Poemas a um Poeta Olavo Bilac
Mas conheci os teus amores,
Eu conheci as tuas dores,
Os teus temperos e sabores,
A tua chama, lutadora, a flamejar.
Poesia Pandêmica
Teu sorriso esfacelou,
Tua esperança esfacelou,
Teu sonho esfacelou,
Ela não vai voltar.
Não foi o vírus que a matou,
Foi o desprezo pela vida,
De quem nem mesmo a conheceu.
Não conheceu os teus amores,
Não conheceu as tuas dores,
Os teus temperos e sabores,
A tua chama lutadora a flamejar.
Tua missão esfacelou,
Teu projeto esfacelou,
Tua presença esfacelou,
Ela não voltará.
Não foi o vírus que a matou,
Foi a tolice desmedida,
De quem negava o inegável.
Quem a matou não se deu conta,
Que a negligência contamina,
Não há vacina, pra estupidez.
Ele nem mesmo a conhecia
E suas inofensivas idas e vindas,
Ceifaram vidas, arruinaram vidas.
Não me recordo dos teus nomes,
Nomes demais pra recordar,
Nomes demais pra mencionar.
Mas conheci os teus amores,
Eu conheci as tuas dores,
Os teus temperos e sabores,
A tua chama, lutadora, a flamejar.
Restou a força dos brutos,
E todo o resto pereceu,
Estamos colhendo os frutos,
Pra quem ainda não nasceu,
Não nasceu e o culpado fui eu.
Frutos do Sistema
Pensando no que seremos,
Refletindo sobre o que fomos,
Na árvore da vida hoje somos...
Frutos de um sistema em degradação,
Frutos de um sistema em deterioração,
Frutos de um sistema em regressão,
Remando pra deter nossa involução.
Mas não foi nesse período,
Que tudo aconteceu,
Antes da resposta
Já havia a interrogação,
Voltados para a encosta
O Sol escureceu,
A neblina turva
Escondeu o coração,
Envolveu o coração...
Frutos de um sistema em degradação,
Frutos de um sistema em deterioração,
Frutos de um sistema em regressão,
Remando pra deter nossa involução.
Restou a força dos brutos,
E todo o resto pereceu,
Estamos colhendo os frutos,
Pra quem ainda não nasceu,
Não nasceu e o culpado fui eu.
Frutos do Sistema.
Aqueles que conviveram,
Aqueles que aproveitaram,
Aqueles que bendisseram,
Preencheram, perpetuaram.
Naquele Pretérito
Bem-mais-que-perfeito.
Verso Corrido: Do que têm não falta nada
Na rampa ela me acurrala,
Chamando pra brincadeira,
Desvia, faz volta e meia,
Corro dela, ela é corredeira.
Na arena baila quadrilha,
Escorrega rega a soleira,
Foi quem inventou a cartilha,
Dengo ela, ela se zangueia.
Aprecio com dever cumprido,
A mensagem imortalizada,
Quando solto esse verso corrido,
Do que têm não falta nada.
A primeira puxa a fileira,
Calada me arma cilada,
Saltitante esquenta a chaleira,
Do que têm não falta nada.
Debate de pura bobeira,
De meiguice a rabugice,
Corro dela, ela é corredeira,
Dengo ela, ela se zangueia.
Aprecio com dever cumprido,
A mensagem imortalizada,
Quando solto esse verso corrido,
Do que têm não falta nada.
e quando
aparenta cansaço,
limitação ou desistência,
revigora-se
num relance
avassalador,
de inconsequente
persistência,
Pairar Incansável da Fênix Sublime
o amor,
substância
mais versátil
e resistente
do universo
conhecido;
subsiste,
nos multiversos
possíveis e
impossíveis.
desconstruído,
metamorfoseia-se
em expressões
infinitas
e quando
aparenta cansaço,
limitação ou desistência,
revigora-se
num relance
avassalador,
de inconsequente
persistência,
ressurgindo das cinzas
para a eternidade.
