Poema Terra
Pode ir no seu enterro
De mil pessoas pra lá
E na outra ir uma só
Ou duas sei lá
Mas não importa quantas pessoas vá
Pois a terra que te cobre
É uma só de jogar
Não importa quem seja
Ou quantas pessoas vá
A terra que te cobre
É a mesma que cobre o outro
Mesmo sendo rico ou pobre
Mesmo feio ou bonito
Mesmo longe do infinito
O fim não é na frente
Pode ser de repente
O fim um dia chega.
A terra cala o grito
A terra cala o sujeito
Mesmo sendo bom sujeito
O fim é sempre o mesmo.
Aqui na terra, no plano físico, somos todos manifestação de energia.
A energia do Grande Espírito, manifestada através de Gaia e em Gaia, a mãe-terra. Somos seres espirituais e terrenos. Poderosos!
Todas as nossas ações são manifestação de energia. No corpo material há a potencialidade de criar manifestar tudo no plano físico – amor ou dor, luz e densidade, coragem ou medo. A escolha é nossa.
Aonde estão em nossa essência
os sentimentos que declaramos
aos ouvidos despreparados?
Em qual canto de nossas almas
encontram-se as doces palavras que
soltamos ao vento que acaricia-nos?
As vezes esquecemos que a terra é
um grande círculos e em tudo há
retorno.
Se não vivemos aquilo que declaramos,
deveremos silenciar nossos lábios.
"Do que a terra mais garrida,
teus risonhos, lindos campos têm mais flores.
Nossos bosques têm mais vida.
Nossas vidas em teu seio mais amores".
"Do que a terra mais garrida,
teus risonhos, lindos campos têm mais flores.
Nossos bosques têm mais vida.
Nossas vidas em teu seio mais amores".
(O autor se esqueceu de dizer que este jardim de delícias é frequentado por diversas quadrilhas de ladrões e que aqueles que se aventuram a apreciar as belezas do jardim são fatalmente assaltados)
"Interessante! Em uma terra a qual se encontra saturada de tantos analfabetos bíblicos, quem ler a bíblia é considerado um herege".
Isso seria cômico se não fosse trágico.
Pedaço da Minha Vida
Minha terra está distante,
Mas jamais será esquecida,
Sinto uma saudade constante,
Deste pedaço de minha vida.
Muitos anos já se passaram,
E não sai do meu pensamento,
Com os amigos que ali ficaram,
Tenho um bom relacionamento.
Cidade pequena e charmosa,
Com encanto bem natural,
Com flores lindas como a rosa,
Ornamentando cada quintal.
Entre tantas outras belezas,
Existem sempre as mais divinas,
Deus determinou como riquezas,
As tuas mais belas e lindas meninas.
A noroeste do Rio de Janeiro,
Faz divisa com Espírito Santo,
Onde vive um povo hospitaleiro,
Que a Santa cobriu com seu manto.
Povo religioso e de bom coração,
De uma personalidade bem definida,
Adotando sempre como proteção,
A virgem santa senhora Aparecida.
Hoje sofrendo muito distante,
Pretendo a alegria reencontrar,
Mas ainda sinto muito confiante,
Que pra minha cidade irei retornar.
O tempo passa em alta velocidade,
De cabelos brancos e a pele enrugando,
Já estou sentindo o peso da idade,
Mas espere querida que estou chegando.
A viagem é muito longa e demorada,
Mesmo assim digo que muito me seduz,
Pois ha muito tempo está sendo esperada,
O meu retorno a minha querida e amada.
Cidade muito bela e aconchegante,
Que por amor apelidei de lindona,
Desconheço quem não se encante,
Com Bom Jesus de Itabapoana.
Du’Art 03 / 06 / 2014
vivo uma luta diária sendo um leão no dia a dia,
mas sei meu deus meu jesus não falha e um dia terei minha paz,
e vamo que vamo que a vida e bela é so parar para apreciar as criações divinas,
o barulho do mar, o nascer e por do sol, o cheiro bom de chuva e terra molhada,
o desabrochar de uma flor é só escolher e curti e sentir o amor de jesus !!!
