Poemas a um Poeta Olavo Bilac

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Nada disso acaba,
Tudo tem sabor,
Mas só o amargo salva,
Na canção do vencedor.

Inserida por michelfm

Apegue-se à vida,
Diga o que tem a dizer,
Faça o que tem que fazer
E dê o fora daqui.

Inserida por michelfm

Do olhar inconsolável
Nascem as canções,
Em nosso despropósito,
Brotam proposições.

Inserida por michelfm

Gritos de Felicidade
(O Clichê não Basta)

Lembro-me do pátio, da sala, da praça;
Recordo-me da biblioteca, do teatro,
Do parque e Dela.

Imagino seus risos, gestos,
Comentários sem sentido,
Imortais em minha lembrança.

Ouço gritos na cozinha e pra lá do muro,
Querem dizer algo,
Não quero entender o que dizem.

Houve um período
Em que gritos me faziam tão bem,
Precisava deles, esperava por eles,
Me preenchiam.

Gritos de felicidade.
Uma das melhores sensações
Das quais podemos provar.

Gritando qualquer coisa,
Para que todos nos ouçam;
Eles, os outros nos ouçam.

Saborear e sorver nossas vidas.
Encher os pulmões de oxigênio,
Desatar qualquer forma de medo,

Com relação a mais sincera expressão,
Num sopro que nos proporciona existência.

Fiquem paralisados,
Endurecidos, emudecidos e chocados,
Sem reação com tal atitude impensada.

Somos muito pouco espontâneos,
Penso que esse seja nosso grande pecado.
É nisto que acredito.

Vivemos acurralados por nós
E isso também não é novidade.
Não se resume ao que fizeram e fazem,
Mas ao que nós fizemos e fazemos;

Muito já foi dito a esse respeito,
Esse comentário é apenas mais um plágio,
De toda cópia produzida e reproduzida do restante.

Mas é assim, precisamos apenas do clichê,
Para continuarmos.

As demais características
Não passam de adereços.

Gritos de felicidade.
Uma das melhores sensações
Das quais podemos provar.

Gritando qualquer coisa,
Para que todos nos ouçam;
Eles, os outros nos ouçam.

Pois o clichê, nem sempre basta ou bastará.

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Contos Perdidos do Vale Encontrado

Ao final das contas,
Em todos os lugares,
Encontraremos motivos
Para ficar e motivos para partir.

O que define nosso lar
É a percepção que temos dele,
E a determinação,
Nos impulsiona a prosseguir.

Nos Contos Perdidos
Do Vale Encontrado,
Nós somos palpites
Lançados ao vento.

Nos Contos Perdidos
Do Vale Encontrado,
Suspeitas prováveis
São pressentimentos.

Como tem passado ?
Como vão as coisas ?
Como tem estado ?
Teu bem estar me encanta.

O convite a partir
É sempre atraente,
Somos vivências
Em movimento iminente.

Nos Contos Perdidos
Do Vale Encontrado,
Nós fomos palpites
Lançados ao vento.

Nos Contos Perdidos
Do Vale Encontrado,
Suspeitas provadas
São bons sentimentos.

Inserida por michelfm

Ao final das contas,
Em todos os lugares,
Encontraremos motivos
Para ficar e motivos para partir.

Inserida por michelfm

O que define nosso lar
É a percepção que temos dele,
E a determinação,
Nos impulsiona a prosseguir.

Inserida por michelfm

Como tem passado ?
Como vão as coisas ?
Como tem estado ?
Teu bem estar me encanta.

Inserida por michelfm

O convite a partir
É sempre atraente,
Somos vivências
Em movimento iminente.

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Aos Ávidos e Insaciáveis

Convidava o ser vidente,
Como os portais límpidos
E diáfanos de ilhas
Virginais incógnitas,

Desconhecidas e inexploradas,
Que habitam o imaginário,
Tempestuoso dos pioneiros,
Mais ávidos e insaciáveis.

Ela personificava tua significância,
Ela não levava nada em consideração.
Era o desacordo e a concordância,
Ela não levava nada em consideração.

