Poemas a um Poeta Olavo Bilac

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bang bang

amor, agridoce razão
vai além
da sensação
é ser: - meu bem!
ou não...
também,
mocinho ou vilão
mas ninguém vive sem
ou tampouco entende
está sempre a catar quem
e sempre nos surpreende

© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Cerrado goiano

Eu quero falar de amor, só que tá difícil,
Eu não sei se essa é a hora certa ou
Talvez não seja tempo pra isso.

Mulher menina

Menina bonita.
Menina sapeca.
De ponta cabeça
Para brincar.
Menina alegre.
Menina amiga.
Que a Vida anima,
Para cuidar.
Menina madura.
De cabeça pra baixo,
Fazendo traquinas.
Para encantar.
Menina Amiga.
Alegre menina.
Que veio para mundo.
Para Amar.

Marcos fereS

Ser ateu dá muito trabalho.

Ser ateu dá muito trabalho
Porque; mesmo, pensar ateu,
precisar estar inserido num Criador.
A mente nunca para de pensar.
Embora a consciência, entre em estagio
De latência. Um esquecimento momentâneo
Da existência.
Quando; o pensar-se ateu.
Fica diante das sombras refletidas na
Parede da caverna. Sem a possibilidade
De nenhuma conversão.
Porque a criatura, nunca será superior ao
Seu criador.
Todo o corpo físico existe, para alimentar
A mente. Que cresce, de forma permanente.
E perde-se tempo de Vida, atravessando o tempo.
Para convergir para uma ideia de Criador, possível.
Conforme o evoluir da consciência.
Mas, não antes de se adaptar aos poucos.
A luz, que isso proporciona. Para não cegar.
Diante do esplendor da luz.
Que se absorve;
A medida, que consegue chegar.
Alcançar a saída da caverna.

Ser ateu, também é um estado de ser Nele.
É estar sempre com a cabeça na parede da
Caverna de Platão. Apreciando apenas sombras.
Que julga ser toda a verdade.
Cada ser pensante, possui a própria forma de Criador.
Porque só consegue imaginá-lo.
Porem; cria possibilidade de crescimento e
Mudança. Passando para outra forma de
Ser e estar, nesta Vida.
Ao invés de sentir e experimentar apenas,
As formas e imagens dos cinco sentidos.
Ora procurando prazer. Ora fugindo da dor.
Se a inteligência, conduz o ateu.
Da forma de pensar.
Também pode conduzir o ateu de
Crescer em ideias espirituais.
Sem a falsa sensação de pensar,
Conhecer tudo. Em tão pouco tempo.
De permanência neste mundo.

Marcos fereS

SONHO

Sob o encanto mortiço do olho sem
pálpebras da sentinela desolada, vagos
e nefastos errantes sombrios entram em
sua nimbosa treva proibida.
Perturbados por sonhos hipocondríacos,
se encantam com a moribunda noite,
assim como o velho poeta e seus versos de outrora.

INQUIETUDE

O que me incomoda é este teu silêncio
de amar e se fazer amada
mas não me ama.
Você me olha quase falando
mas nada fala.
Teus gestos tem um quê!
mas eu não sei o por que
deste teu silêncio.
Desta chuva que cai, mas não molha
deste fogo que arde, mas não queima
deste vento que sopra tão forte,
mas não move sequer uma folha do lugar.
E você permanece imutável
sem saber que te amo,
deixando apenas o silêncio
falar por você...

Traços De Mim!

Os traços...
Vão dando a forma.
O jeito.
O sombreado.
A imagem surge...
E aos poucos
fez-se poesia.
Num rosto de mulher,
que esboçava um
tímido sorriso.
O poeta-desenhista,
traçou um rosto familiar.
Um rosto que
sem dúvida,
sou eu!

A CAIXA

Dor...
Fique bem aqui, guardada
Dentro desta caixa
A caixa é escura e grande:
Grande o bastante para estar tão vazia;
Negra o bastante para o medo do escuro;
Silenciosa o bastante quando fechada.
Quando aberta é fatal!
Os gritos começam,
Provocando tamanha lástima.
Sempre a mesma música ao abri-la.
Aquela melodia chorada
Cada vez aberta, lágrimas
Rasgando a ferida.
Dor...
Não vá embora
Fique bem aqui, guardada
Dentro desta caixa
Ou quando abrirem-na
Não haverá mais nada.

