Poemas a um Poeta Olavo Bilac

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⁠Amar: fechei os olhos para te escrever
um poema de amor, e, assim, te dizer:
- que te amo! em cada estrofe a suceder
um suspiro, um afago, sussurros a valer
cada noite, versos de amor no alvorecer
em palavras falantes, onde amor haverá
pois, quando se mora no outro no viver
se vive no outro e de amor proverá....

Amor, é quando a gente quer aprender!
Amar: faz saber que tudo de bom será!

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
30/08/2021, 15’29’ - Araguari, MG

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⁠TAL COMO SOU

Tal como sou, sou um soneto com essência
Em cada verso da poética, sou total agrado
D’um amor ímpar, romântico, apaixonado
Aquele que da métrica, é, a suave cadência

Falo do amor em cada estrofe, existência
De uma sensação, de ter o ardor ao lado
Onde em cada canto o canto enamorado
Que é o penar, quando, de sua ausência

Sou uma prosa narrada, fascínio e emoção
Poeto a cada canção o carinho, tão sereno
Sussurrado, soletrado da poesia do coração

D’amor que te quero tanto, o amor pleno
De venturas ilustres e infinitas, doce razão
Falo de amor, elevado, além de o terreno...

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
06 setembro 2021, 15’33” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠GRANDE AMOR

Não inquiete, minha paixão, da vida és
Um desejo forte em contundente porte
O bom agrado que em te revela, através
Da sensação, que brota felicidade e sorte

Aceite minha emoção, do coração convés
Daqueles beijos de sentimentos e aporte
Da jornada do afeto este necessário viés
Que se tem guia e o enamorado suporte

Não temas, soneto, da poética cantada
Que trova o amor com escrita dourada
Versando a felicidade ao nosso derredor

É vida, uma partilha, a adulação encantada
Que queima, satisfaz e da sede nossa aliada
Grande amor, imortal que a própria morte!

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
07 de setembro de 2021 - Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠INCÓGNITA

Porque digo, amor, e ainda o sente
A solidão, afagos de fogo, afogueado
Teu toque, um toque simplesmente
Que corre o corpo, e delira o pecado

Porque se sente e a sensação é tanta
Se nem do olhar a recordação é perto
A prosa querer o prosar que encanta
Se nem a poética sabe o fascínio certo

Eu só sei que nada sei, tudo é contido
A alma no eu, o eu num amor perdido
Que poeta aos meus ouvidos, desejos!

E eu só quero ternura, mais que pouca
Na loucura dos lábios, sentir a tua boca
E que em dócil cortejo, ter-te em beijos...

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
10 setembro, 2021, 16’16” – Araguari, MG

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⁠SONETO DO SILÊNCIO

Ah soneto! Porque do silêncio és um desvario
distendendo as noites cá pros lados do cerrado
dando ao poema o poder dum suspiro sombrio
quieto, maniatado, num ostracismo perturbado

Se a ausência e inação me provocam arrepio
o vento um chiado frio, impassível e agitado
se nada do que inspiro a efeito vale, é vazio
então, que eu não fale, sinta, e fique calado!

E, assim, nestes meus sentimentos impuros
sem perfeição, e no coração tão inseguros
tal uma prece, que oferece, pra atingir-te-á

Faço súplica, compadecido de fé e de fervor
ó solidão, vai-te, assim, de partida com a dor
e a paz voltará e sobre mim de novo descerá... (o amor!)

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
19 de setembro, 2021 – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠SONETO TÍBIO

Esqueça, te esquecerei. Qual a serventia?
Duma palavra, um oi, o silêncio e pranto
Te amei, gostava tanto, mas o encanto
Na sua ausência tornou-se sensação fria

Sabíamos que tudo acabaria, certo dia
Ou não, no entanto, pra que o espanto
Dum não, se não mais importa quanto
Se já na estranheza está a companhia

Então, neste soneto tíbio, um desejo
Se não vendo você, nada mais vejo
Ou sinto, bom, é não mais nos ver!

Assim, cada qual anda por sua vida
Se já teve a despedida, comovida
Não tem como perder no não ter....

