Poema Sobre Solidão

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RENITENTE - 20/12/2014

Sei que meu tempo de viver é sem contornos.
Não há retornos e nem desvios pra recomeçar.
Tudo começa em direção a um fim, o limiar.
Um processo que nos conduz como obrigações,
onde o princípio é uma juventude efêmera,
que não dura, somente perdura como saudades.
Um sentido momentâneo, que é reto e finito,
pois só nos cobra o preço da ida renitente
por crer numa eternidade que jamais teremos.
O novo sempre vence quando for aventureiro,
porém sempre é derrotado quando for ciente.

Ter ciência é entender que existe um limite.
E esse limite não é uma barreira que proíbe,
mas sim uma constância que divide pra separar,
o bem que avança, do mal caminho que desvia.
Tudo tá prescrito na origem, no fator elo
onde a preponderância governa forte e sagaz.
Assim,o encanto, a gratidão e a reciprocidade,
são como mágicas que embelezam a nossa vida,
porque nos permite conceber o amor como fuga,
diante de tantas adversidades e más ambições.
Todos temos sempre os mesmos objetivos finais.
Afinal quem nunca desejou a felicidade eterna.

Somos seres humanos buscando o idealizável,
querendo soluções finais, a verdade absoluta,
mas pecando em achar que há um lider supremo
que tem todas as respostas porque é onisciente.
Muitos perdem sua liberdade e capacidade real,
em nome de uma ilusão que jamais o facultarar.
Repudiar alegações e denominações é a essência
que necessitamos pra derrubar os impostores,
com seus históricos mirabolantes e santificados!

Texto de Almany Sol, para Pensador Uol

Desabafo de um antisocial

Todos pensam que devemos socializar. Numa festa de aniversário em família onde conhecidos e outros desconhecidos estão presentes, conversando, discutindo assuntos cotidianais e outros sem valor notório. Mas enquanto para todos esse momento é motivo de "felicidade", para mim é de muito estranamento e um certo receio quanto aos demais, o que me faz ser denominado como o estranho e antisocial da família. Mas, na verdade, é que o medo de pessoas e de aglomerações não me possibilita trajar uma mísera socialização com os demais.

minhas lamentações ecoam
nas profundezas,
a única esperança,
o que dizer da futilidade,
agora vou abandonar minhas ilusões,
e vou caminhar numa estra escura,
como pode brincar com meus sentimentos...
um dia quero voltar ao passado...

Sentimentos

Eu não sei por onde começar
É uma explosão de sentimentos
Tudo misturado e cunfuso
Não sei onde isso vai dar

Consigo sintir o amor
Quero amar
Mas não estou conseguindo encontrar
Consigo sentir o amor, a dor...

A solidão é sorrateira
Ela me espreita
A depressão me assusta
A tristeza se esconde

Eu sei que ela está ali
Eu sinto ela dentro de mim
Ninguém consegue ver
Porque elas estão cega demais olhando pra si

A felicidade que aparento ter
Nem sempre está lá
Minha descontração
Pode ser minha condenação

Quem grita não quer ser ouvido
Quem chora não quer ser visto
Quem é cheio por fora é vazio por dentro
Quem se mostra não é nada

Amor, talvez esse seja o motivo
Esse pode ser o meu motivo
Não só o meu
Mas o também o seu

É como mergulhar num oceano
Profundo, frio e solitário
Em busca de algo
Sem saber onde ele está

Não sabemos onde procurar
E seguimos vivendo
Na incerteza do amor
O amor... O amor

As vezes tenho vontade de morrer
E acabar com tudo que me mata
A solidão principalmente
Quero morrer, morrer de amor

Morrer de amor por alguém
Sentir algo que não sei mais o que é
Sentir o coração disparando
Sentir o beijo de amor

Sentir o calor dela
Olhar pra ela e saber que é grato por isso
Olhar pra ela e falar o mais sincero
Te amo, te amo e te amo...

Nesse triste convento aonde eu moro,
Noites e dias rezo e grito e choro
E ninguém ouve... ninguém vê... ninguém...

⁠⁠o ciclo vai acabando
Ela vai evoluindo
E eu vou sentindo
que cada vez
Aos pouco de uma forma tão lenta
Ela vai se desprendendo
de mim
E minha solidão
vai se aproximando.

