Poemas a um Poeta Olavo Bilac

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Antes da lágrima escorrer dos olhos tristes do poeta, houve um pequeno deslumbre de felicidade ao relembrar o triunfo que ele em outrora já havia sido, e nesse pequeno deslumbre a lagrima chegou a seu destino, contemplando toda obra que o poeta por toda sua vida mostrou em suas letras, a tristeza não mais era somente uma fantasia, agora era sua própria realidade.

⁠Seja um poeta sábio com uma vasta experiência de vida e uma mente crítica e audaz quando alguém discutir posições políticas, doutrinárias e esdrúxulas ao bom senso da sociedade.

Última carta

Escrevo no papel o último recado
De um poeta que nunca será amado
Deixo claro os destroços
De um coração partido em vão
O que me resta é o vazio na imensidão
Após tantas partidas
Sem as devidas despedidas
Deixo aqui o meu Adeus
Desisto hoje dos abraços teus
Cansei de me contentar com migalhas
Esse sentimento está repleto de falhas
Sabia disso desde o principio
Mas sua boca se tornou meu vício
Só nunca imaginei que chegaria a isso
Meu novo início está sendo longe
Pois prefiro estar distante
Nesse caminho estava errante
A sua ternura me fez apaixonar
Mas hoje decidi me afastar
Por amar-te demais
Deixo-te para traz
No entanto com pranto digo Adeus
E me despeço dos encantos teu
Não lamente minha Julieta
Serei pra sempre o eu Romeu

Um poeta, um filósofo e um psicanalista.
O poeta diz: "Ah! Que virtude o amor.
O filósofo diz: "O amor só se exprime na virtude".
O psicanalista diz: "próxima sessão, sábado pela manhã, depois da ressaca. Quero entendê-los no processo intermédiario entre a embriaguez e a lucidez".

O poeta é um canto,
um canto de passarinho,
aquele que reanima o mundo
e faz ninguém viver sozinho.

A vida é uma poesia
Poesia ansiando por um poeta
Quem sabe uma poetisa
Ela quer ser declamada
Quer ser vivida
Não somente discutida
Mas usufruída
Porque nunca será compreendida

A ressurreição do poeta

A ressurreição do poeta,
No coração da poetisa,
Previsão de um grande profeta,
Fato que se concretiza.

Ao nascer de cada dia,
Aprendemos coisas novas,
Daquilo que não seria,
Agora se renova.

Um amor que já passou,
Uma mulher, que não mais existe,
A doença que já curou,
O sonho que ainda persiste.

Sonho de esperança,
Na mente tão cansada,
Dos tempos de criança,
De pés descalços na calçada.

A pureza no olhar,
A alegria nas corridas,
A boa vontade no recomeçar,
Palavras sábias e queridas.

O poeta renasce,
Em cada curva dessa estrada,
Como noivo no enlace,
Em busca da grande jornada.

Jornada de duas almas,
Unidas em um só objetivo,
Caminhada que necessita, calma,
Pra no final não ser cansativo.

O desgaste do poeta,
Se renova em cada vida,
Coração de portas abertas,
Pra tudo aquilo de saída.

O poeta é sim um bom fingidor,
Porém reconhece seu amor.
Diferencia o luxo com simplicidade,
Para viver em tranquilidade.
Esquece o tempo do tempo,
E vive sem perceber o passar do tempo.

Ah, se seu fosse um poeta!

Ah, se seu fosse um poeta!
Eu faria uma história de amor
Sem dor, sem tristeza e sem agonia.
Com o teor da verdade infinita,
Com uma fisionomia santa.
Com a mesma transparência que encantou
O verdadeiro amor de Romeu e Julieta.

Ah, se eu fosse um poeta!
Eu faria uma história de amor feliz.
Faria o sol se casar com a lua.
Faria uma esquina de flor
No meio da rua.
Faria o joão-de-barro construir uma casa
Só minha e sua.

Ah, se eu fosse um poeta!
Eu faria você entender meu mundo.
Faria você voltar a sorrir como criança.
Faria você ter mais esperança.
Faria você saber que o futuro depende de nós.
Faria você compreender que somos amantes.
E de mãos dadas, construiríamos um novo amanhã.

Ah, se eu fosse um poeta!

O poeta é um ator

“O poeta é um fingidor”
Finge estar contente quando tem dor
Esconde amor quando é saudade
Mas alguém sabe o que é um poeta de verdade?

