Poemas a um Poeta Olavo Bilac
Ilha
E se um dia eu encontrá-la?
Não ficarei sozinho, aproveitarei
Cada dia, junto a você.
Eu agora, sou apenas eu
E o nada que circula
Por minha volta.
Escrevo poesia, como se escrevesse
Um monologo de meu próprio ser
Como um soliloquio qualquer
Meio que nostálgico.
Lírios, uma luz tênue
Que entra pela janela quebrada
Faz com que sinta por dentro...
Montanhas são gigantescas,
O céu é imenso.
E eu sou o que fica
No meio do mar.
Vagarosa
Em todos os cantos encontro um soneto,
Palavras lapidadas, de amor,
Adjetivos que esquentam o corpo,
Numa forma ardente, como uma porção
De sensações, indo ao mesmo encontro.
Mulheres, que apaixonam a vida de um homem,
É capaz de torná-lo um cavalheiro,
Um grande buquê para a querida amada,
Uma pitada de vinho para adoçar o dia.
Escuta o cantar dos jograis,
Que cantam as composições dos trovadores,
Poemas a se espalharem por todos os cantos,
Sensibilizando no ar, todo o relento
Que vaga para o coração dos humanos.
Bate no peito, o calor profundo,
Um corpo em forma de escrita,
Curvos traço, corto palavras
Para mostrar a vida,
Os jovens podem viverem mais,
Eles sabem buscarem o amor,
E transformar tudo em poesia.
Ondas de Solidão
Se possuísse uma canoa e um papagaio, podia considerar-me realmente como um Robinson Crusoé, desamparado na sua ilha. Há, é verdade, em roda de mim uns quatro ou cinco milhões de seres humanos.
Mas, que é isso? As pessoas que nos não interessam e que se não interessam por nós, são apenas uma outra forma da paisagem, um mero arvoredo um pouco mais agitado.
São, verdadeiramente como as ondas do mar, que crescem e morrem, sem que se tornem diferenciáveis uma das outras, sem que nenhuma atraia mais particularmente a nossa simpatia enquanto rola, sem que nenhuma, ao desaparecer, nos deixe uma mais especial recordação.
Ora estas ondas, com o seu tumulto, não faltavam decerto em torno do rochedo de Robinson - e ele continua a ser, nos colégios e conventos, o modelo lamentável e clássico da solidão.
Deixei um bilhetinho na porta de Deus:
"Pai, Livrai-nos de tudo o que tira o riso e a paz no coração.
Que a maldade não nos cerque,
Que a fé prevaleça
E que o bem seja sempre maior
que todo o mal.
Amém!"
Como indica o nome que assumem (reality show), um nome que não sofre oposição dos
espectadores e que só é questionado por uns poucos pedantes particularmente
presunçosos, o que eles mostram é real; mais importante, contudo, indica
também que “real” é aquilo que mostram. E o que mostram é que a
inevitabilidade da exclusão – e a luta para não ser excluído – é aquilo no qual a
realidade se resume. Os reality shows não precisam ficar repetindo a mensagem:
a maioria de seus espectadores já conhece essa verdade
"Há um tempo em que é preciso fazer a travessia, pegar o que nos restou dos longos anos de nossa vida e colocar tudo numa bagagem e decidirmos um caminho a seguir.
Parece que dentro de nós vive um desejo incontrolável de apego ao passado, às vezes guardamos na nossa bagagem tantas dores, dúvidas e tristezas.
É triste quando se percebe que teremos que fazer a travessia entre o passado e o tempo presente.
Optamos pelo passado se ele nos trás boas lembranças e rejeitamos o presente quando só há batalhas acompanhadas de tristezas, e dentro de nós se tem a ilusão de querer retornar.
Mas se engana quem pensa que vive do passado e foge do presente, temos o desejo compulsivo de querer carregar dentro de nossa bagagem apenas o que nos foi bom, e abandonar pelo caminho o que nos fez sofrer.
