Poemas a um Poeta Olavo Bilac
É um bem querer.
Que beira um quase amor.
Pode ou não ser, se desejar
Deixe acontecer.
Os braços estão aqui, abertos.
A espera do encontro que nunca aconteceu.
Quem perdeu, eu ou você?
Acho que perdemos "nós".
Lembranças Póstumas de um amor que surgiu atrás dos muros.
Apesar da distância do caminho, ainda me recordo dos encontros, do seu sorriso.
Dos poemas declamados, dos beijos dados e roubados.
Ainda me lembro, dos passeios ao sol, da garganta seca, da baixa umidade.
Ainda lembro do quarto do hotel, do lençol desarrumado sobre a cama, seu olhar sacana.
Ainda lembro da gota de suor escorrendo por suas vértebras em direção ao paraíso.
Sorrisos, gargalhadas, passeios nos parques, ahh, mãos dadas.
Ar condicionado, passeio de carro, amigos, piadas, beijos , você toda assanhada, descabelada.
Pois é, ainda me lembro de tudo.
O tolo cuida do dinheiro,
que todo dia perde valor,
o sábio cuida do nome,
pois um bom nome
é riqueza que não acaba nunca!
Artesão...
Assim como um artesão,
O tempo age sobre o que
Passou.
Sobre o amor, sobre
o que foi dor.
Sobre a saudade, sobre o sentir.
O tempo lapida, esculpe o
Que Se tornou passado.
Hoje, chamo de outro nome,
Lembranças.
Uma arma velha, quebrada e esquecida
Jaz no chão, como um cadáver da memória
Seu metal enferrujado, seu coração de pólvora
Um dia foi forte, agora é apenas um peso morto
Seu cano está quebrado, sua alma está perdida
Ninguém a usa, ninguém a quer
Ela sonha com o passado, com os tiros que deu
Mas agora é apenas um objeto, um peso vazio e inútil
Ela lembra dos gatilhos puxados, dos sons de guerra
Dos gritos, das lágrimas, das vidas ceifadas
Agora, apenas um silêncio ensurdecedor
Um lembrete de que a violência é estéril, e a morte é vã
Ela espera pelo fim, pelo descarte final
Para ser derretida, transformada em algo novo
Mas até lá, ela jaz aqui, quebrada e sozinha
Um símbolo da destruição, da dor e da morte. 😔
Fogo em pele
Eu encontrei um sentido para mim
Viva e , mergulhe de cabeça
Siga para ver comigo
A garota linda e doce dançar,
A mulher que você esqueceu que era
A pessoa que esperava voltar
A vida nos trata como crianças
Paixões e amores vem
Sem saber o que aquilo significava
Não desista de se encontrar dessa vez
Doce e selvagem, faça o tempo parar
Fazer você se olhar é a missão que tenho
E em seus olhos, você guarda nossos segredos
Desprezo a ignorância dos imberbes que se auto-proclamaram senhores do universo.
Só se for um universo de diamantes de vidro, de soluços intelectuais e cultura saboreada numa refeição digna de uma hiena.
No universo deles eu cago e vomito palavrões.
O DESPERTAR
Os corpos despertam na disciplina regrada de um encontro despercebido.
Seu contorno refletido na parede pela luz da noite, imprime a prima obra na lembrança de um acaso gostoso demais.
Fomos ousados! Fomos audaciosos! Criamos códigos secretos repletos de magia e história.
História de bruxos e bruxas em sua escola.
Deixamos inquietudes de lado e fizemos valer a pena.
Segredos sonhados e vividos sem dizer.
Suaves na calma da sua santidade e abençoados por uma mão que inocenta todas as atitudes pensadas ou não.
A alma estava alvoroçada e era impossível de controlar.
Colocávamos uma mesa entre nós para que ela afastasse as nossas loucuras. Insanas e gostosas loucuras.
O pecado não existe mais e não há mais também um tempo para despedida.
Ficamos atônitos ao lembrar de que um beijo selou nosso destino e contou para o mundo quem realmente éramos.
Um mundo de nós dois.
Trocamos olhares e esperamos pelo abraço matinal
(Júlio Raizer)
Não queira
ser estrela,
pois as estrelas cairão...
Não queira ser Flor,
pois as flores,
um dia secarão...
Seja um salvo em Cristo,
pois só os salvos,
permanecerão!
