Poemas Amor Ferido
Você ensinou a amar por um momento
Momento de intensidade
Ensinou que amar é abraçar as feridas e cicatrizes
Ensinou que amar é encontrar no mar
Da vastidão das minhas dores
Confortou o caos do meu ser
Ensinou a controlar meus temporais e maresias
Mas ensinou a navegar na vida
Na vida dos objetivos e planos incertos.
GRITO
Há feridas dentro de mim, invisíveis mas vivas, que sangram em silêncio. Elas tingem a minha alma de uma cor cinzenta, um vazio que ecoa como um abismo sem fim. Sinto-me aprisionada por minha própria existência, como uma linha frágil, prestes a romper, suspensa sobre um abismo. Observo aqueles que celebram a vida, e me pergunto: "O que eles têm que eu não tenho?"
Minha autoestima é um fio tênue, quase rompido, e o mundo parece ter se esquecido de que eu também sou feita de carne e osso. Eu não me encaixo nos moldes sociais, nas métricas de beleza e sucesso que nos são impostas desde o berço. Meu corpo é grande, mas o meu coração também é. E nele, apesar de tudo, ainda ressoa uma canção silenciosa de amor.
Vivo arrastando-me pelos dias, como quem carrega o peso do mundo nos ombros. Noite após noite, meus pensamentos são uma maratona sem fim, correndo freneticamente em busca de uma resposta, de um motivo para continuar. Ainda assim, nunca desisto. Agarro-me à vida como quem se segura à última corda de um precipício.
É nesses momentos, quando o silêncio ensurdecedor toma conta de mim, que pego minha caneta e deixo que ela deslize pelo papel, como um grito mudo. Escrevo não apenas com tinta, mas com a essência do meu ser, com toda a força e vulnerabilidade que habitam dentro de mim. A caneta é a extensão da minha voz, e o papel, o único ouvinte de minha alma.
Nesse instante, faço do meu grito um poema, uma sinfonia silenciosa que ecoa nas páginas em branco. E, mesmo em minha solidão, em meu isolamento autoimposto, eu sinto como se alguém, em algum lugar, pudesse ouvir a minha dor.
Renasci de novo
reinventei a vida
reconquistei os outros
repensei nas feridas
relembrei as coisas boas
re amei as pessoas
revivi os momentos
reclamei dos sentimentos
relutei contra o orgulho
reconstruí um porto seguro
romantizei esta linda carta
Reiniciei as batidas do coração
Regulei o meu desregulado jeito de agir
Recuperei as pessoas que me fizeram sorrir
Regressei ao destino que me fez chorar
Refugiei-me no amor que me fez ficar
Reescrevi o poema que fiz do teu doce olhar.
Mordida
A sua mordida
Me deixou uma ferida
Que por vezes sangra
Ou dá uma fisgada ardida
Sinto em dizer
Que sua mordida
Me tornou algo que eu não queria ser
Vulnerável...
Mas vulnerável a você.
Quando outras mordidas eu tomar
Nenhuma irá ficar
Já que agora tenho uma ligação
Uma obrigação
Ser submissa a você
Mas não por obrigação
E sim porque sua mordida
Atravessou meu coração.
Por favor, volta aqui
E retira essa mordida
Não quero ficar presa
Não quero que um amor platônico
Seja o amor da minha vida
Por favor volta...
SALVA-VIDAS
Que vida mais atrevida
Qual será minha medida
Vai curando umas feridas
Noutras pontas sem saída
Parecendo um suicida
Sendo salvo: amor da vida!
PANACÉIA
Pras tormentas que testaram
Em momentos tumultuados
Pras feridas que lanharam
Quero ser o teu cuidado
Tantas dores revelaram
Que mereces outro estado
Novos sonhos embalaram
Um repouso descansado
Querubins já anunciaram
Sem nenhum remédio amargo
São guardiões que nos reparam
Abençoando amor sagrado.
"Eu coloquei gelo na ferida, pra tentar amenizar a dor.
