Poemas a um Poeta Olavo Bilac

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Thereza
Em memória de minha irmã, Thereza Motta Morgan

Em um número uma vida acaba,
e substitui um nome que fica
apenas na lembrança de alguns,
de quem foi, que fez, o que amou,
e o quanto a amamos.

São sombras, apenas cinzas,
de quem antes foi paixão,
esperanças, sofrimentos, alegrias.
De sua energia florecerão vidas
como novas flores, e será eterna.

Eu queria somente queria...

Queria um abraço sincero; queria uma voz calma, serena, leve; queria um olhar meigo e uma carícia macia; queria momentos de paz, queria um sentimento sincero de doação; queria um verdadeiro coração;
Queria um sorriso lindo nem que fosse por um instante; queria as mãos suavemente acariciando meu corpo acalmando o fardo cansado; queria um beijo carinhoso e demorado;
Queria um abraço de amor romântico; queria um abraço amigo e confortante; queria sentir seguro o meu estar; queria me sentir protegido no meu caminhar;
Queria dormir com uma paz nunca imaginada; queria ouvir uma palavra de incentivo e de força, queria receber um elogio pelas coisas que ouso fazer; queria sonhar, mas sonhar o sonho do sonho de sonhar com histórias felizes, sem nunca sofrer;
Queria um afago; queria uma conversa, sem o silêncio e apatia; queria sentir o respirar como o vento massageando o meu rosto; queria sentir o corpo como o sol aquecendo meu ser; queria tanto uma oração; queria um verdadeiro coração;
Queria adormecer no aconchego dos seus braços; queria ouvir o amanhecer com canções de pássaros; queria ler e conversar sobre a vida; queria que pudesse entender meus pensamentos; queria que considerasse meus sentimentos;
Queria a segurança de sua presença sempre amiga; queria a amante romântica e apaixonada; queria a companheira da empreitada; queria a eterna namorada;
Queria descansar minha alma no seu conforto; queria o encanto de uma palavra de amor sincero e sereno; queria receber um olhar de atenção; queria um verdadeiro coração;
Queria somente queria...

Posso trazer lágrimas aos seus olhos e ressuscitar os mortos. Eu me formo em um instante e posso durar uma vida.
O que eu sou?
Uma memória.

Um modo diferente de pensar,
personalidade forte,
olhos castanhos marcantes e profundos
Ela ri do nada, mas só ela sabe o que a fez rir,
com sono, mas atenta a tudo que acontece.

Sempre com um sorriso marcante no rosto,
mesmo triste está com aquele sorriso vivo no rosto,
rosto esse que nunca quero ver triste.

Emite alegria a todos que estão perto dela,
até a pessoa mais triste por perto fica com felicidade perto dela.
Uma inteligencia muito grande e diferente que valoriza tudo que á é apresentada.

Como seu nome é Gótico tem uma natureza mística,
magia essa que lança a mais poderosas das magias a AMIZADE.

Loucas as pessoas que não se encantam com essa Gótica.
Gótica essa que não assusta,
mas só traz a alegria e a amizade.

Um dia a gente cansa de carregar o peso das cobranças diárias.
Cansa dos lugares que nunca mudam. Das pessoas que nunca crescem.
Cansa de se esforçar e não receber a mesma força em troca.
Cansa de ajudar e não ter ninguém do lado quando quer pedir socorro.
Cansa das coisinhas mais pequenas, daquelas que te arrancam pedaços enormes de paciência.
Cansa de falar a mesma coisa, de reclamar a mesma coisa, de fazer as mesmas coisas e não obter resultados diferentes.
A gente cansa de algumas atitudes e palavras injustas porque infelizmente não podemos usar fones de ouvido 24 horas por dia.
A gente cansa de fingir que nada está acontecendo quando simplesmente tudo acontece na mesma hora.
A gente vai se cansando até que uma hora a gente se esgota, e acaba cansando as outras pessoas que estão a nossa volta.

Metáforas

Eu era puro carinho
Você..eterna saudade.
Eu era um raio de luz
E você,a claridade.
Juntos éramos amor,
Metáforas e poesia.
Hoje só resta a dor
Sangrando em nostalgia.

Toda a vida acreditei:
amor é os dois se duplicarem em UM.
Mas hoje sinto: ser um é ainda muito.
De mais.
Ambiciono, sim, ser o múltiplo de nada,
Ninguém no plural.

- Ninguéns. -

Eu sou quem sou,
sou como sou,
sou um ser humano
como muitos são,
com uma personalidade diferente e quase nem sempre com razão.
Sou igual, sou diferente
Sou aquilo que o coração sente.
Percorro caminhos longínquos,
aqueles que o destino me reserva.
Predestinado, obstinado,
Procuro viver, não só existir.
Adoraria que fosse tudo mais fácil,
mas não teria o prazer de ver você vir.
Confesso-me também forte por fora, na minha aparência,
fraco por dentro, mas com paciência.
Adoraria poder escolher
os caminhos por onde ir,
mas quando se quer alguém,
juntos é melhor decidir.
Eu sou quem sou.
Sou como sou,
já não me sinto sozinho
E o meu Eu conjuga com Você,
verbos que a vida, assim tão querida,
tecerá os caminhos.

Duvide do brilho das estrelas.
Duvide do perfume de uma flor.
Mas nunca duvide de um amor.

Apaixonado

Me perdi nos seus olhos.
Me encontrei em seus braços.
Depois de um tempo extasiado, encantado...
Ainda assim assustado, alucinado...
Percebi. É eu estou apaixonado!

