Poemas a um Poeta Olavo Bilac
Deixa ela se acabar. Deixa ela beber. Deixa ela fingir um sorriso enquanto o brilho misterioso do seu olhar chora. Deixa ela criar um mundo inteiramente seu. deixa a vida a mostrar que tudo que ela pensa, que suas dores não são eternas. Mosta a ela que é somente um passatempo, um ensinamento, pra fazer dela alguém melhor, mais fria, menos sentimental e mais experiente. Deixa ela se anestesiar.
Muitas coisas mudaram de uns tempos pra cá. A triseza não era tão presente. Procurou um caminho mais calmo e tranquilo, mas ainda estava distraída, com pensamentos longes. Ainda sentia falta de alguém. Estava feliz mas em algumas noites seu passado vinha à tona e sentia recaídas. Não chorava. Aprendeu a engolir o choro e deixar que a música fizesse o serviço de traduzir sem palavras o que sentia
Amor é um cão do inferno, como diz o velho Bukowski. Que te morde, persegue, mija em seu sofá, estraga seu tênis favorito, deixa fedendo sua casa. Mas ele é só um cãozinho imperativo, não é de todo mal. Ele pode ser doce, deitar junto de você no chão, numa tarde quente demais para seu corpo, e te fazer companhia. Uma companhia sincera, que só cães sabem. Pode lamber seu rosto quando você acabara de chegar frustrado do trabalho. Amor, dentre todo o mal, faz um bem danado. Um bem que só o amor pode fazer.
Deu tudo errado, não é? Ah, com umas risadas chorosas, dou um sorriso torto, e digo sempre que nós demos muito errado. Tão errado que por um momento pareceu ser o mais correto a se acontecer. Somos aquelas forças opostas, não é? Nos repelimos (mesmo que a vontade seja ficar perto).
Quando você lança o anzol num rio, para pegar um peixe, e fisga um pneu velho, é sinal de que, além do meio ambiente, seu almoço está perdido.
Ela está sempre à beira de dizer o nome dele. Mas recua no último segundo, como um animal selvagem, com medo. É quase como um medo mutuo. Eu sempre, em qualquer palavra, assunto, circunstância, estou à beira de dizer sobre ele. Sinto em minha língua o gosto aterrorizante do nome dele, brincando, perversamente, dentro da minha boca, sentindo-se dono. Em conversas, eu posso sentir que ele está presente, quase entrando no recinto e flutuando junto das palavras despejadas pela boca. É como se ele, escutando a conversa como um intruso, estivesse atrás da porta. Uma presença estranhamente perto, perpetua. E lateja aonde quer que eu esteja.
Um mero placar de 1x0, mesmo conseguido de forma irregular, derruba todas as estatísticas de jogo que eram francamente favoráveis ao derrotado.
O que acontece que tudo sempre tem que nos chocar um contra o outro? Porque sempre tenho que cair no quadrado onde você se equilibra?
O cara era tão picareta, tão estelionatário, um sete um tão completo, que deu um golpe na própria Justiça: condenado a trinta anos de reclusão, morreu no segundo só para enganar mais uma vez.
Pessoas que confundem educação e um "Olá" com uma cantada, deveriam estar mais preocupadas em crescer do que com segundas intenções.
Afinal de contas, na mente de quem ela esta?
Humanizaram Deus meu caro. Inventaram um pseudo Deus humano que te coloca no mundo e depois te dá um manual de instruções confuso para que ou retorne para ele ou queime no inferno.
“Silêncio com tua voz calada, tu conversas comigo, tornou-se um grande amigo, me ensinas sem gritar e mais calmo me faz ficar.”
Me surpreendia não por menos, se faltasse um pouco de verdade em suas palavras. De todas as verdades, você foi a que mais me jogou nas dúvidas da mentira. Talvez você não tivesse a mínima intensão de me dizer alguma coisa, mas seus olhos o fizeram enquanto tua boca calava suas lágrimas, e sua garganta era cortada por versos da mais dura certeza daquilo que era o amor.