⁠### Alma Silenciosa

Penso mais do que faço,
Escrevo mais do que falo.
Amo mais do que sou amado,
Ouço mais do que sou ouvido,
Silencio-me mais do que grito.

Sou mais conquistado do que conquisto,
Observo mais do que me observam.
Sou mais atencioso do que me percebem,
Sorrio mais do que me entristeço,
Irrito-me mais do que é natural,
Compreendo mais do que sou compreendido.
Talvez ajude mais do que sou ajudado.

Entre ser e ter,
Entre dar e receber,
Sou aquele que do pouco baralho é dado.
Mas creio que, na mesma proporção:
Vivo, corro, sou aquilo que Deus é em mim.
Com superioridade em alguns degraus,
E imerso em inferioridade noutros.

Não posso fugir, nem vestir-me
Daquilo que está ausente de minha natureza.
Ainda que eu tente, o tempo ditará
Quem sou.
Pois o ter é vulnerável ao tempo,
Nada do que se tem é para sempre.
Mas pode a verdadeira essência de Ser
Ser intemporal.
O que se é, não pode fugir de nós.
Ou se é, ou nunca se foi,
Enquanto o que se tem pode não se ter amanhã.

Alma, solitária a minha!?
Talvez, mas eu sei que vivo.
Corro, caminho, me relaciono, sorrio,
E sou dentro das proporções que Deus,
O supremo, fez e faz de mim.
Não posso ser superior nem inferior,
Minha medida, minha vastidão,
Que até eu mesmo desconheço,
Estão guardados na sapiência de Deus.
Afinal, não me conheço ao todo!
Pois isto exige mais do que experiência,
Envolve um grau profundo de sabedoria.

** 07.06.2024**

⁠Afonia
Grito toda noite no oceano escuro
nem sereias, nem anjos
Ninguém me ouve,
ninguém pesca.
Não sei mais nadar
Estou afundando
— Apenas indo.

⁠Meus poemas morreram,
Assim como eu...
Me perdi neste personagem
E ele me enlouqueceu

Não sei a saída
Será na próxima esquina?
Vivendo ou sobrevivendo,
Nem sei mais, é só uma rotina

⁠Meu maior erro foi acreditar em uma causa perdida.
Cá estou, onde só entro quando estou agoniado.
Obrigado por tudo que me proporcionou neste tempo.
Foram sorrisos, descobertas, prazeres, medos superados,
plantas saqueadas, noites em claro e pedágios pagos.
Entre bolos de caneca, e tortas de limão,
ainda não resolvi a única e mais importante questão.
Depois do sonho, vem o pesadelo, seguido de solidão?
Vai ver, eu não passo de um objeto defeituoso
que vira parte da mobilha por ser bastante virtuoso
Uma lâmpada com defeito a beira da explosão…

⁠Definhar

Um punhal atravessou meu coração
e me rasgou inteira por dentro
E eu sangrei...
por anos a fio, sangrei...
Lançada num vale de escuridão e dor
A alma despedaçada,
definhando...
Foi assim viver sem teu amor,
é assim viver sem ti, Amor!

(Poema do livro "Letras do Tempo")

⁠Chorei-me as lágrimas que não tinha,
dei a ti o tempo que não vivi.
E por fim, o que me restou
era eu,
apenas eu.

⁠Você vai sofrer muito querendo ser perfeito. Vai doer querer agradar a todo mundo. Você vai perder a sua identidade, antes mesmo de encontrá-la. Você vai se sentir sozinho. Você vai se deixar diminuir, vai brigar com você mesmo e vai tentar se esconder. Vai apagar o seu brilho e você vai se perder... Você vai se decepcionar com o mundo, vai se esquecer de você.
Vai doer quando perceber que você está errado, mesmo fazendo “tudo certo”, mas você vai aprender.
Não vá por esse caminho. Se ame antes de tudo. Se conheça. Se aceite. Se perdoe. Você ainda vai passar um bom tempo com você mesmo nessa existência.

⁠– Por que está comendo sozinho?
– Você também está.
– Não estou comendo sozinha, estou com você.

Estamos em multidão de outros.
Entre idas e vindas entre mortos e feridos, numa hora ou outra, vc percebe que sempre será sozinho. E esse estado transitorio sempre será permanente.
Essa é nossa maior angustia. Este é o nosso doloroso aprendizado.
Ser só e só.

