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Poemas a um Poeta Olavo Bilac

Cerca de 309321 frases e pensamentos: Poemas a um Poeta Olavo Bilac

O poeta e o vagabundo...
(Nilo Ribeiro)

Na barbearia, dois personagens,
um poeta, um vagabundo,
eles contam suas vantagens,
ambos deliram com o mundo

o poeta como era de se esperar,
conta em versos sua estória,
fala da mulher que o fez apaixonar,
que ela não sai da sua memória

de amor o vagabundo também fala,
teus olhos contém tristeza,
diz que não tem o dom palavra,
que a verdade é a sua riqueza

o poeta em sua explanação,
fala da sua vida,
fala da sua inspiração,
cultua a sua diva

- "meu caro amigo,
minha felicidade é sem dimensão,
o amor se encontrou comigo,
hoje eu vivo uma bênção

amo uma linda mulher,
por ela sou amado,
isto é tudo que se quer
para um amor encantado

mas juntos não podemos ficar,
o poeta, do amor se abdica,
pois a sociedade não pode suportar,
ela é inteligente, bela e muito rica"

o vagabundo também se expressa,
e o coração ele abre,
ao poeta ele confessa:
"eu acredito em milagre"

- "encontrei a mulher perfeita,
do meu coração virou dona,
uma mulher que me respeita,
uma mulher que se apaixona

a ela me entreguei,
fiz juras e confessei,
com seu amor eu morrerei,
e para o Além eu levarei

um amor também impossível,
não está ao alcance da gente,
por uma coincidência incrível,
ela também é rica, linda e inteligente"

pelo espelho da barbearia,
uma estória de coragem,
só mesmo em poesia,
poeta e vagabundo são os mesmos personagens...

Mal necessário

A inspiração de um poeta, vem com a dor
Mas também vem com o amor
Quando em paz
O poeta não é capaz
Sem sangrar ou amar, não haverá poesia
Não sou poeta, em tempo de maresia
Se escreve, na angustia, quando intenso
Essa é minha visão e assim eu penso
Quando sinto a vida arder
Mais tenho vontade de viver
O nunca mais vou me apaixonar
Se transforma em, mais uma vez, me entregar
Nada dá certo, quando o par, não é idem
Quando um ama de verdade e o outro nem
Não há mesmo sentido, esta paixão ingrata
Insistir, não seria opção sensata
Mas alguém, de repente
Na nossa vida, se faz presente
Te tratando com aquele carinho sonhado
Me sinto correspondido e de verdade, amado
Então, me desarmo, pra mais uma vez arriscar
Porque é bom ser amado, mas também é bom amar
O risco de sofrer, é mal necessário
Que venha ocupar, as folhas do meu diário

Queria ser um poeta

Queria ser um poeta,
mas não posso ser...
pois o poeta pensa em tudo,
e eu, só penso em você.

Quando penso em você,
me sinto melhor,
vejo um amanhã melhor, diferente...
acho que fico meio bobo de amor
ou qualquer coisa assim,

Vejo flores no jardim
desabrochando com o amanhecer
de primavera,
as vezes fico na janela,
a tua espera,

Mas não vens e eu torno a pensar
como queria ser um poeta
para pelo menos imaginar
você despertando em meus braços a me beijar...

⁠O Poeta enquanto escritor é um ser histórico e atemporal. Ao passo que verseja a vida e tece suas reflexões, o faz sob a perspectiva da atualidade, porém não se prende ao tempo, posto que deste aproveita as flexões. As respeita e obedece. No presente não pretere e nem esquece o passado, tampouco profetiza futuros. Apenas os reverencia enquanto escreve, seja em prosa ou poesia.

Adriribeiro/@adri.poesias

Cicatrizes de um Poeta

Há momentos em que lembramos tudo o que vivemos —
lembranças cravadas como um punhal ou uma espada na memória,
trazendo histórias que insistem em não se apagar.

São vestígios de amores passados que, no tempo,
transformam-se em dores futuras,
numa metamorfose inevitável.
E desse turbilhão nasce o alimento do poeta.

As palavras, muitas vezes, são rabiscadas,
jogadas ao vento ou simplesmente ignoradas.
Mas com os sentimentos não é assim.
O coração, que pulsa no peito e nos mantém vivos,
é também um cofre silencioso,
guardando raiva, dor, amor e até rancor.
Não é justo julgá-lo —
pois vivemos consequências escritas por nossas próprias mãos.

Falar de sentimentos parece simples,
mas sem argumento torna-se árduo.
E falar de amor?
Que sentido teria se nunca tivéssemos amado?

Um dia, me perguntaram se eu ainda sofria por um amor.
Sorri de canto, desviei o olhar… e deixei a resposta perdida no silêncio.

Afinal, como diz o ditado:
“Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura.”
Até mesmo a água, com paciência, pode vencer a pedra.

By: Pasq

⁠Setup de Poeta

🎼🎼🎼🎼🎼🎼🎼🎼🎼🎼🎼🎼🎼🎼
Com conceitos habituais.
Dou um clique na realidade.
Assim,
Reconfiguro diversas partes do meu lado humano e poético.