DIFERENTES PÉS
Os Pés tinham raízes
Raízes grandes e se alimentavam do pedaço de terra que ali estavam
O alimento nunca faltava
As folhas sempre apareciam
O dia era dia
À noite somente noite
Havia sincronia entre o Sol e a chuva
Havia sintonia entre a terra e a água
Porém havia alguns Pés que não entendiam porque ali estavam
Esses Pés não entendiam porque mesmo com o Sol, com a chuva e com a terra fértil ali não se encaixavam
Então esses Pés cresciam por crescer
Viviam sem viver
Iluminavam sem brilhar
Mal sabiam eles que era a própria terra que os matava
Essa terra que alimentava era a mesma que dava fome
Essa terra que trazia segurança era a mesma que dava medo
Mal sabiam eles que raízes ali não tinham
Mal sabiam eles que era de Ar que precisariam.
Eu confesso
Sou estranha
Olho para as nuvens procurando por imagens concretas
Enquanto aqui na Terra meus olhos buscam por anjos
Anjos humanos?
A doce utopia da vida
E ainda quando sinto minha fé enfraquecida por algum motivo ,tenho mil e um motivo para pensar ,agradecer e alimentar minha alma de gratidão ,apesar de tudo !!!
A vida na terra é curta demais pra amarguras ... então eu amo até o que me dói
Edmaasfcosta
CANAÃ, A TERRA PROMETIDA
Caminhamos quarenta anos através dos desertos
Até chegarmos a nossa pátria; a Terra prometida.
Onde o Senhor reservou-a, e revelou-a à Moisés;
Ordenando-o a resgatar-nos da escravidão vivida.
Assim cumpriu-se; passando pelo mar vermelho à pés.
Trouxeram na bagagem, dúvidas, medos e saudades;
Houve lamúrias, murmúrios e muitos se arrependeram.
O costume escravagista gerenciava algumas mentes,
Assim como eles; nós tememos mudanças que vieram;
Sair do Egito do pecado é tão difícil; como se sentes?
De Moisés até nosso dias, há uma nova promessa,
Um lar no imaginário dos seus filhos! Uma grande nação,
Uma Nova Canaã, que começa no planeta Terra;
Uma segunda casa, maior que a primeira de adoração,
Nesta segunda; escolhidos farão moradas, lá se encerra.
O Deus de Israel, o Senhor das duas casas nos acolherá,
Disse Ele: todas as casas desde o tempo da servidão
Não são apenas templos, são adoradores fiéis e contritos,
Que separam para mim um altar feito certezas
no coração.
Para herdar minha Canaã, siga meus preceitos escritos.
Se hoje somos muitos, se o mundo nos fez Te ver,
É que os teus feitos desde o paraíso até fins dos tempos
Nos conduziu e nos conduzirá à conhece-lo em verdade,
O Deus, um dia desconhecido, rasgou os véus dos templos,
Trouxe luz, aos olhos cegos de Ti, deu a noite a claridade.
Antes do verbo vêm o silêncio,
antes do silêncio não há nada pra falar,
um minuto de fala cortada,
ouvindo o som da Terra de Ninguém...
E o vento levou o que precisava ser levado,
que a terra contenha as chamas
e finalmente o ciclo possa ser encerrado.
Mais um cadáver no jardim,
mais sofrimento, mais aprendizado;
me pergunto se finalmente a maldição me devorou,
se também serei condenado a viver a vida amargurado,
e que eu não pertença mais a mim
e que meu lugar seja ao lado
de todos esses corpos aqui enterrados.
Que minha alma ascenda e alcance paz,
o necessário foi feito e o passado não se desfaz.
Que a terra permita que eu descanse meus pés
e me dê forças para germinar e crescer uma vez mais.
Eclipse Lunar
Enrubescida lua de ontem...
Arremessando filiformes lanças
em brilhos raios
direto na retina.
Lunar eclipse de abril...
Raro feito tu
somente as noites sombrias das guerras
e as manhãs frias de dezembro.
No olhar, aparatosa visagem de estrelas escondidas
em densas nuvens adensadas às pressas
por temor de tal fenômeno
que aterroriza momentaneamente os céus.
Sol, lua e terra convergindo
conspirando antes do amanhecer
tramando às ventas de Zeus
planos indecifráveis, planos infalíveis.
Cobre cor em contornos tórridos
perfazem o torso de astros subordinados ao firmamento.
No espaço ilimitado e indefinido onde se movem os astros
um satélite é silenciado, por alguns instantes a terra se cala.
Zeus ira-se ao descobrir tal trama
resistente em sua inteligência
entra em litígio com seus subordinados.
Deuses (outros), tentam atenuar a decisão colérica de Zeus.
Mas Zeus em seu ineditismo
declara o fim da escuridão -
Sol e lua são condenados a permanecer em sua temporalidade habitual
e a terra, é absolvida por sua insignificância.