A dor continua, percebi que não funcionou.
Whisky e gelo, ainda sinto na boca o amargor.
A ferida no peito não cicatrizou.
E minh'alma ainda está com dor.
É dor de amar, é dor de amor.
Minha dor é mar, meu amor ofurô.
Meu corpo estremece quando lembro do seu olhar, aquele frugor.
Talvez não seja crível o que narro ao meu leitor.
Mas crivado de mágoas, eu sou um todo de ódio e rancor.
Meu corpo roga pela sua tez, implora aquele fervor.
No vento sinto seu cheiro, e na boca, daquele último beijo, o sabor.
Minha paixão é destrutiva, meu amor construtor.
Conquista-la já perdeu o prazer, agora só existe o labor.
Lembro-me que das minhas cicatrizes, eu sou o causador.
E tentando cura-las, eu coloquei gelo na ferida, pra tentar amenizar a dor..."
"Invejo, todo amante que diz.
'Restou-me apenas, a cicatriz.'
A ferida, ainda aberta em meu peito, é o que me deixa por um triz.
Refém de um coração lacaio, vítima de uma indiferença atroz, pergunto: O que eu fiz?
Fui porto seguro, pra um sentimento naufragado, fervoroso amante e ela; atriz.
Infelizmente, a nossa história, não fora escrita em lousa; onde, com um simples sopro, faria esvoaçar as lembranças, as dores, o giz.
Se fora com o vento, levou-me as cores, tornei-me gris.
Eu fui o que você precisava; você, foi o que quis.
Não me amava, nunca amou; o que ela ama é ser infeliz.
Rogo para que o Pai, cure-me tal ferida, me poupe desse sangrar e me permita ser, apenas, mais um amante que diz.
'Daquela ferida, restou-me apenas, a cicatriz.'..."
"Talvez você seja só mais uma.
Mais uma cicatriz, mais uma ferida aberta.
Mais uma decepção.
Mais uma mazela.
Mais uma que trouxera alegria e hoje, só a tristeza resta.
Só mais uma.
Mais uma lágrima no olhar.
Mais uma inspiração do poeta.
Mais uma dele, talvez, eu fui só mais um dela.
Eu queria que fosse a única.
Mas talvez só mais uma, é tudo que mereço e seja tudo o que lhe resta..." - EDSON, Wikney
"O que será de você, depois d'eu?
Quem há de curar-lhe as feridas, quando for-me eu?
Tu me abandonastes, e das feridas que me causara; a saudade, foi a que mais doeu.
Eu sou de ninguém, as vezes sou do mundo, mais eu queria mesmo, era ser seu.
Eu peço, rogo, imploro, por uma eternidade contigo, para Deus.
Essa nossa distância, me faz ateu.
Depois do fim, o que será de ti, o que será d'eu?
O nosso início nunca existiu, e já encontrou um fim, infelizmente morreu.
Enterrado no cemitério da esperança, onde aquele nosso sonho, aquela nossa felicidade, jazeu.
Quisera eu, que em meu leito de morte, houvesse a luz de uma outra vida contigo, mas é só breu.
Eu já não me pergunto o que existe após o jazer, a minha única indagação é: O que será de você, depois d'eu?"
Que o tempo passe rápido
e me faça curar essa ferida no peito.
Pra deixar de te amar
Esperar o tempo passar é o único jeito.
Eu beijaria cada
ferida da tua alma.
Eu cuidaria de cada
detalhe seu.
Eu não te
abandonaria por
nada.
Eu te amaria pela
eterninadade.
Eu e você até o fim.
Recaída
de ida em ida,
recaída atras de
recaída, a ferida
aberta trazia
consigo a indiferença
pelo amor e pela
vida.
após tanto tempo
a ferida cicatrizada
ainda doía, aquele
falso amor ainda
encontrava espaço
para acabar com a
sua felicidade.
de indas e vindas
ela sobreviveu, seu
amor,sim, o próprio
era sua base, sua
felicidade, pois o
amor de verdade
encontra e sempre
vai encontrar espaço
na sua felicidade.
