Poemas a um Poeta Olavo Bilac
Seu olhar é capaz de fazer o mais santo dos homens pecar,
É capaz de fazer o poeta de tanto sofrer se matar,
Mas sendo franco me mataria com sorriso,
O gosto da sua boca me fez viver no paraíso,
Minhas lembranças de com você me fez enlouquecer,
Sou grato a você pois me ensinou o que é viver,
Só de lembrar naquele frio na barriga,
Mas saber que jamais será minha é o que me instiga.
-Pax Animae
"Sou poeta perdido nesse labirinto de poesia,
mas em teus olhos encontrei meu verso de magia.
Neles brotam os versos mais doces e profundos,
reflexos de amor que atravessam o coração imundo"
João, o poeta
Belíssimas e encantadoras
são as poesias do poeta João,
que no momento está numa prisão.
O que nenhum de seus admiradores sabia
é que, de dia, o João faz poesia
e, à noite, esse João é um ladrão.
ANTES QUE EU DEVANEIE DE VEZ
Sou poeta de múltiplas vidas e emoções
Umas vividas e outras inventadas
Amores que nunca cheguei a ter
E jazem em mim, sufocadas, por não desabrochar.
Devaneio dia e noite nas obscuras
Profundezas da escrita — pela dor
Tão intensas nas vidas que criei
Dar-lhes vida? Que audácia tamanha, a minha!
Fui apenas fantasma na estrada e vaguei
Sem que o mundo notasse a minha presença
E afastei-me, sem que sentissem a minha falta
Neste círculo de irrealidade onde me encontrei
Oh Poema! Oh Deus! Beliscai-me, uma última vez!
E traga-me à terra firme, antes que eu devaneie de vez
Por: Anilya Atsoc
Poeta vs Inteligência Artificial
Nós escrevemos com a alma... Com o olhar, com mãos calejadas...
Tu, escreves com comandos, fazes buscas rápidas, tens métricas e informações.... Fazes buscas em milésimos de segundos, e constrói e entrega o que foi pedido.
Pode parecer perfeito, mas, falta algo. Que não tens, e nunca terá, a alma poética.
Uma história pode ser escrita, narrada ou mesmo a ti solicitada e corrigida até se chegar ao perto de um poeta humano. Mas, o poeta tem sentimentos, amor, dor, ilusão, sofrimento, decepção...
Poetas não escrevem, declamam... Dizem por linhas o que se diria olhando aos olhos...
E nesse olhar mora a verdade que nenhuma máquina alcançará.
Cada verso carregado de vida, cada pausa marcada pelo coração, cada lágrima silenciosa que inspira uma linha...
Não há algoritmo que reproduza o tremor da emoção, o arrepio do encontro com a própria alma.
Enquanto tu replicas, o poeta se desnuda, se entrega, se transforma.
E é nesse espaço vulnerável, entre o sentir e o dizer, que nasce a poesia verdadeira.
Autores: Paulo Poeta Reis e Stephany Freitas
“Falo do que não vivo”
✍️ Valter Martins / Santo da Favela, o Poeta da Rua
Em meus poemas,
falo de cigarros que nunca acendi,
mas sinto a fumaça deles
entrando na alma.
Falo de bebidas que não bebo,
mas conheço o gosto amargo
de quem tenta afogar o que sente
no fundo de um copo imaginário.
Falo de lágrimas que não caem,
porque já chorei demais por dentro —
lá onde ninguém enxerga,
mas tudo dói.
Falo de amor,
mesmo sem saber amar,
porque o amor é isso:
tentar entender o fogo
sem nunca ter tocado a chama.
Escrevo pra não morrer calado,
pra dar nome ao vazio,
pra fazer das palavras
o abrigo que o mundo me negou.
E talvez seja isso o que me salva —
mentir em versos
pra dizer a mais pura verdade.
A cultura acaba quando o caos toma conta de uma sociedade sem sentimentos.