Casa de madeira
No alto dos Montes de Minas
Nas terras de Joaquim Dalélio
Uma velha casinha de madeira:
- Cruzada nas árvores
- Telhado amarelo
- Vistas para cachoeira d’alça d’água.
Ao redor da casa - mata virgem-
E uns pés de goiaba de morcego
Cerca feita de mourões e arame farpado
Com dentes grandes e ferrugem dourada.
Por Todo lado
Mourões de cerca dormente
- (daqueles de “trem”) -
Protegendo a casa dos sonhos de muita gente.
Mas, não protegendo de gente!
Protegendo de bicho:
- Onça do tipo Pintada.
Uns pés de fruta
Na porta da cozinha,
Um pé de rosa cor de rosa
Na porta da sala e
Outro de “Ora-pro-nóbis”
A dar de esmola na cerca dourada.
Vida tranquila
Vivida devagarzinho no
Sossego da serra de Minas!
Um pito de fumo de rolo
No papel de milho e
Um trago de cachaça
Feita no alambique daqui
Com cana cavalo colhida no quintal,
Doce igual mel!
.
Um pedaço de queijo branco
Com cafezinho (novo):
-Adoçado com garapa!
Humm...
Vida sossegada
Do tipo dessas que se vive
- (enquanto se sonha) -
Nas terras de Minas.
TALVEZ
E se o equilíbrio fosse desfeito
e as coisas movidas do lugar?
E se amores brotassem feito mato da terra
e florescessem feito flores no campo
sem dia, sem hora ou lugar?
E se o [tum tum...] do coração não fosse tão alto
ou tão forte
ou tão rítmico?
Talvez não houvesse tanta dor acumulada no peito
ou, tanta lágrima transbordando dos olhos
ou, tantos órfãos pensamentos abandonados no dia,
abandonados nas noites.
O desequilíbrio talvez seja bom!
Talvez, o seu papel, seja o de movimentar um pouco as coisas...
Desacomodar os pés sempre plantados no chão.
Talvez, ao menos equilíbrio haja,
ou verdades ou mentiras!
Amores não há. Não podem haver!
Talvez seja preciso
mover o equilíbrio de lugar a lugar
de vida em vida
de pessoa a pessoa.
Talvez seja necessário buscar equilíbrio
até mesmo em desequilibrados passos
dados ao longo do caminhar,
em busca de sentido que oriente o caminho
e de brilho de vida que preencha o olhar.
Talvez o medo,
ao menos medo seja.
E o amor,
não tenha que durar.
Desequilíbrio/equilíbrio/
EQUILIBRAR-[se].
Talvez o desequilíbrio,
ao menos desequilíbrio seja.
Talvez!
Talvez você encontre uma solução,
talvez não!
A Formiga, mais ou menos uns dez Pingos d'água e Eu
Num dia desses...
De previsão do tempo em desacordo
e céu azul e nuvens brancas,
dando formato a imagens de sonhos
e sol brilhante e sombra boa,
projetada em rumo de árvore grande
- [pé de um trem qualquer]-
plantada no asfalto da cidade
ou na terra do campo.
E de repente a chuva...
Que desaba sem aviso antecipado,
desabrigando os descuidados
tomando ligeiro os caminhos
e ocupando-se de preocupar
os videntes de desenhos em nuvens!
Tratando de por ritmo nos passos moles
escaldados e amolecidos pelo sol quente,
tratando de apressar as aves
em seus vôos solos pelas quinas do céu,
tratando de acordar os lagos e de viver os peixes
e tratando de matar a sede da terra - que agradecida -
empurra à superfície, as plantas...
Expondo suas folhagens verdes
seus frutos vistosos
e suas inspiradoras flores perfumadas.
Feito chefe em dia de súbito descontentamento,
ralha aos quatro ventos, a chuva que cai do céu.
Num protagonismo invejável!
Só as formigas se incomodam mais...
As gotas d'água,
feito flechas lançadas contra elas,
- do alto, sem escrúpulos ou piedade-
fazem pesar ainda mais o seu árduo trabalho diário.
Três estrelas ancoradas no céu
calçando a lua
em uma nuvem qualquer,
e uma rajada de vento soprada de lá para cá
na contramão da dança dançada a favor da chuva,
faz ir embora a nuvem escura carregada de raios
que entopem o céu de desespero.
Três dessabidos destinos,
encontram sentidos
em um sentido qualquer:
A Formiga...Desenrasca o pão do jeito que dá!
A Chuva... Se diverte com a farra toda!
E Eu...Transformo em tempestade - nem dez gotas d'água - caídas sobre mim!