No frio da noite,
o vapor se torna orvalho.
Um momento de ciência,
um vislumbre do eterno.
Do invisível ao visível,
do passageiro ao profundo.
O orvalho nos ensina:
em cada gota, o universo se condensa,
o frágil torna-se belo,
o transitório toca o intemporal.
Tá na essência , quem tem abrigo nas singelas canções é portador de um caminhar de mundos. Então vos digo meu bem , tu sabes que seus elos são verdadeiramente eternos.
Até nosso reencontro meus queridos.
Leticia17
Fiquemos assim então:
Entre nós dois,
cabe somente as flores de um jardim.
A rua que divide as calçadas,
o lago que divide as margens.
O inverno, os galhos vazios e as folhas no chão.
Que secas, sem vida, anunciam em nós uma nova estação.
O recomeço diário de de cada manhã.
O renascer e o morrer ao fim de cada estação.
Preparei um lugar lindo
para você aqui dentro de mim.
Foi uma Pena você ter optado
por ficar do lado de fora.
Aqui embalo sonhos,
dou impulso a cada um deles.
Uns vão, outros voltam,
nesse movimento vou
sonhando e embalando.
Malícia
Alma capturada,
Um sequestro salivar.
Letras quentes,
Com vontade de letrar.
Versar a fantasia, e perceber
Tão inocente rebeldia
No corpo tenro,
amanhecer
Há maldade?
A maldade?
Ah, a maldade..
uma sintonia!
Repousa num céu de vontades,
Encarna a superfície sem espaço.
Beija a boca, depois os lábios.
Aquilo que alimenta a volúpia,
Satisfaz sonhos, vida e saudade.
Há um pouco de tudo em tudo que vemos.
Há o barulho do silêncio, na tépida madrugada.
A chuva que rola solta pela areia seca de uma duna em movimento.
O brilho do sol por trás da noite enluarada,
A cantiga nova repelida do firmamento,
As vozes de uma multidão numa cabeça já cansada.
A fantasia na realidade digerida
Transforma em cantos o redondo dessa vida.
Sem fome num banquete já servido,
Gritaria aos milhares se pelo menos um tivesse ouvido.
Indaga-se a renúncia da pena quando faltam letras,
Procura-se a poesia no campo já florido.
Em sílabas mortas o guardião fez moradia.
Trancou a porta e se afogou na água fria.
Sentiu-se imponente sob o sol da manhã
Gotejou lampejos de suplício na tarde vã.
Lutando contra o mundo, soldado único se fazia.
Num alarido majestoso colheu a flor solitária de um buquê róseo,
e presenteou suas lembranças no esquecimento da sua história... (Júlio Raizer)
DIA TRISTONHO
Hoje é um dia tristonho para o sol distante que componho
Ruas de terra com plantações ao redor sorteiam as pétalas da nostalgia de menino.
O menino chora!
A descoberta nas areias desertas que o banho de água doce deixou.
Experimenta o amargo das gotas que lavam a face.
O menino chora!
A inocência trazida num rosto que mostra em cada sulco as marcas que a vida lhe deu.
Sem ar o menino chora!
Dormindo no carro, escondido na areia, saindo do barro...
O menino chora!
Amargor da angústia, aperta o peito que reopousa no leito.
Deitado reclama do estômago que incomoda.
Sorver o coro angelical numa despedida fúnebre é a cena que a peça nunca quis encenar.
Sabores e sonhos.
Formas e doces.
Temperos da vida. (Júlio Raizer)
Poema Sede Insaciável
Queria apenas um pouco de ti,
mas o pouco não me bastou...
Quis sentir mais, quis me encher,
mas o teu amor só pingou.
Como chuva rala no chão,
eram gotas que vinham e iam...
E quanto mais eu pedia,
menor elas se faziam.
Minhas folhas foram murchando,
minhas raízes se desfazendo...
Fui morrendo aos poucos,
sem o amor que estava querendo.
Autora: Mirian Maria Julia
Namorar envolve muito mais do que beijo na boca,
casar é muito mais que um pedaço de metal no dedo,
Relacionamento é muito mais
que um status do Facebook ou dizer um "Eu te amo".
—By Coelhinha
' Se for me chamar me faça um favor...fale baixinho e algo aproveitoso, que hoje minha cabeça doí e não estou pra ouvir baboseiras.'
—By Coelhinha