Poeta Pernambucano Fernando Matos
O que queres poeta?
Quero a leveza do vento que entra pelos fios dos meus cabelos em preto e branco.
Quero a verdade das crianças, a beleza das rosas vermelhas e ficar corada por amar demais.
O que queres poeta?
Quero me sentir desejada, amada, querida e admirada, ser o lugar que ninguém é, um lugar que só eu posso ser, e sou.
O que queres poeta?
Que o relógio pare, toda vez que eu amar e me sentir amada, mais nada.
Nildinha Freitas
Não sou poeta!
Os poetas se retratam nos versos que entrelaças
Nos rabiscos do seu lápis! Papéis escritos entre graças
Às vezes se vê os choros de algumas almas em desgraças
Mas no unir das saudades, rabiscando se maltratas...
Não sou poeta ou poema! Nem rimas mesmo eu sou
Não se rimas dores minhas com a palavra amor
As saudades de minha alma não rimas mesmo com flor
Eu já rimei em outrora! Um sonho e um sonhador...
Alguns às vezes no agrado de poeta me chamaram
Não rio, e não faço troças! Às vezes eu mesmo calo
Rabiscando entre estas linhas minha alma entrelaçaram
O seu pensar e o meu! Talvez almas que se amaram...
Poetas escrevem com técnicas! Eu rabisco sem noções
O que me importa é o pensar! Que se esvai do coração
Se tu leias meus rabiscos? Sinal que tens emoções
Às vezes por entre as linhas se vê neles com razão...
Mas continuo em rabiscos meus pensares escrevendo
Talvez de mim faças troças nas linhas que tu vais lendo
Mas se chegares a ler! Verdade que não condeno
Devo deixar te intrigado! Nos meus rabiscos se vendo...
(Zildo de Oliveira Barros)19/04/13 12h00min
Música Se você viveu, você lembra
Compositor Poeta Adailton
Tem vez que você lembra.
Apenas lembra.
Lembra apenas uma vez
Lembra todos os dias
Lembra com saudade
Lembra com tristeza
Lembra com alegria
As lembranças estão vivas dentro da gente
Você lembra de alguém que se foi
Você lembra de alguém que está presente
A melodia de uma música faz lembrar de alguém
Lembra de quem te fez mal
Lembra de quem te fez bem
Lembra de quem te deixou
Lembra de quem te quis
Lembra de quem sumiu
Lembra de alguém que faz tempo que você viu
Lembra de alguém que de repente apareceu
Não importa de quem você lembrou
Não importa se você arrependeu
O importante é que você viveu.
Poeta Adailton
Disse o poeta, certa vez, que a borboleta era mais importante que a flor. O bêbado, com a lucidez que só o excesso permite, respondeu de que valeria a borboleta se a flor não fosse essencial à sua existência?
Eraldo Silva.
Para onde vais, poeta
Não estás na rua certa
A tua casa é para o outro lado
Ou vais ali ao mercado
Olha bem para o teu passado
Ó curioso atrasado
Larga lá a minha bebida
Vai tratar da tua vida
A bebida há‑de matar-me
Mas os meus poemas hão‑de ficar
São amor para a eternidade
Nas palavras vi felicidade
Adeus, até um dia desses
Que sejam muitos meses
Nunca tive saudades tuas
Vou mas é beber mais duas
Se eu fosse poeta, homenagearia
cada voz preta que rasgou o silêncio do Brasil.
Homenagearia Maria Firmina dos Reis —
a primeira luz que escreveu a fuga e a dor,
plantando cais de memória em terra de esquecimento.
Homenagearia Luís Gama —
ferro forjado em palavras, libertando nomes,
vindo das chagas para erguer a lei com verso.
Homenagearia Cruz e Sousa —
que fez do céu um espelho de expatriadas almas,
tecendo símbolos como quem reza contra o vento.