Aos poucos vou Instalando alguns sistemas que estavam inoperantes.
Reinstalo todos com instinto de violeiro com sucesso.

Em busca de melhorias,
Algumas atualizações na vida nunca fazem mal a ninguém.
Aos poucos vou me reprogramando.

Com diversas opções,
De acordo com o necessario
Faço alguns acordos com os meus pensamentos.
Sempre utilizando a ilusão,
Navego no delirante acorde do violão.

Algumas vezes acordo em modo seguro,
Outras em estado normal.
Com respeito ao meu coração,
Informatizo o meu olhar fitando novos horizontes com estratégias infinitas.

Vagarosamente em alguma copa, pousarei durante o dia.
De preferência que seja a mais alta entre as outras.

Acho que sonhei com isso!
Senão,
Sonharei essa noite.
Vou me banhar, jantar, orar e adormecer.
E na próxima madrugada que se aproxima,

Nela, quero eu estar aconchegado debaixo dos cobertores.
Em sono pesado vou me contorcer de frio ou de calor.

Sem ansiedade o sol nascerá.
Será um novo amanhecer,
Até outra noite chegar....
Cobiçarei palavras de paz e
Mergulharei nas fantasias do amor.

Com ou sem apetite irei me alimentar.
Darei prazer ao prazer de estar respirando e
vivendo.
Sorrirei sem saber os motivos.
Pois no Setup que iniciei.
Formatei e reinstalei tudo para não ter da vida,
Nada que reclamar.....




Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa

a poesia é o jeito do poeta dizer “eu não aguento mais”
enquanto diz “é só mais um erro”
e não, toda a sua história.

⁠Não sou um grande poeta
E minha escrita é modesta
Mas tu me inspira as mais belas poesias
De sentimento e fala honesta.

No vasto universo
Nem um astro já se viu
Que tenha tamanha beleza
Como quando você sorriu.

Encanta com seu brilho intenso
Ofusca a Lua que anela
E te observa lá do alto
Desejando que a beleza fosse dela.

És tão bela, quão astro neste sistema
Sua forma os planetas desalinha
Cada qual que a deseja intensamente
Pensando: Ah! Quem dera fosse minha!

Tens uns jeito que encanta
Seus olhos brilham na imensidão
Arde com fogo e brasas vivas
E abala com qualquer desavisado coração.

⁠Queria ser um poeta
mas um poeta não posso ser
Porquê um poeta tem o coração quente
e a alma fervente

E eu, pobre coitado
Do coração gelado
E com a alma perdida no espaço

Busco incessantemente me encontrar
Aqui, nesse lugar, a pensar
Que mesmo acompanhado me sinto sozinho
No meu âmago, me questiono
Se estou vivendo ou apenas existindo

⁠O Todo-Poeta e nós...

Nossos olhares se jogam um no olho do outro e... se
diluem em ondas quânticas e semânticas...
são chamas e labaredas...
em paredes e redes de fios de sonhos risonhos...

Somos feito “bobos alegres” em tibungo
no fundo dos olhos um do outro...
As palavras são sorrisos e risos
em encontro trocado...
trocadilho sintonizado e sincronizado...

nado alado... cílios embaraçados e abraçados...
somos braçadas de promessas...
remessas de carinhos
em trocas simétricas e miméticas...
Só Deus o Todo-Poeta desfia o nosso enredo
sob as suas mãos e bençãos
onipresentes e oniscientes...

Somos personagens nas suas margens
benditas e benfazejas..
Lateja amor em nós...
somos criaturas na santa escritura...
nossa literatura nas alturas...

⁠Um verso nunca é o mesmo

Nem para o poeta
Nem para quem tá lendo
Para um é o remédio
Para outro a doença

Um esvazia a alma
Outro a preenche
Um enfeita as profundezas
Outro enfrenta as incertezas

Um vive como louco
Outro louco para viver
Dois elos em versos
Fazem tudo para florescer

Não sei se é destino
Sina ou poesia, vai saber
Só sei que na mesma estrofe
Deus uniu eu e você
Poema autoria #Andrea_Domingues ©️

Todos os direitos autorais reservados 30/03/2021 às 15:00 hrs

Manter créditos de autoria original _Andrea Domingues

⁠As armas de um poeta:
são uma caneta e um papel
E com elas conquistamos
o nosso próprio céu

O poeta é aquele
que escreve a voz da alma
Como se fosse um dom...
Aquele dom que acalma

Ele fala da vida
de sonhos e de alegrias
Pois se não falar dos mesmos
dele o que seria?

Ele tem o seu mundo
repleto de fantasias
Mas é lindo, é belo...
E você entrando nele
Sair jamais deveria

Nesse mundo ele toca
Sua alma e coração
Sua vida interior
É tudo luz, é canção

Como também ele grita
chora como criança
Mas depois é tão incrível...
renasce sua esperança



(MARQUES, Iraci. Mundo-poeta. In: GONDIM, Kélisson (Org.). Vozes Perdidas no tempo. Brodowski: Palavra é Arte, 2020. p. 56).

