vêm, e vão, e os dias, os anos...
E se volta houvesse? Qual ponteiro que se ajusta, prende a hora, se atrasa ou se estanca no momento exato que se deseja?
A vida vai seguindo sempre em frente. Sem retorno, sem pausas, e segue, segue...
Então pergunto: E o que passou? O que já foi feito? Acabou? Não existe mais? Não fica nada ou estará lá, parado, estacionado, pairando nas ondas de energia acumulada nos tempos?
Estaremos lá, como estamos agora e estaremos depois? Ou só se existe no aqui, nesta hora e nada mais?
O que vem não se sabe, portanto nada é, não ainda. O que foi já não é, acabou. Sendo assim, só o agora existe, pois está no momento.
Mas o momento acaba, no minuto seguinte já é passado e não existe mais.
E aí? Como fica? O que é, o que não é, o que foi e o que será? Coisa estranha o tempo!
O que somos, já não seremos, o que fomos já não somos, o que seremos, não se sabe.
Estranho! E as horas vem e vão, os dias, os anos – e se volta houvesse?
Mila – 27/05/1994
Eterna espera. Espera-se tudo, por tudo há que se esperar.
E isso é ter esperança ou apenas não ter opção?
Espera-se para nascer, para que se nasça esperam!
Se tem fome espera para comer, espera ter sede para beber.
Espera crescer para aprender, espera aprender para crescer.
Espera o futuro trazer alegria, espera o passado apagar a triteza.
Espera encontrar o caminho, espera o sucesso chegar, espera encontrar o amor.
Espera o filho nascer, espera crescer, espera voltar da escola, espera chegar do trabalho.
Espera o marido que demora, espera o rajar do dia, espera que brilhe o sol, que pare a chuva, que acabe a guerra.
Espera encontrar o rumo, espera acertar na escolha, espera ser reconhecido, espera ser respeitado.
Espera o ônibus, a conta, o salário, o novo ano, o carro novo, espera tando na vida, e esta nada espera, apenas passa, e segue, e vai.
E assim já nada mais se espera – além nos esperam – talvez para explicar o porquê de tanta espera...
Mila
Maio/1994