Reservada apenas aos mais
Vigilantes e persistentes,

Como se o ímpeto,
Desvendasse nela,
Teu próprio sentido ousado.

Num molejo natural e singular,
Dominava o ambiente ao se mover;
Pois ela não andava simplesmente, Marulhava ao navegar pelos espaços.

Produzia insegurança nas fêmeas,
Que orbitavam ao teu redor
E neste entorno abstraía-se
De qualquer fixação alheia.

Ela personificava tua significância,
Ela não levava nada em consideração.
Era o desacordo e a concordância,
Ela não levava nada em consideração.

Reservada apenas aos mais
Ávidos e Insaciáveis.
Ela não levava nada em consideração.

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Aos Ávidos e Insaciáveis

Convidava o ser vidente,
Como os portais límpidos
E diáfanos de ilhas
Virginais incógnitas,

Desconhecidas e inexploradas,
Que habitam o imaginário,
Tempestuoso dos pioneiros,
Mais ávidos e insaciáveis.

Inserida por michelfm

Ela personificava tua significância,
Ela não levava nada em consideração.
Era o desacordo e a concordância,
Ela não levava nada em consideração.

Inserida por michelfm

Mas é com toda a certeza cultivável.
Quando verdadeiro é durável,
Fortalecido é indestrutível, inquebrável,
Se derradeiro mantêm-se infindável,

Inserida por michelfm

Mas nunca, jamais, intolerável.
Sentimento fino e agradável,
Nele o respeito deve ser respeitável,
Em sua existência, honrado e louvável,

Inserida por michelfm

Dependendo o caso e a ocasião é inadiável.
O amor perfeito é invulnerável,
Não pode tornar-se desagradável,
Ou então degradar-se tornando-se degradável.

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Resiste aos trejeitos, a avenida do amor é transitável,
Sempre plausível, nunca vaiável,
Terrível é aquele irrecuperável.
Quando em público é observável,

Inserida por michelfm

O amor inconsciente é inimaginável,
E se amamos quem ama a gente fica inseparável,
Prova de amor é inquestionável,
A palavra transcende; é inominável.

Inserida por michelfm

Se fosse metal seria inoxidável,
Sendo sincero é insubstituível,
Mas aquele aventureiro é instável.
Quanto mais alto mais intocável,

Inserida por michelfm

A Lenda do Guerreiro Urbano

Sua cama o pavimento,
Seu cobertor a lua minguante,
As paredes de cimento
Com grafite cintilante,

O tapete do seu quarto
É o córrego borbulhante.
O pontilhão é o limite
Cortando as artérias.

Rompendo o fatigante,
Nos becos crescem bromélias.
Um fato relevante,
Um relato fascinante !

“Na metrópole profana,
Um mendigo indigente,
Se torna a lenda urbana,
De um guerreiro valente.”

Em sua carruagem
Revestida de papelão,
Recomeça a viagem
Costurando o ribeirão.

As vielas são inseguras,
Mas já foram o seu lar,
Identifica as figuras
Rascunhadas num pilar.

Seguindo o segmento
Sua pupila se dilata,
Quando vê e fica atento
A um latão em movimento,

Descendo violento
Na enxurrada que arrebata.

Se aproxima desconfiado,
Em um instante repentino,
Ao latão agarrado
Ele nota um menino.

Se atira no rio sem pensar,
Então pensa em não se afogar
E nadar, nadar e salvar.

Descendo a corredeira
Depois da trovoada,
Atitude guerreira,
Um arco-íris na alvorada.

Não pretendia ser famoso,
Não almejava ter dinheiro,
E um desafio fabuloso
O transformou em um guerreiro.

Ele nadou, venceu e salvou
E o menino viveu e voltou,
Para contar a lenda...

“Na metrópole profana,
Um mendigo indigente,
Se torna a lenda urbana,
De um guerreiro valente.

A Lenda do Guerreiro Urbano.”

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Sua cama o pavimento,
Seu cobertor a lua minguante,
As paredes de cimento
Com grafite cintilante,

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