Saudade não é o que a gente sente quando a pessoa vai embora. Seria muito simples acenar um ‘tchau’ e contentar-se com as memórias, com o passado. Saudade não é ausência. É a presença, é tentar viver no presente. É a cama ainda desarrumada, o par de copos ao lado da garrafa de vinho, é a escova de dentes ao lado da sua. Saudades são todas as coisas que estão lá para nos dizer que não, a pessoa não foi embora. Muito pelo contrário: ela ficou, e de lá não sai. A ausência ocupa espaço, ocupa tempo, ocupa a cabeça, até demais. E faz com que a gente invente coisas, nos leva para tão próximo da total loucura quanto é permitido, para alguém em cujo prontuário se lê “sadio”. Ela faz a gente realmente acreditar que enlouquecemos. Ela nos deixa de cama, mesmo quando estamos fazendo todas as coisas do mundo. Todas e ao mesmo tempo. É o transtorno intermitente e perene de implorar por ‘um pouco mais’.

Saudade não é olhar pro lado e dizer “se foi”. É olhar pro lado e perguntar “cadê”?

eu sou um monte de
constelações
brilhando e ardendo
mas nem todo mundo
sabe ver

ou só vê a parte que arde
ou só vê a parte que brilha

Lembre-se de que só existe um tempo importante e este tempo é agora. O presente é o único tempo sobre o qual temos domínio.
A pessoa mais importante é aquela que está à sua frente.
E a coisa mais importante é fazer essa pessoa feliz.

Se as pessoas fossem chuva, eu era garoa e ela um furacão.

(Quem é você, Alasca?)

John Green
Quem é você, Alasca?

A VIDA (LIFE)

A vida, acredita, não é um sonho
Tão negro quanto os sábios dizem ser.
Freqüentemente uma manhã cinzenta
Prenuncia uma tarde agradável e soalhenta.

Às vezes há nuvens sombrias
Mas é apenas em certos dias;
Se a chuvada faz as rosas florir
Ó porquê lamentar e não sorrir?

Rapidamente, alegremente
As soalhentas horas da vida vão passando
Agradecidamente, animadamente
Goza-as enquanto vão voando.

E quando por vezes a morte aparece
E consigo o que de melhor temos desaparece?
E quando a dor se aprofunda
E a esperança vencida se afunda?

Oh, mesmo então a esperança há-de renascer,
Inconquistável, sem nunca morrer.
Alegre com a sua asa dourada
Suficientemente forte para nos fazer sentir bem
Corajosamente, sem medo de nada
Enfrenta o dia do julgamento que vem.
Porque gloriosamente, vitoriosamente
Pode a coragem o desespero vencer.

Hoje dei um suspiro e senti algo diferente. Ou melhor, esse suspiro era diferente e depois dele todos os suspiros que se sucederam também eram diferentes.
Eles eram mais profundos
Suspirava com vontade, sabe!
Com vontade de sorrir, de chorar, de gritar
Acho que esses são suspiros da paixão
Sinto saudade, vontade, desejo
Sei que esses suspiros são proibidos e quase utópicos
Porém confesso que estou gostando de senti-los
Não sei por quanto tempo continuarei suspirando por você
Mas não quero parar de suspirar agora.

Bebamos! Nem um canto de saudade!
Morrem na embriaguez da vida as dores!
Que importam sonhos, ilusões desfeitas?
Fenecem como as flores!

José Bonifácio
. Álvares de Azevedo, Noite na Taverna

Nota: Citação de José Bonifácio em epígrafe ao livro "Noite na Taverna".

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Notícia final

E os jornais
(em letras garrafais)
Noticiaram mais um assassinato.
Na primeira página,
Do anonimato,
Surge a figura do assassino.
Espantoso!
Detalhes,minúcias incríveis
Surgem nas letras
(que largam tinta)
Como o sangue negro,
Coagulado,
Que vertia do corpo,
Aberto
Pelas trinta punhaladas
(sobre ele desfechadas).
Os mais horrendos pormenores
São narrados, fotografados.
Nada é proibido
A maiores ou menores.
Os prelos rodam
No afã da venda.
Sensacional
O seu jornal!
Roubos, assaltos
(a mão armada ou desarmada).
Atropelamentos,
Envenenamentos
(foi a empregada seduzida
Pelo patrão).
Toda a podridão
Desenterrada
Do lixo das cidades.
Atrocidades!
Figuras anormais,
Bestiais
Circulam pelas sessões
Policiais,
Em todas as páginas,
Em todos os cantos
Do jornais.
Pormenores jamais proibidos
(mas bem lidos)
A maiores ou menores

Inteiro


Amores pela metade não me satisfazem, meias amizades não me convencem,
um quase sorrir não me contenta, um pouco de paz não me tranquiliza,
estar perto não diz que cheguei, "foi por um triz" não me consola.
Eu não me dou em pedaços, não quero meias esperanças, nem ser feliz pela metade.
Não quero meias palavras, não gosto de meios termos, não quero meias verdades
se for pra ser, que seja. Por inteiro

Se eu pudesse, apenas um dia,
voltar no tempo,
queria que fosse
para o dia em que te conheci.

Se eu devesse, talvez,
corrigir um erro,
queria que fosse
o da nossa primeira briga.

Se eu pudesse, então,
repetir o que foi bom
queria que fosse
o nosso primeiro beijo.

Se eu pudesse, ainda,
desfazer um ato,
queria que fosse
o te ter magoado.

E se eu pudesse, por último,
fazer um pedido,
queria que fosse
o de ser feliz pra sempre
contigo.