Muitas vezes recordando apenas o passado esquecemos de guardar na nossa bagagem tantas coisas atuais, e que o presente é o que temos no momento.
São tantas momentos vividos, tantas pessoas que passaram em nossas vidas, inúmeras saudades e incontáveis tentativas de querer reviver velhas memórias guardadas no coração.
Queremos atravessar o tempo levando conosco tudo que nos fez feliz, mas é impossível manter apenas bons momentos vividos, seremos em muitas vez surpreendidos por memórias ruins que teimam em ficar.
Estou sempre disponível para as travessias da vida, arrumo e desarrumo minha bagagem quase sempre, e vejo que esqueci algo ou acrescentei demais outras coisas, mas não tenho medo das reviravoltas da vida, só temo que um dia chegar e eu não ter nada pra colocar na minha bagagem."
-Roseane Rodrigues
Amor Amigo
Um amor amigo
Aos poucos foi sendo descoberto
E apesar de abrigo
Ao mesmo tempo deserto,
Congelando minha calma
Minha vontade regressa
De cair em seus braços
Te possuindo depressa
Um amor amigo
Que fale da primavera
Um enroscar contigo
Uma certa quimera,
Que apavore num grito
Quando o calor
do meu corpo no seu
De paixão se queimar,
Vão pensar que é perigo
E pintar de outra cor
Porque um amor amigo é assim
Sem luz e sem cobertor,
É cheirando a jasmim
É receio e pavor
Tem dias que ele faz festa
Tem dias que é só horror
E um pedido de socorro
Tão logo se manifesta
Assim como quem perdeu
O seu rumo
Dando com a porta na testa
Um amor amigo acontece
Pega a gente de surpresa
Ele quase nos enlouquece
E manda pra longe a tristeza,
O seu corpo aqui me aquece
E eu me pergo na sua beleza
Um amor amigo
É coisa que cresce
Aqui dentro da gente
É por natureza
Um amor amigo é banho de rio
É a coisa mais singela
É vento que sopra macio
Balançando até a janela,
É coisa que não tem explicação
Quando acontece
Alimenta o coração
E de sufoco a gente padece,
Querendo mais do que se espera
Pedindo colo em vez de mão
É um faz de conta já era
Que não passa só de ilusão.
Meus versos são vômito de indignação
Contra um país onde ninguém é racista
Mas a todo instante ouve-se o arroto da escravidão
A favela é preta!
O presídio é preto!
As calçadas e cozinhas seguem o mesmo padrão.
E na escola do Eurocentrismo
Só há espaço para o Cristianismo.
E aos negros: sobra o arroto da escravidão!
Nunca mexa com um Sagitariano com ascendente em Touro, se mexer meu caro amigo, poderá encontrar a sua perdição.
Signos tão diferentes e opostos um ao outro, fazendo um ser único.
Amante da liberdade, mas também amante da propriedade...
Um aventureiro, que gosta de emoções, adrenalina e perigo. Porém um ser mágico, que gosta de calmamente ir ao teatro, ficar em casa e ler um bom livro.
Difícil no amor, necessita de espaço, as vezes se sente preso, mas vezes é quem prende.
Lhe desejo sorte, meu caro amigo, se algum dia mexer com um Sagitariano com ascendente em Touro... Muita sorte e paciência.
Vingança ou silêncio
A vingança é um prato que se come frio, então me mantenho em silêncio até que a vingança aconteça.
Quero você pra mim…!!!
