Poema sobre Cultura
Empresas não mudam — pessoas mudam, e são elas que transformam a cultura de uma organização de dentro para fora.
Uma cultura forte atrai talentos, alinha comportamentos e sustenta o crescimento mesmo nos períodos de crise.
Dinheiro é necessário, mas não é somente o seu salário que vai te dignificar. A sua cultura e o seu trabalho sendo remunerado ou não sempre terão o seu valor.Pessoas grosseiras podem até ser milionárias que mesmo assim serão consideradas pobres.Quem ajuda ONGS e faz trabalho social é rico mesmo que nada receba.
Não alimente a cultura do ódio em nome do Deus amoroso. Evite falar mal da divindade dos outros. Fale bem do seu deus. Assim você pode com maior luz pensar como Cristo pensou: Tratai bem, perdoai e amai uns aos outros…
“Digo-vos, porém, a vós outros que me ouvis: amai os vossos inimigos, fazei o bem aos que vos odeiam…” ( Jesus Cristo)
A cultura é tão forte na sociedade, que ela é quem dita o que é certo ou errado em nossas vidas, sendo a nossa identidade formada por ela, cabe a nós aceitar ou não o que ela nos impõe.
Viver a essência é praticar o verbo existir a cada momento em detrimento da ilusão e da cultura do "eu tenho, eu sou".
A arte, a cultura e a educação politicamente correta devem estar sempre aliadas ao convite para um novo universo, das cores, das musicas e das palavras e proporem novas oportunidades de trabalho a todos mas principalmente aos que vivem invisíveis e esquecidos no patamar mais baixo da pirâmide social.
O Brasil tem uma grande divida social com a cultura negra da mesma forma que tem uma grande divida cultural com a cultura indígena. A nação cultural e educacional brasileira devem promover estes ajustes mas com historias verdadeiras e não esbranquiçadas e politicas.
As artes e a cultura contemporâneas são aquelas que pautam e estão ligadas a inclusão, ao diminuir a fome e a miséria e dialogar com todos igualitariamente por melhores dias por uma universal cidadania.
Moacyr Andrade, meu grande mestre sobre a arte e a cultura amazônica sempre foi forte e gordo, tinha muita fome em comer generosamente as cores, os sons e os mitos da Grande Floresta. Uma fome gratuita e bela, onde o coração de quem ama é bem maior que a barriga, o comer de conhecimentos para generosamente passar para quem aprendeu a amar também por respeito e liberdade. Hoje sei que quem sabe verdadeiramente distribui o que sabe. O mundo ainda não reconheceu o valor da extensa cultura amazônica deste grande pesquisador e artista. Moacyr Andrade e Manoel Santiago foram meus mestres por graça divina e devem ser considerados os maiores expoentes desta rica cultura regional brasileira.
Os mestres das culturas populares ribeirinhas, uma rica junção entre a arte e a cultura indígena, branca e a cabocla são as verdadeiras bases da arte, das festas dos mitos da cultura amazônica. Todo centenário legado imutável repassado de forma oral para seus descendentes, entre as brincadeiras das cheias e as vazantes do grande rio, fazem parte dos movimentos naturais de renovação da vida, livre e bela da Grande Floresta.
Vem pelas artes a verdadeira cultura resistente indígena brasileira. Vitoriosa e impar, tão rica de uma mitologia nativa, simples e sagrada, lembranças vivas e educativas de quem são. Guerreiros fortes e sobreviventes em comunidade, que hoje ressurgem mais vivos do que nunca das narrativas originais das ancestralidades.
Gosto de circular entre projetos de cultura, inusitados, improváveis e muito difíceis. Sei administrar pertencimentos de conhecimento a experts em áreas que conheço pouco. Nos projetos difíceis, a concorrência sempre é menor.
A politização partidária da educação e da cultura no Brasil, interrompeu de forma abrupta, todo o tradicional e seqüencial desenvolvimento humano laico, ético, moral, social, cidadão, vitimando em órfãos selvagens e abandonados, as novas gerações tecnológicas.
A Caixa Econômica Federal no Brasil tem uma divida social com a cultura negra. Pois foi fundada no século XIX, com objetivo principal de guarda de valores monetários dos escravos de ganho para compra de novas alforrias.
Após de mais de 50 anos eu falando, parece que agora a cultura, ate as comunidades indígenas sobreviventes aprenderam que nunca nenhum verdadeiro índio morre. Isto é coisa imposta pela catequese européia. Na verdade todo índio quando para de soprar, ele retorna a terra dos velhos ancestrais, logo "ancestraliza".
Após 150 anos de Libertação dos Escravos no Brasil, a cultura e a sociedade negra começa a reescrever sua verdadeira historia, apagando por vez, velhos conceitos errados esbranquiçados da sociedade hegemônica branca que distorceu, quase tudo.
Com a extinção de um idioma e de uma cultura indígena, toda humanidade perde os conhecimentos dos saberes ancestrais e toda historia viva de hábitos evolutivos de uma região.