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
10/12/ 2020, 09’03” – Triângulo Mineiro

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⁠APENAS UM SUSPIRO

Na hora melancólica da luz poente
No cerrado, no ocaso do fim do dia
A voz de um desalento impaciente
Na sensação, um engano repetia

Na lembrança o lembrar ausente
Na dor, uma agonia que asfixia
O aperto em um tom crescente
Avivando o sentimento que jazia

E no entardecer o olhar morria
Nos perdemos de nós dois, fria
A saudade, no silêncio a cicatriz

Depois, sei lá depois, tudo calado
Vazio, sem vontade de ser amado
Pois, era apenas um suspiro, infeliz!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
12/12/ 2020, 08’59” – Araguari, MG

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⁠Rosa, cor-de-rosa

O dia com poesia para acordar
Arranco um olhar fácil da vida
E mais outro, como vale amar.

Na mesa o café, em acolhida
O pão com manteiga, a prosa
É ela ali tão erguida...
No jardim, a rosa cor-de-rosa

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
15/12/ 2020 – Triângulo Mineiro

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⁠Canna Índica

[...]tal um flabelo
abanicando
imponente e belo
desabrochando
“canna índica”, facínio amarelo...


© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
01 de janeiro de 2021

Inserida por LucianoSpagnol

⁠⁠A TARDE

O clarão se esvai, a sombra declina
por sobre o sertão sem um alinho
e o sertanejo vindo pelo caminho
se desata no horizonte, sua rotina

A boiada no curral, mugi, rumina
a lobeira com flor e com espinho
o vento plana em um remoinho
no breu que cai atrás da colina

Flutuam estrelas no amplo céu
O galo canta, triste, no cercado
E a luz da escuridão se faz réu

E passam, as saudades, ao lado
fantasmas de recordação ao léu
na languidez da tarde no cerrado

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
06/01/2021, 18”14” - Rio de Janeiro

Inserida por LucianoSpagnol

⁠A SÚPLICA

Inspiração, há um tempo, um certo dia
Ideei amor, que eu ainda não houvera
Ideado, uma paixão que fosse sincera
Na poética, tal a uma emotiva poesia

E eu aqui na tocaia do que não viria
Poetando de primavera a primavera
Crédulo, insistia na furiosa fantasia
Onde meu sonho vive à sua espera

Ó má sorte, porque toda essa sofrência
Na alma que só deseja ter a inocência
Dum amor? E não mandas dos perversos

Sentimentos. Que cava a meta da vida
Numa dor da prosa atroz e desmedida.
Então, suplico por graça, fazendo versos!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
07/01/2021, 12”01” – Triângulo Mineiro

Inserida por LucianoSpagnol

⁠ASSIM SEJAMOS! ...

Dourado sentimento, num querer constante
Em um querer as sensações tão carinhosas
Povoados de sede de emoções fantasiosas
Como uma comichão de apetite, doidejante

E nesta nau do destino eu vou tripulante
Num lago manso e feroz tal espinho e rosas
Ou no dorso das mais quimeras preciosas
Garimpando o reluzente notável diamante

Ao alçar os sonhos mais raros, vai correndo
A imaginação donde jamais imaginamos
Criando algo sedutor e, no peito gemendo

O amor, esse sentimentalismo que amamos
Onde é bom estar, e a ilusão vai movendo
Cada paixão cálida. Então, assim sejamos! ...

12/01/2021, 19’24” – Triângulo Mineiro

Inserida por LucianoSpagnol

⁠INDIGENTE

Tenho um desejo: existe uma felicidade
que eu não conheço e no cobiçar tende
é o amor que no querer então me quer
como eu quero, enfim, que me entende

Nem um olhar, nem uma palavra sequer
peno sem que ele exista, e que detende
a minha vontade de ter. No falto pende!
é vazio que não se tem como preencher

É um amor sem fato: - e eu mesmo ignoro
donde? como eu saber se nem o há nome
das pessoas amadas nenhuma ocorreram

É um dessaber que a imaginação consome
na desilusão. É dor que vive a viver o choro
das tentativas que no pranto emudeceram

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
25 de abril, 2021, 05’45” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠Tua lembrança

Tua lembrança, um sonho deletado
Um e.mail na lixeira do computador
São literárias de um ignoto passado
Apenas memórias dum antigo amor

Tua lembrança, gemidos e soluços
O meu poetar rociado de lágrimas
Lavados dos meus vários embuços
Liras de murmúrios e de lástimas