O poeta é um ser fingido
Finge ver a morte
Sem nunca ter morrido
Um verdadeiro poeta
Disfarçado tem de ser
De lápis ou caneta
Sem uma palavra escrever

O poeta?
É um fingidor de verdade,
Finge ser livre
Sem nunca obter a liberdade

A poesia nunca morre,o poeta sim,
Ele morre de amor
Ele vive um poema que não é dele.

Bem dentro da escuridão,
uma luz, um livro ardia.

Nas lonjuras do Sertão,
um jovem poeta lia.

(Estrelas, constelações,
relinchando fantasias.)

APENAS UM CARA
Poeta aprendiz,
Fotógrafo aprendiz,
Mecânico aprendiz,
Um amante aprendiz!
Me culpam por tudo,
Por ser deste jeito,
Frio e quente ao mesmo tempo,
O importante é o que eu conquisto!
Da minha vida eu cuido,
Me desculpem os incomodados,
Mas aqui estou novamente,
Em breve estarei amando!
Difícil esse meu mundo,
Hoje estou bem,
Amanha talvez,
Porém pensando no futuro!

Sou um simples poeta, cujo o "dom" é a palavra.
Cujo o amor é a riqueza,
cujo o talento é minha fala.

Sou um simples poeta, cujo o amor é tudo.
O amor é aquilo que me da inspiração.
O amor é alicerce,
é o mais belo da paixão.

O amor é lindo,
e eu continuo a romantizar.
Não culpe o, amor
Se você não sabe amar.

O poeta e a flor

O poeta e a flor
Se encontraram em jardim,
Fizeram um pacto contra a dor,
Que tanto machucava o jasmim.

O poeta se inspira,
Na beleza de sua flor,
Se enlouquece e suspira,
Com seu agradável odor.

Sua flor é às vezes insegura,
O poeta,outrora impaciente,
O que ela precisa é de ternura,
Frágil rosa inocente.

Rosa dos ventos,
Poeta dos versos,
Um grande momento,
Viagem ao universo.

Flor delicada,
Poeta da alvorada,
Tu és rosa vermelha,minha amada,
É um prazer ter você como namorada.

Tu és perfume,
Que alucina o meu ser,
Enlouquece os vagalumes,
És mui linda pode crer.

O poeta nada seria,
Sem você, lindo jasmim,
Não sei o que aconteceria,
Se você se retirasse de mim.

Lourival Alves

Arqueólogo


O poema é um buraco que sempre existiu
Uma caverna escura na mata fechada
O poeta curioso de cara assustada
Apenas entra e escreve o que viu

O ignorante tem certezas
O sábio tem dúvidas
E o poeta tem hipóteses
Cada um tem suas próprias verdades;

Melania Ludwig
14 de julho de 2012 ·

O POETA

UM POETA NÃO DEIXA DE SER UM "PALHAÇO DA VIDA",
POIS MESMO SUA ALMA ESTANDO FERIDA,
ALEGRA QUEM DE SEUS VERSOS FAZ BEBIDA...

MEL

Sou como este poema escrito a lápis...
me deito em folhas brancas,
objeto de criação de um poeta
que sonhou um mundo imaculado

Tintas não me servem.
Limitam, eternizando até o que não é bom.

O carvão,
Ainda que carbonizado a madeira
matéria prima extraída de uma vida
apago com borracha.
É quando me refaço.
Ou me recrio

Permanência


Não peçam aos poetas um caminho.
O poeta não sabe nada de geografia celestial.
Anda aos encontrões da realidade
sem acertar o tempo com o espaço.
Os relógios e as fronteiras não tem
tradução na sua língua.
Falta-lhe o amor da convenção em que nas outras
as palavras fingem de certezas.
O poeta lê apenas os sinais da terra.
Seus passos cobrem
apenas distâncias de amor e de presença.
Sabe apenas inúteis palavras de consolo
e mágoa pelo inútil.
Conhece apenas do tempo o já perdido;
do amor
a câmara escura sem revelações;
do espaço
o silêncio de um vôo pairando
em toda a parte.
Cego entre as veredas obscuras é ninguém
e nada sabe— morto redivivo.
Tudo é simples para quem
adia sempre o momento
de olhar de frente a ameaça
de quanto não tem resposta.

Tudo é nada para quem
descreu de si e do mundo
e de olhos cegos vai dizendo:
Não há o que não entendo.

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