Poemas a um Poeta Olavo Bilac
E todo aquele lance virou romance. E todo aquele disque me disque virou se liga, me liga, vem cá, quero te amar.
Quero te fazer eterna, jantar contigo a luz de velas. Quero te fazer razão, sentido e o significado de cada batimento do meu coração.
Ouço rock, sertanejo e suas cantigas desafinadas debaixo do chuveiro. Ouço sua voz sussurrando o "eu te amo" todas as noites em meu travesseiro.
Deus utilizou da sensibilidade e da pureza daquele que chora, para fazer florescer no meu peito o sentimento daquele que ama.
Ligo a tevê, mas não fixo o canal: O noticiário é puro desânimo! Corro para a banca ansiando algo bom. Volto para casa sem nada sob o braço. A vida seria menos desencantadora se os jornais pertencessem aos poetas.
Às vezes porventura pode ser que talvez, quem sabe entretanto e contudo tão indefinido; mas o porém, todavia, não sei dizer ao certo.
Dentre trezentos e sessenta e tantos dias, que compõem os anos, foi este que escolhemos, foi neste que estreamos; juntos, até que a eternidade nos imortalize. Despontamos no epicentro dos vendavais, deixamos a unanimidade para trás, nosso ímpeto consolida a união, somos o delírio absoluto da multidão.
Gosto de escrever para que depois eu possa ler, e ver que os sofrimentos todos passam e que os sentimentos sempre se modificam.
