Poemas a um Poeta Olavo Bilac
"A culpa, em sua forma mais destrutiva, nasce da sobrecarga de um superego que não admite falhas e, ao se sobrepor ao ego, se perde na ilusão de perfeição."
"Quando o santuário da mente é violado, cada memória se torna um reflexo doloroso, e a reconstrução do ‘’eu’’ exige coragem que está além das palavras."
"A dissociação é um refúgio da mente diante do intolerável, mas deixa a alma presa em um limbo de incongruência."
"A psicanálise não apaga o trauma, mas oferece um espaço para transformar dor em força e resiliência."
"Quando o ambiente falha, o falso self surge como um guardião, mas também como uma barreira ao reencontro com a autenticidade."
"O trauma não é uma reminiscência de um momento doloroso; é a marca de uma experiência que a mente, na sua sabedoria, escolheu fragmentar para poder sobreviver."
"Reconstruir o trauma é um processo de reinvenção, onde o vazio se preenche com a coragem de recontar a própria história."
"Cada repetição do trauma é um pedido de resolução do inconsciente, um clamor por integrar o que foi negado e escondido."
"O Outro, tão desejado, é sempre um lugar de projeção, um espelho onde nossas fantasias se materializam e nossos medos se escondem."
“A complementaridade, ou a tentativa de união total entre os sujeitos, é impossível, pois cada um, no fundo, é uma máquina particular e singular de quereres que escuta apenas a si mesma(o).”
''A fantasia ocupa um lugar imprescindível nas nossas vidas, não apenas como fuga da realidade existencial, mas porque como uma energia psíquica nos permite recalcular nossas insatisfações e fragmentações, realizando desejos não satisfeitos através da imaginação e a ficção''.
"A fantasia inconsciente é a arquitetura do instinto, onde cada desejo encontra um espaço mental para ser ensaiado, mesmo sem ser realizado."
"O fantasma, na visão lacaniana, é o eco do desejo que nunca foi saciado, um laço entre o corpo pulsional e a falta no Outro."
"A identificação no espelho é um marco psicológico e simbólico, essencial para a formação da identidade infantil."
O sujeito alienado no consumo já não consome coisas, mas a si mesmo, dissolvendo-se em um mundo de aparências.
Metade de mim não é nem um terço de quem sou, se me divido para caber em alguém, deixo de existir e passo a viver o outro.
Ao notar que alguém te trata meramente como um produto, defina um preço tão alto que ela não consiga pagar.