⁠Entre Sensações e Cansaços

Diria que a vida é feita de sensações,
que entrelaçam muitas emoções,
das quais não se vê tantas menções.

O que se faz quando todas as palavras
já parecem repetidas?
Já não sei...
Mas sigo a escrever,
mesmo sem sentir que algo irá permanecer.

Gosto de imaginar o cantarolar dos pássaros
que me cercam no desconhecido —
o lugar onde, mais do que reconhecido,
encontro meu verdadeiro eu.
Ali, já não preciso fugir.
Ali, não preciso me inserir.

Pertencimento…
uma falsa convicção criada por aqueles
que mal sabem de si mesmos.
Afinal, onde pertencer,
senão ao próprio ser?

Estou tão cansado,
até um pouco frustrado…
Já não sei o que é me sentir fechado.
Nem tenho mais o desejo de ser encontrado.

Acho que a maturidade
é menos sobre a seriedade
e mais sobre o quanto você se expõe —
por dentro, por fora,
sem precisar de terno,
mas com verdade no interno.

⁠Quase Movimento

Hoje não começou cedo.
Nem com sol, nem com grandes planos.
Só um pouco de silêncio, e o barulho habitual das coisas andando devagar.

Ainda assim, há algo pulsando
uma vontade miúda,
que não grita, mas também não se apaga.

Temos carregado tanto peso,
e mesmo assim há espaço para mais um passo.
Não para chegar onde sonhamos ainda,
mas para sair do lugar em que paramos ontem.

Às vezes, continuar é só isso:
não desistir no meio da manhã,
abrir a janela,
respirar devagar,
e escolher, mesmo sem certeza,
não virar as costas para si mesmo.

Ah! Fico sentindo a fragrância das flores, que vem nas asas do vento
Me ponho a pensar,
Se eu tivesse o poder de voltar lá naquele momento, interferir no tempo,
Influenciar os acontecimentos!

— Ah! se eu pudesse voltar no tempo
— Protegeria nosso amor, evitaria tanta dor.

— Foi você que me ensinou que afeto é flerte, romance, poesia e euforia, portadores de alegria

A sina…
— Viver na solidão,
maltratando o coração,
é tanta desilusão,
que veio com a separação
— Crueldade, enfrentar essa saudade,
viver tão distante da felicidade,

Vivemos muitas coisas...
— Juntos desamarramos as amarras, emaranhadas que o tempo traz
desfizemos nó
Éramos dois,
vivendo como um só
— Andávamos contentes lado a lado, nenhum ficava pra trás

— De repente você partiu, outro rumo seguiu, sem muita explicação, só me disse que não poderia ficar,
— Que o mesmo caminho, já não íamos juntos trilhar

E agora, o que eu faço?
Com tantos lamentos, são muitos os conflitos, palavras sangradas, mal faladas

Recordo e sinto saudade
Você foi meu amor da mocidade!
Entendíamos através do olhar, mesmo em silêncio conseguíamos nos comunicar!

Ah!, se eu pudesse no tempo voltar!

Rosely Meirelles

Juntos novamente...

Talvez amanhã ou depois, a gente
Volte a conversar sobre nós dois,
Precisamos dar um tempo, e refletir
Tranquilamente sobre a gente.

Onde estará você neste momento
— Pensativa sobre o fato decadente,
Que levou a nossa separação, por
Pessoas de má índole inconsequentes.

Às vezes penso que estou ficando louco
Quando me pego conversando com você
De repente volto a realidade, olho pros
Lados e não consigo mais te ver.

Saio pra rua procurando em outros rostos
Pra ver se encontro um pouquinho de você,
Mas que tolice, são apenas rostos estranhos,
É mais um dia que eu passo sem te ver.

Sei que você está sozinha atualmente,
Uma fonte inteligente me informou,
Que está de volta e desta vez é pra ficar
Pois não consegue esquecer o que passou.

Chega de dar um tempo
Acabou o sofrimento,
Agora é só love, amor
O que já passou, passou
Enfim, juntos novamente.

⁠você, que me rouba o amado.
Você, angústia dos apaixonados.
Você, que ao coração faz sofrer
E no tempo, amargura do viver.

Você, prenúncio da solidão.
De dias e noites de escuridão.
Raiz de grandes dores,
Fim de muitos amores.

Deixe-me ver meu amado.
Estar, quero, ao seu lado.
Você, um tormento, uma ânsia.
Você, que tem por nome: distância.