As pessoas que nos amam também nos curam de feridas na alma.
Quando nos sentimos amados aos poucos vamos nos desarmando, baixando a guarda e nos entregando ao processo de cura.
Não há feridas que não sejam cicatrizadas quando expostas na essência do amor.
Deixe-se amar!
“Aprendemos conviver
com nossas cicatrizes
pra fecharmos as feridas
que o tempo
é incapaz de estancar a dor...”
Edney
1994...
Troféu
Enfrentei nesta batalha perdida.
Lutei como pude
Sem fugir, sem iludir.
Feridas são macas.
Marcas de quão intenso é meu amor por você.
Que bom...
Que bom que você venceu,
Sem seu amor eu morreria...
Faça-me agora o seu troféu,
Ponha-me na galeria do teu coração
E eu serei a tua maior conquista.
Edney Valentim Araújo
Eu finjo tão bem, tu finges também?
De fingimento vai vivendo toda vida cicatriz na ferida do amor mal resolvido.
E se embriaga encenando bons momentos só para aliviar as dores do coração que está partido.
Mas se a vida não é comercial de margarina, pelo menos a gente vive bons momentos com a família.
Nós jogamos nossas dores pra matilha fingindo que foi fisgado e caiu na armadilha.
Mas quem desiste do amor não tem futuro, alivia o pensamento mais está em cima do muro.
E esquece do amor mais belo e puro o afugenta pelo medo de cair no lodo escuro.
E se escora em romance passageiro, sem coragem de lutar por um amor tão verdadeiro.
Mas a noite descansando o seu traseiro vai tentar curar ferida empoçando o travesseiro.
Pelo menos satisfaz quem por ti reclama fingindo que é por amor o prazer que tens na cama.
amor_in_versus
Dias guardam feridas,
Sentimentos únicos que sentimos,
Dias guardam alegrias,
Prantos,
Ou até mesmo o medo,
Dias guardam momentos,
Situações em que vimos que não conseguirmos aguentar, e aguentamos.
Dias guardam tudo que nós provavelmente não guardamos pra sempre,
Mas os dias sim,
Dias guardam amor,
Mas também guardam ódio,
Dias guardam rancor,
Mas também guarda sintonia,
Harmonia,
Dias guardam nossos corações,
Guardam os beijos e os abraços apertados,
que demos, ou que só pensamos em dar,
Dias guardam tudo que possamos imaginar,
Nossos pensamentos engraçados,
Românticos, nossas vontades
E até mesmo sonhos,
Dias guardam tudo
Por isso cada dia é único
E nenhum minuto se repetirá,
Por guardar demais os dias acabam,
E logo em seguida se inicia outro,
Guardando cada dia mais e mais coisas
"Eu perdoo porque há dores maiores em mim."
Há feridas que não se veem, mas que brilham como estrelas dentro do peito. São dores antigas, silenciosas, que aprenderam a se calar para não assustar os outros. No entanto, é delas que nasce o perdão não como renúncia, mas como uma forma delicada de libertar o próprio coração.
Perdoar não é esquecer. É olhar para o outro e compreender que ele também se perdeu no caminho, talvez ferido pelas mesmas sombras que um dia nos alcançaram. Há uma nobreza secreta em quem sofre e, ainda assim, escolhe oferecer ternura.
Quando a alma amadurece, descobre que o rancor pesa mais que uma cruz. E é então que o perdão floresce, suave, quase tímido como uma flor que desabrocha no deserto. Ele não apaga a dor, mas a transforma em luz.
Eu perdoo porque compreendo. Porque sei que, se não o fizesse, seria a minha dor que me prenderia ao que já passou. E a vida é tão breve, tão urgente em sua beleza ou mesmo em sua aparente tristeza, que não merece ser gasta guardando espinhos.
Por isso, perdoo.
Não por grandeza, mas por necessidade de respirar. Porque dentro de mim, entre as cicatrizes, ainda há espaço para a pureza.