Máquina da desinvenção
[J.W.Papa]


Desinventei a amizade, desinventei o namoro, desinventei a cidade
desinventei tudo que fora inventado, e antes que fosse tarde
me revoltei com o sistema, chutei o balde
desinventei a velha máxima de que adolescente é tudo rebelde
e assim segui pela vida... desinventando as invenções existentes.

Desinventei minha infância, abandonei os livros, os amigos, a escola...
Senti-me como se fosse um adulto temporão
no pleito dessa minha nova desinvenção fui trabalhar nas férias:
- vendendo picolé, carpindo lotes, acompanhando e cuidando de idosos -
Logo alguém viu a merda que fiz e cismou de desinventá-la por mim.
Então, tive de me adaptar! Uma vez que, barriga vazia não para de roncar.

Sem querer inventei o fórceps!
Assim que nasci, desinventei o parto normal
e foi essa, a minha primeira desinvenção que deu o que falar.
Tornei-me logo cedo um grande desinventor
- marginalizado por minhas ideias revolucionárias de desinvenção.

Desinventei a guerra, desinventei a fome, desinventei a miséria
desinventei tudo que havia de ser desinventado
segui em frente desinventando tudo que pude sem olhar para trás
até que um dia cismei de inventar uma máquina que desinventasse as desinvenções
e assim tudo cessou de ser desinventado por mim.

A poesia parece ter morrido sufocada pelas transições nebulosas da fabrica que cria mentiras.
Parece não haver espaço para os apreciadores que saldosos tornam-se poucos
Durante a sua criação ela nasce e cresce consigo leva os turbilhões de idéias e emoções que em chamas arde o peito de quem há de escrevê-las.
É quase como vomitar aquilo que não se consome e pó assim dizer que para o poeta ela morre quando a caneta para em um ultimo nome.

Ei, coração
você esqueceu seus cabelos no meu chão
venha buscar
ou outros deixar

"Quando você não se enxergar no meu olhar e a minha boca o seu nome não pronunciar é porque estou te beijando."

Guetto Moreno

Do que me cabe, divido.
Do que me gabe, duvide.
Do que me sabe, duvido.
Namastê.

Pele alva, olhos tristes, alma forte...
Sedenta de rios, cujo o nome: carinho.
Abomino a frieza, aquela, que não tem beleza e nem põe mesa.

A indiferença dos orgulhosos no penhasco,
Já não queima-me a carne,
Ofereço então meu regaço, misturado com meu canto, para seu pobre pranto.

Hoje vejo a chuva em nostalgia
leve, devagar, lavando a terra
e trazendo nas gotas a poesia
que sempre ela nos oferece
Hoje, mas somente hoje,
parece que algo nela não é
e que sua melodia ate carece
daquela força e de fé...
O que acontece, não sei,
algo com ela se deu
parodiando o poeta, pensei,
ela mudou ou mudei eu?

BRILHO ESCONDIDO

O sol majestoso e imponente
Ofuscado por pequena e simples nuvem;
Assim o nosso brilho pode às vezes,
Envolto em pesares que aturdem

Estar, sim escondido, e conquanto
Querer expor com força sua luz.
Confie!! Pois a nuvem é passageira
E ao brilho ela até mesmo nos conduz.

Fogo…
(Nilo Ribeiro)

Você me acende,
me incendeia,
me transcende,
desnorteia

arde minha pele,
sinto teu calor,
deixo que revele,
por você o meu amor

o abraço aquecido,
pernas entrelaçadas,
o amor bem esculpido,
na fogueira em brasa

no corpo esplendor,
na alma labareda,
o mais divino amor,
a mais bela companheira

cada vez mais apaixonado,
cada vez mais te admiro,
teu fogo tão iluminado,
da minha vida é brilho

amo te tocar,
me queimar,
me incendiar,
te amar

diva fogosa,
não te esqueço um dia,
mesmo se for embora,
te farei poesia

minha musa inesquecível,
o poeta te ama assim,
mesmo sendo impossível,
vou te amar sem fim…

Botafogo:
Terra de todos os avós,
Mas que se fôda
Pois os meus não estão lá

De repente eu abri os olhos e todas as coisas mundanas e universais
Começaram a olhar pra mim e me disseram:
Hei, fala sobre mim, escreve sobre min.
De repente eu não sou humano e sim um maquinário da arte
De repente eu sou prepotente e orgulhoso, mas de repente não
Então comecei a escrever um monte de bobagens
Pra quem sabe alguém algum dia chame de arte.

deleguei
deixei com que as pessoas pensassem por si só
e amei
amei que pensei em mim
somente em mim
por mim
fazer por mim
e depois amando quem tivesse que amar
mas primeiro eu tive que
me amar