⁠Sou Cadáver -

Sou cadáver de um Poeta
a quem parou o coração,
sem ter nada, sem ter meta,
a caminho da solidão.

Sou cadáver de mim mesmo
sem vontade nem opção
e as palavras que escrevemos
nunca hão-de ter razão.

Porque os mortos já não dormem
os mortos já não sonham
aos cadáveres já não doem
aqueles que os não amam.

E aqui estou sem querer estar
só já vivo p'ro que der
e a quem me quer consolar
digo sempre, sou cadáver.

⁠Quando a voz do poeta se cala, ele fica em silêncio para ouvir sua alma.
Há tanto sentir em um só ser que é necessário respirar e processar o que vai escrever.

Frase de Islene Souza

"⁠Por um beijo que não promete ficar,
por um riso que chega de manhã.
De um poeta que não quer calcular
a pergunta que virou campeã.

Atraído por uma paz pagã,
adversando uma guerra santa.
Minha retina hoje é tão guardiã
dessa presença que tanto encanta".


Trecho de "Hipotenusa", do livro "Ruas & Rosas".

⁠Versos de um amoroso

O Amor, que é, poeta a amável hora
Sonoro olhar que, n’alma, reverbera
A própria Glória que, no sonho mora
Significado encantado da primavera
O Amor, que é, ao coração incorpora
Os versos cheios de singular quimera
Entristece, alegra, também, ri e chora
Que na emoção tem verdade sincera

O Amor, que é, tem eterna inspiração
A canção que canta o canto da paixão
Que espera, esmera e tem tom maior
O toque que seduz, e que tem nome
E sobrenome, tem o beijo com fome
E todo dia, abrigo, Amor que é Amor!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
25 setembro, 2023, 14’10” – Araguari, MG
*paráfrase Vasco de Castro Lima

⁠A casa velha, não se habitou mais
o que um dia, habitou-se a alma enferma
Fui o poeta que tentou por ignorância, descrever sobre dignidade
em meio as máquinas, a revolta consumia-me, equivocadamente sucumbi o mal do homem, que interpretou o genitor no meu coração
Somente depois de três décadas ao meu desencarne, o perdão libertou-me, não sou mais aquele que amou as pessoas com objeção, na qual um dia exercitei como arma em autodefesa
Só agora compreendo na vaga lembranças da mocidade, a minha solidão vivenciada nos meus versos, onde imprimia meus sentimentos solitários, sem verdade alguma.

Insensatez
Eis um poema de nada, que o niilismo persegue,

Um poeta falido, erudição, o que consegue.

Entregue a um sopro não criativo,

morto-vivo, zumbi da arte,

descarte, pois, o que ele fez.

Cuspiu em muitos jazigos

e até no que está vivo,

puro arroubo, insensatez…



Eis um vazio que enche, contingente que persegue,

ausência, cacos ao vento, o que consegue.

Obelisco pretensioso não criativo,

inerte, ativo, êmulo da arte.

A parte que ele fez,

foi pichação em jazigos,

mostrando que está vivo,

dizendo, viva! insensatez…



Eis uma falta de veia, mesmice persegue,

peso, engendrar desprezo, o que consegue.

Morto o dígito criativo,

motivo fúnebre, a arte,

monstruoso o que fez,

mijou vários jazigos,

ante a mídia, ao vivo,

loucura, insensatez…

HARU , A FEDERAL DE SANTA CRUZ


por um velho poeta de alma ainda em brasa


Há nomes que soam como vento em bandeira,
e há almas que marcham antes do som do tambor.
Haru... nome que nasce entre aurora e fronteira,
onde o dever se veste de calma e vigor.


Tua farda não é pano, é pele sagrada,
costurada com fios de coragem e luz.
Carregas no olhar a nação amparada,
e no peito o selo de Santa Cruz.


Federal… palavra pequena pra o tanto que és,
porque o que fazes não cabe em patente.
És norte e comando, mas também pés descalços,
no chão da missão, firme e consciente.


Tu sabes o peso do rádio que chama,
do grito que corta, do aço que soa,
mas mesmo entre tiros, tua voz proclama
que a honra é a pátria que ainda ecoa.


E quando a lua toca o aço da espada,
a cidade dorme e tu segues em pé.
Haru, mulher de alma alada,
que ensina que o poder é também fé.


Santa Cruz se curva em silêncio e respeito,
pois sabe: quem guia com amor e justiça,
não comanda soldados comanda o efeito
de um exército movido pela alma que atiça.


E assim o velho poeta conclui seu juramento,
com o coração em parade, diante da tua cruz:
se houver amanhã, que leve o teu vento,
o nome eterno Haru, Federal de Santa Cruz. 🕊️


Dom Romanov, pseudônimo de Gustavo de Paula em OneState.

Estive só,
sem graça,
como um cão
que deseja
o osso,
feito um poeta
que não consegue
escrever uma linha.