(Nilo Ribeiro)
Um sentimento inexplicado,
é mágico, não revelado,
mesmo estando do outro lado,
se sente perto do ser amado
a pessoa pode estar distante,
mas você vive o seu dia,
é um sentimento intrigante,
um sentimento de magia
um sentimento invisível,
ele faz esta ligação,
ela só é possível,
porque nasce no coração
sente até o cheiro,
isto eu pressuponho,
é um sentimento tão verdadeiro,
que desponta até em sonho
é um sentimento tão vivo,
que não dá para ocultar,
ele é tão conectivo,
que nem a distância pode separar
um sentimento enigmático,
que não tem explicação,
ele é tão sintomático,
que só existe no coração
a ele estou preso,
na alegria e na dor,
a ele sou indefeso,
pois sou todo amor
um sentimento que revela,
um sentimento que engana,
às vezes nos atropela,
outras nos leva ao nirvana,
às vezes deixa sequela,
mas somente em quem ama
errado ou certo,
meu amor é assim,
longe ou perto,
quero você pra mim…
Após uma taça de vinho...
Segue-se um olhar, um toque...
Seus cabelos em desalinho...
Felicidade que não requer retoque!
Muitas vezes, passamos tanto tempo presos a uma situação, a um relacionamento, a um trabalho... Passamos tanto tempo vivendo uma rotina que já não nos vemos mais sem ela, não nos reconhecemos mais se não estivermos ligados a ela. Simplesmente decidimos não ir adiante e tiramos a liberdade do outro de ir. Aprisionamos, acorrentamos e fazemos mal (principalmente a nós mesmos). Talvez, essa necessidade insana de permanecer, seja apenas medo de enfrentar o novo ou, quem sabe, medo de deixar o “velho” e não se reconhecer mais, de perceber que você mudou a tal ponto que, nem nos mínimos detalhes se reconhece mais. Talvez, seja medo de descobrir que o vazio que acreditava ter preenchido nesse relacionamento, ainda continua aí, dentro de você.
Vale mesmo a pena, continuar nisso por pura teimosia? Vale mesmo a pena, seguir atrelado a isso, se nem a sua paz te acompanha mais? Vale mesmo a pena, fechar as portas para novas oportunidades que verdadeiramente te farão feliz? Vale mesmo a pena, se desgastar tanto, simplesmente para não ser o primeiro a compreender que acabou?
Qualquer pessoa é suficientemente inteligente para perceber quando uma relação chega ao fim, que qualquer situação só pode ser levada a diante se for capaz de ser saudável, se for leve, se for agregadora.
Tudo o que te tirar o equilíbrio, a paz, o ânimo; que tirar o brilho do seu olhar, que manchar o seu sorriso e/ou lhe tirar o prazer e a leveza, SIMPLESMENTE NÃO VALE A PENA!
Decidir sair de uma situação assim não é sinal de fraqueza. Não significa que você fracassou!Significa apenas que você é maduro o suficiente para compreender que deu certo e durou apenas o tempo necessário (nem menos, nem mais) e que chegou a hora de investir em novos sonhos, novas conquistas.
Liberte-se! Deixe ir e vá buscar a felicidade que lhe espera logo ali.
"Às vezes o que você precisa é de um abraço forte, e alguém que sussurre baixinho que te ama, que vai ficar tudo bem.
Alguém que você possa encostar a cabeça nos ombros e chorar sem medo de ser fraca, e que ouça seus desabafos mais profundos.
Porque tem dias que são negros, onde as dores são espremidas no peito jorrando lágrimas em nossa face.
São lágrimas de tristeza de não saber qual o motivo de tanta angústia, engolimos as palavras não ditas pois não se sabe o que dizer.
Pois, há momentos inesperados em nossa vida que leva o coração a uma tremenda amargura, onde os sentimentos se tornam um turbilhão de
incertezas.
Pois existem dias em que não sabemos lidar com nossos sentimentos, onde o coração pede socorro e busca desesperado por um alguém que possa resgatá-lo das mãos da tristeza que o fez prisioneiro."
Vamos celebrar a vida
Vamos celebrar o amor
Todo mundo
um dia sente dor.
Só nos cabe a cada dia
a alma recompor.
Vamos!
O cansaço pode até ter
o seu lado bom.
Nos evolui e nos ensina.
Não esqueces:
Até no céu nublado existe cor!