Cá do cerrado te digo: vai, prossiga
Que mesmo sem teu querido olhar
Teu nome não mais escreve cantiga
E meu versar não mais vai te cantar

Cá do cerrado te digo: vai, e esqueça
Não mais te soletro nas noites de luar
E mesmo que o meu pranto aconteça
É a lembrança na saudade de te amar

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
Abril, 2016 - Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

⁠poema do cantinho

sabe aquele cantinho, o lugar
um recanto, onde quando fatigado
a poesia possa nele criar
refastelar, todo ele almofadado
inspirado, de sonhos, letras, flores
cá para as bandas do cerrado
cheio de charme, de cores
os amores... verso alado
tão mansinho
simples, sofisticado
emocionante e, com carinho...
na imaginação imaculado
apenas um cantinho

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
28/04/2020, 10’25" - Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

⁠ETERNAMENTE

Sobre o sonho escrevi teu nome um dia
Mas a ilusão a levou tal escrita na areia
Onde o mar apaga, insisto, mas todavia
A onda varre, antes que o destino a leia

E o fado repete. Tudo passa, tudo é vão
O que é mortal tem seu tempo. O final
E nós passaremos, e os sonhos ficarão
Afinal, o que importa é a ventura total

E, assim, me parece que só o vil perece
Não! O amor, o afeto, nem tudo some
O coração consome, a alma engrandece
Nos meus versos, eterno é o seu nome!

E, na poética, o viver, felicidade incontida
Pois, viverá o amor enquanto haver vida!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
07 de maio, 2021, 15’42” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠SUSPIRO OFEGANTE

Que é saudade sem ter-te? apenas um vão
Dum sentir frio e o vazio sem a face da lua
O desejo sem te ter? Esvaziado na solidão
Emoção que pelo céu a recordação flutua

Passo a passo. O caminho sem ti? Imensidão
Da noite usurpando o dia, grito e agonia nua
Sofrência? Lágrimas, ai! E pranteia o coração
Pra esquecer o encanto, a graça, prenda sua

Que é de meu poetar? Calado e pobrezinho
Sem o teu olhar. São palavras soltas sem lugar
Peregrino solitário, infecundo e sem carinho

Íngreme e pesado fado, sou eu sem instante
Onde o afeto vive perdido e sem poder amar
Na sobra da tristura e num suspiro ofegante!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
Maio, 11, 2021, 09’46” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠RECORDAÇÃO (soneto)

Não eras, pra ser, um amor oriundo
Do amor. Foi segundo intransigente
Lia-se-te no sentimento, claramente
O vagar distante, vazio e moribundo

Tinhas nos olhos, algo de profundo
Perturbador. Coisa que pouco sente
Em uma sede da alma tão diferente
Errando, e errante, e pouco fundo...

E nessa tristura, escura, fria, covarde
Na saudade aninaste, tão segregado
Reclinado na penúria dum mendigo

Porém, junto da poesia, ainda arde
Tua recordação. Cantar do passado
Que sinto há de ser teimosa comigo!

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
21 maio, 2021, 07'53" – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠MALFEITO

Que eu tramasse um soneto quis o fado
Logo ao comando da sorte me submeto
Aí, tramei versos românticos no soneto
Em cada verso, estórias, e haver amado

Jamais pensei num poetar compassado
Tudo é fugaz. Cá estou noutro quarteto
E caminhando adiante para um terceto
Tu, amador, ainda não saiu do passado

No primeiro terceto busco mais glória
E me parece que ainda não está feito
Nada espanta, é mesmice na memória

Assim vou, e assim me torno suspeito
Nenhum beijo, o olhar, sequer vitória
De um amor, neste soneto sem jeito!

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
2021 maio, 23, 16'28" – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠UM OUTRO DIA

Que hei de fazer, ó fado, sem ser amado
quando a solidão chegar com o seu vão?
Já não terei as mãos, a achada inspiração
de um amor, dum sentimento imaculado

Porém, desta poética do afeto banhado
nas trovas duma prosa cheia de sensação
restará saudade, e entre linhas, a paixão
pouca, dum querer no tempo silenciado

E quando lembrares, do que isto era...
E que na recordação não mais sentir
o perfume, a emoção, aquela poesia

Eu lhe lembrarei que fui a primavera
os suspiros do abraço, olhar, o sorrir
e que hoje, na emoção, um outro dia!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
26/maio/2021, 09’27” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol