Poemas a um Poeta Olavo Bilac
Olhar para o céu e não ver estrelas é como olhar para o mar e não ver a água. A beleza está sempre ao alcance dos atentos olhos humanos.
O medo dos súditos só deve prevalecer quando o amor fracassar. Mas, creio, o amor não fracassa! Fracassa quem não ama, ou quem não sabe demonstrar que é capaz de amar ou ser amável.
Menos é ma(i)s, "mas" os adversativos não são os poréns nem as adversidades. É a própria contradição de quem ama a vida como ela é. Sem nenhuma explicação (isto porque, pois...) Para que? Sorria para ela como ela sorri para você. Chore quando tiver vontade de chorar. E se quiser construir uma barreira só por causa da morte, diga-lhe: eu escolhi viver! A maioria apenas respira. Eu inspiro.
O amor não precisa de verbos para ser oração. É a exceção da regra sem exceção a qual todos estão sujeitos.
A música é o elo invisível e audível que converte a mecânica numa matéria orgânica chamada sentimento.
Porque és pequenina, criança, diante do céu infinito, mas, a tua pureza é a própria grandeza diante dos homens finitos.
Amigo (a) você é o melhor que existe em mim. A escolha mais certa que fiz. A chama da eterna saudade que sinto. Ninguém conhece mais a ferrugem de meu sorriso quando disfarço e o esforço repentino quando me disfaço nem amizade maior do que aquela que temos!
Amar é se entregar. Viver sem amor é como viver sem se dar, ter e não compartilhar, ser e não existir.
A dança é o melhor ritmo da vida. O coração dá o compasso, faz pulsar a valsa, encanta a platéia e só termina o espetáculo quando a vida lhe tirar o fôlego!
Eu sou a soma dos erros que cometi, a subtração dos obstáculos que superei, a multiplicação do bem que recebi e a divisão do amor que convosco compartilhei...
Quando a insensatez torna o desiderato infame e a torpeza ganha ares de destreza, percebemos que a pureza não está naquilo que se vê, mas na grandeza de um simples olhar para si mesmo.
Que importância é essa que constantemente atribuímos as circunstâncias alheias a nós, se são elas próprias, formadoras de opiniões deterministas, condizentes às pressões sociais, regidas por tantos modismos vulgares e imperialistas, quase sempre, tão fugazes quanto a arbitrariedade que os alimenta?