Homenagearia Solano Trindade —
com o batuque antigo no peito, palavra viva do terreiro,
poeta do povo, do samba, do salto que não se cala.
Homenagearia Machado de Assis —
ironia que desarma o pudor das verdades,
um espelho complexo onde se lê a cor do país.
E homenagearia tantas outras,
vozes anônimas nos quintais, nas cartas, nos jornais,
mães de rima, operários de verso, crianças de refrão —
todos os poetas negros do Brasil, uma constelação de nomes.
Se eu fosse poeta, faria altar com seus poemas,
acenderia lamparinas sobre as páginas gastas,
faria do silêncio um salão de festa,
transformaria o esquecimento em arquivo de resistência.
E recitaria seus nomes como quem chama antepassados:
para que a memória dance, para que a história ouça,
para que o futuro herde mais do que palavras —
herde voz, coragem e a beleza inteira de ser ouvido.
Poeta.
Tanto escreves sobre os outros...
Tanto sofres, óh eu lírico,
Tanto mendigas e recebes pouco,
Tanto almejas ser prodígio.
Onde encontras teu refúgio?
Da maldade, da tua luta...
Fazes daqui tua terra, céu, chão e eterna labuta...
Mas continuas sendo fugitivo.
Romantizas a morte,
Não temes a ninguém,
Escrever é o que vivo lhe mantém
E mesmo assim, medroso foges...
Não fujas, poeta!
Teu chamado depende de ti,
Letra bonita? Isso pouco importa!
O que importa é o enredo que sofrestes por trás da história.
Poeta, querido poeta, inútil não és!
Erga-te! O mundo precisa te ouvir.
Pegue seu papel, admire e escreve,
Passe os sentimentos, quero todos poder sentir.
A poesia precisa do poeta para pega-la
com palavras
como a água precisa de algo
para conte-la,
se não fosse a tinta da caneta
a poesia seria desperdiçada
despalavrada no não
e não declamada
saciando o imaginar
que pede conclusão
contida em cada letra
preciosa em um poema
é só vim e pegar um declamar
e ser
O poeta incomoda incomoda o silêncio
até que ele sai da frente de frases prontinhas nas coisas que tão...
que são que acontecem...
Incomoda a ausência
de assistência
poética.
O mais do mesmo é vírus malicioso
inimigo da linguagem ele ataca
o pensamento prova falta de
imaginação levando a
repetição que não
cuidada bloqueia
a autenticidade
Cuidado se sentiu vício delinguagem procure um trava-língua
próximo a sua razão
E imagine com mais imagens.
(Leonardo Mesquita)
O poeta é o craque da caneta
Ele dribla com as palavras o tédio, o mais do mesmo e o vício de linguagem
Ele encontra no peito o que alguém sentia desse jeito...
Domina a palavra descomplicando a interpretação colocando na ponta da língua o sabor da imaginação
O poeta dribla com facilidade frases sem jogo de cintura...
Esse tipo de craque não passa a bola pra amargura porque tem o tempo certo da palavra na situação
Ele tem o coração no outro ele é irmão de ação...
Ele grita EU junto com o próximo... O poeta costuma levantar razão
No campo da vida a gramática é sempre amiga
No papel as letras do poeta vibra
Costura a jogada e CHUTA sem chance pro BRANCO e grita que frase que frase
Junto com a imagem que fica...
O poeta precisou passar da imaginação pro poema, mas o branco tava muito forteentão o poeta cortou frases
com a caneta amarrou-as com imagens
das margens do branco em cena e colocou a jangada de frases na água com criatividade o poeta passou a poesia pro papel...
Aprendi a colar palavras com cola emoção, onde se compra essa grudenta que o poeta tem à mão, será barata
será batata passou secou inventou, coladas em versos chiclete palavras
divertem quem gosta do doce que
entrete com figurinhas de imaginação...
na boca a recordação nhoc nhoc
nhoc
Leonardo Mesquita