Um retrato de mim mesmo
Parabéns pra mim, que não desisti de viver, mesmo quando quase nasci morto, nem quando fui atropelado ou quando quebrei tantos ossos que nem sei o nome. Parabéns pra mim, que já passei frio, fome, sede, estive doente e até depressivo, mas persisti e venci (confesso que não foi fácil). Parabéns pra mim, que nunca tive um aniversário celebrado ou ganhei um presente, mas não culpo minha família nem a sociedade. Parabéns pra mim, que não tinha amor por ninguém (pois nunca havia sido amado), mas fui alcançado pelo amor de Deus. Parabéns pra mim, que errei, cai, fracassei e recomecei tantas vezes que já não posso contar. Parabéns pra mim, que já fui traído, abandonado, magoado, descartado, iludido, humilhado, criticado e caluniado, mas mesmo assim, escolhi o caminho do perdão. Parabéns pra mim, que escolhi estudar mesmo sem o apoio de ninguém, que me deram uma enxada nos meus dezoito anos e não uma carteira de motorista, mas me encontrei nos livros, que nunca olharam o que eu tinha ou quem eu era (muita gente deveria aprender com os livros). Parabéns pra mim, que nasci num contexto de abusos e violência, mas escolhi a paz e ser um homem de bem. Parabéns pra mim, que mesmo sendo hetero, não sou homofóbico. Mesmo sendo homem, não sou machista. Mesmo que não dêem valor, escrevo poesia. Mesmo o mundo sendo tão moderno, não abro mão do cavalheirismo e do romantismo. Quem sou eu? Um homem comum, que com sangue, suor e lágrimas, e muita fé, está trilhando seu próprio caminho no ritmo que a vida lhe permitiu, sonhando seus próprios sonhos e construindo tijolo por tijolo suas realizações. Não sou invencível! Sou indesistível. Não sou melhor nem pior, mas decidi ser um homem de verdade.
Timoneiro pode desatracar os nós das cordas do drakar
Mais um dia de pilhas e guerras, hora de zarpar
Diante da claridade espadas rúnicas e escudo emadeirados
Para afinar nas batalhas em busca de riquezas em templos valorados
Cara carrancuda, barba estilo rústico elmo chifrados
Aparência do gladiador com íntimos exasperados
Peito disposto diante o combate, pronto para o sangue é a morte
Que se façam a arbítrio do furor para assim ser mais forte
Filhos de fenrir cultuando o ancestral sem ter o lado bem e o mal
Apenas em busca exício, deixando em viúvas uma dor lacrimal
Adeptos ao destino dos deuses ao ragnarok futuros eventos do remate
Submergindo o mundo em águas, mas sobra o dragão dos mares para o arremate
Serão os viventes nórdicos aguerridos espumando louros, grandes herdeiros
De couraça e peles de ursos verdadeiros, com a fronte de heróis derradeiros.
O QUE TE FAZ FELIZ?
O que te faz feliz?
Um sorriso amarelado
Ou um abraço apertado?
O que te faz feliz?
A lágrima que você ver
Ou o sorriso ao amanhecer?
O que te faz feliz?
Um pé que se atravessa de repente
ou a mão que você estende?
O que te faz feliz?
o fútil
Ou o útil?
O que te faz feliz?
Um vespeiro
Ou um brigadeiro?
O que te faz feliz?
O que te faz sorrir?
Qual a cor do seu lápis de cor?
Qual o tamanho do seu amor?
O que te faz feliz
Faz o outro também feliz?
Você troca a dor
Por um ato de amor?
Você troca o dinheiro
Por um bom companheiro?
Você troca um espinho
Por um carinho?
Você troca o preconceito
Por um novo conceito?
Você troca uma vida vazia
Por esta poesia?
O que te faz feliz?
Érika Mendes
Precisamos saber a hora de caminhar
Quando:
.... Recebemos um sorriso amarelo...
....um abraço frouxo...
.....ou encontramos um coração ocupado
